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Sobre O Autor: Sergio C A

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24 de dezembro de 2015

Ética Cristã - Teologia 20.10 - A Ética Cristã

Ética Cristã - Teologia 20.10


A Ética Cristã

Á ética cristã é o sistema de valores morais associado ao Cristianismo histórico e que retira dele a sustentação teológica e filosófica de seus preceitos. 



Como as demais éticas já mencionadas acima, a ética cristã opera a partir de diversos pressupostos e conceitos que acredita estão revelados nas Escrituras Sagradas pelo único Deus verdadeiro. São estes:

1. A existência de um único Deus verdadeiro, criador dos céus e da terra. A ética cristã parte do conceito de que o Deus que se revela nas Escrituras Sagradas é o único Deus verdadeiro e que, sendo o criador do mundo e da humanidade, deve ser reconhecido e crido como tal e a sua vontade respeitada e obedecida.

2. A humanidade está num estado decaído, diferente daquele em que foi criada. A ética cristã leva em conta, na sistematização e sintetização dos deveres morais e práticos das pessoas, que as mesmas são incapazes por si próprias de reconhecer a vontade de Deus e muito menos de obedecê-la. Isso se deve ao fato de que a humanidade vive hoje em estado de afastamento de Deus, provocado inicialmente pela desobediência do primeiro casal. A ética cristã não tem ilusões utópicas acerca da "bondade inerente" de cada pessoa ou da intuição moral positiva de cada uma para decidir por si própria o que é certo e o que é errado. Cegada pelo pecado, a humanidade caminha sem rumo moral, cada um fazendo o que bem parece aos seus olhos. As normas propostas pela ética cristã pressupõem a regeneração espiritual do homem e a assistência do Espírito Santo, para que o mesmo venha a conduzir-se eticamente diante do Criador.

3. O homem não é moralmente neutro, mas inclinado a tomar decisões contrárias a Deus, ao próximo. Esse pressuposto é uma implicação inevitável do anterior. As pessoas, no estado natural em que se encontram (em contraste ao estado de regeneração) são movidas intuitivamente, acima de tudo, pela cobiça e pelo egoísmo, seguindo muito naturalmente (e inconscientemente) sistemas de valores descritos acima como humanísticos ou naturalísticos. Por si sós, as pessoas são incapazes de seguir até mesmo os padrões que escolhem para si, violando diariamente os próprios princípios de conduta que consideram corretos.

4. Deus revelou-se à humanidade. Essa pressuposição é fundamental para a ética cristã, pois é dessa revelação que ela tira seus conceitos acerca do mundo, da humanidade e especialmente do que é certo e do que é errado. A ética cristã reconhece que Deus se revela como Criador através da sua imagem em nós. Cada pessoa traz, como criatura de Deus, resquícios dessa imagem, agora deformada pelo egoísmo e desejos de autonomia e independência de Deus. A consciência das pessoas, embora freqüentemente ignorada e suprimida, reflete por vezes lampejos dos valores divinos. Deus também se revela através das coisas criadas. O mundo que nos cerca é um testemunho vivo da divindade, poder e sabedoria de Deus, muito mais do que o resultado de milhões de anos de evolução cega. Entretanto é através de sua revelação especial nas Escrituras que Deus nos faz saber acerca de si próprio, de nós mesmos (pois é nosso Criador), do mundo que nos cerca, dos seus planos a nosso respeito e da maneira como deveríamos nos portar no mundo que criou.

