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Sobre O Autor: Sergio C A

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18 de junho de 2018

História De Israel – Teologia 31.227 (Livro 16 Cap 12) ARQUELAU, REI DA CAPADÓCIA, RECONDUZ O PRÍNCIPE ALEXANDRE, SEU GENRO, ÀS BOAS GRAÇAS DE HERODES.

História De Israel – Teologia 31.227
 
CAPÍTULO 12

ARQUELAU, REI DA CAPADÓCIA, RECONDUZ O PRÍNCIPE ALEXANDRE, SEU GENRO, ÀS BOAS GRAÇAS DE HERODES.

705. Quando Arqueiau, rei da Capadócia, soube que as coisas haviam chegado a esse extremo, o afeto pela filha e pelo príncipe Alexandre, seu genro, bem como a compaixão por ver Herodes, seu amigo, em tão deplorável estado, levaram-no a procurá-lo. Ele viu com os próprios olhos que o que lhe haviam relatado era verdade, mas julgou inconveniente censurar Herodes por haver acreditado em tudo e se guiado pela paixão, para não o irritar ainda mais, obrigando-o a se justificar. Como era muito sensato, tomou um caminho contrário para lhe acalmar o espírito. Disse-lhe que também estava muito irritado com o genro e aprovava o castigo que Herodes lhe aplicara. Afirmou ainda que estava pronto, se ele quisesse, a romper o casamento, retomar a filha e ainda castigá-la, se descobrisse que ela sabia da falta do marido e não tinha avisado o rei.
Herodes ficou surpreso ao ver Arqueiau defendê-lo com tanto ardor, mostrando-se ainda mais irritado com Alexandre do que ele. Sentiu então amortecer o fogo de sua cólera e mostrou-se disposto a agir com plena justiça nesse particular. Retomou pouco a pouco pelo filho os sentimentos de ternura que a natureza depositou no coração dos pais. Antes não podia tolerar que alguém desculpasse o jovem, mas quando viu que Arqueiau, longe de absolvê-lo, ainda o acusava, ficou tão comovido que não pôde reter as lágrimas. Rogou-lhe que não se deixasse levar pelo desgosto para com o genro e não rompesse o casamento. Arqueiau, vendo-o mais calmo, começou a refutar as acusações feitas contra Alexandre, dizendo que com certeza foram os amigos do rei que, com o seu comportamento, lhe corromperam o espírito, tão desprovido de malícia, principalmente Feroras.
Feroras, que já caíra no desagrado do rei de modo a não conseguir a reconciliação, julgou, ao saber disso, que ninguém, a não ser Arqueiau, seria capaz de reintegrá-lo às boas graças de Herodes. Então veio procurá-lo com vestes de luto e todos os outros sinais de dor que pode apresentar um homem que se crê à beira do abismo. Esse rei, tão prudente, julgou que podia aproveitara ocasião. Disse-lhe que o que ele desejava não era fácil, e o melhor conselho que lhe podia dar era que ele mesmo fosse procurar o rei seu irmão, confessasse ter sido causa de todo o mal e lhe pedisse perdão. Depois disso, se ele estivesse disposto a permitir que falassem em seu favor, tentaria prestar-lhe o auxílio que estava pedindo.
Feroras seguiu o conselho e saiu-se tão bem que voltou às boas graças do rei. Alexandre, superando todas as expectativas, foi justificado de todos os crimes que lhe imputavam. Arqueiau, após restituir a paz a todos com o seu excelente modo de agir, conquistou o coração de Herodes, que começou a considerá-lo um de seus maiores amigos. Deu-lhe ricos presentes e, lembrando que escrevera a Augusto relatando o seu descontentamento com os filhos, julgou-se obrigado a lhe prestar contas do que se havia passado. Os dois reis decidiram que Herodes deveria ir a Roma para informá-lo de tudo. Arqueiau retornou em seguida para o seu reino. Herodes acompanhou-o até Antioquia e, depois de conversar com Tito, governador da Síria, voltou à Judéia.


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História Do Cristianismo - Teologia 32.113 - TEMPOS TENEBROSOS


