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30 de novembro de 2017

História De Israel – Teologia 31.80 - Davi Cuida de Mefibosete, Filho De Jônatas (Livro 7 Cap 6)

História De Israel – Teologia 31.80
 
CAPÍTULO 6

DAVI DERROTA HADADEZER, REI DE DAMASCO E DA SÍRIA, EM GRADE
BATALHA. O REI DOS BAMATENIANOS PROCURA A SUA ALIANÇA. DAVI
SUBJUGA OS IDUMEUS. CUIDA DE MEFIBOSETE, FILHO DE JÔNATAS. DECLARA
GUERRA A HANUM, REI DOS AMONITAS, QUE TRATARA INDIGNAMENTE OS
SEUS EMBAIXADORES.

272.  Hadadezer, rei de Damasco e da Síria, que era muito amigo de Adrazar, tendo sabido que Davi lhe fazia guerra, marchou em seu auxílio com um grande exército. A batalha travou-se próximo do Eufrates. Hadadezer foi vencido, perdeu vinte mil homens, e o resto salvou-se na fuga. O historiador Nicolau fala nestes termos desse feito no quarto livro de sua história: "Muito tempo depois, o mais poderoso de todos os príncipes daquele país, de nome Hadadezer, reinava em Damasco e em toda a Síria, exceto a Fenícia. Fez guerra a Davi, rei dos judeus, e depois de diversos combates foi vencido por ele em grande batalha, que se travou junto do Eufrates, onde praticou feitos dignos de grande general e grande rei".
Esse mesmo autor fala também dos descendentes desse príncipe, que reinaram sucessivamente depois dele e herdaram dele não menos a coragem que o reino. Estas são as suas palavras: "Depois da morte desse príncipe, seus descendentes, que tiveram todos o mesmo nome, como os Ptolomeus no Egito, reinaram até a décima geração e não sucederam menos à sua glória que à coroa. O terceiro deles, que foi o mais ilustre de todos, querendo vingar a derrota que seu avô havia sofrido, atacou os judeus sob o reinado de Acabe e devastou todo o país nos arredores de Samaria".
Assim fala esse historiador, e segundo a verdade, pois é certo que Hadadezer devastou os arredores de Samaria, como diremos a seu tempo. Davi, depois de submeter à sua obediência, por meio de suas armas vitoriosas, o reino de Damasco e todo o resto da Síria, colocou fortes guarnições nos lugares mais importantes e tornou tributários todos esses povos, voltando depois triunfante a Jerusalém. Consagrou a Deus as aljavas de ouro e as outras armas dos guardas do rei Hadadezer, mas quando Sisaque, rei do Egito, venceu Roboão, filho de Salomão, e tomou Jerusalém, ele as levou junto com tantos outros ricos despojos, como diremos a seu tempo, mais particularmente na continuação desta história.
Esse poderoso e sábio rei dos israelitas, para aproveitar o auxílio que recebia de Deus, atacou as duas principais cidades do rei Adrazar, chamadas Beta e Malcom. Tomou-as, saqueou-as e lá encontrou, além de grande quantidade de ouro e prata, uma espécie de cobre que é considerado melhor que o ouro e do qual Salomão, quando construiu o Templo, mandou fazer aquelas belas bacias e o grande vaso a que deram o nome de mar.
273.  A ruína do rei Adrazar fez Toí, rei dos hamatenianos, pensar que não teria melhor sorte, e então ele resolveu mandar o príncipe Jorão, seu filho, ao rei Davi, para regozijar-se com ele pela vitória obtida sobre um inimigo comum, bem como para pedir a sua aliança e oferecer-lhe ricos vasos de ouro, de prata e de cobre, de uma obra muito antiga. Davi prestou a esse príncipe todas as honras que eram devidas, tanto a ele quanto ao seu pai. Fez a desejada aliança, recebeu os presentes e consagrou-os a Deus com o resto do ouro encontrado nas cidades que conquistara.
Agia assim porque a sua piedade o fazia reconhecer que não se podia agradecer demasiado a bondade divina, pois ela o tomava vitorioso não somente quando marchava em pessoa à frente dos exércitos, mas até mesmo quando fazia guerra por meio de seus lugar-tenentes, como na que empreendeu contra os idumeus, sob o comando de Abisai, irmão de Joabe, que não somente os submeteu e tornou tributários, depois de matar dezoito mil homens numa batalha, como também impôs a todos eles um tributo por cabeça.
274. O amor que esse rei admirável nutria naturalmente pela justiça era tão grande que ele não pronunciava sentença alguma que não fosse muito eqüitativa. Joabe era o general de seu exército. O chefe dos registros públicos era josafá, filho de Ailude, secretário do conselho. Sifã era o capitão da guarda, à qual pertenciam os mais velhos de seus filhos e Benaia, filho de Joiada. Ele juntou Zadoque a Abiatar no sumo sacer-dócio, pois tinha afeto particular por aquele e porque era da família de Finéias.
275.  2 Samuel 9. Depois de ajustar todas as coisas, Davi lembrou-se da aliança que fizera com Jônatas e das muitas provas que recebera de sua amizade, pois dentre outras excelentes qualidades tinha extrema gratidão. Indagou então se não restava algum filho de Jônatas, para com o qual pudesse mostrar a gratidão de que era devedor. Levaram-lhe um dos libertos de Saul, de nome Ziba, que sabia existir ainda um dos filhos desse príncipe, de nome Mefibosete, que era coxo porque a sua ama, ao saber da derrota na batalha e da morte de Saul e de Jônatas, ficara tão assustada que o deixara cair.
Davi mandou procurá-lo com todo empenho. Pouco tempo depois, informaram-no que Maquir o educava na cidade de Labate,* e mandou buscá-lo imediatamente. Quando Mefibosete chegou, prostrou-se diante do rei. Davi disse-lhe que nada temesse e esperasse dele um tratamento muito favorável: dar-lhe-ia de novo a posse de todos os bens que pertenciam ao seu pai e ao rei Saul, seu avô, e queria que viesse sempre tomar as suas refeições com ele.
Mefibosete, fora de si diante de tantas gentilezas, prostrou-se outra vez diante do rei, para humildemente agradecer-lhe. Davi ordenou a Ziba que fizesse chegar às mãos de Mefibosete os bens que lhe restituíra, que lhe trouxesse todos os anos a renda a Jerusalém e que o servisse com os quinze filhos e os vinte servidores que possuía. Assim, Davi tratou o filho de Jônatas como se fosse seu próprio filho, deu o nome de Mica a um dos filhos desse príncipe e tomou cuidado particular de todos os outros parentes de Saul e de jônatas.