Assim, muito embora a ética cristã se utilize do bom senso comum às pessoas, depende primariamente das Escrituras na elaboração dos padrões morais e espirituais que devem reger nossa conduta neste mundo. Ela considera que a Bíblia traz todo o conhecimento de que precisamos para servir a Deus de forma agradável e para vivermos alegres e satisfeitos no mundo presente. Mesmo não sendo uma revelação exaustiva de Deus e do reino celestial, a Escritura, entretanto, é suficiente naquilo que nos informa a esse respeito. Evidentemente não encontraremos nas Escrituras indicações diretas sobre problemas tipicamente modernos como a eutanásia, a AIDS, clonagem de seres humanos ou questões relacionadas com a bioética. Entretanto, ali encontraremos os princípios teóricos que regem diferentes áreas da vida humana. É na interação com esses princípios e com os problemas de cada geração, que a ética cristã atualiza-se e contextualiza-se, sem jamais abandonar os valores permanentes e transcendentes revelados nas Escrituras.

É precisamente por basear-se na revelação que o Criador nos deu que a ética cristã estende-se a todas as dimensões da realidade. Ela pronuncia-se sobre questões individuais, religiosas, sociais, políticas, ecológicas e econômicas. Desde que Deus exerce sua autoridade sobre todas as dimensões da existência humana, suas demandas nos alcançam onde nos acharmos – inclusive e principalmente no ambiente de trabalho, onde exercemos o mandato divino de explorarmos o mundo criado e ganharmos o nosso pão.


É nas Escrituras Sagradas, portanto, que encontramos o padrão moral revelado por Deus. Os Dez Mandamentos e o Sermão do Monte proferido por Jesus são os exemplos mais conhecidos. Entretanto, mais do que simplesmente um livro de regras morais, as Escrituras são para os cristãos a revelação do que Deus fez para que o homem pudesse vir a conhecê-lo, amá-lo e alegremente obedecê-lo. A mensagem das Escrituras é fundamentalmente de reconciliação com Deus mediante Jesus Cristo. A ética cristã fundamenta-se na obra realizada de Cristo e é uma expressão de gratidão, muito mais do que um esforço para merecer as benesses divinas.

A ética cristã, em resumo, é o conjunto de valores morais total e unicamente baseado nas Escrituras Sagradas, pelo qual o homem deve regular sua conduta neste mundo, diante de Deus, do próximo e de si mesmo. Não é um conjunto de regras pelas quais o homem poderá chegar a Deus – mas é a norma de conduta pela qual poderá agradar a Deus que já o redimiu. Por ser baseada na revelação divina, acredita em valores morais absolutos, que são a vontade de Deus para todos os homens, de todas as culturas e em todas as épocas.


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Ética Cristã - Teologia 20.09 - Éticas Religiosas Não Cristãs

Ética Cristã - Teologia 20.09


Éticas Religiosas Não Cristãs

No mundo grego antigo os deuses foram concebidos (especialmente nas obras de Homero) como similares aos homens, com paixões e desejos bem humanos e sem muitos padrões morais (muito embora essa concepção tenha recebido muitas críticas de filósofos importantes da época). Além de dominarem forças da natureza, o que tornava os deuses distintos dos homens é que esses últimos eram mortais. Não é de admirar que a religião grega clássica não impunha demandas e restrições ao comportamento de seus adeptos, a não ser por grupos ascéticos que seguiam severas dietas religiosas buscando a purificação.

O conceito hindú de não matar as vacas vem de uma crença do período védico que associa as mesmas a algumas divindades do hinduísmo, especialmente Krishna. O culto a esse deus tem elementos pastoris e rurais.

O que pensamos acerca de Deus irá certamente influenciar nosso sistema interno de valores bem como o processo decisório que enfrentamos todos os dias. Isso vale também para ateus e agnósticos. O seu sistema de valores já parte do pressuposto de que Deus não existe. E esse pressuposto inevitavelmente irá influenciar suas decisões e seu sistema de valores.

É muito comum na sociedade moderna o conceito de que Deus (ou deuses?) seja uma espécie de divindade benevolente que contempla com paciência e tolerância os afazeres humanos sem muita interferência, a não ser para ajudar os necessitados, especialmente seus protegidos e devotos. Essa concepção de Deus não exige mais do que simplesmente um vago código de ética, geralmente baseado no que cada um acha que é certo ou errado diante desse Deus. 


