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6 de outubro de 2013

Epistolas Paulinas - Teologia 16.04 - A Igreja em Roma

Epistolas Paulinas - Teologia 16.04


A IGREJA EM ROMA  

Fundação: Em sua epístola, Paulo deixa claro que ainda não conhecia Roma. Logo, a igreja ali não foi por ele fundada. Entendemos que   Pedro também não participou desse processo, pois, se este ou outro apóstolo fosse responsável por aquela igreja, Paulo não escreveria   uma  carta  doutrinária  para  aqueles  irmãos.  Por  outro  lado,  se  Pedro  estivesse  em  Roma,  o  mesmo  teria  sido  mencionado  nas   saudações do último capítulo. Ambrosiastro, escritor do século IV disse: "Os romanos abraçaram a fé em Cristo sem ver nenhum sinal   de obras poderosas e nenhum dos apóstolos". No século II surgiu a tradição segundo a qual Pedro teria exercido ministério em Roma.   No século IV iniciou-se a tradição de que ele teria sido o 1o bispo romano. Quem então teria fundado aquela igreja? De fato, isso não   tem grande importância, mas sempre gostamos de ter um  nome para a atribuição das honras. É isso que fomenta o surgimento das   tradições. Uma das hipóteses mais prováveis é que a igreja tenha sido fundada no ano 30 pelos judeus de Roma que estiveram em   Jerusalém no Pentecostes – At.2.10,11.

A colônia judaica em Roma    Desde a conquista de Jerusalém por Pompeu no ano 63 a.C., muitos judeus foram morar em Roma. No   governo de Cláudio foram expulsos – (At.18.2). A ordem foi revogada por Nero poucos anos depois. Quando Paulo chegou a Roma, no   ano 60 (At.28) ele encontrou judeus que ali residiam. (É bom lembrar que o envio da epístola é anterior a essa "visita").  

A  igreja  em  Roma  era  composta  de  judeus  e  principalmente  gentios.  Na  epístola,  Paulo  fala  aos  judeus  e  aos  gentios  de  forma   específica e direta alternadamente (Rm.1.5-7,13; 2.17-24). Sendo pessoas de origens, tradições e costumes tão distintos, era natural   que a convivência entre eles apresentasse suas dificuldades. O apóstolo procura tratar dessa questão no capítulo 14.

 Propósito desta Epístola:

 A  epístola  de  Paulo  aos  Romanos  tem  enriquecido  o  testemunho  de  gerações  de  crentes  ao  longo  da  história.  A  profundidade  de   pensamento do autor põe em destaque a sua confiança na graça de Deus, estabelece as bases da doutrina da Justificação pela Fé e
manifesta a sua vocação e o fervor que o anima; um fervor evangelizador que inspirou acontecimentos decisivos para a história e a   cultura da humanidade.  

Quando o apóstolo Paulo redigiu esta epístola, a mais extensa de todas as suas, ainda não tivera oportunidade de visitar os crentes   residentes em Roma (1:10-15). Contudo, a extensa lista de saudações do cap. 16 parece provar que já naquela época contava com não   poucos  relacionamentos  e  afetos  entre  aquele  grupo  de  homens  e  mulheres  que,  em  pleno  coração  do  império,  haviam  sido   “chamados” para serem “de Jesus Cristo” (1:6). Não obstante, é esse conhecimento que o apóstolo demonstra ter de muitos crentes de   uma  igreja  que  nunca  havia  visitado  que  tem  levado  alguns  estudiosos  que  o  cap.  16,  originalmente  não  fizesse  parte  desta  carta.   Julgam que pode pertencer a outra, possivelmente dirigida a Éfeso, onde Paulo havia estado em mais de uma ocasião e, pelo menos   uma vez, durante um longo período de tempo.

Paulo muitas vezes, havia se proposto a viajar para Roma (1:9-10, 13, 15; 15:22-23), para ali anunciar o evangelho (1:15) e repartir com   os irmãos “algum dom espiritual”, para que reciprocamente se confortassem “por intermédio da fé mútua” em Cristo (1:11-12). Mas   agora, ao considerar a Espanha como campo do seu imediato trabalho missionário, que vê chegar também a oportunidade de realizar a   desejada visita (15:24, 28).

Nessas circunstâncias, o apóstolo parece entender que sua presença em Roma contribuiria para superar algumas tensões que estavam   surgindo na igreja. Passagens como 11:11-25 e 14:1-15:6 revelam que pairava sobre a comunhão fraternal um sério perigo de divisão,   por causa de rivalidades surgidas entre crentes de procedência diferente: uns do judaísmo e os outros do paganismo.

Data e lugar de redação:

Na  época  em  que  sugiram  as  epístolas  do  Novo  Testamento  era  prática  habitual  que  o  autor  ditasse  o  texto  a  um  assistente  ou   amanuense. A epístola aos Romanos foi ditada por Paulo a um escritor chamado Tércio (Romanos 16:22).

Esta epístola foi escrita, provavelmente, por volta do ano 55, durante uma permanência de Paulo na cidade de Corinto. Tanto  pelo seu   conteúdo como pelas suas características literárias, se assemelha à epístola enviada às igrejas da Galácia. As duas pertencem à mesma   época e revelam interesses doutrinários semelhantes. O que não se sabe é qual delas foi escrita primeiro. Por isso, alguns vêem em   Romanos uma exposição ampliada, muito refletida e serena, da breve epístola aos Gálatas, enquanto que outros pensam que Gálatas é   uma espécie de síntese polêmica e veemente da epístola aos Romanos.

