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10 de julho de 2018

História De Israel – Teologia 31.271 (Livro 20 Cap 5) GRANDE DISSENSÃO ENTRE OS JUDEUS DA GALILÉIA E OS SAMARITANOS, QUE SUBORNAM CUMANO, GOVERNADOR DAJUDÉIA. QUADRATO, GOVERNADOR DA SÍRIA, MANDA-O A ROMA COM ANANIAS, SUMO SACERDOTE, E VÁRIOS OUTROS PARA SE JUSTIFICAR PERANTE O IMPERADOR. O IMPERADOR CONDENA OS SAMARITANOS, ENVIA CUMANO AO EXÍLIO E NOMEIA FÉLIX GOVERNADOR DAJUDÉIA. ENTREGA A AGRIPA A TETRARQUIA QUE FORA DE FILIPE, BEM COMO BATANEA, TRACONITES E ABILA, E TIRA-LHE A CÁLCIDA. CASAMENTO DAS IRMÃS DE AGRIPA. MORTE DO IMPERADOR CLÁUDIO. NERO SUCEDE-O NO IMPÉRIO. ELE ENTREGA A PEQUENA ARMÊNIA A ARISTÓBULO, FILHO DE HERODES, REI DA CÁLCIDA, E A AGRIPA CONCEDE UMA PARTE DA GALILÉIA, TIBERÍADES, TARIQUÉIA E JULÍADA.


História De Israel – Teologia 31.271
 
CAPÍTULO 5

GRANDE DISSENSÃO ENTRE OS JUDEUS DA GALILÉIA E OS SAMARITANOS,
QUE SUBORNAM CUMANO, GOVERNADOR DAJUDÉIA. QUADRATO,
GOVERNADOR DA SÍRIA, MANDA-O A ROMA COM ANANIAS, SUMO
SACERDOTE, E VÁRIOS OUTROS PARA SE JUSTIFICAR PERANTE O IMPERADOR. O
IMPERADOR CONDENA OS SAMARITANOS, ENVIA CUMANO AO EXÍLIO E NOMEIA FÉLIX GOVERNADOR DAJUDÉIA. ENTREGA A AGRIPA A TETRARQUIA QUE FORA DE FILIPE, BEM COMO BATANEA, TRACONITES E ABILA, E TIRA-LHE
A CÁLCIDA. CASAMENTO DAS IRMÃS DE AGRIPA. MORTE DO IMPERADOR
CLÁUDIO. NERO SUCEDE-O NO IMPÉRIO. ELE ENTREGA A PEQUENA ARMÊNIA
A ARISTÓBULO, FILHO DE HERODES, REI DA CÁLCIDA, E A AGRIPA CONCEDE
UMA PARTE DA GALILÉIA, TIBERÍADES, TARIQUÉIA E JULÍADA.

