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21 de janeiro de 2018

História De Israel – Teologia 31.111 (Livro 10 Cap 1) SENAQUERIBE, REI DA ASSÍRIA, ENTRA COM UM GRANDE EXÉRCITO NO REINO DE JUDÁ, FALTANDO À PALAVRA AO REI EZEQUIAS, QUE LHE ENTREGARA UMA GRANDE SOMA DE DINHEIRO PARA OBRIGÁ-LO A SE RETIRAR. SENAQUERIBE VAI FAZER GUERRA NO EGITO E DEIXA RABSAQUÉ, SEU LUGAR-TENENTE, SITIAR FERUSALÉM. O PROFETA ISAÍAS GARANTE A EZEQUIAS O AUXÍLIO DE DEUS. SENAQUERIBE VOLTA DO EGITO SEM TER FEITO LÁ PROGRESSO ALGUM.

História De Israel – Teologia 31.111 

Livro Décimo

CAPÍTULO 1

SENAQUERIBE, REI DA ASSÍRIA, ENTRA COM UM GRANDE EXÉRCITO NO
REINO DE JUDÁ, FALTANDO À PALAVRA AO REI EZEQUIAS, QUE LHE
ENTREGARA UMA GRANDE SOMA DE DINHEIRO PARA OBRIGÁ-LO A SE
RETIRAR. SENAQUERIBE VAI FAZER GUERRA NO EGITO E DEIXA RABSAQUÉ,
SEU LUGAR-TENENTE, SITIAR FERUSALÉM. O PROFETA ISAÍAS GARANTE A EZEQUIAS O AUXÍLIO DE DEUS. SENAQUERIBE VOLTA DO EGITO SEM TER FEITO LÁ PROGRESSO ALGUM.