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23 de dezembro de 2015

Ética Cristã - Teologia 20.08 - Éticas Religiosas

Ética Cristã - Teologia 20.08


Éticas Religiosas

São aqueles sistemas de valores que procuram na divindade (Deus ou deuses) o motivo maior de suas ações e decisões. Nesses sistemas existe uma relação inseparável entre ética e religião. O juiz maior das questões éticas é o que a divindade diz sobre o assunto. Evidentemente, o conceito de Deus que cada um desse sistema mantém, acabará por influenciar decisivamente o código ético e o comportamento a ser seguido.


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Ética Cristã - Teologia 20.07 - Ética Naturalística

Ética Cristã - Teologia 20.07 


Ética Naturalística

Esse nome é geralmente dado ao sistema ético que toma como base o processo e as leis da natureza. O certo é o natural — a natureza nos dá o padrão a ser seguido. A natureza, numa primeira observação, ensina que somente os mais aptos sobrevivem e que os fracos, doentes, velhos e debilitados tendem a cair e a desaparecer à medida que a natureza evolui. Logo, tudo que contribuir para a seleção do mais forte e a sobrevivência do mais apto, é certo e bom; e tudo o que dificultar é errado e mau.

Por incrível que possa parecer, essa ética teve defensores como Trasímaco (sofista, contemporâneo de Sócrates), Maquiavel, e o Marquês de Sade. Modernamente, Nietzsche e alguns deterministas biológicos, como Herbert Spencer e Julian Huxley.

A ética naturalística tem alguns pressupostos acerca do homem e da natureza baseados na teoria da evolução: (1) a natureza e o homem são produtos da evolução; (2) a seleção natural é boa e certa. Nietzsche considerava como virtudes reais a severidade, o egoísmo e a agressividade; vícios seriam o amor, a humildade e a piedade.

Pode-se perceber a influência da ética naturalística claramente na sociedade moderna. A tendência de legitimar a eliminação dos menos aptos se observa nas tentativas de legalizar o aborto e a eutanásia em quaisquer circunstâncias. Os nazistas eliminaram doentes mentais e esterilizaram os "inaptos" biologicamente. Sade defendia a exploração dos mais fracos (mulheres, em especial). Nazistas defenderam o conceito da raça branca germânica como uma raça dominadora, justificando assim a eliminação dos judeus e de outros grupos. Ainda hoje encontramos pichações feitas por neo-nazistas nos muros de São Paulo contra negros, nordestinos e pobres. Conscientemente ou não, pessoas assim seguem a ética naturalística da sobrevivência dos mais aptos e da destruição dos mais fracos.

Os cristãos entendem que uma ética baseada na natureza jamais poderá ser legítima, visto que a natureza e o homem se encontram hoje radicalmente desvirtuados como resultado do afastamento da humanidade do seu Criador. A natureza como a temos hoje se afasta do estado original em que foi criada. Não pode servir como um sistema de valores para a conduta dos homens.


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Ética Cristã - Teologia 20.06 - Existencialismo

Ética Cristã - Teologia 20.06


Existencialismo

Ainda podemos mencionar o existencialismo, como exemplo de ética humanística. Defendido em diferentes formas por pensadores como Kierkegaard, Jaspers, Heiddeger, Sartre e Simone de Beauvoir, o existencialismo é basicamente pessimista. Existencialistas são céticos quanto a um futuro róseo ou bom para a humanidade; são também relativistas, acreditando que o certo e o errado são relativos à perspectiva do indivíduo e que não existem valores morais ou espirituais absolutos. Para eles, o certo é ter uma experiência, é agir — o errado é vegetar, ficar inerte.

