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29 de novembro de 2017

História De Israel – Teologia 31.75 - Extrema Aflição De Davi Pela Morte de Saul (Livro 7 Cap 1)

História De Israel – Teologia 31.75

Livro Sétimo

CAPÍTULO 1

EXTREMA AFLIÇÃO DE DAVI PELA MORTE DE SAUL E DE JÔNATAS. DAVI É
RECONHECIDO REI PELA TRIBO DEJUDÁ. ABNER CONSTITUI ISBOSETE, FILHO
DE SAUL, REI SOBRE TODAS AS OUTRAS TRIBOS E MARCHA CONTRA DAVI.
JOABE, GENERAL DO EXÉRCITO DE DAVI, DERROTA-O. ABNER, FUGINDO, MATA
ASAEL, IRMÃO DE JOABE. ABNER, DESCONTENTE COM ISBOSETE, PASSA PARA
O LADO DE DAVI, OBRIGANDO TODAS AS OUTRAS TRIBOS A PASSAR TAMBÉM.
RESTITUI MICAL A DAVI. JOABE ASSASSINA ABNER. PESAR DE DAVI E
HONRAS QUE PRESTA À SUA MEMÓRIA.

257. 2 Samuel 1. A batalha de que acabamos de falar deu-se ao mesmo tempo em que Davi derrotou os amalequitas. Dois dias após ele retomar a Ziclague, um homem que escapara daquele combate lançou-se aos seus pés com as vestes rasgadas e a cabeça coberta de cinzas. Davi perguntou-lhe de onde vinha, e ele respondeu que chegava do campo onde se havia travado a batalha; que os israelitas haviam sido derrotados; que muitos haviam perecido, estando o rei Saul e seus filhos entre os mortos; que não somente vira com os próprios olhos o que lhe relatava, mas encontrara o rei tão fraco pelos ferimentos que não conseguia nem se matar, por mais que fizesse; e que Saul, para não cair vivo nas mãos dos inimigos, ordenara-lhe que o acabasse de matar, e ele obedecera. Como prova do que estava dizendo, trazia-lhe os braceletes de ouro e a coroa que havia tirado do morto.
Não podendo Davi, diante de tais provas, duvidar de tão funesta notícia, rasgou as próprias vestes, derramou lágrimas e passou o resto do dia em luto e em pranto com os amigos e familiares. E, no meio de tal aflição, a sua maior dor foi ter-se privado, pela morte de Jônatas, de seu mais caro amigo, a cujo afeto e generosidade tantas vezes ficara devendo a vida. Devemos confessar que não se poderia louvar o suficiente a virtude de Davi para com Saul, pois ainda que este tudo fizesse para matá-lo, Davi não somente ficou vivamente sentido com a sua morte como ainda mandou matar aquele infeliz que confessava ter-lhe tirado a vida e que demonstrava, com o assassínio de um rei, ser verdadeiramente um amalequita. E Davi compôs em louvor de Saul e de Jônatas epitafios e versos que ainda hoje são conhecidos e estão cheios dos mais vividos sentimentos de dor.
258. 2 Samuel 2. Depois de se ter desincumbido das honras que podia prestar à memória de Saul e de seus filhos e de passar o tempo do luto, Davi consultou a Deus, por meio de profeta, para saber em que cidade da tribo de Judá lhe seria agradável que ele morasse. Deus respondeu-lhe que era em Hebrom. Partiu para lá imediatamente, levando com ele as suas duas mulheres e o que restava de seus soldados. Quando se espalhou a notícia de sua chegada, toda a tribo foi encontrá-lo e de comum acordo declarou-o rei. Ele soube então da generosidade dos habitantes de Jabes, de como demonstraram respeito e amor para com Saul e os príncipes seus filhos. Louvou-os muito e mandou agradecer-lhes, comunicando ao mesmo tempo que a tribo de Judá o havia reconhecido como rei.
259.  Depois da morte de Saul e de seus três filhos naquela grande batalha, Abner, filho de Ner, que comandava o exército, salvou Isbosete, único filho do sexo masculino que restava de Saul, e o fez passar o Jordão e ser reconhecido como rei por todas as outras tribos. Escolheu para moradia real a cidade de Maanaim, que em hebreu significa "os dois campos". Esse general era homem de muita coragem, capaz de levar a cabo grandes empresas, e não pôde tolerar que a tribo de Judá tivesse escolhido Davi para rei. Então marchou contra eles com o melhor de suas tropas.
Joabe, filho de Zur e de Sarvia, irmã de Davi, acompanhado por Abisai e Asael, seus dois irmãos, veio-lhe de encontro com todas as forças de Davi. Os dois campos estavam um em frente do outro, e Abner propôs que antes de travarem combate se experimentasse o valor de ambos os partidos por alguns de seus membros. Joabe aceitou a proposta, e escolheram-se doze de cada lado. Combateram entre os dois acampamentos, começando por lançar dardos e chegando depois ao cor-po-a-corpo. Cada qual tomou o seu inimigo pelo cabelo e, furiosamente, deram-se tantos golpes de espada que todos morreram na luta. Em seguida travou-se o combate: foi muito encarniçado, e o exército de Davi foi vencedor.