411. 2 Reis 18. No décimo quarto ano do reinado de Ezequias, rei de Judá, Senaqueribe, rei da Assíria, entrou no reino com um exército poderoso e, após tomar todas as outras cidades das tribos de judá e de Benjamim, marchou contra Jerusalém. Ezequias, por meio de embaixadores, ofereceu-se para cumprir quaisquer condições que o rei da Assíria lhe impusesse e para lhe servir como tributário. O soberano aceitou a oferta e prometeu com juramento retirar-se para o seu país sem qualquer ato hostil, contanto que lhe fossem pagos trinta talentos de ouro e trezentos talentos de prata. Ezequias, confiando na palavra de Senaqueribe, esvaziou todos os seus tesouros, a fim de poder enviar-lhe aquela soma, na esperança de ter paz.
Senaqueribe, todavia, depois de receber o dinheiro, não manteve a palavra e, enquanto marchava em pessoa contra os egípcios e os etíopes, deixou Rabsaqué, seu lugar-tenente e general, com numerosas tropas, auxiliado pelos seus chefes principais, dois generais, de nome Tartã e Rabe-Saris, para continuar na Judéia a guerra que lá havia começado. Esse general aproximou-se de Jerusalém e mandou chamar Ezequias, a fim de conferenciarem. Mas o príncipe, desconfiando dele, contentou-se em mandar-lhe três servidores da maior confiança: Eliaquim, mordomo-mor do palácio, Sebna, secretário, e Joá, intendente dos registros.
Disse Rabsaqué, em presença de todos os oficiais de seu exército: "Voltai a vosso amo e dizei-lhe que Senaqueribe, o grande rei, pergunta em quem ele confia para recusar receber o seu exército em Jerusalém. Se for no auxílio dos egípcios, é de se dizer que ele perdeu o juízo e que se parece com quem se apoia num caniço, o qual, em vez de sustentá-lo, quebrar-se-á, ferindo-lhe as mãos. Quanto ao mais, saiba ele que é por ordem de Deus que o rei empreendeu esta guerra, e assim, o resultado será como o daquela que fez aos israelitas, e ele se tornará do mesmo modo senhor desses dois reinos".
Rabsaqué falava em hebreu, que conhecia muito bem. Eliaquim, temendo que os colegas se assustassem, pediu-lhe que falasse em siríaco. Rabsaqué, porém, deduzindo facilmente com que fim era feito aquele pedido, continuou a falar em hebreu: "Agora que não podeis ignorar a vontade do rei e quanto vos importa a ela vos submeterdes, por que demorais em nos receber em vossa cidade? Por que continua o vosso senhor, e vós com ele, a enganar o povo com vãs e loucas esperanças? Se vos julgais bastante fortes para nos poder resistir, mostrai-no-lo, opondo dois mil de vossos cavaleiros ao mesmo número que eu farei avançar de nosso exército. Mas como poderíeis fazê-lo, se não os tendes? E por que vos demorais em vos submeterdes àqueles aos quais não podeis resistir? Acaso ignorais a vantagem de fazer voluntariamente o que não é possível evitar e o grande perigo que é esperar ser a isso obrigado pela força?"
2 Reis 19, Essa resposta pôs o rei Ezequias em tal aflição que ele deixou as vestes reais para se revestir de um saco, segundo o costume de nossos pais. Prostrou-se com o rosto em terra e rogou a Deus que o ajudasse naquela contingência, em que não podia esperar outro socorro senão o dEle. Mandou alguns de seus principais oficiais e sacerdotes rogarem ao profeta Isaías que oferecesse a Deus sacrifícios e lhe pedisse para ter compaixão de seu povo e abater o orgulho que dava aos inimigos tão grandes esperanças. O profeta fez o que ele desejava e logo depois, por uma revelação de Deus, disse-lhe que nada temesse, garantindo que Deus confundiria de maneira estranha a ousadia daqueles bárbaros, e eles se retirariam voluntariamente, sem combater. A isso acrescentou que o rei dos assírios, até então temível, seria assassinado pelos seus, em seu próprio país, ao regressar da guerra do Egito, cujo resultado lhe seria desfavorável.
Nesse mesmo tempo, o rei Ezequias recebeu cartas daquele soberano, pelas quais lhe dizia que ele, Ezequias, parecia ter perdido o juízo, para persuadir-se de poder isentar-se da submissão ao vencedor de tão poderosas nações, e ameaçava exterminá-lo com todo o seu povo se ele não abrisse às suas tropas as portas de Jerusalém. A firme confiança que Ezequias tinha em Deus levou-o a desprezar essa carta. Então dobrou-a, colocou-a no Templo e continuou as suas orações a Deus. O profeta mandou dizer-lhe que elas haviam sido ouvidas por Deus, que nada devia temer das armas assírias e que logo ele e todos os seus súditos ver-se-iam em condições de poder cultivar em completa paz as terras que a guerra os obrigara a abandonar.
Senaqueribe estava na ocasião ocupado com o cerco de Pelusa, no qual já gastara muito tempo. E, no momento em que as plataformas se elevaram à altura das muralhas e ele estava para dar o assalto, foi avisado de que Targise,* rei da Etiópia, marchava com um poderoso exército em auxílio dos egípcios e vinha pelo deserto, para surpreendê-lo. Ele então levantou o cerco e retirou-se.
Heródoto, falando de Senaqueribe, diz que ele fazia guerra ao sacerdote de Vulcano (é assim que ele chama o rei do Egito, que era sacerdote dessa falsa divindade). E acrescenta que o que o obrigou a levantar o cerco de Pelusa foi que, tendo aquele rei e sacerdote implorado o auxílio de seu deus, veio à noite uma tão grande quantidade de ratos ao exército do rei dos árabes (no que esse historiador se engana, pois devia dizer "dos assírios") que as cordas dos arcos foram roídas e todas as outras armas ficaram inutilizadas. Isso o obrigou a levantar o cerco. Berose, que escreveu a história dos caldeus, também faz menção a Senaqueribe. Diz que ele era rei dos assírios e fez guerra em toda a Ásia e no Egito. Assim ele fala.

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* Ou Tiraca.

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