História Do Cristianismo - Teologia 32.113

TEMPOS TENEBROSOS

Mas como tudo era negro em volta! Eram trevas tão es­pessas que facilmente se podiam sentir, mas quem havia ali que as sentisse? Aquela condição era natural à maior parte deles, e preferiram-na à luz, porque seus atos eram maus. Quanto eles eram maus podemos ver pelos testemu­nhos contemporâneos, e pelas decisões dos seus concílios. No concilio de Paiva, no ano 850, foi necessário ordenar sobriedade aos bispos, e proibi-los de conservar ''cães e fal­cões para a caça, e de terem vestimentas ricas, simples­mente para fazerem vista".
Em dois concílios separados levantou-se a queixa de que "o clero inferior tinha mulheres em casa, com grande escândalo do ministério; "e dizia-se que os presbíteros se tornavam em meirinhos e freqüentavam as tabernas; eram usurarios... e não se envergonhavam de se entregarem ao vício e à embriaguez".
O cartuxo Seácrio falou deste período como sendo o pior de todos, lamentando que a caridade tivesse arrefeci­do, que abundasse a iniqüidade e que a verdade se fosse tornando rara entre os filhos dos homens.
Outro, que era bispo, afirmou: "Quase que se não en­contra um homem capaz de ser ordenado bispo, nem um bispo capaz de ordenar outros". Quanto aos papas, basta dizer-se que um deles, Estêvão VII, foi estrangulado, oca­sionando a sua morte a seguinte observação: "Ele entrou no aprisco como um ladrão, e foi justo que morresse pelo cabresto". Outro, Sérgio III, segundo o testemunho de um cardeal, era "um escravo de todos os vícios, e o pior dos ho­mens." Outro, João X, subiu ao trono pelo interesse da prostituta Teodora, sendo depois assassinado por influên­cia da filha dela; e, finalmente, um mancebo de dezoito anos, que abriu caminho à força para o trono papal e to­mou o nome de João VII, mandou tirar os olhos do padri­nho; bebia à saúde do Demônio; jurava pelos deuses pagãos, enquanto jogava os dados, e foi morto numa rixa da meia-noite, no ano 964.

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17 de junho de 2018

História De Israel – Teologia 31.226 (Livro 16 Cap 11) O REI HERODES MANDA ABRIR O SEPULCRO DE DAVI, PARA TIRAR DINHEIRO, E DEUS O CASTIGA. DIVISÕES E PERTURBAÇÕES NA FAMÍLIA. CRUELDADE DESSE SOBERANO CAUSADA POR SUAS DESCONFIANÇAS E PELA MALÍCIA DE ANTÍPATRO. MANDA METER ALEXANDRE, SEU FILHO, NA PRISÃO.

História De Israel – Teologia 31.226
 
CAPÍTULO 11

O REI HERODES MANDA ABRIR O SEPULCRO DE DAVI, PARA TIRAR DINHEIRO,
E DEUS O CASTIGA. DIVISÕES E PERTURBAÇÕES NA FAMÍLIA. CRUELDADE
DESSE SOBERANO CAUSADA POR SUAS DESCONFIANÇAS E PELA MALÍCIA DE
ANTÍPATRO. MANDA METER ALEXANDRE, SEU FILHO, NA PRISÃO.