843.  Aconteceu nesse mesmo tempo uma grande divergência entre os samaritanos e os judeus, pelo fato que vou narrar. Os judeus que, nos dias de festa solene, vinham da Galiléia a Jerusalém costumavam passar pelas terras de Samaria.
E alguns deles tiveram uma desavença com os habitantes de Nays, aldeia situada no Grande Campo e que estava sujeita aos samaritanos, e vários judeus foram mortos. Os principais da Galiléia foram queixar-se a Cumano, pedindo-lhe justiça. Porém, vendo que ele não lhes dava atenção, porque os samaritanos o haviam subornado com dinheiro, exortaram os outros judeus a pegar em armas para reconquistar a liberdade, dizendo que a servidão já era bastante rude por si mesma, para que ainda se lhe acrescentassem injustiças e ultrajes.
Os magistrados esforçaram-se para acalmá-los, prometendo-lhes obrigar Cumano a castigar os autores dos assassinatos, mas eles não os quiseram escutar. Tomaram então as armas e chamaram em seu auxílio Eleazar, filho de Dineu, que havia muitos anos se entregara ao roubo e escondia-se nas montanhas, devastando e incendiando as aldeias dependentes de Samaria. Cumano, apenas o soube, marchou contra eles com a cavalaria de Sebaste, quatro coortes e numerosos samaritanos, matando vários deles e fazendo muitos prisioneiros.
Os cidadãos mais influentes de Jerusalém, vendo as coisas nesse estado e imaginando que esse grande mal poderia ter conseqüências ainda mais vergonhosas, revestiram-se de um saco, puseram cinza na cabeça e tudo fizeram para acalmar o espírito de muitos dos seus, a quem, com pesar, viam abandonar-se ao desespero. Fizeram-lhes ver que, se não deixassem as armas e não se retirassem para as suas casas, lá permanecendo tranqüilos e sossegados, seriam a causa da ruína completa de sua nação e veriam o Templo incendiado e as suas mulheres e filhos transformados em escravos. Essas razões os persuadiram. Os que dissemos que viviam do roubo, porém, retiraram-se aos lugares fortificados, onde estavam antes. E desde então a Judéia ficou cheia de ladrões.
Os mais ilustres dos samaritanos foram em seguida à cidade de Tiro procurar Numídio Quadrato, governador da Síria, para lhe pedir que fizesse justiça contra os judeus que devastavam as suas terras e incendiavam as suas aldeias. Disseram-lhe que, por maior que fosse o prejuízo que estivessem tomando, não lhes era isso tão penoso quanto o descaso que o povo fazia do poder dos romanos. E tocava somente a ele julgar as desordens que se sucediam nas províncias a ele sujeitas. Eles não podiam tolerar que a nação judaica agisse como se o império não tivesse governadores que pudessem manter a autoridade. Os judeus disseram, em resposta, que os samaritanos é que haviam sido a causa daquela sedição e do morticínio que se sucedera em seguida e que Cumano era mais culpado que qualquer outro, porque, em vez de castiqá-los, se deixara subornar pelos presentes que deles recebera.
Quadrato, depois de escutá-los, deixou para decidir a questão quando estivesse na Judéia e conhecesse exatamente toda a verdade. Algum tempo depois, foi ele à Samaria, onde se pleiteou a causa em sua presença. Ele ficou convencido de que os samaritanos haviam sido os autores da perturbação. Soube também que alguns judeus haviam tentado suscitar outras sedições. Após mandar crucificar aqueles que Cumano conservava na prisão, foi para a aldeia de Lida, que é tão grande quanto uma cidade, onde, estando em seu tribunal, ouviu pela segunda vez os samaritanos.
Tendo sabido de um deles que Dorto, homem que ocupava uma alta posição entre os judeus, e quatro outros haviam incitado os de sua casa à revolta, mandou matar todos os cinco e enviou Ananias, sumo sacerdote, e o capitão Anano como prisioneiros a Roma, para se justificarem diante do imperador. Mandou também para lá os principais samaritanos e judeus, o próprio Cumano e um oficial de campo, de nome Celer. Porém, temendo outra amotinação entre os judeus, foi para Jerusalém. Lá encontrou tudo em paz, estando todos ocupados em oferecer sacrifícios a Deus, nos dias de festa, segundo o costume de nossos antepassados. Assim, ele julgou que nada havia a temer, e voltou a Antioquia.
Cumano e os samaritanos chegaram a Roma, e foi marcado o dia para que defendessem a sua causa. Eles conquistaram com dinheiro favor dos libertos e dos amigos do imperador, e teriam por esse meio feito condenar os judeus se Agripa, que então estava em Roma, não tivesse conseguido que a imperatriz Agripina rogasse ao imperador seu marido que se inteirasse do assunto e mandasse castigar todos os culpados daquela sedição. Assim, o imperador Cláudio, após ouvir ambas as partes, achou que os samaritanos haviam sido a causa principal de toda aquela perturbação e mandou matar a todos os que tinham vindo se justificar. Enviou Cumano ao exílio e Celer, a Jerusalém, a fim de que fosse arrastado pelas ruas, na presença de todo o povo, até expirar. Por fim, nomeou Cláudio Félix, irmão de Palas, governador da Judéia.
844. O imperador, no décimo segundo ano de seu reinado, deu a Agripa a tetrarquia que pertencera a Filipe, bem como Batanea, Traconites e Abila, que integrara a tetrarquia de Lísias, mas tirou-lhe a Cálcida, que governara por três ou quatro anos. Agripa, depois desses favores recebidos de Cláudio, casou sua irmã Drusila com Aziza, rei de Emesa, que se fizera judeu, pois antes ela fora prometida a Epifânio, filho do rei Antíoco, ante a palavra de que ele abraçaria a nossa religião. Como ele não a cumpriu, deu-se então motivo para o rompimento do contrato. Quanto a Mariana, uma outra de suas irmãs desposou Arquelau, filho de Chelcias, ao qual havia sido prometida pelo rei Agripa, o Grande, seu pai, e desse casamento nasceu uma filha, de nome Berenice. Pouco tempo depois, Drusila abandonou o rei Aziza, seu marido, o que se deu por este motivo:
Sendo ela a mais bela mulher de seu tempo, Félix, governador da Judéia, de quem acabamos de falar, apenas a viu e concebeu por ela uma violenta paixão, chegando a propor-lhe, por meio de um judeu de nome Simão, cíprio de nascimento, muito seu amigo e perito em magia, que abandonasse o marido para desposá-lo, prometendo torná-la a mulher mais feliz do mundo. Ela, agindo com imprudência, e também para ser livrar do tormento que Berenice, sua irmã, lhe causava por invejar a sua beleza, consentiu na proposta e não teve receio de abandonar, por esse motivo, a sua religião. De Félix, ela teve um filho chamado Agripa, que morreu ainda jovem, com sua mulher, na erupção do Vesúvio, sob o reinado de Tito, como diremos a seu tempo.
Berenice, a mais velha das três irmãs de Agripa, ficou algum tempo viúva após a morte de Herodes, que era ao mesmo tempo seu marido e seu tio. Mas, ante a notícia que se divulgou de que ela mantinha relações incestuosas com o irmão, propôs a Polemon, rei da Cilícia, que abraçasse a religião dos judeus e a despo-sasse, acreditando que assim provaria que era boato o que se andava dizendo. O soberano consentiu, porque ela era muito rica, mas não viveram muito tempo juntos. Ela abandonou-o por motivo de impudicícia, ao que se diz, e ele, vendo-se rejeitado, deixou também a nossa religião. Mariana não foi mais virtuosa que suas irmãs. Abandonou Arquelau, seu marido, para desposar Demétrio, alabarche, o mais ilustre e rico dentre os judeus de Alexandria. Dela ele teve um filho de nome Agripino. De todas essas pessoas, falaremos mais detalhadamente.
845. O imperador Cláudio morreu, após reinar treze anos, oito meses e vinte dias. Alguns acreditavam que Agripina, sua mulher, o mandou envenenar. Ela era filha de Germânico, irmão de Cláudio. Em primeiras núpcias, havia desposado Domício Enobarbo, um dos mais ilustres romanos. Havia já muito tempo que ela estava viúva, quando Cláudio a desposou e adotou o filho que ela tivera de Domício, chamado também Domício, como seu pai, a quem ele deu o nome de Nero. Antes, Cláudio havia desposado Messalina, que ele mandou matar por ciúme, e dela teve Britânico e Otávia.* Quanto à sua filha Antônia,** que era a mais velha de todos os seus filhos e que tivera de Petina, uma de suas outras mulheres, ele a fez casar-se com Nero.

