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30 de agosto de 2013

Discípulado - Teologia 13.05 - Fazer Discípulos, Não Meramente Convertidos Part 1/6

Discípulado - Teologia 13.05


FAZER DISCÍPULOS, NÃO MERAMENTE CONVERTIDOS PART 1/6

            Agora vamos atentar para as palavras do Senhor Jesus que encontramos em Mateus 28:18-20, a chamada Grande Comissão de Cristo. A primeira coisa que nos chama a atenção é a declaração feita no verso 18: "É-me dado todo o poder no céu e na terra." (Outra versão diz "autoridade" que resulta na mesma coisa, pois não há autoridade sem poder.) Em outras palavras Jesus se declara como Soberano do universo, O Maior. Esta declaração tem pelo menos dois reflexos para os seguidores de Cristo.

Primeiro, é condição básica de êxito sabermos que nosso Chefe é o Maior.  É esta certeza inabalável que nos dará as condições de enfrentar o inimigo e as circunstancias adversas sem temer e sem vacilar.

Segundo, qualquer ordem dada pela Autoridade Máxima do universo exige atenção e respeito total. Para começar, tal atenção e respeito tem que se manifestar numa exata atenção prestada ao exato sentido da ordem. Precisamos definir o conteúdo semântico da ordem de forma completa e perfeita, se possível. Pois ao proferir uma ordem nosso Chefe obviamente quer ser obedecido, e de forma certa e completa. Então, vejamos agora o conteúdo semântico da ordem.
O Sentido da Ordem

Uma tradução rigorosa seria mais ou menos a seguinte: "Ao irem, discipulai todas as etnias, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado."  (Também poderíamos traduzir "fazei discípulos em todas as etnias".)  Constatamos que só tem um verbo no imperativo, a saber "discipulai".  Daí se vê que teremos que procurar a essência da ordem nesse verbo. Sei que nossas principais versões traduzem o verbo "ir" como se também estivesse no imperativo, mas não está--está no particípio passado. Portanto não pode representar a ação principal; é uma circunstância. Creio que pensando um pouco fica claro que o ir não passa de circunstância. A gente "vai" para chegar no lugar onde deve trabalhar. Alguém poderia passar o tempo todo indo e nada fazer, um eterno turista. O Senhor Jesus faz de conta que já estaremos indo, ou já teremos ido (ao pé da letra a tradução seria "tendo ido"). Em outras palavras, onde quer que cada um esteja, conforme a vontade de Deus para cada qual, a ordem é fazer discípulos.

A ordem é, fazer discípulos. Infelizmente a versão "Corrigida" nos despista ao traduzir "ensinai"--o verbo ensinar está, sim, no começo do verso seguinte, mas não no verso 19. (Observe-se de passagem que a maioria esmagadora dos manuscritos gregos que contêm este trecho [95%] não tem a palavra "portanto", razão porque não coloquei na minha tradução.) Já que a ordem é fazer discípulos, antes de mais nada precisamos entender a acepção exata que Jesus tinha do vocábulo "discípulo", pois aí está o cerne da ordem.

Pois então, que entendia Jesus por "discípulo"?  O contexto imediato fornece um bom subsídio, pois o verso 20 diz: "ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado". Quer dizer que fazer discípulo implica em ensinar (não meramente pregar). Mas ensinar o quê? Ensinar a guardar, isto é, obedecer todas as coisas que Jesus mandou. Mas obviamente ninguém pode obedecer coisa que ignora; daí teremos que ensinar as próprias coisas que Jesus mandou, e todas elas. Será exatamente isso que estamos a fazer nas nossas igrejas?

Convido a atenção do leitor para Lucas 14:25-33, única passagem onde se preserva nas próprias palavras de Jesus uma definição de discípulo, e onde Ele emprega a palavra "discípulo" de sorte que não há como não entender (é claro que discipulado é abordado em outras passagens, mas como a palavra "discípulo" não se encontra poderia haver discussão a respeito). Três vezes encontramos a frase "não pode ser meu discípulo". A expressão é enfática, principalmente no Texto original. Trata-se de condições absolutas que o Senhor coloca--quem não preencher não tem jeito. Vamos, pois, às condições.

"Aborrecer"

A primeira se encontra no verso 26. "Se alguém vem a mim e não aborrece a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo." Mas que palavra difícil! Será que tenho mesmo é de aborrecer (o verbo grego é "odiar") inclusive aos entes mais queridos? Como pode? Deus não manda amar as pessoas? Que será que Jesus quer com essa palavra tão dura? Deve ser entendida de forma comparativa, assim como está na passagem paralela, Mateus 10:37: "Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim". 

Em outras palavras, Jesus exige de mim, caso me proponha segui-lo como discípulo, que eu coloque meu relacionamento com Ele acima de todos os demais relacionamentos na vida, quer seja com pai, com mãe, com mulher, com filhos ou com o próprio "eu". Jesus exige o primeiro lugar, sem concorrência. Agora, quem sustentar um relacionamento assim com o Senhor Jesus se verá, vez por outra, obrigado (pelo próprio Jesus) a se comportar de uma maneira que as pessoas que estão do lado de fora de um tal relacionamento com Jesus não irão entender. Não saberão interpretar corretamente. Vão interpretar como descaso, desprezo, aborrecimento, ódio até. Senão, vejamos.

Mais de uma vez já houve quem me dissesse bem objetivamente, bem "na cara" que eu certamente aborrecia minha esposa e minhas filhinhas por carregá-las selva adentro a fim de morarmos em plena aldeia de índios, como fiz, com efeito. Pois tais pessoas não conseguiam entender meu comportamento. Não dava para entender que um chefe de família com as minhas condições iria expor essa família à vida difícil, primitiva, até perigosa de plena selva amazônica, inclusive dentro de aldeia indígena, privando-a assim do conforto e das vantagens da cidade. Só podiam interpretar meu procedimento como falta de responsabilidade, no mínimo.

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