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30 de agosto de 2013

Discípulado - Teologia 13.08 - Fazer Discípulos, Não Meramente Convertidos Part 4/6

Discípulado - Teologia 13.08


FAZER DISCÍPULOS, NÃO MERAMENTE CONVERTIDOS PART 4/6

Efésios 4:12-13 é ainda mais interessante nesse sentido, pois Paulo atribui o intuito ao próprio Cristo. Foi Ele mesmo que deu apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres à Igreja, "visando o aperfeiçoamento dos santos para a obra do ministério, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura da plenitude de Cristo." Em outras palavras, Cristo quer discípulos, na acepção da palavra que já explicamos. Em 2 Timóteo 2:2 Paulo deixa claro que devem surgir gerações sucessivas de discípulos, presumivelmente até a volta de Cristo.

E qual foi o resultado da aplicação desta estratégia pelos Apóstolos?  Alcançaram seu mundo na sua geração. E se recuperarmos o mesmo enfoque, será que não podemos também alcançar o nosso mundo nesta geração? Creio que sim. Senão, vejamos.
Como Funciona

            Fazer discípulo leva tempo e pode ser incômodo, mas é a maneira mais rápida, certa e segura de efetivamente alcançarmos o mundo. À primeira vista, pensando superficialmente, pode parecer que não. Aliás, a visão que parece prevalecer no mundo evangélico atual é de evangelismo em massa—temos de ganhar almas e em número maior possível. Quanto mais almas em quanto menos tempo, melhor. Só que não resolve. Pode dar um crescimento rápido aparente a curto prazo, mas acaba ruindo por não existir o alicerce e a infra-estrutura para agüentar tamanho peso. Criança não trabalha; dá trabalho.

            Para fazer discípulo é preciso gastar tempo com ele, assim como fez Jesus. E é preciso "abrir o jogo"; não pode fingir ser um super-crente que não tem problemas, nunca peca, nunca é atacado por Satanás, etc. (É possível chegar a ser um discípulo sozinho, mas costuma ser um processo demorado e dolorido, exatamente por falta de assessoria.) É preciso explicar a razão das coisas, dar assessoria efetiva, fundamentar mesmo.

Parece ser demorado, mas acaba sendo mais rápido. Imaginemos que eu seja o único discípulo verdadeiro de Cristo no mundo hoje [é claro que não é verdade, e graças a Deus por isso], só para efeito de raciocínio, só para ver até onde a brincadeira leva. Digamos que neste ano eu consiga fazer mais um discípulo--não somente ganho a alma, mas seguro, fundamento, doutrino, levo a uma entrega sem reservas a Jesus, enfim discípulo. Aí no final do ano seremos dois. Certo?

            (Talvez alguém esteja duvidando da possibilidade de fazer um discípulo dentro dum ano. O segredo maior está na entrega sem reservas a Jesus.  Enquanto alguém não fizer essa entrega, seu crescimento espiritual será paulatino, quando tem. É aquele quadro tão costumeiro--três passos para frente e dois e meio para trás, quando não são três ou três e meio para trás. A entrega total dá ao Espírito Santo o direito de agir livremente na vida da pessoa e com isso ela pode crescer rapidamente, alcançando patamares espirituais que a maioria dos crentes sequer chega a vislumbrar.)

            Muito bem. Durante o próximo ano cada um faz mais um discípulo--ganha e segura, fundamenta, doutrina, enfim discipula. Aí seremos quatro (dois mais dois). Certo? Durante o terceiro ano repetimos a façanha--cada um ganha mais um, e discipula. Aí seremos oito. (Você não tem que ser um evangelista de renome internacional; você não tem que ganhar 300 almas por ano; basta ganhar uma, desde que segure, discipule mesmo.) Durante o quarto ano dobramos de novo e aí seremos 16. Repetindo a dose, ano por ano, chegaremos ao final do décimo ano com nada menos que 1.024 discípulos! Já pensou? Haverá algum pastor que não se daria por satisfeito se durante dez anos de ministério conseguisse criar uma igreja com 1.000 membros? Mas vamos em frente, vamos ver a segunda década.

            Prosseguindo no mesmo ritmo, terminaríamos o décimo primeiro ano com 2.048 discípulos. Dobrando cada ano terminaríamos a segunda década com nada menos que 1.048.576 discípulos! Pois bem, aí terminaríamos o vigésimo primeiro ano com 2.097.152 discípulos, e assim por diante até completar a terceira década com 1.073.741.824 discípulos. É isso mesmo, mais de um bilhão como resultado de apenas trinta anos de fazer discípulos, na base de um por ano! Se continuássemos assim por mais quatro anos, alcançaríamos a cifra de mais de 17 bilhões de discípulos. Sucede que temos menos que seis bilhões de pessoas no mundo hoje, de sorte que poderíamos perder a metade a caminho e ainda alcançar o mundo inteiro dentro de 34 anos! Que tal, vamos lá?

            Mas, espera aí. Isso tudo começando com apenas um; mas não sou o único.  Será que existem um milhão de discípulos verdadeiros (não meros crentes) no mundo hoje? Creio que sim, e até mais. Muito bem, nesse caso podemos subtrair vinte anos dos 34 que seriam necessários para alcançar o mundo. É claro, pois segundo o modelo sugerido levaria vinte anos para chegar à casa de um milhão. Se já somos mais de um milhão poderemos terminar de alcançar o mundo dentro de 14 anos! Será que não? 

Sei que várias objeções já se apresentaram a seu pensamento. Esse quadro é muito idealizado; não leva em conta as barreiras diversas que existem: barreiras ideológicas, políticas e religiosas, barreiras geográficas e de língua e cultura, a barreira da fraqueza humana com manifestações várias, e principalmente a barreira da atuação satânica e demoníaca no mundo. E agora, "José", como fica? Bem, reconheço existirem todas essas barreiras, e de fato são grandes, mas nosso Chefe é maior.  As barreiras de ideologia, política e religião poderemos destruir usando as armas segundo 2 Coríntios 10:4-5, ao passo que a atuação de Satanás e os demônios poderemos vencer fazendo uso dessas e das outras armas espirituais que o Senhor Jesus coloca à nossa disposição (ver capítulo IV). Não esquecer também da "chave de Davi" (Apoc. 3:7). Já as barreiras de geografia, língua e cultura deverão ceder diante da tecnologia moderna--temos ferramentas cada vez melhores para fazer frente a esses problemas. E as fraquezas humanas? Bem, aí vem ao caso exatamente o discipulado e o poder e a capacitação do Espírito de Deus.

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