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* Esse nome não consta do texto grego. Trata-se de uma filha chamada Otávia, como Tácito registra e a continuação há de mostrar, e não um filho de nome Otávio.
** Esse nome também não consta do texto grego, que chama esta outra filha de Otávia, quando na verdade ela se chamava Antônia, como Tácito o refere.

846. Agripina, receando que o império, que ela desejava assegurar seu filho para Nero, fosse ter às mãos de Britânico, antes chamado Germânico, que já era um estadista, logo que o imperador seu marido morreu, enviou Nero ao acampamento dos guardas pretorianos. Ele foi levado por Burrho, seu comandante, por outros importantes oficiais e pelos libertos de Cláudio, que desfrutavam grande prestígio, e lá ele foi declarado imperador. Um dos primeiros atos de Nero após ser elevado ao trono foi mandar envenenar Britânico secretamente. Alguns anos depois, ele mandou matar a própria mãe, recompensando-a dessa forma por ela lhe ter dado a vida e por tê-lo feito reinar sobre a maior parte do mundo. Também mandou matar Otávia, sua mulher, filha do imperador Cláudio, e várias pessoas ilustres, acusando-as de conspiração contra ele.
Não entrarei em detalhes porque não faltam historiadores que escrevam sobre os feitos desse príncipe, sendo que alguns falaram em seu favor pelo fato de ele lhes haver concedido benefícios e outros, sem temer, como os primeiros, ferir a verdade, denegriram a sua memória de maneira ultrajosa devido ao ódio que tinham por ele. Mas não me admiro, pois aqueles que escreveram a história dos imperadores precedentes agiram do mesmo modo, embora, vindo muito tempo depois deles, não pudessem ter motivos para amá-los ou para odiá-los. Quanto a mim, que estou resolvido a jamais me afastar da verdade, contentar-me-ei em tocar somente de passagem naquilo que interessa ao meu assunto. Só tratarei em particular o que diz respeito à nossa nação, sem dissimular as faltas que cometemos ou os males que nos aconteceram. Precisamos agora retomar a continuação de nossa história.
847.  Aziza, rei de Emesa, morreu no primeiro ano do reinado de Nero. Seu irmão sucedeu-o. Nero entregou a Pequena Armênia a Aristóbulo, filho de Herodes, rei da Cálcida. A Agripa, concedeu uma parte da Galiléia. Foi seu desejo também que Tiberíades e Tariquéia lhe fossem sujeitas, e igualmente Julíada, que está além do Jordão, e seu território, que consta de quatorze aldeias.

Que o Santo Espirito do Senhor, ilumine o nosso entendimento
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