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30 de agosto de 2013

Discípulado - Teologia 13.12 - Como Fazer Discípulos? Part 2/2 - Cuidado com o Bilingüismo

Discípulado - Teologia 13.12
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Como Fazer Discípulos? Part 2/2

E cuidado com o bilingüismo. Muitos missionários se contentam em ministrar através duma língua franca ou nacional, mesmo quando lidando com pessoas que têm outra língua materna.  Creio que raramente se conseguirá fazer discípulo através de uma segunda língua (quer dizer, não a língua materna), por mais bilíngüe que o evangelizando pareça ser (para comprar e vender ou tratar de assuntos corriqueiros ele pode até ser fluente na língua franca), pois quase sempre a vida espiritual de uma pessoa se processa na língua materna. Aqui eu poderia relatar vários exemplos dentro da minha própria experiência e do próprio conhecimento. Quando alguém é tão bilíngüe que tem praticamente duas línguas maternas (por assim dizer), ou se chegou até o nível superior (universidade)  numa segunda língua, então essa língua poderá servir--é que aí ele já conseguiu o domínio de idéias abstratas e filosóficas nessa língua. Mas tais casos são muito poucos diante dos 350 milhões de pessoas que compõem as 4.000 etnias sem um versículo da Palavra de Deus.  É claro que devemos traçar os planos e as táticas a fim de enfrentar e resolver o grosso, não as exceções. Cuidado com o bilingüismo!

Conclusão: Quem for fazer trabalho transcultural deve se esforçar para dominar a língua e a cultura do povo para o qual for enviado. Se não existe Escritura na língua ainda, deve fazer por onde providenciá-la. Onde já tem a Bíblia devemos incentivar o seu uso, por todos os meios. Enfim, devemos ensinar a obedecer todas as coisas que Jesus ordenou. E nós temos que dar o exemplo, pois para fazer discípulo é preciso ser discípulo. Vários ministérios e missões têm preparado material que fornece instruções detalhadas acerca do discipulado. Qualquer livraria evangélica terá livros sobre o assunto, à disposição do interessado.
Implicações

Encerrando este capítulo gostaria de tecer umas rápidas observações sobre algumas implicações de tudo isso. Primeiro, sua compreensão da ordem e estratégia de Cristo vai determinar seu procedimento, sua maneira de trabalhar, fatalmente. Se alguém quer fazer uma barraca de palha, vai seguir um procedimento e utilizar material apropriado para tal. Se outrem quer edificar um prédio de vinte andares, aí o procedimento e o material vão ser bem diferentes. É evidente que nem todo mundo tem condições de construir um prédio de vinte andares--requer preparo adequado. Similarmente, nem todo obreiro tem condições de alimentar as ovelhas. Muitos não sabem estudar, não sabem como analisar e interpretar o Texto Sagrado. Não sabem preparar comida para ovelha--falta preparo. (Comida para bode qualquer um faz; bode come quase tudo.) Quando um pastor trabalha oito horas por dia numa atividade secular, será que vai ter tempo e energia para preparar refeições boas? Parece-me ser uma questão que merece ser estudada. Se vamos levar a sério a estratégia de fazer discípulos poderemos enfrentar a necessidade de fazer algumas modificações nas nossas vidas. Fazer discípulo é uma coisa; meramente ganhar alma é outra.

Por favor, não me entendam mal! Não estou combatendo o ganhar almas; não sou contra o evangelismo. É claro que temos de ganhar as almas—ninguém pode crescer sem nascer! Os problemas aparecem quando ficamos só nisso, quando não criamos nossos filhos. Também não estou propondo desprezo para com o dom de evangelista. Se você tem esse dom, graças a Deus! Só gostaria de sugerir que ao exercitar o dom tenha o cuidado de não deixar um rasto de menor abandonado. Deve se associar a quem tenha o dom de ensino para que juntos possam fazer um serviço melhor.

Quando enfatizamos as 2.000 etnias sem porta-voz de Cristo, ou as 4.000 línguas sem versículo da Bíblia, não é para sugerir que todos devam ir a outro povo, absolutamente. Imagino que se todo crente estivesse igualmente disponível na mão de Deus Ele não mandaria mais do que 10% para outros povos.  Primeiro, trabalho transcultural é muito difícil e nem todos têm capacidade para tanto. Segundo, é preciso que alguém fique discipulando por aqui.  Terceiro, trabalho transcultural pioneiro exige tempo integral e portanto os obreiros que enfrentarem esse serviço precisarão de sustento integral--alguém tem que trabalhar para produzir esse sustento. Nem todos devem ir, mas todos têm obrigação perante a Grande Comissão de Cristo.  Todos devemos interceder, contribuir, divulgar e incentivar. Tudo que fazemos deve ser em prol do reino de Cristo aqui na terra. 

Já disse, nem todo mundo deve ser obreiro transcultural, mas todos devem ser discípulos e fazer discípulos, cada um no lugar e na função que Deus determinar. Entendo que Jesus quer seus discípulos atuando em todas as áreas e profissões honestas da nossa sociedade--sendo discípulo e fazendo discípulo. Qualquer um pode vestir a fachada de "santinho" aos domingos, na igreja, mas refletir adequadamente o caráter de Deus no "batente" durante os dias úteis, aí a coisa muda de aspecto. A dona de casa faz discípulos dos próprios filhos, das vizinhas e das crianças delas. Professor e aluno fazem discípulos na escola. Carpinteiro, motorista, advogado, bancário, comerciante, político, etc., etc., cada um sendo discípulo e fazendo discípulos no seu ambiente. Penso que é assim que devemos fazer nosso evangelismo. Em vez de levar bode à igreja para ser evangelizado, devemos ganhá-lo primeiro e então levar o novel cordeiro à igreja para ser alimentado e discipulado. Penso que o ministério da Palavra em nossas igrejas deve girar em torno das ovelhas, não dos bodes. 

Resumindo, a ordem (e estratégia) de Cristo é fazer discípulos, não meramente ganhar almas. Criança não trabalha; dá trabalho. Aqui termina a exposição do primeiro quesito colocado no final do capítulo anterior. Por tudo que acabamos de ver, torno a afirmar que é imprescindível que candidato a missionário seja um discípulo genuíno de Jesus Cristo. Caso contrário há de fracassar. Mas ainda mais importante, se possível, é o segundo quesito: tem de saber como conduzir a guerra espiritual. Senão, vejamos.

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