Sartre, um dos mais famosos existencialistas, disse: "O mundo é absurdo e ridículo. Tentamos nos autenticar por um ato da vontade em qualquer direção". Pessoas influenciadas pelo existencialismo tentarão viver a vida com toda intensidade, e tomarão decisões que levem a esse desiderato. Aldous Huxley, por exemplo, defendeu o uso de drogas, já que as mesmas produziam experiências acima da percepção normal. Da mesma forma, pode-se defender o homossexualismo e o adultério.

O existencialismo é o sistema ético dominante em nossa sociedade moderna. Sua influencia percebe-se em todo lugar. A sociedade atual tende a validar eticamente atitudes tomadas com base na experiência individual. Por exemplo, um homem que não é feliz em seu casamento e tem um romance com outra mulher com quem se sente bem, geralmente recebe a compreensão e a tolerância da sociedade.


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22 de dezembro de 2015

Ética Cristã - Teologia 20.05 - Utilitarismo

Ética Cristã - Teologia 20.05


Utilitarismo

Outro exemplo de ética humanística é o utilitarismo, sistema ético que tem como valor máximo o que considera o bem maior para o maior número de pessoas. Em outras palavras, "o certo é o que for útil". As decisões são julgadas, não em termos das motivações ou princípios morais envolvidos, mas dos resultados que produzem. Se uma escolha produz felicidade para as pessoas, então é correta. Os principais proponentes da ética utilitarista foram os filósofos ingleses Jeremy Bentham e John Stuart Mill.

A ética utilitarista pode parecer estar alinhada com o ensino cristão de buscarmos o bem das pessoas. Ela chega até a ensinar que cada indivíduo deve sacrificar seu prazer pelo da coletividade (ao contrário do hedonismo). Entretanto, é perigosamente relativista: quem vai determinar o que é o bem da maioria? Os nazistas dizimaram milhões de judeus em nome do bem da humanidade. Antes deles, já era popular o adágio "o fim justifica os meios". O perigo do utilitarismo é que ele transforma a ética simplesmente num pragmatismo frio e impessoal: decisões certas são aquelas que produzem soluções, resultados e números.

Pessoas influenciadas pelo utilitarismo escolherão soluções simplesmente porque elas funcionam, sem indagar se são corretas ou não. Utilitaristas enfatizam o método em detrimento do conteúdo. Eles querem saber como e não por que.


Talvez um bom exemplo moderno seja o escândalo sexual Clinton/Lewinski. Numa sociedade bastante marcada pelo utilitarismo, como é a americana, é compreensível que as pessoas se dividam quanto a um impeachment do presidente Clinton, visto que sua administração tem produzido excelentes resultados financeiros para o país.


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Ética Cristã - Teologia 20.04 - Hedonismo

Ética Cristã - Teologia 20.04


Hedonismo

Uma forma de ética humanística é o hedonismo. Esse sistema ensina que o certo é aquilo que é agradável. A palavra "hedonismo" vem do grego |hdonh, "prazer". Como movimento filosófico, teve sua origem nos ensinos de Epicuro e de seus discípulos, cuja máxima famosa era "comamos e bebamos porque amanhã morreremos". O epicurismo era um sistema de ética que ensinava, em linhas gerais, que para ter uma vida cheia de sentido e significado, cada indivíduo deveria buscar acima de tudo aquilo que lhe desse prazer ou felicidade. Os hedonistas mais radicais chegavam a ponto de dizer que era inútil tentar adivinhar o que dá prazer ao próximo.

Como conseqüência de sua ética, os hedonistas se abstinham da vida política e pública, preferiam ficar solteiros, censurando o casamento e a família como obstáculos ao bem maior, que é o prazer individual. Alguns chegavam a defender o suicídio, visto que a morte natural era dolorosa.

Como movimento filosófico, o hedonismo passou, mas certamente a sua doutrina central permanece em nossos dias. Somos todos hedonistas por natureza. Freqüentemente somos motivados em nossas decisões pela busca secreta do prazer. A ética natural do homem é o hedonismo. Instintivamente, ele toma decisões e faz escolhas tendo como princípio controlador buscar aquilo que lhe dará maior prazer e felicidade. O individualismo exacerbado e o materialismo moderno são formas atuais de hedonismo.

