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4 de agosto de 2013

Apologética - Teologia 04.21 - Antiguidade - Os Seis Dias da Criação e a Idade do Mundo Part 1

Apologética - Teologia 04.21


Capítulo 2

ANTIGUIDADE 

2.1. Os Seis Dias da Criação e a Idade do Mundo Part 1

Uma leitura superficial de Gênesis cap. 1 deixaria a impressão que o processo inteiro da criação levou seis dias de vinte e quatro horas cada. 
Se esta tivesse sido a verdadeira intenção do autor hebreu (dedução questionável, conforme será demonstrado a seguir), 0estaria em contradição com a pesquisa científica moderna, que indica que o planeta terra foi criado há vários bilhões de anos. 
No século dezenove, a evidência principal em favor desta extrema antiguidade (que era, porém, computada como sendo muito menos do que é atualmente) achava-se no ritmo pelo qual a sedimentação de água é depositada em tempos modernos. 
No Golfo do México, a sedimentação se deposita na média de alguns poucos centímetros ao ano; mas camadas sedimentadas chegando até 9.000 metros foram achadas, indicando uma passagem de bem mais do que 100.000 anos. 
Isto seria válido como argumento só pela hipótese uniformitariana, ou seja, que as forças naturais de erosão, sedimentarão e ação magmática (ou vulcânica) têm operado nas eras antigas exatamente da mesma maneira que hoje se verifica. 
Uniformitarianismo tem sido vigorosamente desafiado por algumas autoridades, por causa da evidência dada pelo metamorfismo termodinâmico com violentas inclinações e torções que aparecem em muitas montanhas, e em regiões que são ou eram montanhosas. 
A aparição de fósseis, muitos deles deixados por espécies de animais que não sobrevivem, nestes extratos sedimentados, servia como um tipo de relógio de tempo, fortalecendo-se assim a impressão de a terra ser bastante antiga. 
A maioria dos fósseis representava gêneros que tinham desaparecido muito tempo antes da acumulação dos extratos mais recentes, e, portanto, não poderiam ter sido destruídos por uma catástrofe única como era o dilúvio de Noé. (As espécies numerosas de plantas e animais que viviam nos mares, e que foram achadas em forma fossilizada, estas especialmente teriam resistido aos efeitos do Dilúvio, a não ser que a súbita mistura de água salgada com água fresca explicaria sua extinção). 

O conhecimento de física nuclear, cuja expansão recente trouxe a lume um novo tipo de evidência, isto é, o processo de decomposição dos minerais radioativos, parece confirmar a grande antiguidade da terra. 
Segundo os cálculos dos físicos, o urânio 238 passará, no decurso de quatro bilhões e meio de anos, por 18 estágios intermediários de decomposição (tório 234 etc.), até chegar a chumbo 206, que é um mineral estável e não é mais passível de decomposição através da radioatividade. 
O rubídio 87 demora sessenta bilhões de anos até se transformar pela decomposição em estrôncio 87. 
Fazendo um cálculo da proporção do produto derivado à proporção do depósito radioativo original, é possível estimar a idade da amostra examinada. 

Os geocronologistas mais recentes aperfeiçoaram técnicas que eliminam, em grande parte, os fatores possíveis de erro (tais como a presença do mineral derivado já na época na qual o próprio isótopo radioativo foi depositado, ou também o derrame de porções da amostra por causa da atuação aquática sub-terrestre). 
Preferem utilizar dois ou três isótopos radioativos diferentes, quando se podem achar no mesmo depósito, para assim averiguar a exatidão dos resultados computados de cada amostra em decomposição. 
O método Carbono 14 é mais conhecido ao público em geral. 
Todas as plantas e todos os animais recebem nos seus tecidos uma certa quantidade de carbono 14 (um produto da decomposição do nitrogênio sob o impacto dos raios cósmicos da atmosfera superior). 
Depois da morte da planta ou do animal, não pode absolver mais deste carbono 14, e aquele tanto que já tem no seu sistema paulatinamente se decompõe pela radioatividade, até formar nitrogênio 14. 
Este processo se desenvolve mais rapidamente, porém, num período de apenas 5.580 anos, e por este motivo é inútil datar depósitos tendo 30.000 anos; ou mais de idade?

Será que um intervalo de tempo tão enorme (cinco bilhões de anos ou mais, de acordo com certas estimativas - feitas, é claro, dentro da hipótese uniformista) pode ser reconciliado com os seis dias da criação, segundo Gênesis 1? Isto depende inteiramente da interpretação da palavra hebraica yõm (“dia”). Há três teorias alternativas atualmente defendidas pelos estudiosos bíblicos, quanto a estes “dias”. 

