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Sobre O Autor: Sergio C A

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9 de novembro de 2017

História De Israel – Teologia 31.59 - Eli Sumo Sacerdote, Morre de Dor Pela Perca da Arca (Livro 5 Cap 12)

História De Israel – Teologia 31.59


CAPÍTULO 12

ELI, SUMO SACERDOTE, MORRE DE DOR PELA PERDA DA ARCA. MORTE DA MULHER DE FINÉIAS E NASCIMENTO DE ICABÔ.

217. 1 Samuel 4. Um homem da tribo de Benjamim, que com dificuldade sobrevivera à batalha, trouxe a Silo a notícia da derrota e da perda da arca. Logo ecoaram gritos e lamentações. O sumo sacerdote Eli, que estava à porta da cidade sobre um assento muito elevado, ouvindo aquele clamor, não teve dificuldade em julgar que sucedera algum grave infortúnio.
Mandou buscar o homem e recebeu com serenidade a notícia da perda da batalha e da morte dos dois filhos, porque Deus já o havia preparado para isso, e os males previstos ferem muito menos que os inesperados. Mas quando soube que a arca fora tomada pelos inimigos, tal desgraça causou-lhe tanta dor que ele caiu do seu assento e morreu, na idade de noventa e oito anos, depois de governar o povo durante quarenta anos. A mulher de Finéias, que estava grávida, ficou tão sentida com a morte do marido que morreu também, mas antes deu à luz um filho, de sete meses, que se chamou Icabô, isto é, "ignomínia", por causa da vergonha sofrida pelos israelitas nessa funesta jornada.
Eli, de quem acabamos de falar, foi o primeiro dos descendentes de Itamar — um dos filhos de Arão — a exercer o sumo sacerdócio, pois antes ela sempre ficara, passando de pai para filho, na família de Eleazar, que o deixara a Finéias, e Finéias a Abiezer, e Abiezer a Boci, e Boci a Ozi, ao qual Eli sucedeu e em cuja família ficou até o tempo de Salomão, quando voltou à família de Eleazar.


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8 de novembro de 2017

História De Israel – Teologia 31.58 - Historia de Ruth, Mulher de Boaz (Livro 5 Cap 11)

História De Israel – Teologia 31.58


CAPÍTULO 11

HISTÓRIA DE RUTE, MULHER DE BOAZ, BISAVÔ DE DAVI. NASCIMENTO DE
SAMUEL. OS FILISTEUS VENCEM OS ISRAELITAS E TOMAM A ARCA DA ALIANÇA. OFNI E FINÉIAS, FILHOS DE ELI, SUMO SACERDOTE, SÃO MORTOS
NESSA BATALHA.

213. Rute 7. Depois da morte de Sansão, Eli, sumo sacerdote, governou o povo de Israel. Houve no seu tempo uma grande carestia. Abimeleque,* que morava na cidade de Belém, na tribo de Judá, não a podendo suportar, foi com a mulher, Noemi, e seus dois filhos, Quiliom e Malom, para o país dos moabitas. Ali tudo correu perfeitamente bem, e ele casou o mais velho dos filhos com uma jovem de nome Orfa e o mais moço com outra, de nome Rute. Dez anos depois, pai e filhos morreram, e Noemi, cheia de aflição, resolveu voltar para o seu país, que então estava em situação melhor que a de quando ela o havia deixado.
As noras quiseram segui-la, porém, como as amasse demais para tolerar que sofressem a mesma infelicidade, rogou-lhes que ficassem, pedindo a Deus que as fizesse mais felizes no segundo matrimônio, pois não o haviam sido no primeiro. Orfa consentiu naquele desejo, mas a extrema afeição que Rute devotava à sogra não lhe permitiu abandoná-la e desejou ser sua companheira também na adversidade. Assim, chegaram ambas a Belém, onde veremos em seguida que Boaz, primo de Abimeleque, as recebeu com grande bondade. Noemi dizia aos que a chamavam por esse nome: "Deveríeis antes chamar-me Mara" — que significa "dor" — "e não Noemi" — que quer dizer "felicidade".

