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11 de julho de 2018

História De Israel – Teologia 31.273 (Livro 20 Cap 7) FESTO SUCEDE A FÉLIX NO GOVERNO DA JUDÉIA. OS HABITANTES DE CESARÉIA OBTÊM DO IMPERADOR NERO A REVOGAÇÃO DO DIREITO DE BURGUESIA QUE OS JUDEUS TINHAM NAQUELA CIDADE. O REI AGRIPA MANDA CONSTRUIR UM EDIFÍCIO DE ONDE SE VIA O QUE SE PASSAVA NO TEMPLO. OS DE JERUSALÉM MANDAM FAZER UM MURO MUITO GRANDE PARA IMPEDI-LO E OBTÊM DO IMPERADOR QUE O MESMO SEJA MANTIDO.


História De Israel – Teologia 31.273
 
CAPÍTULO 7

FESTO SUCEDE A FÉLIX NO GOVERNO DA JUDÉIA. OS HABITANTES DE
CESARÉIA OBTÊM DO IMPERADOR NERO A REVOGAÇÃO DO DIREITO DE
BURGUESIA QUE OS JUDEUS TINHAM NAQUELA CIDADE. O REI AGRIPA
MANDA CONSTRUIR UM EDIFÍCIO DE ONDE SE VIA O QUE SE PASSAVA NO
TEMPLO. OS DE JERUSALÉM MANDAM FAZER UM MURO MUITO GRANDE
PARA IMPEDI-LO E OBTÊM DO IMPERADOR QUE
O MESMO SEJA MANTIDO.

852.  Pórcio Festo fora mandado pelo imperador Nero para substituir Félix, no governo da Judéia; os judeus de Cesaréia mandaram embaixadores a Roma, para acusar Félix e ele teria sem dúvida sido castigado pelos maus tratos que havia infligido aos judeus, se Nero não lhe tivesse perdoado a pedido de Pallas, seu irmão, que então gozava de grande prestígio junto dele. Dois dos principais sírios de Cesaréia conquistaram, por meio de uma grande soma de dinheiro, Berilo, que tendo sido preceptor de Nero, era então seu secretário para a correspondência grega e, por seu meio, obtiveram uma carta, pela qual era revogado o direito de burguesia de que os judeus gozavam igualmente com os sírios em Cesaréia. Pode-se dizer que essa carta foi a causa de nossos males e da nossa infelicidade, pois os judeus de Cesaréia, ficaram tão irritados que se exasperaram ainda mais e essa perturbação não cessou, até que se transformou em guerra.
853.  Quando Festo chegou à Judéia, encontrou-a num estado deplorável, pelos males que aqueles ladrões causavam. Pilhavam e incendiavam tudo; dava-se o nome de Sicários aos mais cruéis dentre eles, cujo número era bem grande porque eles usavam espadas curtas como as dos persas, e recurvas, como punhais que os romanos chamam de siques. Espalhavam crimes por todos os lugares, misturando-se, como dissemos, nos dias de festa, com o povo que vinha de todas as partes a Jerusalém; por devoção, matavam impunemente a quem lhes parecia. Atacavam mesmo as aldeias daqueles que odiavam, saqueavam-nas e as incendiavam.
854.  Um impostor, que tinha o ofício de mago, levou grande quantidade de homens com ele, para o deserto, prometendo livrá-los de toda a sorte de males. Festo mandou contra eles a cavalaria e a infantaria, que os dizimaram.
855.  O rei Agripa mandou então construir um grande edifício perto do pórtico do palácio real de Jerusalém, que era obra dos príncipes asmoneus; como aquele lugar era muito elevado, o panorama era belíssimo, pois de lá se descortinava toda a cidade e Agripa podia haver, do seu quarto, tudo o que se fazia no interior do Templo. Os chefes de Jerusalém ficaram muito descontentes com isso, porque nossas leis não permitem ver o que se passa no Templo e, principalmente, no momento dos sacrifícios. Para impedi-lo, eles mandaram construir acima das muralhas que estavam na parte interior do mesmo, do lado do ocidente, um muro tão alto que nada mais se podia ver, do quarto do rei, não somente o que estava em frente, mas também nas galerias, de fora do Templo, do lado do ocidente, onde os romanos montavam guarda nos dias de festa, para a conservação do Templo. Agripa ficou muito ofendido, e Festo, ainda mais. Ele ordenou-lhes que, derrubassem o muro, mas os judeus rogaram-lhe que permitisse recorrer ao imperador, porque a morte lhes seria mais suave do que ver destruir-se uma parte do Templo. Ele lhes permitiu; foram então mandados a Roma, dez dos mais ilustres habitantes, com Israel, sumo sacerdote, e Cheléas, guarda do sagrado tesouro. Nero escutou-os e a imperatriz Popéia, sua mulher, que era piedosa, empenhou-se em seu favor; perante o marido, não somente lhes perdoou o que haviam feito, mas concedeu-lhes que o muro, que tinham feito construir, fosse conservado. A princesa mandou regressar os dez embaixadores e reteve como reféns somente Cheléas e Ismael. O rei Agripa deu em seguida o sumo sacerdócio a José, cognominado Caby, filho de Simão, sumo sacerdote.


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