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14 de novembro de 2016

Geografia Bíblica - Teologia 25.12 - Heliocentrismo ou Geocentrismo

 Geografia Bíblica - Teologia 25.12


III - HELIOCENTRISMO OU GEOCENTRISMO?

Ensinadas, principalmente por Ptolomeu, as teorias geocêntricas eram a base do ensino astronômico medieval. Todos (com raras exceções) criam ser a Terra o centro do Universo. Em torno dela, giravam os demais planetas e o próprio Sol. A Igreja Romana tinha o geocentrismo como dogma. Ai de quem ousasse pensar de outra maneira! So­freria todos os rigores do "Santo" Ofício e da insana e bes­tial "Santa" Inquisição.
Nicolau Copérnico (1473-1583), entretanto, instigado pelos ares renascentistas da cultura greco-romana, volta-se às idéias de Pitágoras, Heráclites do Ponto e Aristarco de Samos. Inconformado com as complicações do geocen­trismo, admite a hipótese heliocêntrica, segundo a qual é o Sol, e não a Terra, o centro do Universo.
Formado em Medicina, Matemática, Leis e Astrono­mia, afirma Copérnico, esse padre ilustre, em seu famoso tratado De Revolutiones Orbium: "Não me envergonho de sustentar que tudo que está debaixo da Lua, inclusive a própria Terra, descreve, com outros planetas, uma grande órbita em redor do Sol, que é o centro do mundo ... E sus­tento que é mais fácil admitir o que acabo de afirmar, do que deixar o espírito perturbado por uma quantidade qua­se infinita de círculos, coisa a que são forçados aqueles que retém a Terra fixa no centro do mundo."
A teoria do renomado polonês, confirmada pela ciên­cia, foi uma das principais causas da crise científico-religiosa iniciada no Século XVI. A Igreja Romana opôs-se ferozmente ao posicionamento coperniano. A obra do in-signe cônego foi condenada pela Santa Sé e incluída no In­dex. Até mesmo o progressista Lutero, referindo-se ao grande astrônomo, teria afirmado: "O imbecil queria con­turbar toda a ciência astronômica".
Caberia a Galileu (1564-1633), todavia, o desferimen-to de um contundente golpe nesssa crença da teologia tradicional. Em sua obra intitulada Dialoghi sopra idue Massa-ni Sistemi dei Mondo Tolomaico e Coperniano, que se tor­nou célebre rapidamente, execra, com energia, os ultrapas­sados conceitos astronômicos existentes até Copérnico.
Acusado de heresia pela fanática e reticente Igreja Ro­mana, o grande físico, já com 70 anos, foi obrigado a com­parecer ante o Tribunal da Inquisição, em Roma. Para sal­var sua vida, teve de ajoelhar-se ante seus inimigos, admi­tir seus "erros" e renegar suas descobertas.
Galileu, no entanto, não cria em um conflito entre a ciência e a Bíblia. Diz ele: "A Santa Escritura não pode ja­mais mentir, desde que, todavia, penetre-se seu verdadeiro sentido, o qual - não creio possível negá-lo - está muitas vezes escondido e muito diferente do que parece indicar a simples significação das palavras".
Em conseqüência das absurdas posições da "Santa" Sé quanto à evolução científica, conforme já dissemos, iluministas e renascentistas voltam-se contra a Bíblia, consi­derando-a incompatível com a razão e o bom-senso. A Pa­lavra de Deus, contudo, é inerrante, absolutamente inerrante. Nunca cometeu um disparate sequer.
A Bíblia, a propósito, jamais afirmou ser a Terra o centro do Universo. Os incréus, não obstante, apresentam o relato de -Josué como prova da falibilidade bíblica. Es­quecem-se, porém, de que o autor sagrado, ao registrar o fato, fê-lo em linguagem comum, por desconhecer a no­menclatura cientifica. Era ele, afinal de contas, militar e não cientista.
Levemos em conta, também, as circunstâncias. O grande general hebreu encontrava-se em renhida batalha. Acossado pelos inimigos e tendo de agir depressa, não po­deria perder tempo a escolher palavras, apenas para satis­fazer os tolos que. sob quaisquer pretextos, tentam des­prestigiar a Bíblia.
Consideremos que, ainda hoje, após três milênios da memorável batalha de -Josué, mesmo os cientistas não con­seguem desvencilharem-se da linguagem comum e, natu­ralmente, dizem: "O Sol está nascendo" ou "O Sol está se pondo". Apesar de não ser exato, esse corriqueiro modo de falar não é errado por causa da aparência.
O grande astrônomo Kepler, ao fazer a apologia das palavras usadas para descrever o prodígio do sucessor de Moisés, afirmou: "Nós dizemos com o povo: os planetas param, voltam ... o Sol nasce e põe-se, sobe para o meio do céu, etc. Falamos com o povo e exprimimos o que parece passar-se diante dos nossos olhos, posto que nada de tudo. isso seja verdadeiro. Entretanto, todos os astrônomos estão nisso de acordo. Devemos tanto menos exigir da Escritura sobre este ponto, quanto é certo que ela, se abandonasse a linguagem ordinária para tomar a da ciência e falar em termos obscuros, que não seriam compreendidos por aque­les a quem ela quer instruir, confundiria os fiéis simples e não conseguiria o fim sublime a que se propõe".
Abraão de Almeida, em seu livro Deus, a Bíblia e o Universo, reafirma a inerrância das Sagradas Escrituras: "...a oração de Josué, segundo o sentido original, pode tra­duzir-se por 'Sol, cala-te', ou 'aquieta-te'. E os cientistas informam-nos que a luz é vocal, ou seja, o Sol, ao enviar suas irradiações sobre este mundo, provoca um som musi­cal pelas rápidas vibrações das ondas do éter. Esta música, contudo, não pode ser ouvida pelos nossos ouvidos. Admi­te-se, também, que a ação do Sol sobre a Terra é a causa de sua evolução em torno do seu próprio eixo. Assim, as palavras de Josué demonstrariam uma tremenda exatidão científica, e a Terra teria diminuído a velocidade de seu movimento de rotação, em virtude de um temporário en­fraquecimento da ação do Sol sobre ela. O grande Newton demonstrou quão rapidamente a velocidade da Terra po­deria ser diminuída sem choque apreciável para seus habi­tantes".

Que o Santo Espirito do Senhor, ilumine o nosso entendimento
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