________________
* As Escrituras chamam-no Elimeleque.

Rute 2. Chegou o tempo da ceifa, e Rute, a fim de obter alimento, foi respigar, com licença da sogra. Entrou por acaso no campo que pertencia a Boaz. Ele chegou pouco depois e perguntou ao administrador quem era aquela moça. Ele o informou de tudo o que sabia, dito por ela mesma. Boaz louvou muito o afeto que ela nutria pela sogra e pela memória do marido e desejou-lhe toda sorte de felicidade. Disse ao administrador que permitisse a ela não somente respigar, mas levar o que desejasse, e que lhe dessem ainda de beber e de comer, como aos ceifadores.
Rute guardou um caldo para a sogra, que levou para ela à tarde, com o que havia recolhido. Noemi, por seu lado, guardara para Rute parte do que os vizinhos lhe haviam dado para o jantar. Rute contou-lhe o que se havia passado, e Noemi disse-lhe que Boaz era um parente e homem de bem, tanto que esperava que ele tomasse cuidado dela, Rute, que em seguida voltou a respigar no campo dele.
Rute 3. Dias depois, quando toda a cevada já estava batida, Boaz veio à sua propriedade e deitou-se na eira. Quando Noemi o soube, julgou vantajoso que Rute se prostrasse aos pés dele para dormir e disse-lhe para fazer o que pudesse para consegui-lo. Rute não ousou desobedecê-la e assim, mansamente, esguei-rou-se até os pés de Boaz. Ele não a percebeu no momento, porque estava muito adormecido, porém ao acordar, pela meia-noite, percebeu que alguém estava deitado junto dele e perguntou quem era. Ela respondeu: "Sou Rute, vossa serva, e rogo-vos que consintais que eu repouse aqui".
Nada mais ele perguntou e deixou-a dormir, mas a despertou bem cedo, antes que os empregados se tivessem levantado, dizendo-lhe para apanhar quanta cevada quisesse e então voltar para a casa da sogra, antes que alguém percebesse que ela passara a noite junto dele. Porque era necessário, por prudência, evitar qualquer motivo de comentários, principalmente em assunto daquela importância. Ele acrescentou: "Aconselho-vos a perguntar a alguém que vos seja mais próximo que eu se vos quer tomar para esposa. Se ele estiver de acordo, podereis desposá-lo. E, se recusar fazê-lo, eu vos desposarei, como a Lei me obriga". Rute narrou à sogra esse fato, e ambas conceberam então firme esperança de que Boaz não as abandonaria.
Rute 4. Ele voltou à cidade pelo meio-dia e reuniu os magistrados. Mandou chamar Rute e seu parente mais próximo, ao qual disse: "Não possuis os bens de Abimeleque?" Respondeu ele: "Sim, eu os possuo pelo direito que a Lei me dá, sendo o seu parente mais próximo". Boaz replicou: "Não basta cumprir parte da Lei, deve-se cumprir toda ela. Assim, se quiserdes conservar os bens de Abimeleque, é necessário que desposeis a viúva, que vedes aqui presente". O homem respondeu que já era casado e, tendo filhos, preferia ceder-lhe os bens e a mulher. Boaz tomou os magistrados como testemunhas dessa declaração e disse a Rute que se aproximasse daquele parente, descalçasse-lhe um dos sapatos e lhe desse um tapa no rosto, como a Lei determinava. Ela o fez, e Boaz então desposou-a.
Ao fim de um ano, ela teve um filho, do qual Noemi teve o encargo de cuidar e a quem chamou Obede, na esperança de que ele a ajudaria em sua velhice, pois Obede, em hebreu, significa "auxílio". Obede foi pai de Jessé, pai do rei Davi, cujos filhos até a vigésima geração reinaram na nação dos judeus. Fui obrigado a narrar essa história para dar a conhecer que Deus eleva quem quer ao soberano poder, como se viu na pessoa de Davi, cuja origem foi a seguinte:
7 Samuel 2. Os interesses dos hebreus estavam então em mau estado, e eles travaram guerra com os filisteus, pelo motivo que passo a narrar. Hofni e Finéias, filhos de Eli, sumo sacerdote, não eram menos ultrajantes para com os homens que ímpios para com Deus. Não havia injustiça que eles não cometessem. Não se contentando em receber o que lhes pertencia, tomavam também o que não lhes era devido. Corrompiam com presentes as mulheres que vinham ao Templo por devoção ou atentavam contra a honra delas pela força, exercendo assim funesta tirania.
Tantos crimes tornaram-nos odiosos a todo o povo e mesmo ao próprio pai. Deus lhes fez conhecer, bem como a Samuel, que então era apenas uma criança, que eles não evitariam a sua justa vingança, por isso Eli a esperava a todo momento e já os chorava como mortos. Porém, antes de relatar de que modo eles e todos os israelitas — por causa deles — foram castigados, quero falar dessa criança, que se tornou mais tarde um grande profeta.
