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6 de maio de 2017

História Da Igreja - Teologia 30.28 - A devoção de Constantino

História Da Igreja - Teologia 30.28
 
A devoção de Constantino

O historiador Gibbon escreve a respeito de Constantino: “A devoção de Constantino foi mais peculiarmente dirigida para o gênio do sol, o Apolo da mitologia grega e romana. O altar de Apolo foi consagrado com as ofertas votivas de Constantino... o sol foi universalmente honrado como o invisível guia
e protetor do imperador Constantino”.  História do Declínio e Queda do Império Romano, Gibbon, capítulo 20.

Pode‐se notar que o imperador Constantino era um fiel adorador do sol (Apolo). Graves mudanças aconteceram em razão desse paganismo. O Cristianismo sustentado por muitos séculos pela igreja de Roma e na sua atual configuração é o resultado de manobras astutas de um imperador pagão, que terminou corrompendo o Cristianismo Histórico.
O fanatismo tomou conta da igreja e a procura de privilégios outorgados pelo estado se tornou um hábito: “Alguns bispos, cegados pelo esplendor da corte, foram ao ponto de louvar o imperador como um anjo de Deus, como um ser sagrado, e a profetizar que ele, assim como o Filho de Deus, reinaria nos céus”. Catholic Encyclopedia.

Sobre  a  compreensão  do  imperador  em  relação  às  discussões  do  Concílio  de  Nicéia  um  documento  afirma:  “Constantino  basicamente  não  tinha entendimento algum das perguntas que se faziam em teologia grega”. A Short History of Christian Doctrine.

Note o leitor que a pesquisa aponta para o Concílio de Nicéia como sendo uma grande encenação. O imperador que preside o Concílio nada entende, continua sendo um pagão, adorador do sol, e percebemos que o que prevaleceu nessas reuniões foi, não a verdade, mas o que o Concílio determinou que
seria verdade sob a influência do imperador.

Constantino  chegou  alguma  vez  a  ser  cristão?  O  historiador  Paul  Johnson  declara:  “Uma  das  principais  razões  de  ser  tolerado  o  cristianismo  foi, possivelmente, por isso deu a ele mesmo e ao Estado a oportunidade de controlar a política da Igreja em relação à ortodoxia... Constantino nunca abandonou a adoração do sol e manteve o sol em suas moedas”.

A Catholic Encyclopedia observa: “Constantino favoreceu de modo igual ambas religiões (a dele que era pagã e a do cristianismo). Como sumo pontífice
(de Zeus) ele velou pela adoração pagã e protegeu seus direitos”.

“Constantino  nunca  se  tornou  cristão”  diz  a  Enciclopédia  Hidria,  e  acrescenta:  “Eusébio  de  Cesaréia,  que  escreveu  a  biografia  dele,  diz  que  ele (Constantino) se tornou cristão nos últimos momentos da vida. Isso não é convincente, visto que, no dia anterior (à morte de Constantino) fizera um sacrifício a Zeus porque também tinha o título de Sumo Pontífice”.

A farta documentação sobre a época de Constantino e sobre o Concílio de Nicéia pode‐se resumir a um único fator: A igreja, com o apoio imperial, ela se enveredou definitivamente pelo caminho da apostasia, segue o rumo do desvio da fé verdadeira, e esquecendo por completo as origens da verdadeira fé, abandona finalmente a verdade. A voz dos apóstolos fora silenciada, a herança de fé que eles tinham recebido e conservado com amor, agora estava sendo ofuscada pela sombra do paganismo.

Na  época  de  Constantino,  no  império  Romano  fervilhava  um  turbilhão  de  atividades  místicas,  era  um  verdadeiro caldeirão  no  qual  se  misturavam as doutrinas judaicas, mitraica, zoroastriana, pitagórica, hermética e neoplatónica, todas se difundiam e se misturavam uma com a outra. Diante desse confuso panorama religioso, a própria igreja de Roma, estava em situação precária. Se a igreja de Roma quisesse sobreviver e, além disso, exercer poderosa influência
e autoridade, ela necessitava do apoio de uma figura secular na corte imperial que pudesse representá‐la. Essa figura foi o próprio imperador Constantino.
Ele  como  imperador,  com  a  igreja  de  Roma  como  aliada,  empenharam‐se  na  tarefa  de  implantar  definitivamente  a  doutrina  determinada  por  eles, disseminando‐a por todo o Império com a finalidade de extirpar finalmente toda fé que fosse contrária aos, agora chamados: “Dogmas”, estabelecidos pelos inúmeros Concílios. Ao Concílio de Nicéia, outros se seguiram (Constantinopla [381], Éfeso [431], Calcedônia [451], não para corrigir os males, mas para
aumentá‐los, pois se apelava para a “autoridade da tradição” ou “autoridade da igreja”. O próprio papa se tornou infalível nas suas determinações: “Todos os decretos dogmáticos do papa, feitos com ou sem seu conselho geral, são infalíveis ... Uma vez feito, nenhum papa, ou nenhum concílio pode revogá‐los ...
Este é o princípio católico, de que a Igreja não pode errar na fé”  The  Catolic World, junho de 1871, págs. 422 e 423. Esta pode parecer uma declaração muito antiga (1871), mas mesmo assim, o princípio da infalibilidade papal é mantida até hoje, vejamos por exemplo: Como devem ser perdoados nossos pecados? Esta pergunta é tão fundamental da doutrina da Justificação pela Fé que nós já sabemos a resposta. Porém, note agora esta informação histórica. A igreja de Roma convocou um outro Concílio de Nicéia, em 787 d.C., que deveria estabelecer a doutrina do perdão dos pecados, neste novo Concílio se estabeleceu por decreto que o perdão deveria ser outorgado unicamente através dos sacerdotes, e não diretamente com o Pai Celestial. É mantido esse princípio até hoje?

“João Paulo II ... disse terça‐feira aos católicos romanos que busquem o perdão através da Igreja e não diretamente de Deus ... o requerimento para confissão de pecados através dos sacerdotes é um dos princípios fundamentais do Catolicismo Romano”. The Associated Press, 11 de Dezembro de 1984.

Este é apenas um dos muitos exemplos que podemos citar para comprovar como a igreja entrou na vereda da apostasia.

Chegou um tempo em que tudo isso acabaria? Chegou sim, após muitas lutas e conflitos, esse tempo chamou‐se Reforma. Esse será o assunto de nossa terceira parte.

Que o Santo Espirito do Senhor, ilumine o nosso entendimento
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