O hedonismo não tem muitos defensores modernos, mas podemos mencionar Gustav Fechner, o fundador da psicofísica, com sua interpretação do prazer como princípio psíquico de ação, a qual foi depois desenvolvida por Sigmund Freud como sendo o princípio operativo do nível psicanalítico do inconsciente.

Muito embora o cristianismo reconheça a legitimidade da busca do prazer e da felicidade individuais, considera a ética hedonista essencialmente egoísta, pois coloca tais coisas como o princípio maior e fundamental da existência humana. 


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Ética Cristã - Teologia 20.03 - Éticas Humanísticas

Ética Cristã - Teologia 20.03


Éticas Humanísticas

As chamadas éticas humanísticas são aquelas que tomam o ser humano como a medida de todas as coisas, seguindo o conhecido axioma do antigo pensador sofista Protágoras (485-410 AC). Ou seja, são aquelas éticas que favorecem escolhas e decisões voltadas para o homem como seu valor maior. 

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Ética Cristã - Teologia 20.02 - Alternativas Éticas

Ética Cristã - Teologia 20.02


Alternativas Éticas

Cada um de nós tem uma ética. Cada um de nós, por mais influenciado que seja pelo relativismo e pelo pluralismo de nossos dias, tem um sistema de valores interno que consulta (nem sempre, a julgar pela incoerência de nossas decisões...!) no processo de fazer escolhas. Nem sempre estamos conscientes dos valores que compõem esse sistema, mas eles estão lá, influenciando decisivamente nossas opções.

Os estudiosos do assunto geralmente agrupam as alternativas éticas de acordo com o seu princípio orientador fundamental. As principais são: humanística, natural e religiosa.


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21 de dezembro de 2015

Estudo da Fé - Teologia 19.120 - Não Atribua Significância Exagerada A Coisas Naturais

Estudo da Fé - Teologia 19.120



Não Atribua Significância Exagerada A Coisas Naturais

Se não formos cuidadosos, atribuiremos importância exagerada às coisas naturais e perderemos a verda­deira importância da mensagem de Deus.
Pastoreei uma igreja quando tinha vinte e um anos de idade. Naquela igreja tínhamos um banco que nunca tinha sido pintado ou envernizado durante quase vinte e três anos. Queria mandar lixá-lo, pintá-lo e envernizá-lo, mas alguns dos membros da igreja resistiram.
Um dos membros disse: "Se você olhar no final da­quele banco poderá ver que as manchas de minhas lágrimas ainda estão no local em que fui salvo há vinte anos atrás".
Eu disse: "Mas não foi o banco que o salvou, e suas lágrimas nada têm a ver com sua salvação. Se as lágrimas salvassem as pessoas, quase todos seriam salvos.
Ele disse: "Mas recebi o batismo com o Espírito Santo ali. Deus me visitou ali, e desde então sempre fico naquele lugar para orar".
Eu disse: "Sim, e provavelmente também ficará tão zangado quanto o diabo se alguém tomar o seu lugarl Provavelmente ficará tão zangado que nem mesmo vai orar. Provavelmente ficará tão deprimido e se sentará com a cara fechada. Deus não está confinado àquele pequeno espaço no final daquele banco".
Não há nada santo numa construção ou no banco de uma igreja, porque são coisas naturais. Mas a Bíblia diz que nossos corpos são santos, porque são templo do Espírito Santo.

1 CORÍNTIOS 3.16,17
16 Não sabeis que SOIS SANTUÁRIO DE DEUS, e que o Espírito de Deus habita em vós?
17 Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; PORQUE O SANTUÁRIO DE DEUS, QUE SOIS VÓS, É SAGRADO.