699. As excessivas despesas feitas por Herodes dentro e fora do reino haviam esgotado as suas finanças. Ele sabia que Hircano, seu predecessor, retirara três mil talentos de prata do sepulcro de Davi e imaginava que outros lá ainda restassem, em número suficiente para cobrir todas as suas necessidades. Havia muito tempo ele desejava recorrer a esse meio, e por fim o fez. Começou por usar de todas as precauções possíveis, para impedir que o povo descobrisse o seu intento. Mandou abrir o sepulcro à noite e lá entrou acompanhado somente pelos seus amigos mais fiéis. Não encontrou dinheiro em moedas, como Hircano, porém achou muitos vasos de ouro e outras preciosas dádivas que ali haviam sido colocadas. Mandou levar tudo, no entanto isso lhe fez desejar mais. Mandou então rebuscar até mesmo no ataúde onde estava o corpo de Davi e o de Salomão. Conta-se, porém, que de lá saiu uma chama, que matou dois de seus guardas. Esse fato prodigioso assustou-o e, para expiar tal sacrilégio, ele depois mandou construir à entrada do sepulcro um soberbo monumento de mármore branco.
Nicolau, que escreveu a história dessa época, faz menção desse fato, mas não diz que Herodes entrou no sepulcro, porque julgava prejudicial à imagem do rei. Em seu livro, ele tem a mesma atitude com relação a muitas outras coisas referentes a esse soberano porque, tendo escrito essa história enquanto Herodes ainda vivia, o desejo de agradá-lo levou-o a falar somente o que lhe podia redundar em glória. Assim, ele registra, com grandes elogios, os seus belos feitos, mas suprime, tanto quanto possível, os seus crimes mais notórios, ou pelo menos procura disfarçá-los. Esforça-se mesmo por desculpar, com pretextos especiosos, a crueldade para com Mariana e os filhos desta. Ele assim procede em toda a sua obra, dirigindo pomposos encômios às suas justas ações, mas principalmente fazendo apologia de suas injustiças. Quanto a mim, que tenho a honra de descender dos asmoneus e ter o meu lugar entre os sacerdotes e que não ousaria pronunciar qualquer falsidade contra eles, narro as coisas sinceramente e não creio ofender aos reis descendentes de Herodes ao preferir a verdade, a qual em certos momentos pode lhes causar desgosto.
700. Desde o dia em que Herodes violou o respeito devido à santidade dos sepulcros, a agitação em sua família aumentou cada vez mais, fosse por uma vingança do céu, o que teria tornado essa chaga ainda mais dolorosa, fosse por ocorrer num tempo em que se podia vincular a causa a esse sacrilégio. Uma guerra civil não agitaria mais uma nação que as paixões dos diversos partidos da corte desse príncipe. Parecia que cada qual desejava superar os demais em calúnias. E era Antípatro quem sobrepujava a todos em artifícios para destruir os irmãos. Fazia com que fossem acusados de falsos crimes e ocultava a sua perigosa malícia tomando-lhes muitas vezes a defesa, a fim de poder, com esse amor aparente, oprimi-los sem muita dificuldade e enganar o rei seu pai, que pensava ser ele o único a se interessar pela sua conservação. Assim, Herodes ordenou a Ptolomeu, seu principal ministro, que nada fizesse no governo sem antes comunicar a Antipatro. Dava também à mãe dele participação em todas as coisas, e Antipatro servia-se dessa influência para insuflar o ódio na mente de todos os que julgava importante tornar inimigos do rei.
Alexandre e Aristóbulo, por sua vez, cujo coração correspondia à grandeza de sua origem, não podiam tolerar um tratamento tão indigno da parte daqueles que lhes eram inferiores, e as suas mulheres eram do mesmo parecer. Glafira odiava Salomé mortalmente, tanto por causa do afeto que tinha por Alexandre, seu marido, quanto por não tolerar que ela fizesse prestar à filha, que desposara Aristóbulo, as mesmas honras que a ela mesma.
Feroras contribuía para essa divisão, levando Herodes a desconfiar dele e a odiá-lo, porque recusara desposar a filha deste por causa de uma serviçal a quem amava perdidamente. Esse injurioso desprezo feriu Herodes profundamente, porque nada lhe podia ser mais doloroso que ver o irmão* a quem agraciara com tantos benefícios e que era quase associado ao governo pela autoridade que lhe concedera, corresponder tão pouco ao seu afeto. E, vendo que não conseguiria afastá-lo daquela loucura, deu essa princesa em casamento ao filho de Fazael, seu irmão mais velho. Mais tarde, quando julgou que Feroras, tendo já realizado os seus desejos, se havia tornado mais razoável, fez-lhe graves censuras pela maneira ofensiva como procedera para com ele e convidou-o ao mesmo tempo a desposar Cipro, sua outra filha.
Ptolomeu repreendeu Feroras, dizendo que este ofendera gravemente o irmão ao se deixar conduzir daquele modo por uma tão vergonhosa paixão, podendo por isso ser privado da boa vontade do rei para com ele, que tivera a generosidade de perdoá-lo de sua primeira falta, e provocar o seu ódio e a própria desgraça, quando devia conservar aquela amizade. Feroras, persuadido por essas razões, despediu a mulher, de quem tivera um filho, e prometeu ao rei, com juramento, não vê-la mais e desposar a princesa dentro de um mês. Chegado esse tempo, no entanto, ele esqueceu todas as promessas, retomou aquela mulher e amou-a ainda mais ardentemente que antes.
