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29 de abril de 2018

História De Israel – Teologia 31.127 (Livro 11 Cap 5) XERXES SUCEDE A DARIO, SEU PAI, NO REINO DA PÉRSIA. PERMITE QUE ESDRAS, SACERDOTE, RETORNE COM GRANDE NÚMERO DE JUDEUS A JERUSALÉM E CONCEDE TUDO O QUE ELE DESEJA. ESDRAS OBRIGA OS QUE HAVIAM DESPOSADO MULHERES ESTRANGEIRAS A RESTITUÍ-LAS. SUA MORTE. NEEMIAS OBTÉM DE XERXES LICENÇA PARA RECONSTRUIR OS MUROS DE JERUSALÉM E TERMINA ESSA GRANDE OBRA.

História De Israel – Teologia 31.127


CAPÍTULO 5

XERXES SUCEDE A DARIO, SEU PAI, NO REINO DA PÉRSIA. PERMITE QUE
ESDRAS, SACERDOTE, RETORNE COM GRANDE NÚMERO DE JUDEUS A
JERUSALÉM E CONCEDE TUDO O QUE ELE DESEJA. ESDRAS OBRIGA OS QUE
HAVIAM DESPOSADO MULHERES ESTRANGEIRAS A RESTITUÍ-LAS. SUA MORTE.
NEEMIAS OBTÉM DE XERXES LICENÇA PARA RECONSTRUIR OS MUROS DE
JERUSALÉM E TERMINA ESSA GRANDE OBRA.

443. Esdras 7. Xerxes sucedeu a seu pai, Dario, e não foi menos herdeiro de sua piedade para com Deus que sucessor no trono. Nada mudou a respeito do que fora determinado com relação ao culto a Ele, e Xerxes teve sempre uma grande afeição pelos judeus. Joaquim, filho de jesua, era sumo sacerdote durante o seu reinado, e Esdras era o primeiro e o mais considerável dentre todos os sacerdotes que haviam ficado na Babilônia. Era um homem de bem e muito instruído nas leis de Moisés. Desfrutava grande fama no meio do povo e era muito amado pelo rei.
Assim, quando resolveu voltar a Jerusalém e levar consigo alguns judeus que estavam morando na Babilônia, ele obteve desse príncipe algumas cartas de recomendação endereçadas aos governadores da Síria, nestes termos: "Xerxes, rei dos reis, a Esdras, sacerdote e leitor da lei de Deus, saudação, julgando que é de nossa bondade permitir a todos os judeus, quer sacerdotes, quer levitas, bem como a outros que desejarem voltar a Jerusalém para lá servir a Deus, nós, com o conselho de nossos sete auxiliares, concedemos essa graça e vos encarregamos de apresentar ao vosso Deus o que nós e nossos amigos fizemos voto de lhe oferecer. Damo-vos o poder de levar todo o ouro e toda a prata que os vossos conterrâneos ainda espalhados pelo reino da Babilônia quiserem ofertar a Deus, a fim de que seja empregado na aquisição de vítimas a serem oferecidas sobre o altar, na confecção de vasos de ouro e de prata para o seu serviço e no que mais vós e vossos irmãos desejarem. Devereis oferecer também ao vosso Deus os vasos sagrados que vos entregaremos. Damo-vos o poder de fazer, além disso, tudo o que julgardes conveniente e entendemos que o fundo necessário deva ser tirado de nosso tesouro. Para isso, estamos escrevendo ao nosso tesoureiro-mor da Síria e da Fenícia que vos entregue sem demora tudo o que lhe pedirdes. E, para que Deus seja favorável a nós e à nossa posteridade, queremos que lhe sejam oferecidas, por nós, cem medidas de trigo, de conformidade com a Lei. Proibimos a todos os nossos oficiais exigir algo dos sacerdotes, dos levitas, dos cantores, dos porteiros e dos outros que servem no Templo de Deus ou impor-Ihes tributos e obrigações. Quanto a vós, Esdras, usareis da prudência e da sabedoria que Deus vos concedeu para estabelecer na Síria e na Fenícia juizes que administrem a justiça, e que os já instruídos nas vossas leis ensinem aos que ainda as ignoram e castiguem com multas ou mesmo com a morte os que não temerem violar os vossos mandamentos e os nossos".