 De qualquer forma, ambos os escritos devem ser considerados a partir de uma perspectiva comum, posto que, em  definitivo, se trata   de uma mesma mensagem que inclui conceitos fundamentais idênticos:

O domínio do pecado sobre todos os seres humanos
Romanos 1:18-2:11; 3:9-19.
Gálatas 3:10-11; 5:16-21.



A incapacidade da Lei de Moisés de salvar o pecador
Romanos 2:12-29; 3:19-20; 7:1-25.
Gálatas 2:15-16; 3:11-13, 21-26.



A Graça de Deus revelada em Cristo.
Romanos 1:16-17; 3:21-26.
Gálatas 2:20-21; 4:4-7.



A Justificação Pela Fé.
Romanos 3:26-30; 4:1-5.
Gálatas 2:16; 3:11, 22-26; 5:1-6.



O fruto do Espírito
Romanos 8:1-30.
Gálatas 5:22-26.

Nota  ao  Leitor:  O  apóstolo  Pedro  nos  esclarece  que  em  quase  todas  as  epístolas  de  Paulo  há  sempre  algumas  "coisas  difíceis  de   entender"  (2ª  Pedro  3:16).  Talvez  seja  também  o  caso  que  encontramos  na  epístola  aos  Romanos,  isso,  em  maior  medida  do  que   qualquer outra. Porém, podemos, ao mesmo tempo, dizer que sua compreensão não é algo impossível, exceto, como disse Pedro: para   os "indoutos e inconstantes". Daí a grande necessidade de estudos sistematizados que tragam compreensão sobre o assunto em foco.  

Comprovamos que há uma classe de pessoas que além de torcer as epístolas de Paulo torcem "também as outras Escrituras" para sua   própria perdição, aqueles que interpretam de forma errada o ensino de Paulo, com certeza o fazem para seu próprio mal, e para o mal   daqueles que aceitam esses ensinamentos errados. Os que têm o desejo de compreender o Evangelho da Graça de Deus (Atos 20:24) e   que lêem as singelas promessas da Bíblia com proveito, não se encontrarão entre eles.   

Ao iniciar seus estudos, você se animará ao lembrar que se trata simplesmente de uma carta dirigida à igreja em Roma. Nada faz supor   que  a  congregação  em  Roma  fosse  diferente  do  grande  corpo  de  cristãos  em  geral.  Lemos  algumas  coisas  importantes  sobre  os   primeiros cristãos "não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento" (1ª   Coríntios  1:26).  Os  verdadeiros  seguidores  de  Jesus  sempre  estiveram  entre  as  pessoas  comuns.  Desse  modo,  na  igreja  em  Roma   deveria  haver  negociantes,  artesãos,  trabalhadores,  carpinteiros,  jardineiros,  etc.,  como  também  muitos  criados  das  famílias  de   cidadãos ricos, e também alguns poucos que ostentavam posição elevada. Quando consideramos que era esperado confiantemente    que esse tipo de pessoas entendesse a carta, podemos sentir-nos animados em crer que o mesmo há de suceder hoje. A Epístola aos   Romanos não é exclusiva de eruditos. Se bem a verdade, algumas coisas necessitam ser entendidas a luz do contextos da época, ou seja   são conceitos que deverão ser compreendidos se compreendermos os costumes da época de Paulo e costumes pr’prios dos romanos.  

O conselho de Paulo a Timóteo se constitui o melhor guia para estudar qualquer de suas epístolas e a Bíblia em geral. "Pondera o que   acabo de dizer, porque o Senhor te dará compreensão em todas as coisas". (2ª Timóteo 2:7). Temos aqui duas palavras chaves: (1) O   verbo  “ponderar”,  outras  versões  traduzem  como  “considerar”,  esta  é  nossa  responsabilidade  diante  do  estudo,  ponderar,  refletir,   examinar com cuidado e com critério cientifico, é nossa atividade intelectual diante da Bíblia, devemos refletir, ponderar, considerar   com   atenção   as   palavras   que   encontramos   nas   Escrituras.   (2)   A   segunda    palavra   em   Timóteo   é   “compreensão”,   está   e   a   responsabilidade divina, Deus poderá mediante seu Espírito nos fazer  compreender, isso, depois de acurada consideração. Deus é seu   próprio intérprete. São as palavras da Bíblia que explicam a Bíblia. É por isso que convém perguntar-se, uma e outra vez, o que quer   dizer exatamente o texto, em relação com o que o precede e o que o segue. Jamais um teólogo poderá explicar um texto fora de seu   contexto imediato e dentro do contexto geral. Muitas heresias se têm formado quando se aplica um único texto, fora de seu contexto   para apoiar uma falsa “doutrina”.

Os comentários que acompanham o texto em estudo têm por objetivo fixar mais detalhadamente na Palavra de Deus a atenção dos   estudantes, bem como ajudar o leitor casual. Que o estudo desta epístola seja uma grande bênção para você, e que a Palavra de Deus   lhe seja de grande valor, e que possa crescer em conhecimento e sabedoria para ministrar a outras pessoas carentes do Evangelho da   Graça de Deus.  
  
Que o Santo Espirito do Senhor, ilumine o nosso entendimento
Não perca tempo, Indique esta maravilhosa Leitura
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