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14 de agosto de 2013

Antropologia - Teologia 03.63 - A Queda do Homem - A Ocorrência da Queda

Antropologia - Teologia 03.63


Capítulo 7

A QUEDA DO HOMEM

7.1 A ocorrência da queda Part 1

O homem que Deus formou era notavelmente diferente de todos os outros seres criados. 
O homem possuía um espírito semelhante àquele dos anjos e ao mesmo tempo tinha uma alma parecida com a dos animais inferiores. 
Quando Deus criou o homem Ele lhe deu uma liberdade perfeita. 
Ele não fez dele um autômato, controlado automaticamente por Sua vontade. 
Isto é evidente em Gênesis 2, quando Deus instruiu o homem original a respeito de qual fruto ele poderia ou não comer. 
O homem que Deus criou não era uma máquina dirigida por Deus; pelo contrário, ele possuía perfeita liberdade de escolha. 
Se ele escolhesse obedecer a Deus, assim seria; se decidisse rebelar-se contra Deus,
poderia fazer isso também. 
O homem tinha em sua posse uma soberania pela qual poderia exercitar sua vontade escolhendo obedecer ou não. 
Este é um ponto muito importante, pois devemos reconhecer que em nossa vida espiritual Deus nunca nos priva da nossa liberdade. 
A menos que cooperemos ativamente, Deus não realizará nada em nós. 
Nem Deus, nem o diabo podem fazer qualquer obra, sem primeiro obterem nosso consentimento, porque a vontade do homem é livre. 

O espírito do homem era, originalmente, a parte mais elevada de todo o seu ser ao qual alma e corpo deviam se submeter. 
Sob condições normais o espírito é como a patroa, a alma como o mordomo e o ao mordomo que por sua vez ordena ao criado que as faça. 
A patroa dá as ordens em particular ao mordomo; mordomo as transmite abertamente ao criado. 
O mordomo parece ser o senhor de tudo, mas na realidade quem domina sobre tudo é a patroa. 
Infelizmente o homem caiu; ele foi vencido e pecou; conseqüentemente, a ordem correta de espírito, alma e corpo ficou misturada.

Deus concedeu ao homem um poder soberano e outorgou muitos dons à alma humana. 
Pensamento, vontade ou intelecto e intenção estão entre as porções mais proeminentes. 
O propósito original de Deus é que a alma humana receba e assimile a verdade e a essência da vida espiritual de Deus. 
Ele concedeu dons aos homens para que pudessem receber o conhecimento e vontade de Deus como sendo deles mesmos. 
Se o espírito e alma do homem mantive sem sua perfeição original, saúde e vigor, então seu corpo poderia continuar para sempre sem mudança. 
Se ele exercitasse sua vontade tomando e comendo do fruto da vida, a Própria vida de Deus indubitavelmente entraria em seu espírito, penetraria sua alma, transformaria completamente seu homem interior e converteria seu corpo em incorruptibilidade. 
Ele estaria então, literalmente, de posse da “vida eterna”. Naquele acontecimento, sua vida da alma seria totalmente cheia com a vida espiritual e seu ser inteiro seria transformado naquilo que é espiritual. 
De forma contrária, se a ordem do espírito e alma fosse invertida, então o homem precipitaria nas trevas e o corpo humano não poderia resistir muito tempo e logo se corromperia. 

Sabemos que a alma do homem escolheu a árvore do conhecimento do bem e do mal, ao invés da árvore da vida. 
Porém, não está claro que a vontade de Deus para Adão era que ele comesse do fruto da árvore da vida? Sim, porque antes de proibi-lo de comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal e adverti-lo que no dia em que dele comesse morreria (Gn 2.17), Ele primeiro ordenou que Adão comesse livremente de toda árvore do jardim e propositalmente mencionou a árvore da vida no meio do jardim. Quem pode dizer que isto não é assim? 

“O fruto do conhecimento do bem e do mal” eleva a alma e abafa o espírito. 
Deus não proíbe o homem de comer deste fruto apenas para testá-lo. 
Ele o proíbe por saber que ao comer esse fruto, a alma do homem será tão estimulada a ponto de abafar a vida do espírito. 
Isso quer dizer que o homem perderá o verdadeiro conhecimento de Deus e estará assim morto para Ele. 
A proibição de Deus revela Seu amor. 
O conhecimento do bem e do mal neste mundo é em si mesmo mal. 
Tal conhecimento surge do intelecto da alma do homem. 
Ele incha a vida da alma e conseqüentemente esvazia a vida do espírito ao ponto de perder qualquer conhecimento de Deus e tornar-se tal como morto.

Um grande número dos servos de Deus considera esta árvore da vida, como sendo Deus oferecendo vida ao mundo em Seu Filho, o Senhor Jesus. 
Isto é vida eterna, natureza de Deus, Sua vida não criada. 
Por isso, temos aqui duas árvores - uma germina vida espiritual enquanto que a outra desenvolve a vida da alma. 
O homem em seu estado original não é nem pecaminoso, nem santo e justo. 
Ele fica entre os dois. 
Ele pode aceitar a vida de Deus tornando-se assim um homem espiritual e participante da natureza divina, ou pode inchar sua vida original tornando-se da alma, impondo conseqüentemente, morte ao seu espírito. 
Deus concedeu um perfeito equilíbrio às três partes do homem. 
Sempre que uma parte se desenvolve em excesso, as outras são contristadas. 

Nosso andar espiritual será grandemente ajudado, se entendermos a origem da alma e seu princípio de vida. Nosso espírito vem diretamente de Deus, pois é dado por Deus (Nm 16.22). Nossa alma não é tão diretamente recebida; ela foi produzida depois que o espírito entrou no corpo. 
Está, portanto, distintamente relacionada com o ser criado. 
É a vida criada, a vida natural. 
A utilidade da alma é realmente extensa, se ela mantiver seu devido lugar como mordomo, permitindo que o espírito seja a patroa. 
O homem pode então receber a vida de Deus e estar relacionado com Deus em vida. 
 Se, todavia, esta esfera da alma torna-se dilatada, o espírito igualmente é abafado. 
Todos os feitos do homem serão confinados à esfera natural do criado, incapaz de estar unido à vida não criada e sobrenatural de Deus. 
O homem original sucumbiu à morte, porque comeu do fruto do conhecimento do bem e do mal, desenvolvendo assim, de forma anormal, sua vida da alma.

Satanás tentou Eva com uma pergunta. 
Ele sabia que isto despertaria o pensamento da mulher. 
Se ela estivesse completamente sob o controle do espírito, rejeitaria tal interrogação. 
Por tentar responder, ela exercitou sua mente em desobediência ao espírito. 
Sem dúvida, que a pergunta de Satanás estava cheia de erros, pois seu motivo principal era simplesmente incitar o esforço mental de Eva. 
Ele esperava que Eva até o corrigisse, mas lamentavelmente, ela ousou mudar a Palavra de Deus em sua conversa com Satanás. Conseqüentemente o inimigo foi encorajado a tentá-la no sentido de comer sugerindo que, ao comer, seus olhos seriam abertos e ela seria como Deus - conhecendo o bem e o mal. “Então, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto e comeu” (Gn 3.6). Foi assim que Eva considerou a pergunta. Satanás provocou seu pensamento da alma primeiro e depois avançou para apoderar-se da sua vontade. 
Resultado: ela caiu em pecado. 

Que o Santo Espirito do Senhor, ilumine o nosso entendimento
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