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30 de agosto de 2013

Discípulado - Teologia 13.06 - Fazer Discípulos, Não Meramente Convertidos Part 2/6

Discípulado - Teologia 13.06


FAZER DISCÍPULOS, NÃO MERAMENTE CONVERTIDOS PART 2/6

E quantos missionários, cujos pais não compartilhavam o ideal do filho, na hora difícil da despedida, prestes a zarparem para outra terra, não têm ouvido dos lábios dos próprios pais palavras mais ou menos assim: "Mas meu filho, você odeia a gente, você vai abandonar a gente, vai se lascar sabe lá aonde, não faça isso meu filho!".  Naquela hora de angústia os pais lançam mão de exatamente esse tipo de linguagem--interpretam o procedimento do filho como descaso, desprezo, ódio até. Daí se vê que ao fazer uso da palavra "aborrecer" Jesus não estava exagerando, não estava sendo ridículo.  É isso mesmo--aborrecer.

No entanto, gostaria de avaliar a questão da responsabilidade. Será que agi de forma irresponsável ao levar minha família selva adentro morar com índio? Qual seria melhor, a selva com Jesus ou a cidade sem Ele? Se levo a família para a selva obedecendo a ordem de Jesus quem responde pelas conseqüências é Ele. Se permaneço na cidade contra Sua vontade aí quem responde sou eu. Sei que a questão é tanto séria como prática, pois conheço homens que sabiam perfeitamente ter um chamado missionário mas não atenderam, alegando a esposa--não poderia expor a mulher a esse tipo de vida.

Aliás, o Antigo Testamento nos traz o relato de certos homens que fizeram opção semelhante--refiro-me aos guerreiros de Israel em Cades-Barnéia. No cronograma de Deus estava na hora de invadir a terra prometida, mas dez dos doze espias desanimaram a turma e se rebelaram contra a ordem de Deus, ordem já dada e conhecida.  Como justificativa alegaram que se obedecessem seriam mortos e aí como seria o caso das mulheres e das crianças. Não bastasse, ainda fizeram uma contraproposta a Deus--seria até melhor morrer por ali. (É muito perigoso fazer contraproposta a Deus, pois Ele é capaz de aceitá-la, como no caso em pauta.) Como resultado passaram mais 38 anos vagando no deserto (ver Dt. 2:14) até que todos os homens que votaram contra Deus em Cades-Barnéia morressem. Não ficou um sequer para atravessar o Rio Jordão. Já as mulheres e crianças, a suposta justificativa pela desobediência, Deus fez entrar na terra prometida.

Meus irmãos, enfrentemos qualquer perigo menos desobedecer a vontade conhecida de Deus. Fazer contraproposta nem se pense! Nosso Chefe se responsabiliza pelas conseqüências das suas ordens, quando obedecidas. Privar a família da proteção de Deus, expondo-a às conseqüências da nossa desobediência--isso sim é ser irresponsável. Discípulo verdadeiro de Cristo deve sempre preferir "aborrecer" a família, e sua própria pessoa, antes de desobedecer. É isso mesmo.
"Levar a Cruz"

A segunda condição se encontra no verso 27 (Lc. 14). "Qualquer que não levar a sua cruz, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo." Que será que o Senhor entende pela palavra "cruz"? Seria o adorno que alguém leva no pescoço? Algum problema na vida ou aquele vizinho que você não agüenta? Não. Há dois mil anos cruz significava uma só coisa--morte.  Representava maneira de matar, aliás a mais melindrosa da época. Creio que em Lucas 9:23 temos uma palavra que versa sobre o mesmo assunto. Jesus disse a todos: "Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e siga-me." O próprio conteúdo semântico do verbo "levar" (Lc. 14:27) dá a idéia de uma ação contínua. Já aqui em Lucas 9:23 temos que "tomar cada dia" a nossa cruz--parece ser uma morte diária.

            Aliás, o Apóstolo Paulo usa exatamente essa expressão em 1 Coríntios 15:31, dizendo que ele morria cada dia. Mas como entender essa expressão? Obviamente não se trata de morte física. Como então? Creio que o "negar-se a si mesmo" (Lc. 9:23) nos aponta o caminho certo. É uma morte para si, para as próprias idéias, ambições, desejos e quereres; é um abrir mão do meu suposto direito de mandar na própria vida. E esta atitude tem que ser renovada cada dia, e quem sabe cada hora. Parece-me ser o efeito da expressão que achamos em Romanos 12:1 onde fala em apresentarmos os nossos corpos em "sacrifício vivo".

Mas essa expressão não lhe parece um pouco estranha? No Antigo Testamento, no meio de tantos animais sacrificados, tantos holocaustos, houve alguma vez sacrifício vivo? Como e quando passava um animal a ser sacrifício? Não era no momento da degola, vertendo seu sangue? Logo, só teria sacrifícios mortos. Mas Paulo fala de sacrifício "vivo". Creio ser exatamente o "levar da cruz" que já notamos--é uma morte contínua, viver morrendo. É negar-se a si mesmo a cada passo. E Jesus declara que sem esta disposição é impossível ser discípulo dEle.
"Renunciar Tudo"

            A terceira condição se encontra no verso 33 (Lc. 14). "Assim, pois, qualquer de vós que não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo." O "assim pois" liga este verso às duas ilustrações dadas nos versos 28 a 32.  Creio que essas ilustrações dizem mais respeito ao ato de entrar na condição de discípulo, que iremos examinar daqui a pouco, mas interessa observar aqui que se trata duma decisão consciente e estudada, um ato do arbítrio. E não pode ser diferente, pois aqui Jesus exige uma renúncia completa, uma entrega sem reservas--enfim, "tudo quanto tem".

            Avaliando as três condições juntas, podemos constatar que de certa forma são três maneiras diferentes de dizer a mesma coisa. Embora uma condição focalize os relacionamentos, outra as ambições e a terceira as coisas, são expressões de uma realidade básica. Nosso Senhor Jesus Cristo exige compromisso total! Agora podemos afirmar a definição que o Senhor deu à idéia de "discípulo". Para Jesus, discípulo é alguém que tem (e mantém) compromisso total com Ele.

            Voltando a Mateus 28:19, vamos ver se entendemos melhor a ordem. A ordem é, fazer discípulos--discípulos, não meramente "crentes" ou convertidos--discípulos, na acepção da palavra que o Senhor Jesus tinha, e tem--discípulos, pessoas cujas vidas efetivamente giram em torno da Causa e da Vontade de Cristo, pessoas que vivem em função do Reino, no duro, para valer!
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