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14 de outubro de 2017

História De Israel – Teologia 31.44 - Moises na Direção do Jordão (Livro 4 Cap 5)

História De Israel – Teologia 31.44
 
CAPÍTULO 5

OS ISRAELITAS DERROTAM OS AMORREUS E EM SEGUIDA AO REI OGUE, QUE VINHA NO AUXÍLIO DESTES. MOISÉS AVANÇA NA DIREÇÃO DO JORDÃO.

163.  Moisés julgou não dever tolerar aquela recusa tão ultrajosa do rei dos amorreus. Além disso, considerando que o povo por ele conduzido era tão indócil e inclinado à murmuração e que a ociosidade, unida à necessidade na qual se encontravam, podia facilmente levá-los a novas rebeliões, julgou conveniente tirar-lhes o motivo. Consultou a Deus para saber se deveria abrir passagem pela força, e Ele não somente o permitiu como prometeu-lhe ainda a vitória. Assim, Moisés empreendeu a guerra com toda confiança e encheu os seus soldados de esperança e de coragem, dizendo-lhes que era chegado o tempo de satisfazer o desejo de ir à guerra, porque Deus mesmo os levava a empreendê-la.
Tão logo receberam permissão, tomaram as armas com alegria, puseram-se em batalha e marcharam contra os inimigos. Os amorreus, vendo-os vir a si com tanto entusiasmo, ficaram de tal modo apavorados que se esqueceram da própria audácia. Muito mal resistiram ao primeiro embate e depois fugiram. Os hebreus perseguiram-nos com tanta violência que não lhes deram oportunidade de se reunir de novo, lançando-os em grande desespero. Sem conservar ordem alguma, os amorreus procuravam chegar às suas cidades, para se defenderem com segurança. Mas como os hebreus não podiam admitir uma vitória imperfeita, sendo extremamente ágeis e muito hábeis em se servir da funda e de todas as armas próprias para se combater de longe e estando armados ligeiramente, ou alcançavam os fugitivos ou detinham a golpes de funda, dardos e flechas os que não podiam alcançar.
A carnificina foi muito grande, particularmente próximo do rio, pois os que fugiam eram não menos torturados pela sede que pela dor dos ferimentos recebidos, porque era verão e para lá se dirigiam em grande número, para beber. Siom, o seu rei, estava entre os mortos, e, como os mais valentes haviam morrido na batalha, os vitoriosos não encontraram mais resistência. Fizeram muitos prisioneiros, despojaram os mortos e conquistaram a maior presa no acampamento, que estava cheio de bens em virtude de a ceifa ainda não ter sido realizada.
Assim, foram os amorreus castigados pela sua imprudência no proceder e pela covardia no combate. Os hebreus tornaram-se senhores do país deles, que, como uma ilha, está cercado por três rios: do lado do sul pelo Arnom, do lado do norte pelo Jaboque, o qual perde o seu nome ao desaguar no Jordão, e do lado do ocidente pelo mesmo Jordão.
164. Estavam as coisas nesse pé quando Ogue, rei de Galaade e Caulanite, que vinha em socorro de Siom, seu amigo e aliado, soube que ele havia perdido a batalha. Como era muito ousado, não deixou de querer combater com os israelitas e de se gabar da certeza de derrotá-los. Mas estes o desbarataram com todo o seu exército, e ele mesmo foi morto em combate. Era um gigante de estatura enorme, e seu leito, que era de ferro e podia ser visto na cidade capital de seu reino, chamada Rabatha,* tinha nove côvados de comprimento e quatro de largura. E Ogue não tinha menos coragem do que força.
Moisés, depois dessa vitória, atravessou o rio jaboque, entrou no reino de Ogue e apoderou-se de todas as cidades, fazendo matar os habitantes mais ricos. Tão grande êxito não trouxe aos hebreus apenas vantagem momentânea, mas lhes abriu caminho para outras conquistas, pois tomaram sessenta cidades fortes e bem municiadas. E nenhum deles houve, até o último soldado, que não ficasse rico.
Moisés levou depois o exército para o Jordão, a uma grande planície cheia de palmeiras e de bálsamo, em frente a Jerico, cidade rica e poderosa. Os israelitas estavam tão orgulhosos pela vitória que só falavam de guerra. Moisés, depois de oferecer a Deus, durante alguns dias, sacrifícios em ação de graças e após alimentar todo o povo, mandou uma parte do exército para devastar o país dos midianitas e atacar as suas cidades. Devemos, porém, relatar primeiro qual foi a origem dessa guerra.

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* Ou Rabá.


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