214. 7 Samuel 1. Elcana, da tribo de Efraim, morava em Ramataim-Zofim, no território dessa tribo, e tinha como esposas Ana e Penina. Esta lhe dera filhos. Não os tivera, porém, de Ana, a quem ele amava ardentemente. Um dia, estando com a família em Silo, onde se localizava o sagrado Tabernáculo, Ana, vendo os filhos de Penina sentados à mesa perto da mãe e Elcana a dividir entre as duas mulheres e eles as iguarias que restavam dos sacrifícios, a dor pelo fato de ser estéril a fez derramar lágrimas. O marido fez o que pôde para consolá-la. Depois ela entrou no Tabernáculo, rogou com fervor a Deus que a tornasse mãe e fez voto de que, se Ele lhe desse um filho, o consagraria ao seu santo serviço. E não se cansava de fazer sempre a mesma oração.
Eli, sumo sacerdote, que estava sentado diante do Tabernáculo, julgou que ela estivesse embriagada e ordenou que se retirasse. Ela respondeu-lhe que jamais bebera outra coisa senão água pura, mas que na aflição em que se encontrava por ser estéril rogava a Deus que lhe desse filhos. Disse-lhe ele então que não se afligisse e garantiu que Deus lhe daria um filho. Com essa esperança, foi então ao encontro do marido e a Umentou-se com alegria. Voltando ao seu país, ficou grávida e teve um filho, a quem chamou Samuel, isto é, "ouvido por Deus". Quando voltaram a Silo para dar graças por meio de sacrifícios e pagar os dízimos, Ana, cumprindo o seu voto, consagrou o menino a Deus e entregou-o nas mãos de Eli. Deixaram crescer-lhe o cabelo, e ele só bebia água. Foi educado no Templo. Elcana teve ainda de Ana três filhos e duas filhas.
215.  1 Samuel 3. Quando Samuel completou doze anos, começou a profetizar, e certa noite, quando dormia, Deus chamou-o pelo nome. Pensando que era Eli quem o chamava, foi logo ter com ele. Mas este disse-lhe que não havia nem mesmo pensado em chamá-lo. A mesma coisa aconteceu por três vezes. Eli não teve então dificuldade para imaginar o que se passava e disse-lhe: "Meu filho, não vos chamei, nem agora nem das outras vezes. É Deus quem vos chama. Respondei então que estais pronto a obedecer-lhe".
Deus chamou então novamente a Samuel, e ele respondeu: "Eis-me aqui, Senhor. Que desejais que eu faça? Estou pronto a obedecer". Então falou-lhe deste modo: "Sabei que os israelitas cairão na maior de todas as desgraças: os dois filhos de Eli morrerão no mesmo dia, e o sumo sacerdócio passará da família dele para a de Eleazar, porque Eli atraiu a minha maldição sobre os seus dois filhos, testemunhando mais amor por eles que por mim". O temor de causar sofrimentos a Eli não permitiu a Samuel narrar-lhe o que ouvira nessa revelação. Mas Eli obrigou-o a falar. Então, esse infeliz genitor não duvidou mais da sorte de seus filhos. Samuel, no entanto, crescia cada vez mais em graça, e todas as coisas que profetizava não deixavam de acontecer.
216.  1 Samuel 4. Logo depois os filisteus se puseram em campo para atacar os israelitas. Acamparam-se perto da cidade de Afeca e, não encontrando resistência, avançaram ainda mais. Travaram por fim um combate, no qual os israelitas foram vencidos. Estes, depois de terem perdido mais ou menos uns quatro mil homens, retiraram-se desordenadamente para o seu acampamento. O temor de serem completamente desbaratados foi tão grande que mandaram embaixado-res ao Senado e ao sumo sacerdote para rogar que lhes mandassem a arca da aliança. Não duvidavam que com esse socorro obteriam a vitória, porque não imaginavam que Deus, que pronunciara a sentença de seu castigo, era mais poderoso que a arca, reverenciada unicamente por causa dEle. Mandaram então a arca ao acampamento.
Hofni e Finéias acompanharam-na, por causa da velhice do pai, e ele disse a ambos que, se acontecesse de ela ser tomada e eles tivessem tão pouca coragem que sobrevivessem a tal perda, jamais tornassem a se apresentar diante dele. A chegada da arca alegrou tanto aos israelitas que eles já se julgavam vitoriosos. Ao mesmo tempo, lançou terror no espírito dos filisteus. Mas uns e outros estavam enganados. Ao travar-se a batalha, a perda que os filisteus temiam caiu sobre os seus inimigos, enquanto a confiança que os israelitas depositavam na arca foi inútil, pois foram postos em debandada ao primeiro embate. Perderam trinta mil homens, dentre os quais estavam os dois filhos de Eli, e a arca caiu em poder dos filisteus.


