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15 de agosto de 2013

Batalha Espiritual - Teologia 07.13 - Se alguém está em CRISTO é uma nova criação Part 2

Batalha Espiritual - Teologia 07.13

4. Se alguém está em CRISTO é uma nova criação Part 2

 Demonização é um fenômeno parcial. O ponto defendido é que existem graus diferentes em que uma pessoa — mesmo um crente — está debaixo do controle e influência de Satanás. Daí a preferência pela tradução "demonizado"
ou "endemoninhado", pois expressa a idéia de que uma pessoa, mesmo um crente, pode ter alguma área de sua vida debaixo do controle parcial de um ou mais demônios, sem necessariamente estar "possesso" por eles. Powlison, em sua crítica à "batalha espiritual", descreve este conceito fazendo um paralelo entre a personalidade humana infestada em diversas áreas por demônios e o disco rígido de um computador, onde determinadas áreas estão infectadas com um ou mais vírus.

Portanto, muitos defensores da "batalha espiritual" negariam que um crente pode ficar possesso de um espírito imundo, mas afirmam que ele pode ficar "demonizado", isto é, com alguma área de sua vida debaixo do controle de um ou mais demônios. Na verdade, vão ao ponto de dizer que não existe "possessão demoníaca" nem mesmo de incrédulos — o que há é "demonização". Portanto, a explicação que dão para um comportamento moral ilícito é de que os demônios do pecado estão entrincheirados no coração
humano.

A demonização ocorre por causas bem definidas. Aparentemente, eles entendem que a "demonização" é uma influência maligna na vida de uma pessoa, superior à daquela da tentação, em que um ou mais demônios vêm habitar na pessoa, fazendo-a ficar confusa, incrédula, e especialmente escravizada a determinados hábitos pecaminosos. A pessoa cai vítima desta opressão demoníaca por causa de seus pecados, ou por causa dos pecados de outros contra ela, como por exemplo, a molestação sexual durante a infância. A "demonização" de um crente verdadeiro pode ocorrer ainda por vários outros motivos: o pecado de seus antepassados, ódio, amargura e rebelião durante a infância, pecados sexuais, maldições e pragas rogadas por outros, e envolvimento com o ocultismo. Tais coisas dão autoridade aos demônios para invadi-las. O mesmo ocorre por causa de maldições hereditárias. Qualquer que seja a causa, os demônios invadem a vida das pessoas e nelas habitam. No caso dos crentes, eles permanecem em constante conflito com o Espírito Santo, que também habita nos crentes. Segundo alguns, estes demônios invasores podem ficar habitando no corpo ou na alma do crente.

Demonização e vida em pecado andam juntas. O efeito da demonização de crentes ou descrentes, segundo Murphy, é uma vida em pecado, geralmente nas áreas de práticas sexuais ilícitas, ódio, mágoa, rancor, rebelião, sensação de culpa, rejeição e vergonha, atração ao ocultismo e ao mundo dos espíritos. Segundo Murphy, o processo de demonização de um crente é geralmente o seguinte: o primeiro demônio invade a sua vida, e abre as portas para que outros venham. Se não forem detectados e expulsos, permanecerão lá, habitando no crente, e gradativamente ganharão controle sobre as sua emoções, até finalmente atingirem o centro de sua personalidade. Crentes demonizados não poderão prosseguir sozinhos na vida cristã; precisam de ajuda de alguém que expulse estas entidades de suas vidas. Embora o conceito de "demonização" seja uma ótima explicação para os hábitos pecaminosos que escravizam muitos crentes, ele esbarra em algumas dificuldades exegéticas e teológicas. Há pelo menos quatro delas que podemos
mencionar.

O problema é mais que uma questão de tradução. Mudar a tradução de daimonizomai ("possessão demoníaca") para "demonização" não resolve o problema levantado pela sugestão de que crentes verdadeiros podem se tornar escravos de demônios, mesmo que seja em apenas algumas áreas morais da sua vida. Embora o último termo traduza de forma mais literal a expressão bíblica, o primeiro expressa melhor o seu sentido. Alguém "demonizado" está debaixo do controle de um demônio. Existe alguma área de sua vida — ou sua vida toda — que está possuída por aquela entidade. É este o sentido da expressão.

Nos casos mencionados nos Evangelhos e Atos, os endemoninhados estavam afligidos por distúrbios, quer mentais ou físicos (paralisia, cegueira, surdez, epilepsia, loucura, cf. Mt 4.24; 8.28; 9.23; 12.22; 15.22). Seus corpos e mentes
haviam sido invadidos por demônios. A causa nunca é citada no Novo Testamento. O efeito é que tais pessoas estavam debaixo do controle destes seres, que não somente as afligiam, mas as haviam privado da razão, às vezes da saúde e do controle físico.

Nos Evangelhos, as atitudes e reações das pessoas "demonizadas" são atribuídas aos demônios que as invadiram, ver Mc 3.11; Mt 8.31; Mc 1.26; Lc 4.35; At 5.16; et al. Portanto, não é de se admirar que os tradutores, quase que universalmente, tem traduzido o verbo daimonizomai indicando possessão demoníaca. É que se trata da invasão de demônios na vida, no corpo, na mente e na personalidade das pessoas, chegando ao ponto de escravizá-lo a certos pecados e atitudes. Admitir que um crente esteja "demonizado" é admitir que ele está debaixo do controle de Satanás, cativo à sua vontade, impelido a estas atitudes compulsivas. E portanto, mesmo que a terminologia foi trocada, permanece a questão se um crente pode ter demônios habitando em seu corpo, o qual é igualmente habitado pelo Espírito Santo. O conceito agride textos claros quanto aos privilégios dos crentes. A questão é realmente aguda, pois a Escritura ensina que o crente está assentado com Cristo nos lugares celestiais, acima de todos os principados e potestades (Ef 1.2122). O crente está em Cristo, e Cristo nada tem a ver com o maligno (Jo 14.30). E, naturalmente, o diabo não toca os que são de Cristo (1 Jo 5.18), pois o que está no crente (o Espírito Santo) é maior que os espíritos malignos que habitam neste mundo (1 Jo 4.4).

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