Esdras, ao receber essa carta, adorou a Deus e deu-lhe imensas graças, pois só podia atribuir ao seu auxílio demonstrações de bondade tão extraordinárias da parte do rei. Reuniu em seguida todos os judeus que estavam na Babilônia, leu-lhes as cartas e, conservando o original, enviou cópias aos judeus que estavam na Média. Pode-se imaginar a alegria que eles sentiram por saber da piedade do rei para com Deus e de seu afeto por Esdras. Muitos decidiram dirigir-se imediatamente à Babilônia com o que possuíam de bens a fim de irem com Esdras a Jerusalém. Mas o resto dos israelitas não quis abandonar esse país. Assim, somente as tribos de Judá e de Benjamim voltaram a Jerusalém, e estão ainda hoje sujeitas, numa parte da Ásia e da Europa, ao domínio dos romanos. As outras dez tribos permaneceram além do Eufrates, e é incrível o quanto se multiplicaram.
Dentre os que se dirigiram em grande número a Esdras, havia muitos sacerdotes, levitas, porteiros, cantores e outros consagrados ao serviço de Deus. Ele os reuniu ao longo do Eufrates e, depois de jejuarem durante três dias e orarem a Deus pedindo proteção na viagem, puseram-se a caminho no décimo segundo dia do primeiro mês do sétimo ano do reinado de Xerxes, sem que Esdras quisesse receber a escolta da cavalaria, oferecida pelo príncipe, declarando que confiava no auxílio de Deus, que cuidava dele e de seu povo.
Chegaram no quinto mês do mesmo ano a Jerusalém. Esdras entregou logo aos que tinham a guarda dos tesouros do Templo e que eram da descendência dos sacerdotes o depósito sagrado que o rei, os amigos dele e os judeus que moravam na Babilônia lhe haviam confiado e que consistia de seiscentos e cinqüenta talentos de prata, vasos de prata no valor de cem talentos, vasos de ouro no valor de vinte talentos e vasos de cobre, mais preciosos que o ouro, no peso de doze talentos.
Em seguida, Esdras ofereceu a Deus em holocausto, como a Lei ordenava, doze touros para a salvação do povo e, pelos pecados, setenta e dois carneiros e cordeiros e doze bodes. Na Síria e na Fenícia, entregou aos governadores e oficiais do rei a carta que o soberano lhes escrevera. E, como não podiam deixar de obedecer, prestaram grandes honras à nação judaica e nos ajudaram em nossas necessidades. Deve-se a Esdras a honra dessa transmigração. E ele não somente a idealizou, como também não tenho dúvidas de que a sua virtude e a sua piedade foram a causa do feliz êxito que Deus lhe quis outorgar.
444. Pouco tempo depois, ele soube que alguns sacerdotes e levitas, não querendo se sujeitar à disciplina, haviam, por um insolente desprezo às leis de seus maiores, desposado mulheres estrangeiras e manchado a pureza da ordem sacerdotal. Os que lhe deram esse aviso rogaram-lhe que se armasse do zelo da religião para impedir que o crime de alguns atraísse a cólera divina sobre todo o povo e os precipitasse de novo na desgraça da qual acabavam de sair. Como eram de qualidade as pessoas culpadas desse pecado, esse santo homem, considerando que uma ordem para despedir as mulheres e os filhos não seria obedecida por eles, foi tomado de tão viva dor que rasgou as próprias vestes, arrancou a barba e os cabelos e lançou-se por terra banhado em lágrimas. Os outros homens de bem reuniram-se a ele e juntaram as suas lágrimas às dele.
