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19 de abril de 2017

Grego - Teologia 26.05 - A Área Mais Extensa na Koinê é a Simplificação

Grego - Teologia 26.05


B. P. Bittencourt resume a questão dizendo:

“Talvez o termo que abrange a área mais extensa na Koinê é a ‘simplificação’.  Sentenças simples e curtas ( note o estudante como é rebuscado e relativamente longo o prólogo de Lucas de tendência clássica ) que suplantavam a complexidade da sintaxe clássica.  A glória do Ático era a riqueza de conexões destinadas  expressar as mais delicadas nuanças do pensamento nas relações das cláusulas.  O mercador da praça de Alexandria ou o soldado romano estacionado na Síria não possuíam essa habilidade.  É a diferença entre a especulação de Platão e a linguagem simples de um homem falando de um barco no mar da Galiléia; e deste, falando do barco e do campo, passa-se a outro que se endereçava ao povo na praça do mercado das cidades grandes.
As cláusulas subordinadas cedem lugar às coordenadas e a conjunção kai; ( e ) é eleita.  Dentre mais de uma dúzia de meios usados pelos clássicos para expressar propósito, a Koinê escolhe i÷;na ( afim de que ) com o subjuntivo.  Enquanto os clássicos possuíam mais de cem flixões verbais, a Koinê as reduzia, eliminando de vez o dual e quase liquidando o optativo, que aparece apenas 67 vezes no Novo Testamento.  A comparação entre o Português analítico e o Inglês sintético ilustra: O verbo desejar possui dezenas de formas em Português, e, em Inglês, há só três: desire, desires, desired.
A Koinê usa o presente histórico nas narrativas; o presente é usado para o futuro; o perfeito no sentido de presente.
Prefere os superlativos aos comparativos.  Há uma constante luta para uma ênfase que às vezes é falsa, com expressões como: “exatamente o mesmo”, “para todos e para cada um” etc.
A Koinê usava muito o pronome como sujeito de verbos que não o pediam, o que indica, na simplificação de um estilo, a luta pela ênfase, que incluía, também, maior uso do diminutivo.

A principal influência era sintática e não morfológica.  Um só exemplo bastaria com a referência às cláusulas coordenadas com kai;.  Neste ponto vale a menção das influências semíticas oriundas das fontes veterotestamentárias do aramaico ou dos documentos que formam atrás da versão grega da Septuaginta, muito usada pelos autores do Novo Testamento.”


Que o Santo Espirito do Senhor, ilumine o nosso entendimento
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