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5 de janeiro de 2017

Geografia Bíblica - Teologia 25.53 - O Império Romano e os ju­deus

 Geografia Bíblica - Teologia 25.53

IV - O IMPÉRIO ROMANO E OS JUDEUS

Ao tomar Jerusalém, em 63 a.C, o general romano Pompeu depara-se com a nação judaica bastante enfra­quecida, em conseqüência de renhidas disputas internas. Depois de um começo brilhante e glorioso, a família macabéia passa a fazer escusas manobras para manter-se no po­der. Conhecida, também, como dinastia hasmoneana, aca­bou por cair nas garras de uma ambiciosa e pertinaz família iduméia, de onde viria um monstro voraz e impiedoso -Herodes, o Grande.
Pompeu estava no Oriente Médio para conter o ex-pancionismo de Mitrídates, rei do Ponto. Sonhando cons­truir ura grande império, esse monarca intentava conquis­tar a Ásia Menor e a Palestina e, assim, minar a posição romana nessa tão estratégica área. Preocupada, Roma en­via à região um bravo e nobre general.
Grande estrategista, Pompeu vence o rei Mitrídates, que se refugia na Armênia. Mesmo vencido, o ambicioso soberano reorganiza-se e tenta tomar a Síria. O general ro­mano, entretanto, intervém uma vez mais e o derrota defi­nitivamente.
O governo de Roma, satisfeito com o desempenho de seu brilhante militar, designa-o governador das províncias da Ásia. Foi nessa qualidade, que Pompeu recebeu Aristó-bulo e Alexandre. Disputando ferrenhamente o trono da Judéia, ambos submetem-se à sua arbitragem. O povo, contudo, não deseja ser governado por nenhum dos dois.
Que decisão tomar?
Prático, o general romano desejava colocar sobre os ju­deus um rei títere. Entre os contendores, opta pelo mais manobrável e influenciável. A escolha recai sobre Hircano, cujo caráter era débil. A decisão de Pompeu desagrada, profundamente, a Aristóbulo, que começa a arquitetar planos de vingança e revolta.
Hircano, respaldado por Roma, assume o poder e in­troduz, em Jerusalém, o exército romano. Revoltado, Aris­tóbulo encerra-se no Santo Templo com 12 mil partidários. Pompeu, ao examinar detidamente a questão, decide to­mar o santuário.
A luta é grande. O espetáculo, dantesco. Aristóbulo consegue fugir. Seus homens, contudo, são aniquilados. Sentindo-se senhor da situação, Pompeu penetra no lugar mais sagrado do Templo - o santíssimo. Esperava, quem sabe, deparar-se com segredos etéreos e mistérios celes­tiais. Contempla, no entanto, um singelo altar, cuja glória residia no nome do Santo de Israel. Dessa maneira, deixa a Casa do Senhor.
Depois dessa intervenção, a Judéia torna-se província romana.-Nessa qualidade, fica sujeita aos mais absurdos caprichos dos poderosos senhores de Roma. Durante o pri­meiro triunvirato, Crasso, para mostrar seus méritos mili­tares, declara guerra aos partos. Mas, como financiar tão arrojada campanha? Lembra-se dos lendários tesouros do Templo e o saqueia. Com dez mil talentos de ouro, tenta conseguir seu intento. Embora impetuoso e feroz, não é bem sucedido: perde a guerra, o dinheiro e a vida.
De manobra em manobra, Herodes, o Grande, conse­gue dos romanos o governo e o trono da Judéia. Sua carrei­ra política teve início, quando ele tinha 15 anos. Desde cedo mostrou-se cruel e sanguinário. Não tolerava quais­quer arranhões em sua autoridade. Sedento de poder, prendia, desterrava e matava.
Tão maquiavélico era Herodes que, fácil e rapidamen­te, ganhou a confiança dos mandatários romanos. Nas si­tuações mais adversas, mostrava quão habilidoso político era. Ele não suportava a menor ameaça ao seu trono. Não hesitou, por exemplo, em assassinar seus filhos Aristóbulo e Alexandre. Carcomido de ciúmes, executou também sua belíssima esposa Mariana, descendente dos macabeus.
Em 37 a.C, finalmente, o monstruoso Herodes liqui­dou a brava e heróica dinastia hasmoneana. Enfim, o tro­no da Judéia era todo seu! Um de seus últimos desatinos foi a matança dos inocentes de Belém. Sua real intenção era destruir a vida do infante Jesus. Depois de todas essas sandices, o perverso idumeu desapareceu entre atrozes do­res e com suas entranhas consumidas por vermes. Uma de suas grandes obras foi a ampliação e embelezamento do Templo. Mesmo assim, os judeus não se esqueceram de seus bárbaros e selvagens crimes.
Das personalidades romanas enviadas à Judéia, des­tacaremos, a seguir, apenas duas. Uma, responsável pela morte de Jesus, e a outra, pela destruição de Jerusalém. Referimo-nos a Pôncio Pilatos e ao general Tito.


Que o Santo Espirito do Senhor, ilumine o nosso entendimento
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