Nessa amargura de coração, ele elevou os olhos e as mãos ao céu e disse: "Tenho vergonha, meu Deus, de ousar levantar os meus olhos ao céu, quando penso que este povo recai sempre mais no pecado e perde logo a lembrança dos castigos com que punistes a impiedade de seus maiores. Todavia, Senhor, como a vossa misericórdia é infinita, tende, por favor, piedade destes que restaram do antigo cativeiro que suportamos e que quisestes reconduzir à antiga pátria. Perdoai-lhes, Senhor, mais esse crime e, embora eles mereçam a morte, não vos canseis de lhes demonstrar a vossa bondade, conservando-lhes a vida".
Esdras 10. Enquanto assim falava e todos os presentes, homens e mulheres, choravam com ele, Secanias, que era o primeiro cidadão de Jerusalém, aproximou-se e disse que, não se podendo duvidar de que os que tomaram esposas estrangeiras haviam cometido um grande pecado, era preciso convencê-los a restituí-las, bem como aos filhos que delas haviam gerado, e castigar os que recusassem obedecer à lei de Deus. Esdras aprovou essa proposta e fez jejuar os principais sacerdotes, os levitas e o povo, o qual os ajudaria a obrigá-los a isso. Depois que saiu do Templo, foi para a casa de Joana, filho de Eliasibe, e passou ali o resto do dia sem comer nem beber, tão abatido estava pela dor. Mandou em seguida publicar por toda parte que todos os que haviam voltado da escravidão deveriam vir dentro de dois ou três meses a Jerusalém, sob pena de serem excomungados e de terem os seus bens confiscados em favor do tesouro do Templo, segundo o juízo que seria pronunciado pelos anciãos.
No terceiro dia, que era o vigésimo do nono mês, que os hebreus chamam tebete, e os macedônios, apeléia, os da tribo de Judá e de Benjamim dirigiram-se à parte superior do Templo, e os principais assentaram-se. Esdras levantou-se e disse-lhes que os que haviam desposado mulheres estrangeiras, contra a proibição da Lei, tinham cometido um grande pecado e que Deus só tornaria a ser-lhes favorável se as mandassem embora. Todos responderam em voz alta que o fariam de boa vontade, mas o número delas era tão grande e a estação tão contrária, pois era inverno, de frio intenso, que aquilo não podia ser feito imediatamente. Assim, seria necessário um pouco de paciência. Enquanto isso, os principais dentre o povo que estivessem isentos desse pecado, ajudados pelos anciãos, informar-se-iam com exatidão a respeito dos que haviam transgredido a determinação da Lei.
A proposta foi aprovada, e no primeiro dia do décimo mês começou-se a indagação dos que haviam contraído matrimônio ilícito. A investigação durou até quase o primeiro dia do mês seguinte, e vários parentes de Jesua, sumo sacerdote, dos outros sacerdotes, dos levitas e de outros dentre o povo devolveram imediatamente as suas mulheres, preferindo assim a observância da Lei à paixão que sentiam por elas, por maior que fosse. Depois ofereceram a Deus carneiros em sacrifício, para aplacar-lhe a cólera. Eu poderia citar nomes, mas não julgo necessário. Dessa forma, Esdras remediou o erro cometido por esses matrimônios profanos e aboliu esse mau costume, no qual ninguém mais caiu.