Aquele Que é Maior e Que Está em Nós, Pode Tornar Possível Algo Impossível
Deus tem feito de nossos corpos a sua casa, o local de sua habitação. No entanto, há poucos cristãos cons­cientes de Deus neles. Poucos têm a consciência de que Deus habita neles.
Muitas vezes, quando surge um desafio, falamos: "Não conseguirei fazê-lo". Por quê? Porque somente estamos confiando em nossa própria capacidade, e sa­bemos que não somos capazes.
Mas se considerarmos que Ele está em nós, sabemos que Ele tem a capacidade.
Pelo fato dEle estar em nós devemos parar de dizer. "Eu não posso", e devemos começar a dizer: "Eu posso porque estou confiando nEle".
Diremos: "Eu posso porque maior é aquele que está em mim do que aquele que está no mundo".
Não importa quais sejam as impossibilidades que venhamos a enfrentar, pois podemos declarar com con­fiança: "Aquele que é Maior me fará triunfar. Me fará bem sucedido. Aquele que é Maior habita em mim". Essa espécie de confissão é a da fé, e fará Deus agir em seu favor!

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Estudo da Fé - Teologia 19.119 - Temos o Santo dos Santos Dentro de Nós

Estudo da Fé - Teologia 19.119


Temos o Santo dos Santos Dentro de Nós

1       CORÍNTIOS 3.16 (Amplificada)
16 Vocês não discernem nem compreendem que [toda a igreja de Corinto] são o templo de Deus (seu santuário), e que o Espírito de Deus tem sua habita­ção permanente em vocês -fez sua casa em vocês [tanto coletivamente como igreja, quanto indivi­dualmente]?

Gosto da expressão: u... fez sua casa em vocês". Atualmente, Deus está fazendo de nossos corpos a sua própria casa. Deus não habita mais no Santo dos Santos construído por mãos de homens.
No Antigo Testamento, a presença de Deus era mantida encerrada no Santo dos Santos, onde estava localizada a arca da aliança. Para sacrificar a Deus, as pessoas se dirigiam ao local físico onde estava sua presença.
Você se lembra o que a mulher do poço de Samaria disse para Jesus? Ela disse: Nossos pais adoravam neste monte; vós, entretanto, dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar (João 4.20). Vejamos a resposta de Jesus.

JOÃO 4.21,23,24
21 Disse-lhe Jesus: Mulher, podes crer-me, que a hora vem, quando NEM neste monte, NEM em Jeru­salém, adorareis o Pai...
23 Mas vem a hora, e já chegou, quando os verda­deiros adoradores adorarão o Pai em Espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores.
24 Deus é espírito; e importa que os seus adorado­res o adorem em espírito e em verdade.

Jesus dizia que chegaria a hora em que o homem não mais ficaria restrito em adorar a Deus num lugar defini­do, tal como Jerusalém era para os judeus, ou tal como o Monte Jerizim era para os samaritanos. O tempo chegaria quando o homem adoraria a Deus em seu espírito ou coração, onde Deus viria habitar no homem (Jr 31.33; Jo 14.16,17,23; Hb 8.8-13).
No Antigo Testamento, todo judeu deveria estar pelo menos uma vez por ano presente diante do Senhor em Jerusalém. Todo homem deveria ir ao local onde estava o Templo, dentro do qual ficava o Santo dos Santos, onde estava a presença de Deus. Mas ninguém podia se aproximar da presença de Deus. Somente o sumo sa­cerdote podia entrar no Santo dos Santos a favor das pessoas, e isto era feito com grande precaução.
Se alguém entrasse no santo lugar, morreria (Nm 3.10). Alguns caíram mortos pelo fato de entrarem neste lugar, sem que fosse separados por Deus para isto.
Antes de Jesus enviar o Espírito Santo e de morrer na cruz, disse: "Está consumado" (Jo 19.30). Jesus não falava a respeito do fato da nova aliança estar consuma­da ou ratificada, ou do plano da redenção estar concluí­do, pois ainda não seria consumado somente com a morte de Jesus. Seria necessário que Jesus ressus­citasse dos mortos e ascendesse aos céus para que o plano de redenção fosse completado.
Quando Jesus disse na cruz, "Está consumado", ele se referia ao fato de que a Antiga Aliança estava encer­rada. O que isto significa? Vejamos Mt 27.50,51.

