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27 de setembro de 2013

Eclesiologia - Teologia 25.16 - Romanos 6:1-11 - A Essência do Batismo

Eclesiologia - Teologia 25.16

ROMANOS 6.1-11: 

A passagem central da Bíblia para tratar da essência do batismo é Romanos 6.1-  11. Por norma, lida se com a definição do termo grego (baptivzw) como sendo   “imergir”, “submergir”, “mergulhar” ou mesmo “colocar de molho”. Vale lembrar   que   o   termo   pode   também   denotar   aspectos   de   “lavar”,   não   sendo   completamente necessário designar o termo no sentido estrito de um mergulho   completo num fluido. Ao mesmo tempo, tal uso do termo seria mais restrito, não   podendo ser colocado como intenção normativa para o emprego do termo.  
Na passagem de Romanos, o texto pode ser melhor traduzido e compreendido   no sentido de “participar de” ou “ser unido a”, assim espelhando algo do caráter   simbólico  do  ser  envolto  num  fluido.  Nestes  termos,  oferece-se  a  seguinte   tradução do texto:  

O   que,   portanto,   diremos?   Permaneceremos   no   pecado   para   que   a   graça   superabunde?  Jamais  aconteça!  Quantos  morremos  para  o  pecado,  de  alguma   forma    ainda    viveremos    nele?    Ou    ignorais    que    quantos    participamos   (ejbaptivsqhmen) em Cristo Jesus, na sua morte participamos (ejbaptivsqhmen)?   Portanto,  sepultados  com  ele  através  da  participação  (baptivsmato")  em  sua   morte, para que como foi levantado Cristo da morte através da manifestação do   Pai, assim tambem nós em novidade de vida caminhemos. Pois se unidos fomos   feitos na similitude da sua morte, quanto mais da sua ressurreição seremos. Isto   reconhecendo,  que  o  nosso  antigo  homem  foi  crucificado  junto,  para  abolir  o   corpo  do  pecado,  não  mais  nos  escraviza  o  pecado,  pois  o  morto  foi  declarado   justo  em  relação  a  seu  pecado.  Mas  se  morremos  com  Cristo,  cremos  que   também viveremos com ele. Percebendo que Cristo foi levantado dos mortos, não   mais  morre.  A  morte  dele  não  mais  domina.  Quem,  pois,  morreu,  ao  pecado   morreu  de  uma  vez  por  todas,  mas  quem  vive,  vive  para  Deus.  Assim  também  vós,  considerem-se  a  si  mesmos  mortos  deveras  ao  pecado,  mas  vivendo  para   Deus em Cristo Jesus. 

Porque  trabalhar  toda  esta  passagem  para  delimitar  o  uso  de  um  termo  que   aparece  três  vezes  só  no  começo?  Primeiramente,  pode-se  ver  que  há  outros   termos utilizados em paralelo com o termo baptivzw em sentido de “participar   em” ou “unir-se a”. A passagem como um todo reflete o conceito de estar unido   a  Cristo,  vivendo  em  união  com  Ele.  O  emprego  do  termo  batizar,  portanto,   reflete aqui o contexto desta união. Geralmente se discute a questão da morte   de Jesus equiparar a ou valer pela morte do indivíduo para o pecado, mas o tema   aqui  vai  além  dessa  compreensão  limitada.  A  ênfase  é  de  que  o  indivíduo   participa plenamente da vida, morte e ressurreição de Cristo, bem como vive em   plena união com Cristo.  

Paulo    emprega    aqui    duas    formas    do    termo    batismo    (baptivzw),    não   acrescentando um significado de união, mas traçando um elo com um significado   já  existente  ao  emprego  do  termo  e  da  prática.  O  tratamento  do  significado   como “mergulhar para dentro de” já está ligado com o conceito de união, mas a   prática originária do batismo também.  
Já se tratou a questão do emprego do termo “batizando” na Grande Comissão   referenciar a conversão do indivíduo, espelhado no ato de lavar-se de sua vida e   prática  religiosa  antiga  para  ingressar  em  uma  nova  vida  (tanto  em  termos  de   conceito  religioso,  como  de  prática  moral).  Em  geral,  fala-se  somente  sobre  o   lavar-se do antigo, mas o batismo também é símbolo de um novo revestimento.   O indivíduo lava-se do antigo, vestindo-se do novo. O prosélito ao judaismo que   se  batizava  estava  por  um  lado  rejeitando  o  seu  passado,  mas  pelo  outro  lado   unindo-se à sua nova vida de participação na aliança com Deus.  