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7 de novembro de 2017

História De Israel – Teologia 31.57 - Nascimento Milagroso de Sansão (Livro 5 Cap 10)

História De Israel – Teologia 31.57


CAPÍTULO 10

OS FILISTEUS VENCEM OS ISRAELITAS E OS TORNAM TRIBUTÁRIOS.
NASCIMENTO MILAGROSO DE SANSÃO E SUA FORÇA PRODIGIOSA.
MALES QUE CAUSOU AOS FILISTEUS. SUA MORTE.

212. juizes 13. Depois da morte de Abdom, os filisteus venceram os israelitas e os tornaram tributários durante quarenta anos. Por fim, eles quebraram o jugo, da maneira como vou descrever.
Manoá, que era sem contestação o primeiro dentre todos os da tribo de Dã, homem de grande virtude, desposou a mais bela mulher do país. E sua paixão por ela era tão grande que não podia ser isenta de ciúme. Como não tinham filhos e os desejavam com muito afã, pediam-nos continuamente a Deus e particularmente quando se retiraram para uma casa de campo que possuíam perto da cidade.
Um dia, estando a mulher sozinha, um anjo apareceu-lhe sob a forma de um moço de incomparável beleza e porte admirável, dizendo que viera anunciar-lhe da parte de Deus que ela seria mãe de um filho maravilhosamente belo, cuja força seria tão extraordinária que, mesmo antes de entrar no vigor da juventude, ele venceria os filisteus. Deus, porém, proibia que lhe cortassem o cabelo e ordenava que lhe dessem somente água como bebida. Ela contou tudo ao marido e descreveu com tanta insistência a graça e a beleza do moço que esses louvores aumentaram ainda mais o ciúme de Manoá. Ela percebeu-o e, como era não menos casta que bela, rogou a Deus que curasse o marido de tão injusta suspeita, enviando outra vez o anjo, a fim de que ele mesmo pudesse vê-lo.
Sua oração foi ouvida e, estando ambos em casa, o anjo apareceu a ela. A mulher rogou-lhe que esperasse enquanto ia buscar o marido. O anjo consentiu, e ela trouxe-o logo. Ele viu então com os próprios olhos esse embaixador de Deus, contudo não ficou curado do ciúme. Rogou-lhe que contasse o que dissera à mulher, mas o anjo respondeu ser suficiente que ela o soubesse. Manoá pediu-lhe então que dissesse quem era, a fim de que, quando tivesse um filho, pudesse agradecer-lhe com presentes. O anjo respondeu que não tinha necessidade de presentes e que não dera tão boa notícia com o fim de obter alguma vantagem. Manoá insistiu, suplicando que ao menos lhe permitisse usar do direito da hospitalidade, o que obteve, com a condição de que se demorasse pouco.
Manoá matou um cabrito, e sua mulher o cozinhou. Quando estava pronto, o anjo disse-lhe que não o pusesse no prato, mas sobre a pedra nua, com alguns pães. Eles obedeceram. Ele tocou na carne e nos pães com uma vara que trazia na mão, e dela saiu imediatamente uma chama, que os consumiu inteiramente. Manoá e sua mulher viram então o anjo elevar-se para o céu no meio da fumaça daquele fogo, que servia como de carro para transportá-lo. Essa divina visão causou grande tristeza a Manoá, porém a mulher exortou-o a nada temer e garantiu-lhe que aquilo lhe seria vantajoso. Logo depois ela ficou grávida, e nada esqueceu do que lhe fora ordenado. Teve um filho, ao qual chamou Sansão, isto é, "forte". E, à medida que ele crescia, a sobriedade e o comprimento dos cabelos confirmavam o que dele fora predito.
juizes 14. Estando ele já mais adiantado em anos, seu pai e sua mãe levaram-no a uma cidade dos filisteus, chamada Timna, onde havia uma grande assembléia. Ali, enamorou-se de uma jovem do lugar e rogou aos pais que lhe permitissem desposá-la. Disseram-lhe que não era possível porque ela era estrangeira, e a Lei proibia semelhantes uniões. Mas ele se obstinou de tal modo em querer esse casamento que eles por fim consentiram, e a jovem lhe foi prometida. Deus também o permitiu, para o bem de seu povo.
Como ele ia freqüentemente à casa do pai da moça para visitá-la, um dia encontrou um leão no caminho. Embora não tivesse armas, não sentiu medo: correu para o leão, tomou-o pela garganta, esquartejou-o e atirou o cadáver a uma moita perto da estrada. Alguns dias depois, quando passava pelo mesmo lugar, viu algumas abelhas fazendo mel no corpo do leão. Tomou deles três favos e levou-os, com outros presentes, à sua noiva. Força tão extraordinária causou tal apreensão aos pais da moça que eles convidaram para as núpcias trinta moços de sua idade, com o pretexto de lhe fazerem honra e ao mesmo tempo acompanhá-lo, mas na realidade era para estarem alerta, caso ele tentasse fazer alguma coisa.
No meio da alegria da festa, Sansão disse aos companheiros: "Tenho uma adivinhação para vós. Se a resolverdes, em sete dias darei a cada um uma cinta e um casaco". O desejo de demonstrar esperteza e de obter o que ele prometia fez com que insistissem em conhecer a questão. Então ele disse: "Do comedor saiu comida, e do forte saiu doçura". Eles levaram três dias tentando solucionar o enigma e, não o conseguindo, rogaram à mulher dele que o obrigasse a revelá-lo e depois transmitisse a eles a solução. Ela disse-lhes que seria difícil, mas eles ameaçaram queimá-la. Então pediu a Sansão que lhe explicasse o enigma.
Em princípio, ele negou-se, mas depois, vencido pelas lágrimas da mulher e pelas queixas de que ele fazia pouco do amor que ela lhe devotava e também sem que de nada pudesse desconfiar, contou-lhe que havia matado um leão e encontrado depois em suas fauces os três favos de mel que lhe havia trazido. Os moços, então cientes de seu segredo, foram ter com ele no sétimo dia da festa, antes do pôr-do-sol, e disseram-lhe: "Nada há de mais terrível que o leão nem de mais doce que o mel". E Sansão citou-lhes um provérbio: "Se não lavrásseis com a minha novilha, jamais teríeis descoberto o meu enigma". Mesmo enganado dessa maneira, não deixou de cumprir a sua promessa e, para fazê-lo, atacou todos os ascalonitas que encontrou pelo caminho. Todavia não conseguiu perdoar a mulher. Abandonou-a, e ela, vendo-se desprezada, desposou um dos amigos de Sansão, o que servira de intermediário no casamento.
juizes 75. Sansão ficou tão irritado com isso que resolveu vingar-se dela e de toda a nação filistina. Assim, quando se ia proceder à ceifa, tomou trezentas raposas, amarrou tochas às suas caudas e lhes pôs fogo. Deixou então que corressem para o meio do trigo, que ficou inteiramente queimado e destruído. Os filisteus, encolerizados com tão grande perda, mandaram os mais importantes dentre eles à cidade de Timna para informar-se da razão daquele incêndio e, tendo-o sabido, mandaram queimar vivos a mulher de Sansão, bem como os parentes dela.