Abner foi obrigado a se unir aos fugitivos, enquanto Joabe e seus irmãos exortavam os soldados a não deixar de persegui-los. Asael, que avançava na corrida, ultrapassou não somente os próprios companheiros, mas também os cavalos mais rápidos e assim alcançou Abner. Sem se deter, seguiu-o com extrema obstinação. Abner vendo-se seguido de perto, gritou-lhe que se deixasse de persegui-lo dar-lhe-ia um par de armas completo. Mas quando percebeu que Asael continuava avançando, disse-lhe que não o obrigasse a matá-lo e assim fazer de Joabe, seu irmão, um inimigo irreconciliavel. Por fim, vendo que era acossado sempre mais, lançou o dardo, e o golpe foi tão forte que derrubou Asael morto por terra.
Os companheiros que vinham atrás dele pararam para recolher o corpo, mas Joabe e Abisai, inflamados pelo desejo de vingar a morte do irmão, continuaram perseguindo os inimigos com mais ardor ainda, até que o Sol se escondeu. Então eles pararam num lugar de nome Amom, isto é, "aqueduto". Abner gritou nesse momento a joabe que não se devia incitar os de mesmo sangue a novo combate e que ele, joabe, estava tão errado quanto o seu irmão Asael, cuja teimosia em persegui-lo fora a única razão de sua infelicidade, pois, por mais que lhe tivesse rogado para não continuar a perseguição, fora obrigado a desferir-lhe o golpe que o prostrara.
Joabe então mandou tocar a retirada, e acamparam imediatamente no lugar onde estavam. Abner, porém, sem se deter, marchou ainda durante toda a noite, passou o Jordão e foi reunir-se ao rei Isbosete. No dia seguinte, Joabe mandou enterrar os mortos, que eram mais ou menos uns trezentos e sessenta do lado de Abner e vinte somente, inclusive Asael, do seu lado. Fez levar o corpo deste para Belém, onde o sepultou no túmulo de seus antepassados, e voltou em seguida para junto de Davi, em Hebrom.
2 Samuel 3. Essa foi a origem da guerra civil entre os israelitas, que durou muito tempo. Mas o partido de Davi se fortalecia cada vez mais, enquanto o de Isbosete se enfraquecia.
260. Davi teve seis filhos de seis mulheres: de Ainoã, Amom, o mais velho; de Abigail, Quileabe, que era o segundo; de Maaca, filha de Talmai, rei de Gesur, Absalão, que era o terceiro; de Hagite, Adonias, que era o quarto; de Abital, Sefatias, que era o quinto; de Eglá, Itreão, que era o sexto.
261.  Durante a guerra civil entre os dois reis e nos diversos combates que se travaram, a principal força de Isbosete consistia no valor e na prudência de Abner, general de seu exército, cuja sábia orientação conservou por muito tempo o povo no partido do rei. Esse príncipe, porém, irritou-se fortemente contra Abner, porque lhe disseram que ele conservava consigo Rispa, filha de Aiá, a qual fora amada pelo rei Saul, seu pai. Vendo-se tão mal recompensado pelos seus serviços, Abner sentiu-se ofendido e ameaçou passar para o partido de Davi e fazer com que todos soubessem que Isbosete devia a coroa ao afeto dele, bem como à sua fidelidade e experiência na guerra.
As ameaças foram seguidas pelos fatos. Ele mandou dizer a Davi que proporia a todos abandonar Isbosete e escolher Davi para rei, contanto que este lhe prometesse com juramento que o receberia entre os seus amigos particulares e o honraria com a sua confiança particular. Davi aceitou o oferecimento com alegria e, para fortalecer ainda mais o trato, declarou que desejava que Abner lhe enviasse Mical, sua mulher, que conquistara com perigo da própria vida, dando a Saul, para merecê-la, os prepúcios de duzentos filisteus. Abner, para satisfazer esse desejo, tirou a princesa de Paltiel, a quem fora dada em casamento por Saul, como já dissemos, e a devolveu, com o consentimento de Isbosete, ao qual Davi já escrevera a esse respeito.
Abner reuniu em seguida os chefes do exército e os maiorais do povo e disse-lhes que, se desejavam deixar Isbosete para seguir Davi, ele não os proibia, mas deixava-os livres, pois soubera que Deus, pelas mãos de Samuel, elegera Davi rei de todo o seu povo e que o profeta havia predito que somente a ele estava reservada a glória de vencer os filisteus. Essas palavras de Abner, que bem manifestavam os seus sentimentos, causou tal impressão sobre os Espíritos deles que todos abertamente se declararam por Davi. Faltava porém, ganhar a tribo de Benjamim, da qual se compunha toda a guarda de Isbosete. Abner apresentou-lhes as mesmas razões e os persuadiu como aos demais.
Depois de haver assim cumprido a sua promessa, ele foi na companhia de vinte pessoas procurar Davi para prestar-lhe contas do que havia feito e obter a confirmação da palavra que lhe fora dada. Davi recebeu-o com demonstrações de afeto, tal como ele desejava, tratando-o magnificamente durante alguns dias, depois dos quais Abner rogou que lhe fosse permitido voltar para trazer o exército de Isbosete e fazer Davi reinar sozinho sobre todo o Israel.
