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30 de agosto de 2013

Discípulado - Teologia 13.09 - Fazer Discípulos, Não Meramente Convertidos Part 5/6

Discípulado - Teologia 13.09


FAZER DISCÍPULOS, NÃO MERAMENTE CONVERTIDOS PART 5/6

Um alerta se faz necessário aqui: por "discipulado" refiro-me ao processo de sermos e fazermos discípulos de Jesus, não de nós mesmos.  Muitas vezes os "grilos" dum discipulador ou do fundador dum movimento passam a ser "doutrina" para os seguidores, e com isso vão parar no "brejo", mais dia menos dia. Façamos discípulos de Jesus; levemos as pessoas a dependerem diretamente do Espírito Santo e da Palavra de Deus, e não de nós; com isso os nossos discipulandos poderão se livrar dos nossos erros, pois todos os temos.

            E ainda há algumas outras considerações que merecem menção. Por exemplo, o modelo visa fazer só um discípulo por ano, mas de fato podemos fazer mais--pensamos imediatamente nos muitos milhões de crentes que poderiam ser discipulados com alguma rapidez. A estratégia apresentada no capítulo II vai ao encontro da má distribuição geográfica dos discípulos atuais. É bom lembrar também que nunca iremos ganhar todo mundo—sempre existirão as pessoas que conscientemente rejeitam o Evangelho de Jesus Cristo. Jesus não manda ganhar todo mundo (seria violar o arbítrio das pessoas), e sim garantir que cada um ouça e tenha opção consciente. O modelo falou em ganhar o mundo inteiro dentro de 14 anos, o que não será o caso. Segundo as ordens em Mateus 28:19 e Marcos 16:15 o alvo é ver discípulo verdadeiro em cada etnia e cada pessoa com a opção consciente de abraçar o Evangelho. Então, com essas ressalvas todas será que não podemos assumir o desafio de fazer por onde cumprir as ordens do nosso Mestre dentro de poucos anos? Vamos que vamos!

A Implementação da Estratégia

            Agora vamos atentar para a implementação da estratégia. Existem pelo menos três questões que devem ser consideradas, mas primeiro quero voltar à ordem em Mateus 28:19: "Fazei discípulos em todas as etnias". A partir do que constatamos ao considerar o exato sentido da ordem, entendo duas coisas.  Primeiro, a ordem é fazer discípulos, nada mais e nada menos. Segundo, parece-me óbvio que para poder fazer discípulo é necessário primeiro ser discípulo (ou será que não?). Acaso eu teria condições de levar outrem a entregar-se sem reservas a Jesus se eu me recuso a fazê-lo? E como poderei assessorar alguém no discipulado se nunca andei por lá? Assim sendo, enquanto eu não for discípulo fico marginalizado--dificilmente poderei ter ação efetiva no cumprir da Grande Comissão de Cristo. E você também. Daí a primeira coisa que devemos verificar é se somos de fato discípulos. E isso nos leva à primeira questão: como ser discípulo?
Como Ser Discípulo?

            A questão se divide naturalmente em duas partes: como ingressar na condição de discípulo e como manter em pé essa condição. Como, então, ingressar na condição de discípulo? Se podemos comparar o discipulado a um caminho a ser trilhado (diariamente) então ingressar seria como que passar pelo portão que dá acesso ao caminho.

            Entendo que ingressar na condição de discípulo depende de uma entrega deliberada, um ato do arbítrio. Imagino ser possível alguém se converter quase por impulso, tipo pulo no escuro. Está desesperado; alguém chega perto e explica por alto o plano da salvação e ele aceita, sem entender muito.  Já ingressar na condição de discípulo é diferente. Creio que as duas ilustrações que estão em Lucas 14:28-32 vêm ao caso.

Lembrem-se que no verso 33, dando início à terceira condição, Jesus disse, "assim, pois".  Ele referia-se aos dois casos que acabava de relatar. Uma pessoa queria construir uma torre. Um rei ouviu dizer que o vizinho já vinha contra ele com 20 mil soldados e ele só tinha 10 mil. Que fizeram os dois? Em ambos os casos a pessoa estuda a situação, avalia suas próprias condições, calcula quanto deverá custar, procura antever as prováveis conseqüências. Feito tudo, toma sua decisão; finca o pé. Ou vai construir, ou não vai; ou vai guerrear, ou não vai. Em qualquer das hipóteses ele tem que arcar com as conseqüências da sua decisão. É assim com o discipulado--o ingresso tem que ser um ato pensado, uma tomada de posição. Creio que é disso que Paulo escreve em Romanos 12:1 quando fala em apresentar os nossos corpos em sacrifício vivo. A palavra "corpos" deve ser um caso de sinédoque, onde o corpo representa a vida (se dou o corpo acaso a alma pode ficar para trás?). O "apresentar" deve ser a entrega consciente, sem reservas. Meu irmão, você já se entregou sem reservas a Jesus? Senão, não é discípulo dEle, e nem pode fazer discípulo.

            Sei que esta discussão pode suscitar alguma inquietação no leitor. Parece que estou sendo um tanto radical. Reconheço. É que estou partindo duma definição radical de "discípulo", exatamente a definição dada pelo Senhor Jesus conforme constatamos em Lucas 14:25-33. "Discípulo" tem compromisso total com Ele. 

Gostaria de enfatizar novamente que a entrega absoluta é a chave do crescimento espiritual. Sem essa entrega o crente permanece criança (espiritualmente) e tem um crescimento paulatino (se é que tem). A entrega, que deve ser renovada cada dia, permite ao Espírito Santo ação livre na sua vida, e com isso ele pode crescer rapidamente. Tudo depende da entrega, pois Deus respeita o nosso arbítrio. Essa entrega sem reservas é também o fator principal no enchimento e capacitação do Espírito, indispensáveis para que possamos efetivamente alcançar o mundo perdido.

            Ingressar na condição de discípulo é uma coisa, mantê-la em pé é outra.  Não é nada automático. Nem o "batismo no Espírito" garante. Já comentamos o tomar da cruz cada dia e o sacrifício vivo. É totalmente necessário renovarmos cada dia nossa disposição de abraçar a vontade de Deus em tudo. É uma atitude a ser renovada cada hora--enfim, sempre que preciso.  Agora, escrever estas palavras é fácil, mas fazer é outra coisa! A luta diária do discípulo está justamente aí, manter em pé o relacionamento. O fato é que a gente precisa de ajuda. Um dos maiores benefícios de compartilhar o discipulado com outros é o exemplo e estímulo que os participantes recebem mutuamente. O compartilhar tem um efeito fiscalizador que ajuda. E quando "abrimos o jogo" os outros podem interceder especificamente pela gente--outra ajuda importante. Ser discípulo sozinho é possível, mas é difícil. Contudo, além dos benefícios do compartilhar existe um ingrediente indispensável ao discipulado.

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