Sansão, por seu lado, matava todos os filisteus que encontrava, retirando-se depois para um rochedo especialmente posicionado, num lugar chamado Etã, da tribo de Judá. Os filistéia, para se vingar, atacaram a tribo. Mas os de Judá protestaram, argumentando que, como pagavam as contribuições a que estavam obrigados e não tinham parte alguma nos atos de Sansão, não era justo que sofressem por causa dele. Os filisteus, porém, responderam-lhes que só se poderiam justificar pela guerra. Após essa resposta, três mil homens dessa tribo foram armados à rocha onde Sansão se encontrava e queixaram-se de que ele irritava os filisteus, os quais poderiam vingar-se sobre toda a nação. Disseram-lhe também que, a fim de evitar tão grande mal, eles estavam ali para prendê-lo e entregá-lo a eles, rogando que o consentisse, sob a palavra que lhe davam de que nenhum mal lhe aconteceria. Assim, ele veio até eles, que o ligaram com cordas e o levaram.
Os filisteus, tendo-o sabido, vieram a ele com grandes gritos de alegria, mas ao chegar a um lugar, que agora tem o nome de Ramate-Leí por causa do que então ali se passou, próximo do acampamento deles, Sansão arrebentou as cordas, tomou uma queixada de burro que encontrou ao acaso e lançou-se sobre eles. Matou uns mil homens e pôs os outros em fuga. Feito tão extraordinário e jamais igualado animou-lhe de tal modo a coragem que ele se esqueceu de que devia tudo a Deus, atribuindo a façanha às suas próprias forças. Não tardou, porém, em ser castigado pela sua ingratidão. Sentindo muita sede, quase a desfalecer, foi obrigado a reconhecer que toda a força dos homens é fraqueza. Assim, recorreu a Deus, rogando-lhe que não o entregasse aos inimigos, embora ele bem o merecesse, mas o auxiliasse em tão premente necessidade. Deus, tocado pela sua oração, no mesmo instante fez brotar de um rochedo uma fonte, e Sansão deu a esse lugar o nome de En-Hacoré, como sinal do milagre que Deus ali realizara.
Juizes 16. Desde aquele dia, ele passou a desprezar tanto os filisteus que não teve medo de ir até Gaza e hospedar-se num albergue à vista de todos. Logo que os magistrados o souberam, puseram guardas à porta da cidade, para que ele não pudesse escapar. Sansão veio a sabê-lo e levantou-se pela meia-noite, arrancou as portas, colocou-as às costas com os seus gonzos e ferrolhos e levou-as ao monte que está acima de Hebrom. Sansão, todavia, em vez de reconhecer os muitos favores que devia a Deus e observar as leis que Ele dera aos seus antepassados, abandonou-se aos excessos dos prazeres e costumes estrangeiros e foi assim ele mesmo a causa de sua infelicidade.
Ele enamorou-se de uma cortesã filistina, de nome Dalila, e, logo que os mai-orais da nação o souberam, foram ter com ela e a obrigaram, com grandes promessas, a procurar saber dele de onde provinha aquela força extraordinária, que o tornava invencível. Dalila, para fazer o que desejavam, empregou as carícias e a adulação de que essa espécie de mulheres sabe usar para despertar o amor. Comentou com admiração os grandes feitos dele e tomou então motivo para perguntar de onde procedia àquela força prodigiosa. Ele logo imaginou o propósito daquela pergunta e respondeu, para enganá-la em vez de se deixar enganar, que, se o amarrassem com sete sarmentos de videira, ele seria mais fraco que qualquer outro. Ela acreditou e referiu-o aos magistrados. Então eles enviaram soldados, os quais, vendo-o adormecido, o ataram da maneira como ele instruíra. Então Dalila despertou-o, dizendo-lhe que alguns homens vinham atacá-lo. Sansão levantou-se, arrebentou os Mames e preparou-se para resistir.
Fez-lhe Dalila então amargas censuras, porque ele não confiava nela e se recusava a revelar o que ela tanto desejava saber, como se não fosse bastante fiel para guardar um segredo que era tão importante para ele. Ele respondeu-lhe que, se o atassem com sete cordas, perderia toda a sua força. Experimentaram fazê-lo, e ela descobriu fora enganada outra vez. Continuou, porém, a insistir, e ele enganou-a uma terceira vez, dizendo-lhe que era preciso enrolar-lhe os cabelos e atá-los com um fio.
Por fim, ela tanto insistiu e de tantos modos lhe rogou que ele, desejando agradá-la e não podendo evitar a própria infelicidade, declarou: "É verdade que aprouve a Deus ter de mim cuidado todo particular, e, como foi por efeito de sua providência que vim ao mundo, é também por sua ordem que deixei crescer o cabelo, pois Ele me proibiu cortá-lo, e é neles que reside toda a minha força". Essa infeliz mulher, mal arrancando dele tal confissão, cortou-lhe o cabelo enquanto ele dormia e entregou-o aos filisteus, aos quais ele não pôde mais resistir. Eles vazaram-lhe os olhos, amarraram-no e o levaram.
Algum tempo depois, os grandes e os principais do povo, num dia de solene comemoração pública, davam um grande banquete em um lugar muito espaçoso, cujo teto era sustentado por colunas. Eles resolveram trazer Sansão para lhes servir de espetáculo e de divertimento. Os cabelos dele, porém, já haviam crescido novamente, e ele, muito generoso, considerando o maior de todos os males ser tratado com tanta indignidade sem poder vingar-se, fingiu-se ainda fraco e pediu ao que o levava pela mão que o conduzisse até próximo das colunas, para nelas se apoiar. Ele levou Sansão, e quando este percebeu que lá estava, sacudiu-as com tal força que as paredes estremeceram e caíram por terra ao mesmo tempo, bem como o telhado inteiro dessa grande construção. Três mil homens foram feridos e esmagados, e Sansão também, no meio deles, foi sepultado sob as ruínas.
Esse foi o fim de Sansão, que durante vinte anos foi chefe de todo o povo de Israel. Nenhum outro foi comparável a ele, quer pela coragem, quer pela força sobrenatural, que até o último momento de sua vida foi tão funesta aos inimigos. Quanto ao se ter ele deixado enganar por sua mulher, compreende-se como efeito da fraqueza dos homens, tão sujeitos a semelhantes faltas. Mas não se poderia deixar de admirá-lo bastante em tudo o mais. Os parentes levaram-lhe o corpo e o enterraram em Zorá, no túmulo de seus antepassados.