________
* Ou Lo-Debar.

276.  2 Samuel 10. Naás, rei dos amonitas e aliado de Davi, morreu naquele tempo, e Hanum, seu filho, sucedeu-o. Davi enviou-lhe embaixadores para manifestar que tomava parte na sua dor e para garantir a continuação da amizade que tivera com o rei seu pai. Porém os principais da corte de Hanum, por injuriosa desconfiança, imaginaram que a embaixada era pretexto para observar o estado de suas forças e disseram ao novo rei que ele não podia, sem se colocar em grande perigo, prestar fé às palavras do rei dos israelitas.
O príncipe, deixando-se levar pelo mau conselho, mandou raspar a metade da barba dos embaixadores e cortar-lhes a metade das vestes. Essa ação tão ultrajosa foi a resposta que lhes deram. Davi, sentido com tal injúria, que violava mesmo o direito das gentes, declarou em alta voz que se vingaria pelas armas. O temor fez os amonitas prepararem-se para a guerra. O rei deles enviou embaixadores a Siro, rei da Mesopotâmia, com mil talentos, para obrigá-lo a ajudar os amonitas. O rei Zobá uniu-se a ele, e esses dois príncipes juntos levaram a Hanum vinte mil soldados de infantaria. Dois outros reis, um de Maaca e o outro de nome Tobe, levaram-lhe vinte e dois mil homens.




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