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15 de agosto de 2013

Batalha Espiritual - Teologia 07.03 - Quatro Princípios Fundamentais - Deus é soberano absoluto do seu universo Part 1

Batalha Espiritual - Teologia 07.03

Quatro Princípios Fundamentais

1. Deus é soberano absoluto do seu universo Part 1

 
O título acima expressa um dos ensinamentos mais relevantes das Escrituras para o tema desse ensaio. Um soberano é alguém que está revestido da autoridade suprema, que governa com absoluto poderio, que exerce um poder supremo sem restrição nem neutralização. Quando dizemos que Deus é soberano, significa que ele tem poder ilimitado para fazer o que quiser com o mundo e as criaturas que criou, e que nenhuma delas pode, ao final, frustrar seus planos. Podemos fazer algumas afirmações quanto a essa doutrina.

A soberania absoluta de Deus sobre sua criação percebe-se claramente nas Escrituras. No Pentateuco Deus revela-se como o Criador do mundo visível e invisível, e da raça humana. Ele é o Libertador dos seus e o Legislador que soberanamente passa leis que refletem sua santidade e exigem obediência plena de suas criaturas. Ele exerce total controle sobre a natureza que criou, intervindo em suas leis naturais, suspendendo-as (milagres). Assim, em contraste com os deuses das nações, ele é o supremo soberano do universo, acima de todos os deuses, que os julga e castiga, bem como aos que os adoram. Nos livros Históricos, lemos como Deus cumpre soberanamente suas promessas feitas a Abraão de dar uma terra aos seus descendentes, introduzindo-os e estabelecendo-os em Canaã, e ali mantendo-os até que os expulsasse por causa da desobediência deles. Os Salmos e os Profetas celebram a soberania de Deus sobre sua criação e sobre seu povo. É ele quem reina acima das nações e de seus deuses falsos, quem controla o curso desse mundo. Nele seu povo sempre pode confiar e depender.

O mesmo reconhecimento encontramos nas Escrituras do Novo Testamento. Na plenitude dos tempos Deus envia soberanamente seu filho, e dá testemunho dele através de milagres poderosos, ressuscitando-o de entre os mortos. Esses eventos, bem como os que se seguiram na vida dos apóstolos e da Igreja nascente, ocorreram como o cumprimento da vontade de Deus. Esse ponto vemos claramente nos Evangelhos e no livro de Atos: a morte e a ressurreição de Jesus (At 2.23), bem como a oposição contra a Igreja (At 4.27-29) são simplesmente o cumprimento da soberana vontade divina, acontecendo como cumprimento das Escrituras. Para os apóstolos, "as profecias feitas no Antigo Testamento governavam o decurso da história da Igreja". Assim, o derramamento do Espírito (2.17-21), a missão aos gentios (13.47), a entrada dos gentios na Igreja (15.16-18), a rejeição de Cristo por parte dos judeus (28.25-27)

– todos esses eventos e outros mais são vistos pelos autores do Novo Testamento como atos redentores de Deus na história. No livro de Atos encontramos claramente o conceito de que a vida da Igreja foi dirigida por Deus. A cada etapa do progresso missionários, Deus intervém para guiá-la, através da atuação do Espírito (At 13.2; 15.28; 16.16), anjos (At 5.19-20; 8.26; 27.23), profetas (At 11.28; 20.11-12), e às vezes o próprio Senhor (At 18.9; 23.11). A presença dos sinais e prodígios realizados em nome de Jesus através dos apóstolos e de pessoas associadas aos apóstolos (At 3.16; 14.3; 19.11) atestava que era o próprio Deus que levava avante a história da Igreja (15.4).

A soberania de Deus é ensinada no conceito de Reino de Deus. Mas, é o conceito bíblico do Reino de Deus que melhor expressa a soberania de Deus sobre o universo que formou. Tal conceito está presente em toda a Bíblia e mesmo estudiosos renomados têm insistido em que é o conceito central das Escrituras, do qual se derivam todos os demais. Para colocá-lo de maneira simples e sucinta, significa o domínio supremo de Deus sobre suas criaturas, mesmo as que se encontram em estado de rebelião aberta contra ele; embora na época presente Deus permita que essa rebelião permaneça, já tem determinado o dia em que será conquistada e quando então reinará tendo tudo
e todos sujeitos debaixo do domínio de seu Filho (1 Co 15.23-28). O domínio de Deus se estende no presente sobre as ações e vidas de suas criaturas, sem que isso represente uma intrusão na liberdade delas em escolher e decidir moralmente. Ao final, porém, a vontade do Rei prevalecerá sobre todas elas, sem que nenhuma delas possa acusá-lo de determinista.

A Igreja sempre reconheceu o ensino bíblico sobre esse ponto. Os autores da Confissão de Fé de Westminster exprimiram o conceito da soberania de Deus de forma muito adequada. Eles escreveram que existe apenas um Deus vivo e
verdadeiro, que é um espírito puríssimo, infinito em seu ser e em seus atributos, invisível, imutável, amoroso, misericordioso, gracioso, paciente, imenso, incompreensível, Todo-Poderoso, santíssimo, livre e totalmente absoluto, fazendo todas as coisas de acordo com sua santíssima vontade e de acordo com o seu querer justo e imutável (Capítulo 2, § 1). Eles ainda acrescentaram que Deus possui em si mesmo toda vida, glória, bem-aventurança, e que é suficiente em si mesmo, e que não precisa de nenhuma das criaturas que fez, que ele exerce o mais soberano domínio sobre elas, para através delas, para elas e sobre elas, fazer o que lhe agradar. A ele é devido, da parte de anjos e homens, ou qualquer outra criatura, a adoração, o serviço e a obediência que ele assim requerer (Capítulo 2, § 2). Uma das evidências bíblicas que citam é que foi do agrado desse Deus soberano escolher os que quis para salvação, e destinar os rebeldes para o castigo eterno (Capítulo 3, § 7; cf. Mt 11.25,26; Rm 9.17,18,21,22; 2 Tm 2.19,20; Jd 4; 1 Pe 2.8).

A tradição reformada – seguindo o ensino de Agostinho – entende o ensino bíblico sobre a soberania de Deus em termos absolutos. Agostinho considerava
que os planos de Deus não podiam ser obliterados, nem sua vontade obstruída
ao final. Calvino, similarmente, concebia a soberania de Deus como o poder determinante do universo (ao mesmo tempo em que insistia que a responsabilidade dos seres morais não era aniquilada). Veja, por exemplo, o que ele escreveu nas Institutas, no capítulo "O Resumo da Vida Cristã":

Veja Tambem:

Quatro Princípios Fundamentais


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