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6 de novembro de 2017

História De Israel – Teologia 31.56 - Crueldade e morte de Abimeleque (Livro 5 Cap 9)

História De Israel – Teologia 31.56

CAPÍTULO 9

CRUELDADE E MORTE DE ABIMELEQUE, BASTARDO DE GIDEÃO.
OS AMONITAS E OSFILISTEUS SUBJUGAM OS ISRAELITAS. JEJTÉ LIBERTA-OS E
CASTIGA A TRIBO DE EFRAIM. IBSÃ, ELOM EABDOM GOVERNAM
SUCESSIVAMENTE O POVO DE ISRAEL DEPOIS DA MORTE DE JEFTÉ.

205. juizes 9. Gideão teve de diversas mulheres setenta filhos legítimos, e de Druma, um bastardo chamado Abimeleque. Este, depois da morte do pai, foi para Siquém, de onde era a sua mãe. Os parentes deram-lhe dinheiro, e ele o empregou para reunir os piores homens que pôde encontrar. Depois voltou com essa tropa à casa de seu pai, matou todos os irmãos, exceto Jotão, que escapou, e usurpou o poder. Calcando aos pés todas as leis, governou com tal tirania que se tornou odioso e insuportável aos homens de bem. Um dia, quando se celebrava em Siquém uma festa solene, onde estava reunida uma grande multidão, Jotão falou tão alto, do monte Cerizim, o qual está perto da cidade, que todo o povo o ouviu e calou-se para escutá-lo.
Ele pediu-lhes que prestassem atenção e falou: "Um dia reuniram-se as árvores e, falando como os homens, pediram à figueira que fosse o seu rei, mas esta recusou-se, dizendo que se contentava com a honra que lhe faziam em consideração à bondade de seus frutos e nada mais desejava. Fizeram a mesma proposta à vinha: ela também se recusou. Então fizeram a oferta à oliveira, que não manifestou menos modéstia que as outras. Por fim, falaram com a sarça, cuja madeira é boa somente para se queimar, e ela respondeu: 'Se é para vosso bem que me quereis para vosso rei, descansai sobre os meus ombros. Mas se é por zombaria e para me enganar, que fogo saia de mim e vos destrua a todas'. Não vos narro isto como uma história, para vos divertir, e sim porque, sendo devedores de tantos benefícios a Gideão, tolerais que Abimeleque, cujo caráter é semelhante ao fogo, se tenha tornado vosso tirano depois de ter assassinado cruelmente os próprios irmãos".
Dizendo isso, partiu e ficou escondido durante três anos nos montes, para evitar o furor de Abimeleque. Algum tempo depois, os habitantes de Siquém se arrependeram de permitir que se derramasse o sangue dos filhos de Gideão e expulsaram Abimeleque de sua cidade e da própria tribo. Chegando, porém, o tempo da vindima, o medo do ressentimento e da vingança de Abimeleque fazia com que não ousassem sair da cidade. Por essa época, um homem distinto, chamado Gaal, chegou acompanhado de um grande número de soldados e de seus parentes, e rogaram-lhe que lhes desse uma escolta para poderem recolher os frutos. Tendo ele concedido o que pediam, os israelitas, nada mais temendo, falavam em voz alta e publicamente contra Abimeleque e matavam todos os de seu partido que lhes caíam nas mãos.
Zebul, que era um dos maiorais da cidade e fora hóspede de Abimeleque, foi dizer-lhe que Gaal incitava o povo contra ele, Abimeleque. Aconselhou-o a armar-lhe uma emboscada perto da cidade, aonde prometia levar Gaal para assim ele poder vingar-se de seu inimigo. Depois ele o faria ficar novamente de bem com o povo. Abimeleque não deixou de seguir o conselho e nem Zebul de executar o que lhe havia prometido. Assim, Zebul e Gaal dirigiram-se para fora da cidade.
Gaal, que de nada desconfiava, ficou muito admirado ao ver soldados armados encaminhando-se para ele e disse a Zebul: "Eis ali os inimigos, que marcham contra nós!" "São sombras dos rochedos", disse Zebul. "De modo nenhum!" replicou Gaal, que os via agora mais de perto. "São certamente soldados armados". Disse Zebul: "Vós, que censuráveis Abimeleque por sua covardia, o que vos impede agora de mostrar a vossa coragem e combater contra ele?" Gaal, muito perturbado, sustentou o primeiro ataque e, depois de perder alguns dos seus, retirou-se com o resto para a cidade.
Zebul então acusou-o de demonstrar pouca coragem naquele encontro, e por esse motivo o despediram. Os habitantes, porém, continuaram a sair para terminar a vindima. Abimeleque armou uma cilada perto da cidade, com a terça parte de seus homens, ordenando que se apoderassem das portas para impedir que eles pudessem regressar. Então ele, com o resto de seus soldados, atacou os que se achavam esparsos pelos campos e tornou-se senhor da cidade. Arrasou-a em seguida até os alicerces e nela semeou sal.
Os que se salvaram reuniram-se e ocuparam uma rocha, cuja posição a tornava muito forte, e preparavam-se para rodeá-la de muralhas. Mas Abimeleque não lhes deu oportunidade e foi contra eles com todos os seus soldados. Apanhando feixes secos, ordenou a todos os seus homens que fizessem o mesmo. Depois de ter num instante amontoado em torno da rocha uma grande pilha de lenha, lançou por cima desta ainda outras matérias inflamáveis e ateou-lhe fogo, de sorte que nenhum dos que lá se refugiavam conseguiu escapar: mil e quinhentos homens morreram queimados com as suas mulheres e filhos. Eis como Siquém foi destruída. Os seus habitantes até seriam dignos de compaixão, mas mereceram tal castigo pela ingratidão demonstrada para com o homem de quem haviam recebido tantos benefícios.
O tratamento dispensado a essa desafortunada cidade lançou grande temor no espírito dos israelitas. Eles estavam certos de que Abimeleque levaria adiante a sua boa sorte e diziam que a sua ambição não ficaria satisfeita enquanto não os dominasse a todos. Ele marchou sem perder tempo para a cidade de Tebas, tomou-a de assalto e cercou uma grande torre na qual o povo se recolhera. Mas quando avançava para a porta, uma mulher atirou um pedaço de mó de moinho, que o atingiu na cabeça e o fez cair. Ele percebeu que estava ferido de morte e ordenou ao seu escudeiro que o matasse, para não ter a vergonha de morrer pelas mãos de uma mulher. Foi obedecido, e assim, segundo o vaticínio de Jotão, ele recebeu o castigo pela sua impiedade para com os irmãos e pela crueldade para com os habitantes de Siquém. O seu exército dissolveu-se depois de sua morte.