Herodes, ofendido com esse proceder, não pôde reter por mais tempo a sua cólera, e com freqüência escapavam-lhe palavras que traduziam toda a sua ira. Alguns, vendo-o daquela maneira indisposto contra Feroras, incitavam-no ainda mais por meio de calúnias. Não se passava um dia, ou mesmo uma hora, em que ele não recebesse novos motivos de desgosto por aquela cisão e pelas disputas contínuas entre os parentes e as pessoas que lhe eram muito queridas.
O ódio de Salomé pelos filhos de Mariana era tão grande que ela não podia tolerar que a própria filha, que havia desposado Aristóbulo, vivesse em paz com o marido. Exigia dela que lhe referisse as coisas mais secretas que o casal tinha entre si e, se acontecia entre eles alguma pequena rusga, como é natural, em vez de lhe acalmar o espírito, irritava-a ainda mais com as suspeitas que lhe despertava. Obrigava-a também a revelar o que se passava entre os dois irmãos.
A jovem princesa contou-lhe que, quando eles estavam sozinhos, faziam menção à rainha Mariana e à aversão que tinham pelo pai, dizendo que, se um dia chegassem ao trono, não dariam outro emprego aos filhos que Herodes tivera das outras mulheres senão o de tabeliães nas aldeias, pois, com a educação que haviam recebido, era o cargo que estavam aptos a exercer. E, se eles vissem as mulheres de Herodes se adornando com os trajes da rainha sua mãe, dar-lhes-iam por vestes apenas cilícios e as encerrariam em lugares onde jamais veriam a luz do sol. Salomé relatava todas essas coisas a Herodes. Ele as ouvia com pesar e procurava remediá-las, porque preferia corrigir os filhos a castigá-los. Assim, embora ele se tornasse cada dia mais triste e propenso a crer no que lhe contavam, contentou-se em repreender severamente os filhos e ficou satisfeito com as suas justificativas.
Porém esse mal, que parecia curado, bem depressa se manifestou muito maior. Feroras disse a Alexandre ter sabido de Salomé que o rei concebia pela princesa Glafira — esposa de Alexandre — uma paixão tão forte que era impossível controlar. Essas palavras despertaram tal ciúme no príncipe que ele passou a enxergar com maldade qualquer demonstração de afeto da parte de Herodes pela nora. O seu penar foi tão intenso que, não o podendo mais suportar, foi falar com o rei seu pai. Narrou-lhe em lágrimas o que Feroras lhe dissera. Jamais Herodes tivera surpresa maior. Ele ficou tão chocado com aquela abominável acusação que começou a lamentar profundamente a horrível malícia de seus domésticos, os quais pagavam com a ingratidão os muitos benefícios de que lhe eram devedores.
Mandou imediatamente chamar Feroras e disse-lhe, encolerizado: "Sois o pior de todos os homens! É assim que reconheceis tantos favores que de mim recebestes? Como podem penetrar em vosso espírito e sair de vossa boca pensamentos e palavras tão injuriosas contra a minha reputação e tão contrárias à verdade? Bem compreendo o vosso desígnio. Não foi somente para me ofender que falastes desse modo a meu filho, mas para o induzir a me envenenar, pois qual filho, mesmo possuindo um gênio pacífico, deixaria de vingar tamanho ultraje? Ou pensais que há grande diferença entre incentivar tal ciúme em seu espírito e pôr-lhe a espada na mão, para que me mate? Qual é o vosso desígnio, fingindo amar um irmão que sempre vos quis bem, quando na verdade me tendes ódio mortal e me acusais falsamente de praticar uma ação na qual não se pode sem impiedade nem mesmo pensar? Ide-vos, ingrato, que renunciastes a todos os sentimentos de humanidade por vosso benfeitor e irmão. Sejam as recriminações de vossa consciência o vosso carrasco pelo resto de vossa vida. Quanto a mim, para vos cobrir de confusão, contentar-me-ei em confundir a vossa malícia com a minha bondade, não vos castigando como mereceis, mas vos tratando com a mansidão de que vos tornastes indigno".
Feroras, não podendo se desculpar de tamanho crime, de que se havia tão claramente culpado, lançou a culpa sobre Salomé, dizendo que aquilo partira dela. Aconteceu que ela estava presente, e, como era tão fingida quanto má, afirmou altivamente que nada havia de mais falso e exclamou que parecia que todos haviam conspirado para torná-la odiosa ao rei e levá-la a perder a vida, e que a sua preocupação pelo bem-estar de Herodes diante dos perigos que o ameaçavam era motivo para que a odiassem, e Feroras mais que todos, pois fora ela a causa de que ele despedisse a mulher que mantinha. Enquanto falava, arrancava os cabelos e batia no peito, mas ninguém deu crédito ao que ela dizia.
Feroras, no entanto, ficou aflitíssimo, porque não podia negar ter dito aquelas palavras a Alexandre nem provar que as ouvira de Salomé. E ambos discutiram por muito tempo: ele para acusá-la e ela para se justificar. Herodes, cansado daquela discussão, mandou-os embora, louvando o filho pela sua moderação e por haver lhe manifestado o seu penar. Como já era tarde, foi pôr-se à mesa. Ninguém deu razão a Salomé, e não se duvidava de que fora ela quem inventara aquela calúnia. As mulheres do rei, que a odiavam por causa de seu mau humor e de sua inconstância nos afetos, difamavam-na continuamente perante Herodes.