MATEUS 27.50,51
50 E Jesus, clamando outra vez com grande voz, entregou o espírito.
51 Eis que o véu do santuário se rasgou em duas partes, de alto a baixo: tremeu a terra, fenderam-se as rochas.

Quando Jesus gritou com grande voz na cruz (Mt 27.50), e disse, "Está consumado", a cortina que sepa­rava o Santo dos Santos rasgou-se em duas partes de cima para baixo.
Os historiadores judeus relatam que a cortina tinha aproximadamente 12 metros de largura, 6 metros de altura, e 10 centímetros de espessura.
A Bíblia não diz que a cortina rasgou-se de baixo para cima. A Bíblia diz que a cortina rasgou-se de cima para baixo (Mt 27.51). A presença de Deus não mais se restringia ao Santo dos Santos construído por mãos de homens.
Uma Superior Aliança
A presença santa de Deus habita em nós por meio do Espírito Santo. Esta Presença vive em nós.
Muitas pessoas tentam trazer as práticas do Anti­go Testamento e usá-las no Novo Testamento, e falham em entender a verdade plena concernente a nossa redenção e a realidade da presença e habita­ção do Espírito Santo em nós.
Muitas pessoas, por exemplo, misturam e confun­dem as verdades da velha aliança com as verdades dos nossos direitos e privilégios em Cristo na nova aliança.
Por exemplo, se estamos misturando os compo­nentes para fazermos concreto, e não misturarmos nas devidas proporções, não irá funcionar; o concre­to irá rachar. No sentido espiritual, é o que muitas pessoas têm feito. Trouxeram práticas do Antigo Tes­tamento para o Novo Testamento e não têm entendi­mento de seu relacionamento com Deus à luz da nova aliança.
Não misturaram os componentes corretamente. Esta é a razão pela qual as circunstâncias de suas vidas parecem rachar ao seu redor. Não entendem o que Deus lhes diz na nova aliança, pois estão tentan­do viver sob as provisões da antiga aliança.
Mas na nova aliança temos uma superior aliança baseada em superiores promessas (Hb 8.6). Na nova aliança, Deus habita em nós! Nossos corpos são o templo ou a casa de Deus.
Deus Habita Nas Pessoas - Não em Construções
Um exemplo de crentes tentando viver sob as provisões da antiga aliança são aqueles que cha­mam um templo de "casa de Deus".
Muitos cultos para a consagração de um templo são baseados no conceito de que a construção foi dedicada para ser a casa de Deus. Em geral, os ministros lêem a respeito da consagração do templo de Salomão no antigo testamento; e deixa-se a idéia de que aquela construção é a casa de Deus da mesma maneira que o Templo de Salomão era a casa de Deus. Mas isso está muito longe da realida­de!
Na nova aliança, Deus habita em pessoas — não em construções. Se as pessoas não forem cuidado­sas irão dar muita significância a um lugar físico — a uma construção e a outras coisas materiais.
Por exemplo, conheço um belo templo, em cuja fachada há um versículo do antigo testamento que fala a respeito da casa de Deus. Sempre que passo de carro naquele lugar fico incomodado e penso: Querido Deus, puseram uma mentira bem em frente
Daquele templo.dizendo que aquela construção física é um lugar santo.
Se dissermos que uma construção física é um lugar santo, no sentido de que Deus habita lá, esta­mos errados. No novo testamento Deus não habita em construções feitas por mãos de hortíens.
Por outro lado, se dissermos que uma construção é a casa do Senhor porque é dedicada ao Senhor e usada para adoração, tudo bem. Mas devemos ser cuidadosos para não sairmos da linha da palavra nesta área, porque é muito fácil se envolver com coisas materiais da dimensão dos sentidos — a di­mensão física — e perdermos a realidade espiritual.
