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15 de agosto de 2013

Batalha Espiritual - Teologia 07.10 - O Homem é um ser recaido e debaixo do justo juizo de DeusPart 3

Batalha Espiritual - Teologia 07.10

3. O Homem é um ser recaido e debaixo do justo juizo de DeusPart 3

 Não pretendo fechar os olhos ao fato de que as Escrituras ensinam que Deus é paciente, complacente e misericordioso para com a humanidade rebelde, e que
apesar da desobediência e rebelião das pessoas, Ele graciosamente lhes dá a
vida, saúde, bens, e até longevidade. Mesmo as pessoas mais ímpias por vezes experimentam nessa vida privilégios materiais que excedem em muito a porção magra com que freqüentemente os justos são agraciados. A constatação dessa realidade levou muitos santos antigos a inquirir acerca da justiça de Deus (ver Salmo 72; o livro de Jó; o livro de Eclesiastes). A resposta é que Deus, em sua muita misericórdia e seguindo propósitos freqüentemente ocultos aos nossos olhos, nem sempre nesta vida castiga o pecado imediatamente e na proporção que o mesmo merece. O juízo e a condenação final dos ímpios é certa e Deus tem reservado a punição deles para aquela ocasião. Aqui no presente Ele os castigue por vezes com flagelos e aflições temporais, como prenúncios daquela condenação eterna que os aguarda.

A idéia de que todo mal — quer sob a forma de sofrimento e misérias, quer sob a forma de pecado — provém da atuação direta de demônios é bastante difundida pelo movimento de batalha espiritual. Na verdade, acredito que o conceito de que "todo mal é demoníaco" é a mais fundamental doutrina desse movimento. A esses espíritos malignos é atribuída a responsabilidade, não somente de doenças, desastres, fracassos, divórcios, desemprego e coisas semelhantes, mas também de atitudes pecaminosas, como o uso de drogas, a prostituição, o homossexualismo, o consumo de pornografia e todos distúrbios morais de comportamento. Segundo o entendimento de muitos proponentes da "batalha espiritual", essas entidades maléficas se instalam na vida das pessoas (crentes e descrentes) e nas estruturas sociais, políticas e econômicas de determinadas regiões geográficas. Resta à Igreja somente o método de expelir essas entidades dos locais estratégicos onde se instalaram, como meio eficaz de combatê-las e libertar as pessoas debaixo de seu controle.

O ponto que desejo frisar é que esse ensino do movimento de "batalha espiritual" é uma perspectiva limitada e reducionista do ensino bíblico acerca do sofrimento humano bem como uma avaliação distorcida da realidade que nos cerca. Os diferentes sofrimentos experimentados nessa vida pelos homens têm como origem, muitas vezes, não somente a desobediência humana, como também o castigo divino. Evidentemente, não sabemos ao certo dizer quando um termina e o outro começa. E é preciso reconhecer que, em casos como o de Jó, Satanás pode servir como instrumento dentro dos propósitos divinos.

Provavelmente os efeitos do pecado, os juízos divinos e a atuação dos demônios estão tão interligados em alguns casos que a separação na prática é impossível. De qualquer forma, creio ter ficado claro que o conceito defendido pelo movimento de batalha espiritual, de que todo sofrimento, toda miséria e todo mal circunstancial que sobrevêm às pessoas hoje, tem origem demoníaca, não tem qualquer sustentáculo bíblico.

Não estou dizendo que os espíritos malignos não atuam na promoção da miséria e da dor, bem como na disseminação do pecado. Negar isso seria negar o ensino da Bíblia. Ela afirma que o diabo veio para matar, roubar e destruir (João 10.10). Afirma também que ele é o pai da mentira (Jo 8.44). Sabemos que Satanás se utiliza da nossa natureza depravada como instrumento de tentação, como se fosse um aliado interno, para nos levar ao pecado.(39) O que estou questionando é a ênfase do movimento de batalha espiritual de que toda forma de mal (circunstancial e moral) provém diretamente de Satanás, e que ele é, em última análise, o responsável pela nossa escravidão a determinados pecados.

Reconheço que muitos cristãos acham extremamente difícil romper com determinados comportamentos compulsivos que sabem ser pecaminoso, como ver pornografia, comer em excesso, sentir autopiedade ou mentir. Estou também pronto a admitir que Satanás procura levar as pessoas a permanecer escravas desses hábitos e padrões pecaminosos. Questiono, porém, a idéia de que tais crentes não conseguem se livrar porque estão debaixo do poder de um
determinado espírito maligno que os levam a pecar sempre que esses demônios assim o desejem. Questiono essa idéia porque creio estar claro nas Escrituras que o homem é corrompido o suficiente para atrair sobre si sofrimentos e aflições decorrentes de seus próprios atos (sem que nenhum demônio esteja necessariamente envolvido). A idéia de que todo comportamento compulsivo é decorrente de demonização é um diagnóstico inadequado e abre portas para soluções inadequadas.

A Bíblia também ensina, como vimos, que Deus é o autor de males e sofrimentos que envia sobre os ímpios (e mesmo, sobre seus filhos, para corrigilos). Com isso não estou, nem por um segundo, sugerindo que Deus é o autor do pecado, ou que seja, no mínimo, cúmplice do mesmo. Quando começamos a ir além da Escritura, e responsabilizamos o diabo por todo o mal que ocorre nesse mundo, corremos alguns riscos:

Perdermos de vista o ensino bíblico acerca da queda e depravação do homem. Num artigo crítico contra os ensinos de Peter Wagner e demais proponentes do movimento de batalha espiritual, Mike Wakely acusa a teologia do movimento de ser pobre, descuidada e inferior, pois apresenta uma perspectiva inadequada do ensino bíblico acerca da queda do homem. Satanás, continua Wakely, é visto como operando primariamente através de instituições políticas, econômicas e religiosas. Uma vez que seu poder sobre esses sistemas é quebrado, as pessoas prontamente se converterão a Cristo.(40) Mas esse ensino, diz Wakely, está em completo desacordo com o ensino bíblico de que o coração do homem é endurecido, teimoso e rebelde. Esse ensino de Wagner e de outros tende a justificar os pecados dessas pessoas e sua recusa em submeter-se a Cristo.(41)

Veja Tambem:

3. O Homem é um ser recaido e debaixo do justo juizo de Deus Part 4

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