206. Juizes 10. Jair, gileadita da tribo de Manasses, governou em seguida todo o povo de Israel. Era feliz em tudo, particularmente quanto aos filhos: teve trinta, todos corajosos e homens de bem que ocupavam as primeiras colocações na província de Gileade. Depois de ficar vinte e dois anos nesse importante cargo, morreu e foi sepultado com muita honra em Camom, uma das cidades desse país.
207.  O desprezo então demonstrado pelos israelitas para com a lei de Deus lançou-os num estado ainda mais infeliz que o de onde haviam saído. Os amonitas e os filisteus entraram em seu país com um poderoso exército, devastaram-no completamente e tornaram-se senhores dos países situados para lá do Jordão. Depois intentaram passar o rio e conquistar também todos os outros. Os israelitas, mais prudentes pelo castigo recebido, recorreram a Deus e imploraram o seu auxílio. Ofereceram-lhe sacrifícios e rogaram que, se Ele não queria acalmar to-talmente a sua cólera, pelo menos a diminuísse. Deus deixou-se comover pelas orações e prometeu-lhes auxílio.
Assim, marcharam contra os amonitas, que haviam entrado na província de Gileade. E, como lhes faltava um chefe e Jefté gozava de grande fama, tanto por causa do valor de seu pai quanto por manter ele mesmo um importante corpo de soldados, mandaram pedir-lhe que os comandasse, prometendo-lhe não ter jamais outro general senão ele, enquanto vivesse. Em princípio, ele recusou o oferecimento, porque não o haviam ajudado contra os seus irmãos, quando estes o trataram indignamente, expulsando-o de casa depois da morte do pai, com o pretexto de que a mãe dele era estrangeira, e ele a desposara por amor. Foi para se vingar dessa injúria que depois de se retirar para Gileade ele tinha por sua conta os soldados que queriam servi-lo. Porém, não podendo resistir às insistentes petições dos israelitas, reuniu os seus homens aos deles, e fizeram juramento de obedecer-lhe como seu general.
Depois de calcular com muita prudência tudo o que era necessário e após levar o seu exército para a cidade de Mispa, mandou embaixadores ao rei dos amonitas para queixar-se de que ele havia entrado em um país que não lhe pertencia. O soberano respondeu, por meio de outros embaixadores, que era ele quem tinha motivo para se queixar dos israelitas, porque depois de terem saído do Egito eles haviam usurpado o país de seus antepassados, legítimos senhores daquela terra. Jefté respondeu-lhes que o senhor deles não podia achar estranho nem que os israelitas possuíssem as terras dos amorreus; que, ao contrário, devia agradecer por elas lhe terem sido deixadas, estando em poder de Moisés conquistá-las; que não estavam dispostos a lhe deixar um país que haviam ocupado depois de uma ordem recebida de Deus e que possuíam há trezentos anos; e que assim só lhes restava resolver o litígio pelas armas.
Jefté, após despedir os embaixadores dessa maneira, fez voto a Deus: se Ele lhe desse a vitória, sacrificar-lhe-ia a primeira criatura viva que encontrasse no seu regresso. Travou-se a luta, e ele venceu os inimigos, perseguindo-os até a cidade de Maniate. Entrou no paí$ dos amonitas, tomou e arrasou várias cidades, cujos despojos distribuiu aos soldados, e assim gloriosamente libertou a sua nação da servidão a que estivera sujeita durante dezoito anos.
Porém, tanto quanto fora feliz nessa guerra e merecera as honras que recebeu da gratidão pública, foi ele infeliz em sua vida particular. Pois a primeira pessoa que encontrou ao voltar para casa foi a sua única filha, ainda virgem, que vinha ao seu encontro. Ele sentiu o coração partir-se de dor. Soltou um profundo suspiro, lastimou a tão funesta prova de afeto que ela lhe dava e disse-lhe que, por que infeliz coincidência, ela seria a vítima que ele se obrigara a oferecer a Deus.
Aquela generosa moça, em vez de se espantar com essas palavras, respondeu-lhe com maravilhosa firmeza que uma morte que tinha por motivo a vitória de seu pai e a liberdade de seu país só lhe poderia ser muito agradável e que a única graça que pedia era o tempo de dois meses, para se lamentar com as suas companheiras por ter de se separar delas ainda muito jovem. O infeliz pai não teve dificuldade em lhe conceder esse pequeno favor e, depois desse tempo, sacrificou a vítima inocente, que Deus não desejava dele e que nenhuma lei obrigava a oferecer-lhe. Mas ele quis cumprir o seu voto, sem considerar o juízo que os homens poderiam fazer de sua ação.
208.  juizes 12. A tribo de Efraim declarou-lhe guerra pouco depois, sob o pretexto de que, para obter sozinho a glória de ter derrotado e se aproveitado dos desejos dos inimigos, ele empreendera a peleja sem eles. Primeiro ele lhes respondeu, com muita doçura, que era ele quem se devia queixar, pois eles, tendo visto os compatriotas empenhados em tão grande guerra, lhes recusaram o auxílio que tinham por obrigação oferecer. Censurou-os em seguida porque, não tendo se atrevido a lutar contra um inimigo comum, agora achavam de se apresentar corajosos contra os próprios irmãos. Por fim, ameaçou castigá-los, com o auxílio de Deus, se persistissem naquela loucura.
Quando ele viu que não se acalmavam com essas razões, mas avançavam com um grande exército que haviam recrutado de Gileade, marchou contra eles, atacou-os e os venceu. Colocou-os em fuga, mandou tropas para controlar as passagens do Jordão, pelas quais eles poderiam escapar, e matou uns quarenta e dois mil deles. Esse generoso chefe dos israelitas morreu depois de desempenhar por seis anos tão elevado cargo. Foi enterrado na cidade de Sebei, na província de Gileade, onde ele nascera.
209. Ibsã, da cidade de Belém, na tribo de judá, sucedeu Jefté no governo supremo e desempenhou durante sete anos esse cargo, sem nada ter feito de memorável.
210.  Elom, da tribo de Zebulom, sucedeu-o e, no que é digno de memória, durante os seis anos em que esteve no governo não fez mais que Ibsã.
211.  Abdom, filho de Hilel, da tribo de Efraim, sucedeu Elom, e os israelitas desfrutaram durante o seu governo de tão profunda paz que ele não teve oportunidade para fazer algo memorável. Assim, a única coisa extraordinária que se pode notar em sua vida é que, ao morrer, ele deixou quarenta filhos e trinta filhos de seus filhos, todos vivos, perfeitos e habilmente capazes. Morreu muito velho e foi enterrado com grande magnificência no lugar onde havia nascido.