Dirigia uma campanha em 1957, em San Diego, Califórnia, e, numa noite, algumas mulheres inglesas estavam presentes na reunião.
Tivemos um período de louvor e adoração, e acompanhamos alguns cânticos ritmados com pal­mas, conforme se faz nos círculos do Evangelho Pleno. Depois que a reunião terminou, aquelas mu­lheres disseram à esposa do pastor: "Oh, aqui é a casa de Deus; as pessoas não deveriam bater pal­mas na casa de Deus". As mulheres quase falavam somente com sussurros.
Algumas pessoas pensam que devem sentar-se na igreja como se estivessem num funeral. E cha­mam isso de reverenciar a Deus. Mas se você é um cristão, seu corpo é o templo de Deus, e não o local físico onde você se reúne com outros cristãos.
Algumas pessoas precisam entender que nós so­mos o templo de Deus — e não as construções feitas por mãos de homens!
Na última igreja que pastoreei, nos campos de petróleo do Texas, tínhamos reuniões mensais de comunhão. Tínhamos comunhão durante todo o dia, e no final jantávamos no pátio da igreja. Cada mês fazíamos esta reunião numa das igrejas daquela região.
Uma vez tivemos esta reunião numa pequena igre­ja, que não tinha outras salas, num dia chuvoso. Assim um dos ministros disse: "Vamos colocar estes bancos em círculo e comer aqui dentro da igreja".
Algumas das pessoas disseram: "Olhem para aquelas pessoas comendo na igreja! Será que não sabem que é a casa de Deus?" Aquelas pessoas ficaram zangadas e foram para casa, pois não sa­biam que uma construção não é a casa de Deus! O nosso corpo é que é a casa de Deus.
Quando John Wesley e seu irmão foram para os Estados Unidos como missionários aos índios da Geórgia, não foram bem-sucedidos na tentativa de converter os índios.
Enquanto viajavam de navio de volta para casa, um grupo que estava presente no navio ensinou-lhes algumas verdades profundas a respeito de Deus.
Quando John Wesley voltou para a Inglaterra, ele começou a pregar algumas dessas verdades, e al­guns dos líderes de sua igreja o puseram para fora bem no meio de sua pregação. Wesley queria terminar seu sermão, assim subiu no túmulo de seu pai, no cemitério da igreja, e continuou a pregação.
Naqueles dias na Inglaterra, os mortos eram en­terrados no cemitério das igrejas.
Enquanto Wesley pregava, algumas pessoas saí­ram para fora para ouvi-lo.
Wesley disse: "Para minha surpresa, tivemos um en­contro com Deus ali. Até então, não achava que isso fosse possível. Deus nos visitou ao ar livre".
Mais tarde, John Wesley e John Whitfield tomaram-se os primeiros "pregadores de campo". Eles não sabiam anteriormente que a visitação de Deus também podia ocorrer fora de uma construção. Tinham dado uma sig-nificância extrema ao templo físico. Mas depois apren­deram que podemos nos sentar e ouvir com reverência numa reunião fora de uma tenda ou numa cruzada ao ar livre, da mesma maneira que o faríamos numa constru­ção fechada.
É lógico que as pessoas devem ser ensinadas a serem reverentes a Deus no período da reunião, ou enquanto o Espírito Santo estiver manifestando a Si mesmo para ministrar às pessoas. Mas se não formos cuidadosos, podemos cair no extremo de dar significância exagerada a lugares físicos ou a coisas físicas e deixar de discernir a pessoa de Jesus, a quem estamos adorando de fato. E podemos perder a realidade da verdade de que nossos corpos são o templo do Espírito Santo.

Que o Santo Espirito do Senhor, ilumine o nosso entendimento
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