No sétimo mês, que era o tempo de se comemorar a festa dos Tabernáculos, quase todo o povo reuniu-se próximo da porta do Templo, a qual está do lado do oriente, e rogou a Esdras que lhes desse a lei de Moisés. Ele consentiu, e essa leitura durou desde a manhã até a tarde. Eles se foram tão comovidos que derramavam lágrimas, porque aquelas santas leis não somente lhes mostraram o que eles deviam fazer no tempo presente e no futuro, como também revelaram que, se as tivessem observado no passado, não teriam caído em tantas desgraças. Esdras, vendo-os naquela aflição, disse-lhes que se retirassem para as suas casas e enxugassem as lágrimas, pois não deviam chorar no dia de uma festa tão solene, e sim alegrar-se e regozijar-se e aproveitar o arrependimento que demonstravam pelas suas faltas passadas para não cometer outras semelhantes no futuro. Essas palavras consolaram-nos, e eles celebraram alegremente durante oito dias essa grande festa, gratos a Esdras pela reforma de seus costumes, e voltaram cantando hinos de louvor a Deus. Um feito tão importante, somado às outras obrigações de que a nação lhe era devedora, conquistou-lhe tanta glória que quando ele terminou os seus dias, em venturosa velhice, enterraram-no em Jerusalém com grande magnificência. Joaquim, sumo sacerdote, morreu também nesse mesmo tempo, e Eliaquim, seu filho, substituiu-o.
445. Neemias 1. Depois da morte de Esdras, um judeu dentre os escravos, de nome Neemias, que era mordomo do rei Xerxes, passeando um dia fora da cidade de Susã, capital da Pérsia, viu uns estrangeiros que vinham de províncias distantes e percebeu que eles falavam a língua hebraica. Aproximou-se deles para perguntar de onde vinham e soube que eram da Judéia. Perguntou-lhes como ia aquele país, particularmente Jerusalém. Responderam-lhe que tudo estava em muito mau estado, que as muralhas da cidade estavam em ruínas e que não havia males que os povos vizinhos não lhes causassem, pois devastavam continuamente os campos, levavam prisioneiros os habitantes da cidade, e freqüentemente encontravam-se cadáveres pelas estradas.
Neemias ficou tão desconsolado pela aflição do povo de seu país que não pôde reter as lágrimas. E, elevando os olhos ao céu, disse a Deus: "Até quando, Senhor, permitireis que a vossa nação seja perseguida e torturada por tantos males? Até quando permitireis que ela seja presa de vossos inimigos?" O sofrimento fez-lhe esquecer até o momento em que se encontrava, pois vieram dizer-lhe que o rei estava prestes a se pôr à mesa, e ele correu para servi-lo.
Neemias 2. O príncipe, que estava de bom humor, tendo notado ao sair da mesa que Neemias estava muito triste, perguntou-lhe o motivo. Ele respondeu, depois de rogar a Deus em seu coração que tornasse as suas palavras bem persua-sivas: "Como poderia, majestade, não estar triste pela aflição de saber a que estado se acha reduzida a cidade de Jerusalém, minha querida pátria, onde estão os sepul-cros de meus antepassados? Os seus muros estão completamente em ruínas, e as suas portas, reduzidas a cinzas. Fazei-me, Senhor, o favor de permitir que eu vá reerguê-las e de fornecer o que falta para completar a restauração do Templo!"
O soberano recebeu tão bem esse pedido que não somente concedeu o que ele desejava, como também prometeu escrever aos seus governadores para que o tratassem com muita honra e o ajudassem em tudo o que ele desejasse. Acrescentou o príncipe: "Esquecei então a vossa aflição e continuai a servir-me, com alegria". Neemias adorou a Deus e deu ao rei os seus humildes e sinceros agradecimentos por tão grande favor. O seu rosto tornou-se tão alegre quanto antes estava triste.
