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2 de dezembro de 2013

Escatologia - Teologia 17.08 - Na Igreja Primitiva

Escatologia - Teologia 17.08

a) Na igreja primitiva

Grandes nomes da igreja primitiva criam nas Escrituras assim como elas ensinavam, como exemplo, temos Papias que viveu entre 70 e 140 d.C que ao   escrever sobre a profecia de Apocalipse que menciona a existência do reino milenial ele diz:

"Haverá dias em que nascerão vinhas que terão, cada uma, dez mil videiras; cada videira terá dez mil ramos; cada ramo terá mil galhos;   cada galho terá dez mil cachos e cada cacho terá dez mil uvas e cada uva espremida renderá vinte e cinco metretes de vinho. E quando um dos   santos  pegar  um  dos  cachos,  o  outro  cacho  gritará:  'pega-me  porque  sou  o  melhor  e,  por  meu  intermédio,  bendize  o  Senhor'.  Da  mesma   forma,  um  grão  de  trigo  produzirá  dez  mil  espigas  e  cada  espiga  dará  dez  mil  grãos;  cada  grão  dará  dez  libras  de  farinha  branca  e  limpa.
Também os outros frutos, sementes e ervas produzirão nessa mesma proporção. E todos os animais que se alimentam dos alimentos dessa   terra se tornarão pacíficos e viverão em harmonia entre si, submetendo-se aos homens sem qualquer relutância".

Isso quer dizer que enquanto hoje, muitos teólogos ensinam que o milênio nunca existirá literalmente, os cristãos primitivos acreditavam piamente em   sua existência.



Outro  texto  antigo  que  nos  informa  como  os  cristãos  antigos  viam  as  promessas  de  Jesus,  é uma  frase  extraída  da  “Apologia  de  Aristides” que  foi   escrita por volta do século II, onde o autor fala da vinda de Cristo, “A glória de sua vinda poderás    ó Rei    conhecê-la, se lerdes o que entre eles  (os cristão) se   chama Escritura Evangélica”. Aqui Aristides não só defende o ensino da volta de Cristo como fala de sua referência nas Escrituras.

Atanásio, teólogo do século quatro, em sua carta a Marcelino, a respeito da interpretação dos Salmos, faz ligação entre os acontecimentos verídicos do   Pentatêuco e Juizes com os Salmos interpretando-os de maneira literal, como sendo narrativas dos eventos passados e não trazendo novos sentidos a eles   como fazem os alegoristas.  

Os fatos concernentes a Josué e aos Juízes como o referem brevemente o Salmo 106 com as palavras: "Fundaram cidades para habitar   nelas,  semearam  campos  e  plantaram  vinhas"  (Sal  106,  36-37).  Pois  foi  sob  Josué  que  se  lhes  entregou  a  terra  prometida.  Ao  repetir   reiteradamente no mesmo Salmo: "Então gritaram ao Senhor em sua atribulação, e Ele os livrou de todas suas angústias" (Sal 106,6), está   indicando  o  livro  dos  Juizes.  Já  que  quando  eles  gritavam  os  suscitavam  juízes  a  seu  devido  tempo  para  livrar  a  seu  povo  daqueles  que  o   afligiam. O referente aos reis se canta no Salmo 19 ao dizer: "Alguns se vangloriam em carros, outros em cavalos, porém, nós, no nome do   Senhor nosso Deus. Eles foram detidos e caíram; porem nós nos levantamos e mantivemo-nos em pé. Senhor, salva ao Rei e escuta-nos quando   te invocamos!" (Sal 19,8-10). E o que se refere a Esdras, o canta no Salmo 125 (um dos salmos graduais): "Quando o Senhor trocou o cativeiro   de  Sião,  ficamos  consolados"  (Sal  125,1);  e  novamente  no  121:  "Me  alegrei  quando  me  disseram:  'Vamos  à  casa  do  Senhor'.  Nossos  pés   percorreram  teus  palácios,  Jerusalém;  Jerusalém  está  edificada  qual  cidade  completamente  povoada.  Pois  ali  sobem  as  tribos,  as  tribos  do   Senhor, como testemunho para Israel" (Sal 121,1-4). (A numeração dos Salmos é referente ao texto original Católico Romano)

Teodoro de Mopsuéstia, grande teólogo e pensador cristão do século IV e V perseguiu de maneira voraz o método alegórico de interpretação, e ao   comentar disse:
“Há pessoas que se empenham em distorcer os sentidos das Escrituras divinas e fazem tudo quando está escrito servir a seus próprios   fins... Eles arquitetam algumas fábulas tolas em sua própria mente e dão à sua tolice o nome de alegoria. Usam mal o termo do apóstolo como   uma autorização em branco para suprimir todos os sentidos da Escritura divina”.

Mesmo com o início da ascensão do alegorismo o método literal foi defendido pelos mais ilustres teólogos e mestres da história, um exemplo destes é

Tertuliano, tido por muitos, como o maior depois do apóstolo Paulo.

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