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26 de maio de 2018

História Do Cristianismo - Teologia 32.67 - O BISPO AGOSTINHO

História Do Cristianismo - Teologia 32.67



O BISPO AGOSTINHO

Mas Deus que vê o fim desde o princípio, já tinha preparado um homem para combater esse povo inimigo. Este homem foi Agostinho, bispo de Hipo; ele foi uma das luzes mais resplandecentes que jamais brilharam na igreja. Des­cendia de uma família nobre, e nasceu em Tegaste, uma pequena aldeia da Numídia, no ano 364. 0 pai era pagão, mas a mãe, que se chamava Mônica, era uma senhora muito piedosa, de cujos conselhos fiéis e carinhosos Agosti­nho sempre se recordava com ternura. Ambrósio conhecia-a bem e disse-lhe: '.'Tenha coragem; um filho de tanta ora­ção e lágrimas nunca se poderá perder". Agostinho recebeu uma boa educação e bem depressa ficou sendo o primeiro aluno na escola de retórica; mas mesmo na sua mocidade era notável pelo seu péssimo comportamento. Costumava enganar os seus professores e os seus pais com mentiras sem conta, e estava tão escravizado pela gula que chegava a praticar furtos na mesa e na adega de seus pais. A sua consciência estava adormecida.
O pai de Agostinho morreu enquanto o filho era ainda muito novo, mas morreu só depois de as orações de Mônica a favor de seu marido obterem resposta e ele ter achado paz para a sua alma no Salvador de sua esposa. Animada por este fato, a piedosa senhora continuou a orar por seu fi­lho, confiada em que a sua fé seria recompensada, apesar de a resposta à sua oração parecer que tardava. Desde os dezenove até aos vinte e oito anos foi Agostinho professor de retórica; e indo para Cartago durante este período foi imediatamente reconhecido como o melhor retórico da ci­dade. Mas apesar disso o seu mau comportamento conti­nuou, e ele confessou que o desejo de obter os louvores do povo era a paixão que dominava a sua vida. Mas isso não era ainda tudo. A sua sede de popularidade juntava-se uma grande concupiscência que o seduzia e que o conser­vou preso à maldade por muitos anos. Pouco mais ou me­nos por esse tempo chegou-lhe às mãos uma cópia do "Hortenses", de Cícero, que lhe fez uma certa impressão e obrigou-o a refletir, mas a filosofia humana não era ade­quada à profunda necessidade da sua alma, e o livro não lhe forneceu um bem permanente. Depois disto teve a des­graça de ler ainda outros livros de filosofia que o afastavam cada vez mais da verdade, e só no ano 384, quando visitou
Milão, é que foi capaz de se desembaraçar das malhas en­ganadoras da rede das mentiras. Foi ali que, sob o conselho de Ambrósio, ele começou a estudar as Escrituras Sagra­das com o mais feliz resultado. Ficou imensamente im­pressionado, e viu, pela primeira vez, a sua deformidade moral no espelho da verdade divina. Ficou admirado com a sua maldade e, desde então, procurou a Deus com toda a sinceridade. Ouvindo falar em certa ocasião, da conversão de alguns fidalgos romanos, exclamou: "Esta gente toma o reino do Céu à força, enquanto nós, com a nossa sabedoria, estamos vivendo no pecado". Por fim, depois de uma disci­plina de alguns meses e de uma espera penosa mas provei­tosa, foi convertido por meio de Ambrósio. Sua mãe, tendo visto satisfeito o seu último desejo na terra morreu no ano seguinte, exclamando na linguagem do velho Simão: "Agora, Senhor, despedes em paz a tua serva, pois já os meus olhos viram a tua salvação".
Depois da sua conversão, Agostinho esteve retirado pelo espaço de três anos, e durante esse tempo estudou as Escrituras Sagradas com muito aproveitamento.
Quando tornou a aparecer em público foi ordenado presbítero, e foi um pregador célebre em Fippo Rígio, onde alguns anos mais tarde foi elevado a bispo. Por todo o resto da sua vida continuou sempre a ser um fiel ministro da verdade, e distinguiu-se principalmente pela habilidade e energia com que combatia as doutrinas de um herege, Mani, e as de Pelágio. Afirmam muitos que o zelo de Agosti­nho contra Pelágio conduziu-o a crer no fatalismo, e talvez esta acusação seja justa.
Porém o seu tema favorito foi sempre a livre graça de Deus, porque, como Paulo, sabia de que tinha sido liberta­do, e podia gloriar-se nas palavras do apóstolo: "Pela graça somos salvos por meio da fé; e isto não vem de nós: é dom de Deus" (Ef 2.8).
Este bispo fiel morreu em Hipo, no ano 430, justamente quando os vândalos sitiavam a cidade.

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