701. Obodas reinava então na Arábia. Era um príncipe preguiçoso, que só amava a ociosidade. Sileu, que era hábil, bem apessoado e em plena mocidade, governava sob a sua autoridade. Veio ele falar com o rei Herodes sobre alguns negócios e, um dia, quando estava com o rei à mesa, Salomé, que também estava presente, caiu-lhe nas suas boas graças. Sabendo que ela era viúva, propôs-lhe casamento. Como Sileu também lhe agradasse e ela já não estivesse bem afinada com o espírito do rei seu irmão, não rejeitou a proposta. As mulheres do rei logo o foram informar dessa nova amizade, acrescentando os seus próprios comentários e críticas. Ele ordenou a Feroras que os observasse, e este disse-lhe que era fácil de se julgar, pelos olhares e pelos sinais que ambos trocavam, que estavam de acordo. Então Herodes não duvidou mais, e Sileu despediu-se.
Dois ou três meses depois, ele veio pedir Salomé em casamento, declarando que tal união seria muito vantajosa a Herodes, por causa do comércio de seu reino com a Arábia, pois era ele, Sileu, quem a governava de fato no presente, e o reino com certeza, no futuro, lhe pertenceria. Herodes falou com a irmã. Ela deu-lhe voluntariamente o seu consentimento, e ele disse a Sileu que podia satis-fazer-lhe o pedido, contanto que abraçasse a religião dos judeus. O árabe respondeu-lhe que não o podia fazer, porque os de sua nação o apedrejariam. E assim, desfez-se o contrato. Feroras acusou Salomé de ter pouco cuidado com a sua reputação, e as mulheres do rei diziam abertamente que ela nada havia recusado àquele estrangeiro.
702.  Algum tempo depois, Herodes deixou-se vencer pela importunação de Salomé e resolveu dar em casamento ao filho que ela tivera de Costobaro a princesa sua filha que Feroras, apaixonado pela serva, recusara desposar. Mas Feroras o fez mudar de idéia, dizendo que aquele moço jamais a amaria, por causa do ressentimento que conservava pela morte de seu pai. Se ele achasse melhor, que a desse ao seu filho, que tinha também a honra de ser seu sobrinho e deveria sucedê-lo na tetrarquia. Herodes aprovou a proposta, deu cem talentos à filha, como dote, e perdoou Feroras pelas faltas passadas.
703.  As perturbações na família de Herodes não cessaram. Ao contrário, aumentaram com novos fatos, vergonhosos em seu início e funestos em suas conseqüências. O soberano tinha três eunucos aos quais muito estimava, porque eram muito belos. Um era o seu mordomo, o outro, o seu camareiro e o terceiro, o principal criado de quarto. O rei servia-se deles até mesmo nos negócios mais importantes. Mas lhe contaram que Alexandre, seu filho, os havia subornado com uma grande quantia de dinheiro. Herodes interrogou-os, e eles confessaram que era verdade; todavia, negaram que ele os houvesse induzido a empreender algo contra o rei.
Torturaram-nos uma segunda vez e os trataram com tanta violência que eles, não podendo mais suportar, disseram que Alexandre ainda conservava no coração o ódio que sempre tivera pelo rei seu pai e os havia exortado a abandoná-lo, pois era um homem já inútil para tudo, por causa da velhice que ele se esforçava tanto para ocultar, fazendo pentear a barba e os cabelos, e que, se quisessem unir-se a ele, prometia elevá-los aos mais altos cargos quando viesse a reinar. E isso iria acontecer muito em breve, mesmo que o seu pai não o quisesse, pois, além de o reino lhe pertencer por direito de nascimento, estava tudo preparado para que logo o assumisse, e os seus amigos estavam dispostos a fazer qualquer coisa por amor a ele.
Essas palavras suscitaram terrível cólera a Herodes, causando-lhe ao mesmo tempo um angustioso temor, pois não podia tolerar que o filho tivesse ousado falar a seu respeito de modo tão ultrajoso. Ele temia ainda não poder fugir de imediato ao perigo que o ameaçava. Julgou também que não era conveniente agir às claras para resolver aquele assunto. Era preferível empregar para isso, secretamente, pessoas de sua inteira confiança. No entanto, ele desconfiava de todos e, julgando que a sua segurança dependia dessa desconfiança, suspeitava de muitos que eram inocentes. Quanto mais íntimo lhe era alguém, mais ele o julgava capaz de conspirar contra ele. Quanto aos que não lhe eram próximos, bastava alguém acusá-los para que logo os mandasse matar.
As coisas chegaram a tal ponto que os seus criados, convencidos de que só se poderiam salvar arruinando os outros por meio de calúnias, passaram a acusar os companheiros. Mas eram, por sua vez, acusados por outros, e assim recebiam também um justo castigo, sofrendo as mesmas penas que haviam causado aos inocentes e caindo em ciladas semelhantes às que preparavam para os outros. Herodes logo se arrependia de supliciar pessoas que não haviam cometido crime algum, mas isso não o impedia de insistir na prática dessa injustiça. Ele se contentava em impor aos delatores os mesmos suplícios sofridos pelos que haviam sido falsamente acusados por eles.
Esse deplorável estado de coisas em que se encontrava a corte do soberano chegou a tal ponto que ele proibiu de comparecer à sua presença e de entrar no palácio vários dentre os que ele mais amava ou estimava por merecimento. Andrômaco e Gamelo estavam nesse número. Eram seus amigos de longa data e lhe haviam prestado grandes serviços com os seus conselhos e embaixadas nos mais importantes negócios do reino. Haviam cuidado da educação dos príncipes, e em ninguém tinha ele mais confiança. Mas ele afastou Andrômaco, porque o príncipe Alexandre era muito achegado a Demétrio, filho daquele, e a causa da aversão por Gamelo foi o afeto que ele nutria por esse mesmo príncipe, que fora seu discípulo e o acompanhara na viagem a Roma. Herodes com certeza os trataria mais rudemente se não lhes conhecesse os méritos, que eram notórios. Por isso, contentou-se em afastá-los e em lhes tirar toda a autoridade, a fim de que, não vivendo mais em sua presença, pudesse agir com inteira liberdade.
