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13 de agosto de 2013

Antropologia - Teologia 03.55 - Os Dicotomistas

Antropologia - Teologia 03.55

6.2.3.1 Os Dicotomistas 

A palavra dicotomista significa duas partes ou divisões. 
Esta teoria é seguida por um grande número de teólogos (entre eles os calvinistas): que o homem se compõe de duas partes ou divisões: a material e a espiritual. 
Mesmo sobre esta teoria dicotômica há pontos de vista diferentes. 
A corrente mais forte da teoria dicotômica é a que considera o homem composto de duas substâncias: a material e a imaterial. 
Alma e espírito são, nessa teoria, a mesma coisa. 

Os dicotomistas defendem que cada ser humano neste mundo é dotado de um corpo material por um eu pessoal imaterial. 
Tomam por certo que as Escrituras chamam isso de “alma" ou "espírito". Entendem que "alma” dá ênfase àquilo que é distinto na personalidade consciente de uma pessoa; e que o "espírito" carrega consigo não só as nuances da personalidade derivadas de Deus, mas também a dependência dele e a distinção do corpo como tal.

O uso bíblico desses termos leva-nos a dizer que temos e somos tanto corpo, quanto alma e espírito, mas é erro pensar que alma e espírito são duas coisas diferentes. 
O ponto de vista tricotômico do homem como corpo, alma e espírito é incorreto. 
A idéia comum de que a alma é apenas um órgão de percepção deste mundo, enquanto o espírito é um órgão distinto, que nos permite estabelecer comunhão com Deus, conduzido à vida na regeneração, está fora dos padrões do ensino bíblico, concluem. 
Além do mais, tal ponto de vista nos leva a um anti-intelectualismo aleijado, que separa a intuição espiritual da reflexão teológica, empobrecendo a ambos – pois a teologia passa a ser considerada como “coisa da alma” e não espiritual, enquanto a percepção espiritual é vista como não relacionada com a tarefa de ensinar e aprender a verdade revelada de Deus. 
A personificação da alma faz parte do desígnio de Deus para a humanidade. Através do corpo experimentamos nosso meio, usufruímos e controlamos as coisas que estão ao redor de nós e relacionamo-nos com outras pessoas. 
Nada havia de mau ou corruptível no corpo que Deus criou no início. 
Se o pecado não tivesse ocorrido, o envelhecimento físico e o declínio que conduz à morte, como conhecemos, não seriam parte da experiência humana (Gn 2.17; 3.19,22; Rm 5.12). Agora, porém, a corrupção atingiu a todos na sua natureza psico-física, como claramente mostram os desejos desordenados da mente e do corpo, guerreando um contra o outro, bem como contra todas as regras da sabedoria e da justiça. 
Na morte, a alma deixa o corpo, mas isso não é a libertação feliz que a filosofia grega e algumas seitas têm imaginado. 
A esperança cristã não consiste na redenção da alma em relação ao corpo, mas consiste na redenção do corpo. 
Aguardamos nossa participação na ressurreição de Cristo em e através da ressurreição do nosso corpo. 
Ainda que desconheçamos, no presente, a exata composição do nosso futuro corpo glorificado, sabemos que haverá uma continuidade com nosso corpo atual (1Co 15.35-49; Fp 3.20-21; CI 3.4) (Bíblia de Estudo de Genebra, p.11). 


Que o Santo Espirito do Senhor, ilumine o nosso entendimento
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