No dia seguinte, o rei entregou-lhe as cartas endereçadas a Sadé, governador da Síria, da Fenícia e de Samaria, pelas quais ordenava tudo o que dissemos há pouco. Neemias partiu com essas cartas para a Babilônia, de onde levou várias pessoas de sua nação, e chegou a Jerusalém no vigésimo quinto ano do reinado de Xerxes. Depois de entregar as cartas a Sadé e as que eram endereçadas aos outros, mandou reunir todo o povo e falou: "Não ignorais o cuidado que o Deus Todo-poderoso teve de Abraão, de Isaque e de Jacó, nossos antepassados, por causa da piedade deles e de seu amor pela justiça. E hoje ainda Ele nos faz ver que não nos abandonou, pois obtive do rei, por auxílio dEle, permissão para reedificar as nossas muralhas e ultimar a construção do Templo. No entanto, como não posso duvidar do ódio que nos têm as nações vizinhas, as quais, quando virem o entusiasmo com que trabalhamos nestas obras, tudo farão para nos atrapalhar, creio que temos duas coisas a fazer. A primeira é pormos toda a nossa confiança no auxílio de Deus, que pode sem dificuldade confundir os desígnios de nossos inimigos. A segunda é trabalhar dia e noite com ardor infatigável, para terminarmos a nossa empresa sem perda de tempo, pois este nos é favorável e deve ser para nós muito precioso".
Depois dessas palavras, Neemias ordenou aos magistrados que mandassem medir o perímetro das muralhas. Dividiu o trabalho entre o povo, fixou a cada porção um número de aldeias e de vilas, para também trabalharem com eles, e prometeu ajudá-los o quanto possível. Todos animaram-se com essas palavras e puseram mãos à obra. Foi então que se começou a chamar de judeus os que de nossa nação regressaram da Babilônia e da judéia ao país, porque fora outrora propriedade da tribo de Judá.
Neemias 4 e 6. Quando os amonitas, os moabitas, os samaritanos e os habitantes da Baixa Síria souberam que a obra progredia, sentiram grande desgosto, e nada houve que não fizessem para dificultar o empreendimento: faziam emboscadas aos nossos, matavam os que lhes caíam nas mãos e, como Neemias era o principal objeto de seu ódio, deram dinheiro a alguns assassinos, para que o matassem. Procuraram também assustar os judeus com vãos terrores, fazendo correr o boato de que um exército formado por diversas nações avançava para atacá-los. Tantos esforços e artifícios acabaram assustando o povo, e pouco faltou para que abandonassem o empreendimento.
Nada, porém, foi capaz de assustar ou desanimar Neemias. Intrépido em meio a tantas dificuldades, continuou a trabalhar com mais ardor do que nunca e fez-se acompanhar por alguns soldados, para lhe servirem de guardas, não que tivesse medo da morte, mas por saber que os seus concidadãos perderiam a coragem se não o tivessem mais entre eles para animá-los na execução de tão santa empresa. Ordenou aos operários que, no trabalho, mantivessem a espada sempre ao lado e perto de si os seus escudos, para deles se servirem em caso de necessidade. Colocou trombeteiros de quinhentos em quinhentos passos, para dar o alarme e obrigar o povo a tomar logo as armas se aparecessem os inimigos. Ele mesmo fazia, durante toda a noite, a ronda pela cidade. Para fazer o trabalho progredir não bebia, não comia e não dormia, exceto quando obrigado pela necessidade. Isso ele fez não por pouco tempo, mas de forma contínua pelo espaço de vinte e sete meses, que foi o quanto empregaram na restauração das muralhas da cidade. Por fim, a obra foi concluída, no nono mês do vigésimo oitavo ano do reinado de Xerxes.
Então Neemias e todo o povo ofereceram sacrifícios a Deus e passaram oito dias em festas e banquetes de regozijo, o que causou aos sírios visível desprazer. Neemias, vendo que Jerusalém não estava bastante povoada, induziu os sacerdotes e os levitas que moravam no campo a vir para a cidade morar nas casas que ele mandara construir e obrigou os camponeses a lhes trazer os dízimos (o que eles fizeram com prazer), a fim de que nada os pudesse impedir de se dedicar inteiramente ao serviço de Deus. Assim, Jerusalém povoou-se, e esse grande homem, após realizar ainda outras coisas dignas de mérito, morreu em idade avançada. Era um homem tão bom, justo e zeloso do bem de sua pátria, a quem ela é devedora de tantos benefícios, que a sua memória jamais há de perecer entre os judeus.


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