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5 de novembro de 2017

História De Israel – Teologia 31.55 - Gideão Liberta o Povo De Israel (Livro 5 Cap 8)

História De Israel – Teologia 31.55

CAPÍTULO 8

GIDEÃO LIBERTA O POVO DE ISRAEL DA ESCRAVIDÃO DOS MIDIANITAS.

204. juizes 6, 7 e 8. Um dia, quando Gideão, filho de joás, que era um dos principais da tribo de Manasses, batia feixes de trigo no lagar, porque não se atrevia a batê-los publicamente na eira do seu celeiro, por temor aos inimigos, um anjo apareceu-lhe sob a forma de um rapaz, dizendo que Gideão era feliz porque era querido de Deus. "É este", retrucou Gideão, "um belo sinal: ver-me obrigado a me servir de um lagar em vez de um celeiro". O anjo exortou-o então a não perder a coragem, mas a aumentá-la, para empreender a libertação do povo.
Gideão disse-lhe que iria então propor uma coisa quase impossível, tanto porque a sua tribo era a menor de todas em número de homens quanto porque ele ainda era jovem e incapaz de executar tal empresa. "Deus suprirá tudo", replicou o anjo, "e dará a vitória aos israelitas, quando vos tiverem por general". Gideão narrou a visão a algumas pessoas de sua idade, que não duvidaram de que ele lhe devia prestar fé. Reuniram logo dez mil homens resolvidos a tudo empreender para libertar-se da escravidão.
Deus apareceu em sonhos a Gideão e disse-lhe que, por serem os homens tão fátuos, querendo atribuir a si mesmos e às próprias forças as suas vitórias, em vez de considerá-las resultado do auxílio que Ele lhes prestava, queria fazê-los reconhecer que deviam tudo a Ele. E assim, ordenou-lhe que levasse o exército à margem do Jordão no momento do calor mais forte do dia e só considerasse valorosos os que se abaixassem para beber comodamente e que considerasse covardes os que bebessem a água apressadamente, pois seria um sinal do medo que sentiam do inimigo. Gideão obedeceu e encontrou apenas trezentos que tomaram a água levando-a à boca com a mão, sem pressa alguma.
Deus ordenou-lhe, em seguida, que atacasse os inimigos à noite com esse pequeno número. E, notando agitação no seu espírito, acrescentou, para tranqüilizá-lo, que tomasse um dos seus e com ele se aproximasse mansamente do acampamento dos midianitas, para observar o que se passava. Ele executou a ordem e quando estava próximo das tendas ouviu um soldado narrar ao companheiro um sonho que tivera. Dizia ele: "Vi um pedaço de massa de farinha de cevada que não merecia ser recolhida, e a pasta, rolando por todo o acampamento, derrubou a tenda do rei e depois todas as outras". "Esse sonho", respondeu-lhe o companheiro, "pressagia a ruína completa do nosso exército, por esta razão: a cevada é o menor de todos os grãos, e, como não há agora em toda a Ásia nação mais desprezível que a dos israelitas, ela pode ser comparada à cevada. Vós sabeis que eles reuniram as suas tropas e têm algum empreendimento em vista, comandados por Gideão. Por isso temo muito que esse pedaço de massa que vistes derrubar todas as tendas seja um sinal de que Deus quer que Gideão triunfe sobre nós".
Essas palavras encheram Gideão de esperanças. Ele transmitiu-as aos seus e ordenou-lhes que se armassem todos. Fizeram-no com alegria, pois tão feliz pres-ságio os levava a tudo empreender. Mais ou menos na quarta vigília da noite, Gideão separou os homens em três grupos de cem cada um. E, para surpreender os inimigos, ordenou-lhes que cada qual levasse na mão esquerda um vaso com uma tocha acesa dentro, e na direita, em vez da trompa, uma buzina de chifre.
O acampamento dos inimigos era muito extenso, por causa dos camelos, e, embora as tropas fossem separadas por nação, achavam-se encerradas num mesmo recinto. Quando os israelitas se aproximaram, segundo a ordem de Gideão, fizeram soar todos ao mesmo tempo as buzinas de chifre de carneiro, quebraram os vasos e entraram no acampamento com grandes gritos, de archote na mão, firmemente convictos de que Deus lhes daria a vitória. Estando ainda os inimigos meio adormecidos, a escuridão da noite e principalmente o auxílio de Deus causaram-lhes tal terror e confusão no espírito que mais foram mortos por eles mesmos do que pelos israelitas, pois, sendo o exército tão numeroso e composto por povos diversos a falar línguas diferentes e estando todos tão aterrorizados, tomaram-se eles mesmos por inimigos, atacando-se mutuamente.
Logo que outros israelitas souberam dessa vitória tão marcante, tomaram armas para perseguir os inimigos e alcançaram-nos em lugares onde as águas que lhes cercavam a passagem os obrigaram a parar. Houve então uma carnificina inaudita. Os reis Orebe e Zeebe estavam entre os mortos. Os reis Zeba e Zalmuna salvaram-se com dezoito mil homens somente e foram acampar o mais longe possível dos israelitas. Gideão, que não se cansava de cuidar da glória de Deus e da de seu país, marchou imediatamente contra eles, dizimou-lhes todas as tropas e fez muitos prisioneiros. Os midianitas e os árabes, que auxiliavam os midianitas, perderam perto de cento e vinte mil homens nesses dois combates.
Os israelitas fizeram grande presa, tanto em ouro quanto em prata, e também em objetos preciosos, camelos e cavalos. Gideão, depois de regressar a Efraim, lugar de seu nascimento e moradia, mandou matar os dois reis midianitas, os quais havia aprisionado. Então a sua própria tribo, invejosa da glória que ele havia conquistado e não podendo tolerá-la, resolveu fazer-lhe guerra, sob o pretexto de que ele empreendera a outra sem comunicá-los. Como não era menos sensato que valoroso, ele respondeu-lhes, com grande modéstia, que não teria procedido daquele modo se Deus assim não houvesse ordenado e que isso não os impedia de ter tanta participação quanto ele na vitória. Assim acalmou-os, prestando, por sua prudência, um serviço à República não menor que o já prestado pelas suas vitórias, pois evitou uma guerra civil. Essa tribo não deixou de ser castigada pelo seu orgulho, como diremos a seu tempo.
A modéstia desse grande personagem era tão extraordinária que ele desejou até despojar-se da suprema autoridade. Mas o povo obrigou-o a conservá-la, e ele a desempenhou durante quarenta anos. Gideão administrava a justiça e apaziguava as divergências com tanto desinteresse, capacidade e sabedoria que o povo jamais deixou de confirmar-lhe os julgamentos, pois não podiam ser mais eqüitativos. Ele morreu muito idoso, e foi sepultado em seu país.


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4 de novembro de 2017

História De Israel – Teologia 31.54 - Os Medianitas Ajudados Pelos Amalequitas (Livro 5 Cap 7)

História De Israel – Teologia 31.54

CAPÍTULO 7

OS MIDIANITAS, AJUDADOS PELOS AMALEQUITAS E PELOS ÁRABES, SUBJUGAM OS ISRAELITAS.

203. juizes 6. Depois da morte de Baraque e de Débora, que se deu quase ao mesmo tempo, os midianitas, auxiliados pelos amalequitas e pelos árabes, fizeram guerra aos israelitas, venceram-nos em um grande combate, devastaram o país e levaram grande despojo. Continuaram durante sete anos a persegui-los e oprimi-los dessa maneira, obrigando-os, por fim, a abandonar o campo e se refugiar nos montes. Cavaram na terra lugares de defesa, onde guardavam tudo o que podiam apanhar nas planícies, porque os midianitas só depois de fazer a colheita permitiam-lhes cultivar as terras, durante o inverno, a fim de se aproveitarem do trabalho deles no tempo da colheita. Assim, era extrema a sua miséria, e nesse estado tão deplorável recorreram a Deus, pedindo-lhe que os ajudasse.


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