1) A palavra “yõm” representa um dia literal de vinte e quatro horas, e Gn 1.3-2.3 nos dá um relatório duma semana literal na qual Deus completamente restaurou do caos uma criação (registrada em Gn 1.1) que tinha sofrido uma catástrofe (possivelmente na época na qual Satanás e seus anjos foram expulsos da presença de Deus). 
Apoio para esta interpretação tem sido alegadamente descoberto em Is 45.18 quando se 1ê que Deus não criou a terra “em vão” ou “para ser um caos” (o heb. Bõhu é a mesma palavra “vazia” de Gn 1.2). Daí, Gn 1.1 deve indicar uma criação completa e perfeita anterior ao estado caótico mencionado em Gn 1.2, pois esta é a única conclusão que se pode tirar de Is 45.18 quando se interpreta assim. (Mas esta interpretação encontra a dificuldade que bõhu em 45.19 significa claramente “em vão”). 
Pode ser notado quanto a este assunto, que o verbo “era” em Gn 1.2 pode razoavelmente ser traduzido “veio a ser”, a frase sendo interpretada: “E a terra veio a ser sem forma e vazia”. Só uma catástrofe cósmica poderia explicar a introdução da confusão caótica na perfeição original da criação de Deus. 
Esta interpretação é sustentável pelas leis da exegese, mas se confronta com duas dificuldades principais.

(a) Esta interpretação significaria que a plena grandiosidade da criação original recebe apenas uma descrição que se reduz a estas palavras: “No princípio criou Deus os céus e a terra”. Em seguida, toda a atenção se dedica a uma reconstrução da ordem do mundo recentemente perturbada, e acontecimentos de há cinco ou seis mil anos;

(b) Significaria também que o inspirado Livro das Origens não teria nada para dizer acerca da ordem do processo criativo, nem sequer sobre coisa alguma que pertence à geologia. Não haveria mais necessidade de harmonizar a geologia com o Gênesis, pois tratam - segundo esta interpretação - de assuntos inteiramente diferentes.


Talvez seja conveniente mencionar aqui que certos defensores desta teoria muitas vezes a enfeitaram com especulações altamente questionáveis quanto à posição original de Satanás, presidindo o culto a Yahweh num Éden pré-catastrófico, embelezado com árvores carregadas com jóias (comparando o “príncipe de Tiro” de Ez cap. 28 com o próprio Satanás). 
Jeremias 4.23-26 também tem sido enquadrado nesta teoria da catástrofe, por conter a expressão tõhu wabhõhu (“sem forma e vazia”) achada também em Gn 1.2. Explicando as coisas assim, indica que antes da catástrofe existiam cidades e homens, que foram destruídos algum tempo entre Gn 1.1 e 1.2 (embora Jr 4.23-26 aparentemente descreva uma cena profética duma catástrofe vindoura). Estes “enfeites” são incluídos no livro de G.H. Pember Earth’s Earliest Ages – “As Épocas mais Antigas da Terra” (primeira edição 1876), embora não façam parte essencial da teoria da catástrofe, naturalmente. 

2) Yõm representa um dia na revelação. 
Isto é, em seis dias literais, ou possivelmente numa visão que representava a Moisés o drama inteiro da criação em seis dias visionários, Deus descreveu ao seu profeta o mistério de como fizera a criação, e as etapas pelas quais cumpriu a obra. 
Estes estágios não representam necessariamente uma seqüência estritamente cronológica (sendo que a narrativa da criação dos corpos celestes é adiada até o quarto dia, depois da criação da vegetação que precisa da luz do sol para sua subsistência). 
Em parte, são cronológicos, e em parte, tópicos. 
Isto quer dizer, as várias etapas ou fases de criação são apresentadas segundo uma ordem lógica, em relação ao observador humano na terra. 
É, portanto, mais 1ógico descrever em primeiro lugar a superfície da terra na qual o observador ficaria em pé, antes de apresentar o sol e a lua que brilham sobre a terra e regulam as estações. 

Esta interpretação é talvez sustentável sem abrir mão da infalibilidade da narrativa bíblica. Mas se confronta com uma dificuldade séria (entre outras), que não há a mínima sugestão no texto de Gênesis 1 que seja uma visão que está sendo descrita. 
Lê-se como uma narrativa singela e direta: No princípio Deus criou os céus e a terra; no primeiro “dia” criou a lua; no segundo dia, separou as águas em superiores e inferiores, e assim por diante. 
Sendo que a criação inicial mencionada em Gn 1:1 parece que não é incluída no primeiro “dia” da revelação, pergunta-se se esta parte foi incluída na suposta visão concebida a Moisés, ou se isto foi concedido de maneira não-visional. 
De qualquer maneira, se Gênesis cap. 1 foi apenas uma visão (representando, naturalmente, os verdadeiros fatos da história original) então quase qualquer outra narrativa nas Escrituras pode ser interpretada como sendo uma visão - especialmente se refere a algo que não seria naturalmente passível de observação a um investigador humano ou historiador humano.



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