Antipatro era a causa principal de todos esses males, pois, quando viu que o rei se deixava transportar facilmente a tantos temores e suspeitas, retomou com mais crueldade os seus propósitos anteriores, sugerindo-lhe, como se lhe prestasse um grande serviço, que mandasse matar todos os que estavam em condições de lhe resistir. Assim, Herodes, depois do afastamento de Andrômaco e de outros que lhe poderiam falar com liberdade, fez torturar os que eram fiéis a Alexandre, para obrigá-los a confessar qualquer participação em alguma conspiração contra o rei. Eles morriam nos tormentos afirmando que eram inocentes, mas isso o fazia obstinar-se ainda mais em torturar os suspeitos. E Antipatro era tão mau, que dizia que eles eram impedidos de confessar a verdade por causa de sua extrema fidelidade para com Alexandre. Com isso, um grande número de pessoas foi submetido a tormentos, a fim de se extrair delas o que o rei desejava saber.
Um deles, sucumbindo ante a violência da dor, afirmou que ouvira Alexandre dizer diversas vezes, quando lhe louvavam a grandeza e a beleza do porte e a habilidade em atirar com o arco e em todas as outras espécies de exercícios, que tais virtudes, recebidas da natureza, eram mais desgraças que favores, porque causavam inveja ao rei seu pai, pois quando o acompanhava, era obrigado a se curvar para não parecer mais alto que ele e quando ia à caça, devia atirar mal, de propósito, porque o rei não podia tolerar que o louvassem. Quando ouviram o homem falar desse modo, deixaram de o atormentar, e ele, sentindo-se aliviado, acrescentou que Aristóbulo conspirava com o irmão para matar o rei quando este fosse à caça e que, se o plano fosse executado sem empecilhos, eles fugiram e iriam a Roma reivindicar o reino. Encontraram também cartas desse príncipe ao irmão, nas quais se queixava de Herodes haver concedido a Antipatro terras que podiam render anualmente duzentos talentos. Tudo isso fez Herodes crer que já havia o suficiente para um justo motivo de desconfiança dos filhos.
704. Irritou-se então novamente contra Alexandre e o encerrou na prisão. Mas ele não estava convencido de todas aquelas acusações contra os príncipes, pois, ainda que ousassem atentar contra a sua vida, não havia probabilidade de que lhes tivesse ocorrido a idéia de ir a Roma após cometerem semelhante crime. Parecia-lhe mais verossímil ser aquilo fruto do descontentamento dos moços, pois possuíam uma grande ambição e tinham inveja de Antípatro. Assim, querendo maiores provas, para achá-los culpados e evitar que o acusassem de haver levianamente mandado prender o filho, mandou que se torturassem os principais amigos do príncipe e ordenou a morte de outros, ainda que nada tivessem confessado.
A corte estava tão agitada e cheia de terror, que alguém anunciou que Alexandre havia preparado veneno em Asquelom e depois escrevera aos seus amigos em Roma para que comunicassem a Augusto que descobrira um plano contra ele: o rei seu pai deixara o partido dos romanos para unir-se a Mitridates, rei dos partos. Herodes prestou fé a essas acusações, e não faltaram aduladores que, para consolá-lo no seu sofrimento, diziam que era muito justo tudo o que ele havia feito. Todavia, por mais indagações que ele fizesse, esse pretenso veneno nunca foi encontrado.
Alexandre, embora amargurado por tantos males, não se deixou abater. Manifestou mais coragem do que nunca em sua infelicidade: não se dignava defender-se. Em vez de se justificar, falava de uma maneira que irritava ainda mais o rei, de um lado cobrindo-o de confusão, pois deixava transparecer que era facilmente enganado pelas calúnias, e de outro pondo-o em amargura e o colocando em sérias dificuldades, caso prestasse fé ao que o filho dizia. Escreveu-lhe quatro cartas nas quais dizia que era inútil torturar tantas pessoas para saber se conspiravam contra ele, pois isso era coisa certa. Os seus amigos mais fiéis tomavam parte naquela conspiração, até mesmo Feroras. A própria Salomé viera, secretamente, à noite, deitar-se em seu leito. Assim, todos pensavam unicamente em tirá-lo deste mundo para depois viver com tranqüilidade. Por meio delas, apontava até mesmo a cumplicidade de Ptolomeu e Sapínio, em quem Herodes depositava toda a confiança.
Parecia que todos estavam dominados pela raiva e que aqueles que outrora eram os melhores amigos se haviam tornado inimigos mortais. Não se escutavam as justificativas dos acusados, não se procurava esclarecer a verdade. O suplício precedia o julgamento, e a prisão de uns, a morte de outros e o desespero daqueles que não esperavam melhor tratamento enchiam o palácio de tal temor que não restava sequer um pequeno indício da felicidade passada. O próprio Herodes, em meio a tão grande perturbação, enfadara-se da vida. O temor contínuo pela sua vida e o desprazer de não poder confiar em ninguém mantinham-no em cruel e incessante tormento. Assim, como ele noite e dia não pensava em outra coisa, imaginava freqüentemente ver o filho vir a ele de espada em punho para matá-lo, e pouco faltou para que esse terror, que o agitava continuamente, não o fizesse perder o juízo.


