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4 de agosto de 2013

Apologética - Teologia 04.19 - A Transmissão do Texto não é Necessariamente Infalível

Apologética - Teologia 04.19

1.12.1. A Transmissão do Texto não é Necessariamente Infalível 

Neste ponto precisamos fazer uma distinção. 
A infalibilidade (ou a isenção de todo erro) só se reivindica necessariamente para os manuscritos originais (os autógrafos) dos livros bíblicos. 
Forçosamente, eram isentos de todo e qualquer erro, se não, não poderiam ter sido inspirados por Deus, o Deus da verdade, pois n'Ele não há treva nenhuma. 
Deus nunca poderia ter inspirado um autor humano das Escrituras escrever algo errado ou falso. 

Mas, que se pode dizer do texto da Bíblia, conforme o possuímos agora? Será que o texto é necessariamente livre de todos os erros, de qualquer tipo? Não quando se trata de erros de copistas, pois realmente descobrimos discrepâncias entre as cópias manuscritas que têm entre aquelas que datam dos primeiros séculos. 
Alguns erros de pena decerto se introduziram nas primeiras cópias feitas dos manuscritos originais, e erros adicionais típicos da transmissão do texto conseguiram entrar nas cópias das cópias. 
É quase inevitável que isto tenha sido o caso. Não há nenhum homem que pode sentar-se e copiar o texto de um livro inteiro sem surgir algum erro de algum tipo. (Quem duvida desta declaração, pode fazer a experiência!). 
Seria nada menos do que um milagre, garantir a infalibilidade da cópia de um manuscrito original. 
Aceitando-se o fato que erros se infiltram em nossos textos conforme os temos em mãos, como podem servir como meio certeiro de desvendar a vontade de Deus? Será que não voltamos ao problema dos livros que contêm uma mistura de verdade e de erro? De modo nenhum, pois há uma grande diferença entre um documento que era errado desde o princípio, e um documento que começou correto mas que depois foi erroneamente copiado. 
Qualquer pessoa pode ler uma carta de um amigo ou parente, e achar nele errinhos comuns como “em” no lugar de “um”, “por” no lugar de “para”, e pode, por meio de um processo simples de correção à luz do contexto, facilmente chegar ao verdadeiro sentido daquilo que o autor queria dizer. 
Só se os erros que entraram no texto são tão sérios que pervertem totalmente o sentido, é que a mensagem desvia-se da verdade. 
Mas se a carta chegou da parte de um correspondente, que estava confuso, errado ou desejando iludir, então os erros e as falsas informações que contém seriam irremediáveis, e o leitor seria prejudicado por ela. 

Isto levanta a questão da fidelidade da transmissão do texto bíblico. 
Há numerosos tipos de erros de manuscrito que o crítico textual pode descobrir nos manuscritos antigos do Antigo Testamento. (Estes serão discutidos no capítulo quatro). 
Eles são de natureza tão séria que corrompem a própria mensagem, impossibilitando-a de transmitir o verdadeiro significado? Se são, então o propósito de Deus foi frustrado: não conseguiu transmitir Sua revelação de tal maneira que pessoas de gerações posteriores pudessem compreendê-la corretamente. 
Se não exerceu Sua influência restritiva sobre os escribas que escreveram as cópias normativas e autorativas das Escrituras, então corromperam e falsificaram a mensagem. 
Se a mensagem foi falsificada, o propósito inteiro de doar humanidade uma revelação escrita deu em nada, pois Escrituras assim corrompidas seriam uma mera mistura de verdade e de erro, necessariamente sujeitas a julgamentos humanos (quando, de fato, devem julgar o homem). 

Temos alguma evidência objetiva que Deus não tenha permitido que os erros da transmissão do texto tenham corrompido e pervertido sua revelação? Sim, temos, pois um estudo cuidadoso das variações (ou leituras diferentes) dos vários manuscritos mais antigos, revela que nenhuma delas afeta uma única doutrina das Escrituras. 
O sistema de verdades espirituais, contido no texto geralmente aceito do antigo Testamento em hebraico, não se altera nem se compromete por nenhuma das variações que têm sido achadas nos manuscritos hebraicos de data mais antiga que foram descobertos nas cavernas do Mar Morto ou em outros lugares. 
Para averiguar isto, basta examinar o registro das variações bem atestadas que constam na edição de Rudolfo Kittel da Bíblia hebraica. 
É muito evidente que a vasta maioria delas são tão insignificantes que o sentido da doutrina de cada frase não sofreu qualquer efeito.

Deve ser claramente entendido que neste respeito o Antigo Testamento é diferente de qualquer outra obra literária antes da era cristã sobre as quais temos notícia. 
É verdade que normalmente não possuímos tantos manuscritos diferentes de produções pagãs, vindos de épocas tão separadas no tempo, como é o caso do Antigo Testamento. 
Mas quando temos muitos manuscritos, como é o caso do Livro dos Mortos, do Egito, então as variações são de natureza mais extensiva e séria. 
Diferenças bem marcantes aparecem, por exemplo, entre o capítulo 15 no Papiro de Ani, escrito durante a 18ª Dinastia, e o Papiro de Turino, da 26ª Dinastia ou posteriormente. 
Cláusulas inteiras são inseridas ou omitidas, e o sentido, em colunas correspondentes do texto, em certos casos é inteiramente diferente. Se não houvesse a superintendência divina da transmissão do texto hebraico, não há nenhum motivo específico de não haver semelhantes discrepâncias e mudanças entre os manuscritos hebraicos que têm séculos de diferença entre eles. 
Posto que as duas cópias de Isaías descobertas na Cayerna N° 1 de Qumran, perto do Mar Morto, em 1947 eram mil anos mais antigas do que o mais antigo manuscrito datado, previamente conhecido (980 d.C.), foi constatado que eram idênticos, palavra por palavra, à nossa conhecida Bíblia hebraica, em mais do que 95% do texto. 
As variações, em 5%, consistem mormente de óbvios erros de pena e variações na ortografia. 
Mesmo aqueles fragmentos de Deuteronômio e de Samuel achados perto do Mar Morto, que apontam para uma outra família de manuscritos do que aquela que subjaz nosso texto hebraico aceito, não indicam qualquer diferença em doutrina ou em ensinamentos. 
Não afetam a mensagem da revelação de maneira nenhuma.


Que o Santo Espirito do Senhor, ilumine o nosso entendimento
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