Esta   participação   na   aliança   espelha   a   questão   veterotestamentária   da   circuncisão,   sendo   um   ritual   externo   vinculado   a   conceitos   de   limpeza   e   moralidade.   Há   também   a   reflexão   na   celebração   da   ceia   de   Senhor   de   participação  na  nova  aliança  no  sangue  do  seu  sacrifício.  Assim,  o  batismo  era   um  vínculo,  ou  expressão  externa  da  aceitação  da  aliança  proposta  por  Deus     uma forma externa de visualizar e proclamar em público a conversão de vida.  

João, o Batista, pregava ao judeu sobre a necessidade de arrepender-se e vir a   participar  da  aliança  como  se  fosse  um  prosélito.  Tal  arrependimento  incluía   tanto  a  questão  de  lavar-se  de  sua  dependência  na  sua  genealogia,  nos  seus
costumes  e  nas  suas  tradições,  como  também  incluía  a  questão  de  inserir-se   dentro da aliança de forma comprometida.  

Nesta luz, o batismo é mais do que mergulho temporário na água e mais do que   o  livrar-se  de  um  passado  de  descomprometimento  e  falta  de  confiança  em   Deus.   É   também   símbolo   de   participação   da   nova   vida   de   união   com   e   dependência em Cristo. É retrato da vida vivida para Deus     direcionada a Deus,   e não mais ao pecado. Inclui o lavar-se, como também o ser revestido de Cristo.  

Por  outro  ângulo,  deve-se  fazer  certa  distinção  entre  o  batismo  como  um  ato   religioso e a prática de sua utilização no contexto institucional de membresia na   pessoa jurídica da igreja local. Parte da problemática enfrentada na questão do   batismo visa a preocupação com o aspecto da igreja como pessoa jurídica.  

É comum aproveitar o batismo como via de ingresso à membresia de uma igreja   local,  mesmo  com  vínculo  à  decisão  de  inclusão  ou  aceitação  feita  numa   assembléia  da  igreja.  Em  parte,  esta  forma  de  associar  ou  vincular  o  aspecto   espiritual  do  batismo  com  a  questão  legal  de  membresia  na  pessoa  jurídica  é   prejudicial a uma boa compreensão do batismo. Isto porque evita-se batizar um   indivíduo até que a igreja possa comprovar a conversão do mesmo, quando na
Bíblia  é  o  batismo  que  serve  de  profissão  pública  de  fé.  De  fato,  o  Novo   Testamento  utiliza  o  batismo  da  mesma  forma  que  a  igreja  atual  utiliza  a   chamada “oração do pecador”. O batismo era ritual de iniciação do crente.  

O crente deveria ser batizado na pessoa de Jesus    ou seja, ser imerso em Cristo   ou  unido  por  completo  a  Ele.  Não  é  tão  importante  a  frase  associada,  nem  a   forma em si, mas a realidade do compromisso e da união vital com Cristo que o   batismo representa. Aproveitar o evento demonstrativo desta união com Cristo   para designar ao mesmo tempo o ingresso na membresia da igreja local gera as   suas dificuldades, mesmo que haja boa e sincera motivação nessa prática.  

Ao  tratar  a  questão,  deve-se  salientar  que  Paulo  usa  verbos  no  passado  e   também no tempo futuro ao retratar o batismo. A questão do espelho e união na   morte de Jesus é tratada no tempo passado, enquanto a questão da ressurreição   de Cristo é ainda futura. Poderia-se tratar o símbolo do batismo com o sentido   de   que   ainda   estamos   sepultados   com   Cristo   na   expectativa   de   nossa   ressurreição.  


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