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História Do Cristianismo - Teologia 32.112 - CLÁUDIO, BISPO DE TURIM


História Do Cristianismo - Teologia 32.112

CLÁUDIO, BISPO DE TURIM

Mas o homem mais notável desta época foi, talvez, Cláudio, bispo de Turim, que foi elevado a essa dignidade (o"fardo de um bispo" como ele lhe chamava) por Luís, o Piedoso, pouco mais ou menos no ano 816. Tem sido consi­derado como "o protestante do século IX" e, bem merece o título. Diferia em muitos pontos da igreja de Roma, e ao manifestar seus pensamentos falava sem rodeios. Quando foi elevado ao bispado, disse que "encontrou todas as igre­jas de Turim completamente cheias de imagens vis e mal­ditas" e por isso começou a destruí-las, segundo ele mesmo diz, "aquilo que todos estavam adorando estultamente". 'Portanto", acrescentou, "aconteceu que todos começa­ram a injuriar-me, e, se não fosse o Senhor ajudar-me, ter-me-iam engolido". Falou de um modo fortíssimo contra a adoração da cruz dizendo: "Deus ordenou aos homens que a levassem, mas não que a adorassem" e lamentou que muitos, que não seriam capazes de levar a própria cruz, nem corporal nem espiritualmente, se curvavam em ado­ração a ela. "Se nós devemos adorar a cruz pelo fato de Cristo ter sido pendurado nela, por que não adoramos tam­bém a manjedoura e os cueiros, visto ter Ele estado numa manjedoura e ter sido envolto em cueiros? Por que não adoramos botes de pesca e burros, visto ter Ele dormido naqueles e montado nestes?" Mas isto era responder aos loucos conforme a sua própria loucura, e o bispo diz mais: "todas essas coisas são ridículas; mais para serem lamen­tadas do que apresentadas por escrito, mas somos forçados a escrever".
Os que se haviam afastado da verdade tinham caído no amor à vaidade, e ele avisa-os sinceramente, dizendo-lhes: "Por que crucificais novamente o Filho de Deus, expondo-o à vergonha clara, e tornando, por este meio, milhares de almas companheiras dos demônios, apartando-se do seu criador pelo horrível sacrilégio das vossas imagens e retra­tos, precipitando-as na condenação eterna?"
Passando deste assunto para as peregrinações a Roma, que muitos estavam ensinando serem equivalentes ao arre­pendimento, perguntou ele maliciosamente por que era que eles conservavam tantas pobres almas nos mosteiros para os servir, em lugar de mandá-las a Roma buscar o perdão dos seus pecados.
Ele então continuou a explicar que estas peregrinações a Roma eram inteiramente inúteis, e mostravam da parte de quem as empreendia uma falta de espiritualidade que só podia ser própria dos verdadeiramente ignorantes. Ou­tros estavam pondo a sua confiança no merecimento da intercessão dos santos, mas isso mostrava apenas que anda­vam em trevas, porque, ainda que os santos que eles invo­cavam fossem tão justos como Noé, Daniel e Jó, nunca daí poderia vir esperança nem salvação alguma. Até o próprio papa era um homem falível, e apesar de seu título de se­nhor apostólico, só era apostólico, até onde se mostrava ser o guarda das doutrinas dos apóstolos. O simples fato de es­tar sentado na "cadeira do apóstolo" nada prova. Também os escribas e os fariseus se sentaram na "cadeira de Moi­sés".
Mas não se deve deduzir disto que Cláudio fosse um simples polêmico. Era, por natureza, mais inclinado a aprender do que a ensinar ou a corrigir os outros, e os seus escritos estão cheios de um verdadeiro espírito de humil­dade e amor cristão.
Contudo, a influência de Cláudio foi sentida apenas numa área muito limitada; e no meio de tantas trevas não se pode esperar que seus adeptos fossem muitos. Ainda as­sim foram suficientes para atrair a atenção e para chamar sobre suas cabeças a maldição do papa. Este incitou os príncipes leigos contra eles, e assim vemos que foram ex­pulsos do país e obrigados a se refugiarem nas montanhas próximas, onde, fora da influência papal, progrediram como nunca.
Feliz condição a deste pequeno grupo, quando tudo em volta estava negro e desanimado! Felizes os que estavam assim com Deus entre as montanhas cujos cumes nevados estavam sempre apontando para o Céu, enquanto as planícieis se achavam envolvidas em névoas mundanas! Eram estes os cristãos de Piemonte.

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História De Israel – Teologia 31.225 (Livro 16 Cap 10) TESTEMUNHO DO AFETO QUE OS IMPERADORES ROMANOS TINHAM PELOS JUDEUS.

História De Israel – Teologia 31.225
 
CAPÍTULO 10

TESTEMUNHO DO AFETO QUE OS IMPERADORES ROMANOS TINHAM PELOS JUDEUS.