Mal ele saiu de Hebrom, Joabe chegou e soube do que se passara. Conhecendo os méritos de Abner, que era um grande general e acabara de prestar a Davi um serviço tão importante, temeu que ele viesse a disputar-lhe o primeiro lugar e obtivesse até mesmo, com prejuízo seu, o comando do exército. Assim, para impedi-lo, procurou persuadir Davi a não prestar fé nas promessas de Abner, afirmando saber com muita certeza que ele faria todo o possível para manter a coroa sobre a cabeça de Isbosete, que tudo o que prometera era apenas um ardil para enganá-lo e que se havia retirado com grande alegria por ter obtido êxito em seus desígnios.
Quando percebeu que as suas palavras não causavam efeito algum no Espírito do sábio príncipe, joabe tomou uma resolução infame e, para executá-la, mandou a toda pressa dizer a Abner, como se fosse da parte de Davi, que voltasse imediatamente, porque havia se esquecido de falar .uma coisa muito importante. Encontraram Abner num lugar chamado Sira, distante de Hebrom uns vinte estádios. Como ele não desconfiava de nada, voltou imediatamente. Joabe, acompanhado por Abisai, seu irmão, foi ao encontro dele com grandes demonstrações de amizade, como costumam fazer os que têm maus desígnios: levou-o à parte, junto de uma porta, com o pretexto de querer falar-lhe em segredo sobre um assunto muito importante, e, sem dar-lhe tempo para defender-se, atravessou-lhe o corpo com a espada.
Alegou como desculpa para uma ação tão covarde e vergonhosa a morte do irmão, Asael, embora na realidade a tenha cometido pelo temor de perder o cargo e de ser diminuído em prestígio perante Davi. Pode-se ver, com esse exemplo, como nada há que o interesse e a ambição, bem como a inveja, não sejam capazes de levar os homens a cometer. Eles usam de todos os meios para consolidar a sua posição ou para elevar-se às honras e quando conseguem não sentem horror em recorrer ao crime para se manter ali. Consideram um mal menor não poder conquistar essas vantagens, mas estas lhes fazem a felicidade e toda a sua alegria, e então, depois de as haver conquistado, querem a todo custo conservá-las e tudo fazem para não perdê-las.
Nada se pode acrescentar à dor que sentiu Davi por esse tão infame assassinato. Ele protestou energicamente junto de Deus e, elevando as mãos para o céu, declarou que não estava informado dele e que não o havia encomendado e fez estranhas imprecações contra quem o havia cometido, contra os seus cúmplices e contra toda a família do assassino. Não podia tolerar que o tivessem por suspeito de um crime tão vergonhoso como o de faltar à palavra e violar um juramento. Determinou luto público por Abner e mandou prestar-lhe homenagens tão solenes que pessoas da mais alta condição acompanharam o corpo com a cabeça coberta por um saco e com vestes rasgadas. Ele mesmo quis assistir a essa triste cerimônia.
As sua lágrimas e suspiros revelaram ainda mais a sua tristeza por aquela morte e demonstraram o quanto ele estava longe de ter consentido em tão má ação. Mandou construir para ele, em Hebrom, um magnífico túmulo, no qual gravou um epitáfio que compôs em seu louvor. Chorou sobre o túmulo, e todos fizeram o mesmo, a seu exemplo, sem que fosse possível durante todo aquele dia, por mais que lhe rogassem, fazê-lo ingerir qualquer alimento antes do pôr-do-sol.
Tantos testemunhos de justiça e piedade granjearam a Davi o afeto de todo o povo, principalmente daqueles que admiravam e amavam Abner. Não deixavam de louvá-lo por conservar tão religiosamente depois da morte de Abner a palavra que lhe dera em vida e por lhe haver prestado homenagens como as que se fariam ao melhor amigo ou a um parente próximo, em vez de insultar-lhe a memória, já que fora seu inimigo. Assim, esse fato em nada diminuiu a reputação de Davi, pelo contrário, aumentou-a bastante. Não houve pessoa à qual a admiração de tão extrema bondade não fizesse esperar os seus efeitos no futuro. E não restou a menor suspeita de qualquer participação sua, por mínima que fosse, em tão odioso crime.
E, como nada quisesse omitir na demonstração de dor pela morte de Abner, acrescentou a todas as evidências estas palavras, ditas à multidão presente aos funerais: "Toda a nossa família sofreu enorme perda na pessoa de Abner, grande general e homem capaz de dirigir as mais importantes empresas. Mas Deus, cuja providência governa o mundo, não deixará impune a sua morte, joabe e Abisai sentirão os efeitos de sua justiça, e tomo-o como testemunha de que a única razão que me impede de castigá-los como merecem é serem eles mais poderosos do que eu".




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