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5 de outubro de 2013

Eclesiologia - Teologia 25.21 - Zeloso Part 2/2

Eclesiologia - Teologia 25.21

Zeloso  Part 2/2

É  neste  contexto  que  Paulo  apresenta  o  ensino  dos  versículos  23  a  34.  Seu   enfoque  nestes  versículos  centraliza  a  questão  do  corpo  e  da  vida  (sangue)  de   Cristo derramada em nossa salvação. No versículo 26, ele resume a essência do   propósito  da  ceia  nos  mesmos  termos  que  usa  para  responder  e  criticar  a   atuação dos coríntios. A ceia é um anúncio da morte de Cristo. É também muito   mais  do  que  isto  quando  se  considera  todo  o  seu  contexto  nos  moldes  do   Pêssach  que  Jesus  teria  celebrado  com  os  seus  discípulos,  sendo  uma  refeição
completa da qual o uso do pão e do vinho são apenas ingredientes de uma ampla   celebração.  As  colocações  de  Paulo  aqui  se  limitam  a  responder  a  situação   problemática dos crentes em Corinto.  

No  contexto  das  suas  práticas,  eles  estavam  condenando-se  a  si  mesmos  ao   participar indignamente daquilo que denominavam ser a “ceia do Senhor”. Em   lugar  de  estarem  celebrando  e  afirmando  a  união  em  Cristo,  a  prática  dos   coríntios estava rompendo a comunhão ao esquecerem-se de mostrar amor cada   um ao próximo. No versículo 27, tropeçamos um pouco sobre o termo traduzido   por “indignamente”, que tem a noção específica de “não de acordo com o seu   valor”.  Este  termo  é  um  advérbio,  o  qual  pode  apenas  qualificar  a  forma  ou   atitude da participação, nunca sendo uma descrição da pessoa que participa. O   termo não se refere às condições  morais da pessoa,  mas à sua prontidão para   respeitar a ocasião e o propósito da celebração    “fazei isto … em memória de   mim”.   Aquele   que   participar   desta   ceia   sem   respeitar   a   ocasião   está   condenando-se a si  mesmo, pois  ao participar  ele está anunciando a morte de   Jesus e ao desrespeitar a ocasião desrespeita ao próprio Cristo que anuncia. O   modo  da  participação  é  importante,  porém,  ninguém  poderia  considerar-se
digno  de  participar.  O  mais  indigno  que  celebra  em  humildade  cumpre  o   mandamento de Paulo.  

Paulo segue este ensino com a continuação do tema nos versículos seguintes. Ele   incentiva  o  indivíduo  a  examinar  o  seu  motivo  de  estar  presente  para  assim   participar  da  ceia  de  uma  forma  digna.  “Examine-se  pois  e  coma”.  Esta  frase   lembra  a  celebração  do  Pêssach,  ou  melhor  os  preparativos  para  a  celebração   que  começava  com  a  busca  interior  do  chamêts,  ou  levedura.  Tal  busca  tinha   função de ajudar o participante a eliminar o orgulho e portanto o pecado de sua   vida.  Esse  esforço  deveria  aprontá-lo  para  participar  da  festa  da  libertação  do   pecado. A busca do chamêts era feita por todos em preparativo para comer do   Pêssach.  

Paulo quer que todos participem da ceia, mas que participem da ceia, e não de   um show de extravagância glutônica romana. Paulo quer que a igreja como um   corpo celebre a Cristo e à liberdade e nova vida que Cristo nos trouxe. Esta vida   não faz distinção de classes sociais e privilégios pessoais.  

Um indivíduo come de forma indigna quando não atua em amor pela comunhão

da igreja, também quando não percebe a presença de Cristo, é ingrato pela sua  morte sacrifical e impassível ante o sentido de sua redenção…. Examinar-se à luz   do sentido da fé cristã e do amor cristão fará impossível o tipo de ação do qual os   coríntios eram culpados. 

Não   há,   portanto,   razão   para   a   preocupação   de   muitos   quanto   a   cair   despercebidamente em condenação.  

Ao   mencionar   a   necessidade   do   indivíduo   examinar-se,   Paulo   salienta   a   ignorância do sentido dos preparativos para a celebração do Pêssach e a busca   do  chamêts.  O  orgulho  do  status  social  de  alguns  estava  distorcendo  todo  o   sentido da festa e a celebração de Cristo.  

Olhando  de  volta  para  o  versículo  29,  aquele  discernir  o  corpo  refere-se  não   somente  ao  corpo  físico  de  Jesus  na  cruz,  mas  o  corpo  atual  de  Cristo    a  sua   igreja reunida, com o sentido da frase que Paulo já havia usado em 10.16-17. Os   cristãos estão sendo convocados a examinar a sua forma de participar da ceia,   para que tal ceia realmente celebre a Cristo, não às distinções sociais entre os   participantes.  Os  que  não  celebram  de  forma  digna  estão  celebrando  ofensa   direta a Cristo. Não estão execrando nem profanando os elementos do pão e do
vinho.  A  ofensa  é  uma  ofensa  direta  a  Cristo  e  a  sua  mensagem  clara  de   igualdade e da supremacia do servir ao próximo.  

Assim, nos versículos 33 a 34 Paulo refere-se novamente à razão da igreja reunir-  se. Ela deve reunir-se para estar em união, não para chamar atenção cada um   para  si  mesmo.  No  intervalo  de  31  e  32,  Paulo  lembra  aos  coríntios  que  eles   mesmos  deveriam  pensar  antes  de  fazer  as  coisas,  para  assim  não  fazer  algo   condenável.  Paulo  os  lembra  de  que  eles  mesmos  deveriam  julgar  os  seus   motivos  ao  reunirem-se,  a  fim  de  que  pudessem  desfrutar  plenamente  da   celebração de Cristo e não passar a necessidade de sofrerem correção.  

Olhando  para  todo  este  contexto,  pode-se  facilmente  ver  que  o  propósito  de   Paulo  não  era  para  excluir  qualquer  pessoa  da  celebração  da  ceia.  O  seu   propósito  era  de  lembrar  aos  crentes  a  razão  de  sua  celebração    Cristo.  Em   Cristo a igreja deveria desfrutar de união e não de facções. A razão de levantar a   questão da ceia era para chamar a igreja à união, não para ensinar a respeito da   ceia.  Em  vez  de  atuar  em  união  como  o  corpo  de  Cristo,  celebrando  a  ceia  do   Senhor,  estavam  divididos  e  essa  dissensão  estava  danificando  a  todos.  A   questão  da  ceia  aqui  tratada  é  certamente  acidental  ao  propósito  de  Paulo.  A   intenção maior de Paulo é de tratar a necessidade de união na igreja. A ceia era  apenas mais um exemplo citado para tratar da questão das facções ou divisões   que haviam surgido.  

Os  capítulos  seguintes  da  primeira  carta  de  Paulo  aos  Coríntios  não  falam  da   celebração  da  ceia,  mas  continuam  a  mesma  intenção  de  Paulo  -   tratar  a   necessidade de união. É um só espírito que dá dons aos crentes, um só Senhor,   um só Deus, uma só fé, um só amor e um só corpo  -   o corpo de Cristo, que é a   igreja!  Há  que  discernir  este  corpo,  pois  como  poderemos  celebrar  a  Cristo  de   outra forma, senão na união dos membros do seu corpo? “Assim, pois, toma do   pão e beba do cálice” anunciando que a morte de Jesus nos fez um só corpo e   que  em  nós  Jesus  está  presente.  Sim,  Jesus  morreu  por  nós  na  cruz,  mas   ressucitou, vive em nós e está por vir! 

Veja também: 



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