698. Nesse mesmo tempo, os judeus que moravam na Ásia e na África, aos quais os reis haviam concedido o direito de burguesia, eram maltratados pelos gregos, que desviavam o dinheiro sagrado e lhes eram contrários em todas as coisas. Então enviaram embaixadores a Augusto, de modo que se pusesse um fim àquele bárbaro tratamento que recebiam. Esse príncipe escreveu às províncias, reafirmando a manutenção daqueles privilégios, como se poderá ver pela cópia da carta que julgo bem reproduzir, a fim de mostrar a afeição dos imperadores romanos para conosco.
"César Augusto, sumo sacerdote e administrador da República, ordena o que se segue. Sendo a nação dos judeus, não somente no tempo presente, mas também no passado, sempre fiel e afeiçoada ao povo romano, particularmente ao imperador César, meu pai, quando Hircano era o seu sumo sacerdote, ordenamos, com o consentimento do senado, que os judeus vivam segundo as suas leis e costumes, tal como faziam no tempo de Hircano, sumo sacerdote do Deus Altíssimo; que os seus Templos desfrutem sempre o direito de asilo; que lhes seja permitido enviar a Jerusalém o dinheiro consagrado ao serviço de Deus; que não sejam obrigados a comparecer a julgamento no dia de sábado nem na vigília do sábado, após as nove horas; que seja punido como sacrílego e tenha os seus bens confiscados em proveito do povo romano aquele que roubar os seus livros santos ou o dinheiro destinado ao serviço de Deus. E, como desejamos, em todas as ocasiões, dar provas de nossa bondade para com todos os homens, é nosso desejo que o pedido apresentado por Caio Márcio Censorino em nome do ju-deus seja colocado com a presente ordem em um lugar eminente, no Templo de Ancira, o qual toda a Ásia consagrou ao nosso nome. E seja severamente castigado aquele que ousar desobedecer a estas ordens".
Vê-se também o seguinte decreto gravado sobre uma coluna no Templo de Augusto: "César, a Norbano Flacco, saudação. Seja permitido aos judeus de algumas províncias, onde eles moram, enviar dinheiro a Jerusalém, como sempre o fizeram, para ser empregado no serviço de Deus, sem que isso lhes seja impedido".
Agripa escreveu também em favor dos judeus, desta maneira: "Agripa, aos magistrados, ao senado e ao povo de Éfeso, saudação. Ordenamos que a guarda e o emprego do dinheiro sagrado que os judeus da Ásia enviam a Jerusalém, segundo o costume de sua nação, fique a cargo deles, e se alguém, tendo-o roubado, recorrer aos asilos para se salvar, seja de lá tirado e entregue aos judeus, para que o façam sofrer a pena que os sacrílegos merecem". O mesmo Agripa escreveu também ao governador Silvano, para impedir que se obrigassem os judeus a comparecer a julgamento em dia de sábado.
"Marcos Agripa, aos magistrados e ao senado de Cirene, saudação. Os judeus que moram em Cirene fizeram-nos queixas de que, embora Augusto tenha ordenado a Flávio, governador da Líbia, e aos oficiais dessa província que lhes dessem plena liberdade para enviar o dinheiro sagrado a Jerusalém, como sempre fizeram, há pessoas maldosas que o querem impedir, sob pretexto de alguns tributos de que os judeus lhes seriam devedores, quando na verdade não devem. A esse respeito, ordenamos que eles sejam mantidos no usufruto de seus direitos, sem que os tais lhes sejam impedidos ou dificultados, por qualquer meio. E, se em alguma cidade o dinheiro sagrado for desviado, ele deverá ser restituído aos judeus por aqueles que forem nomeados para esse fim".
"Caio Norbano Flacco, procônsul, aos magistrados de Sardes, saudação. César nos ordenou, por meio de cartas, impedirmos que se perturbe a liberdade que os judeus sempre tiveram de enviar a Jerusalém, segundo o costume de sua nação, o dinheiro que eles destinam para esse fim, o que me obriga a escrever-vos esta carta, a fim de vos informar da vontade do imperador e da nossa".
Júlio Antônio, procônsul, escreveu também: "Júlio Antônio, procônsul, ao senado e ao povo de Éfeso, saudação. Quando eu administrava a justiça no décimo terceiro dia de fevereiro, os judeus que moram na Ásia disseram-me que César Augusto e Agripa lhes haviam permitido enviar com toda a liberdade a Jerusalém, conforme as suas leis e costumes, as primícias que cada qual desejasse oferecer livremente a Deus, por um sentimento de piedade. Eles rogaram-me que lhes confirmasse essa graça. Por isso, conforme o desejo de Augusto e de Agripa, faço-vos saber que permito aos judeus que nisso observem os seus costumes, e que ninguém ouse impedi-los".
Como sei que esta história pode cair nas mãos dos gregos, julguei dever relatar todas essas provas, para mostrar-lhes que não é de hoje que os detentores da suprema autoridade nos permitem observar os costumes de nossos antepassados e servir a Deus da maneira como ordena a nossa religião. Julgo que devo repeti-lo muito, a fim de que as nações estrangeiras percam o ódio que sem motivo nutrem contra nós. O tempo causa mudanças nos costumes de todos os povos, e quase não há cidade onde isso não aconteça. Mas a justiça deve ser igualmente reverenciada por todos os homens. Assim, as nossas leis podem ser muito úteis, não somente aos gregos, mas também aos bárbaros, o que os obriga a ter afeto por nós, pois elas são inteiramente conformes à justiça, e nós as observamos fielmente. Por isso, rogo que nos não odeiem pela nossa maneira diferente de viver, mas que, como nós, amem a virtude, pois ela deve ser comum a todos os homens. Precisamos agora retomar a nossa história.


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História Do Cristianismo - Teologia 32.111 - ARNULFO DE ORLEANS


História Do Cristianismo - Teologia 32.111

ARNULFO DE ORLEANS

Arnulfo, bispo de Orleans, parece ter sido um tanto pie­doso, mas pouco se sabe dele. Um dos seus discursos lança uma luz horrível sobre a condição de Roma no seu tempo. "Oh! deplorável Roma!" - exclama ele - "tu que no tempo dos nossos antepassados produziste luzes tão ardentes e brilhantes, só produzes agora trevas lúgubres, dignas do ó-dio da posteridade!" Do papa diz o seguinte: "Que pensais vós, reverendos, deste homem colocado num trono eleva­do, brilhante de púrpura e ouro? Por quem o tomais, se é destituído de amor, e apenas está enfatuado com o orgulho dos seus conhecimentos e como um anticristo sentado no templo de Deus?"

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