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15 de maio de 2018

História De Israel – Teologia 31.160 (Livro 13 Cap 11) OS JUDEUS ESCOLHEM SIMÃO MACABEU PARA SEU GENERAL, NO LUGAR DE JÔNATAS, SEU IRMÃO, PRISIONEIRO DE TRÍFON, O QUAL, APÓS RECEBER CEM TALENTOS E DOIS DE SEUS FILHOS COMO REFÉNS PARA LIBERTÁ-LO, FALTA À PALAVRA E O MANDA MATAR. SIMÃO ERGUE-LHE UM SOBERBO TÚMULO E É CONSTITUÍDO PRÍNCIPE E SUMO SACERDOTE DOS JUDEUS. SEU ADMIRÁVEL PROCEDER. ELE LIBERTA A NAÇÃO DA ESCRAVIDÃO DOS MACEDÔNIOS. TOMA DE ASSALTO A FORTALEZA DE FERUSALÉM, ARRASANDO-A, BEM COMO AO MONTE SOBRE O QUAL ESTAVA CONSTRUÍDA.

História De Israel – Teologia 31.160

 
CAPÍTULO 11

OS JUDEUS ESCOLHEM SIMÃO MACABEU PARA SEU GENERAL, NO LUGAR DE JÔNATAS, SEU IRMÃO, PRISIONEIRO DE TRÍFON, O QUAL, APÓS RECEBER CEM
TALENTOS E DOIS DE SEUS FILHOS COMO REFÉNS PARA LIBERTÁ-LO, FALTA À
PALAVRA E O MANDA MATAR. SIMÃO ERGUE-LHE UM SOBERBO TÚMULO E É
CONSTITUÍDO PRÍNCIPE E SUMO SACERDOTE DOS JUDEUS. SEU ADMIRÁVEL
PROCEDER. ELE LIBERTA A NAÇÃO DA ESCRAVIDÃO DOS MACEDÔNIOS.
TOMA DE ASSALTO A FORTALEZA DE FERUSALÉM, ARRASANDO-A,
BEM COMO AO MONTE SOBRE O QUAL ESTAVA CONSTRUÍDA.

526. A notícia do que havia acontecido a Jônatas encheu de dor os habitantes de Jerusalém, tanto pelo afeto que lhe dedicavam quanto pelo temor de que as nações vizinhas, as quais eram contidas apenas pelo medo que tinham dele, vendo-os privados de seu auxílio e de tão sábio e generoso chefe, lhes viessem mover guerra no futuro e os reduzissem aos extremos. Ao que parece, eles não se enganavam, pois esses povos, mal souberam da notícia da morte de Jônatas, que se espalhara, declararam-lhes guerra. Trífon, por sua vez, reuniu um grande exército para também entrar na Judéia.
Simão, para dar coragem aos judeus, que via tão assustados, mandou reunir o povo no Templo e falou: "Não ignorais, meus irmãos, a quantos e terríveis momentos meu pai, meus irmãos e eu nos vimos expostos para reconquistar e conservar a nossa liberdade. Assim, tendo na minha família exemplos que me obrigam a desprezar a morte para manter as leis e a religião de meus antepassados, perigo algum me impedirá de preferir a minha honra e o meu dever à minha vida. E agora, que já não vos falta um chefe zeloso de vosso bem e que nada há de difícil que ele não esteja pronto a empreender para consegui-lo, segui-me corajosamente aonde eu vos levar. Como não tenho maiores méritos que meus irmãos, não devo poupar a minha vida, assim como eles não pouparam a sua. Eu não poderia, sem faltar à coragem, deixar de seguir-lhes as pegadas, mas teria a glória de imitá-los, morrendo feliz pela defesa de nossa pátria, de nossas leis e de nossa religião. Espero que se co-nheça, pelos meus atos, que não sou um indigno irmão daqueles ilustres e generosos chefes, cuja feliz e sábia orientação nos levou a tantas e tão grandes vitórias. Vingar-vos-ei, com o auxílio de Deus, de vossos inimigos, defender-vos-ei, bem como às vossas mulheres e filhos, dos ultrajes que vos quiserem fazer e impedirei que a sua insolência venha a nos profanar o Templo, pois esses idolatras vos desprezam e vos atacam com tanta ousadia apenas porque imaginam que não tendes mais um chefe".
O povo, animado por essas palavras, retomou o ânimo e alimentou melhores esperanças. Clamaram todos a uma voz que o escolhiam para ocupar o lugar de judas e de Jônatas e que lhe obedeceriam com prazer. O novo general reuniu imediatamente todos os que ele julgava aptos para a guerra e não tardou em rodear Jerusalém com muralhas e com altas e fortes torres. Ele enviou o seu grande amigo Jônatas, filho de Absalão, a Jope, com muitas tropas e com ordem de expulsar de lá todos os seus habitantes, para que não entregassem a cidade a Trífon, e ficou em Jerusalém.
527.  Trífon partiu de Ptolemaida com um grande exército, para entrar na Judéia, e levou consigo Jônatas, seu prisioneiro. Simão, com as forças de que dispunha, foi contra ele, até a aldeia de Adida, situada sobre um monte, abaixo do qual estão os campos da Judéia. Logo que Trífon soube que Simão comandava o exército dos judeus, enviou alguns homens a ele, para enganá-lo também. Propôs-lhe que, se quisesse libertar o irmão, mandasse cem talentos de prata e também dois dos filhos de Jônatas, como reféns e como prova da palavra, que o pai deles lhe daria, de não afastar os judeus da sujeição ao rei. Acrescentou que conservaria Jônatas prisioneiro até que ele pagasse também ao príncipe uma soma que lhe devia.
Simão facilmente percebeu que a proposta era um ardil e que, ainda que lhe desse o que pedia e entregasse os filhos de seu irmão, ele não o libertaria. No entanto, temendo que o acusassem de sua morte, caso recusasse pagar, reuniu todo o exército e contou-lhes as exigências de Trífon, dizendo que não duvidava de que ele os queria enganar mais uma vez. Todavia era de opinião que se mandasse o dinheiro e esses dois filhos, antes de ser considerado suspeito de não ter querido salvar a vida de seu irmão. E assim, mandaram o dinheiro e os dois filhos. E Trífon faltou à palavra: não libertou Jônatas e ainda devastou os campos com o seu exército. Dirigiu-se depois para a Iduméia e chegou em Adora, que é uma cidade desse país, com intenção de avançar até Jerusalém. Simão seguiu-o de perto com as suas tropas e acampou diante dele.
528.  A guarnição da fortaleza de Jerusalém, nesse meio tempo, rogava com insistência a Trífon que viesse em seu auxílio e enviasse víveres imediatamente.
Ele mandou a cavalaria, que deveria chegar naquela mesma noite, mas isso não foi possível por causa da neve que caiu e cobriu as estradas, de modo que os homens e os animais não puderam passar.
529. Trífon foi à Baixa Síria e, atravessando o país de Galaade, mandou matar e enterrar Jônatas. Logo depois, voltou a Antioquia. Simão transportou os despo-jos do irmão da cidade de Basca a Modim, onde o sepultou. O povo sofreu imensamente a sua perda, e Simão mandou construir, tanto para seu pai quanto para sua mãe e seus irmãos, um soberbo túmulo de mármore branco e polido, tão alto que podia ser visto de longe. Ao redor dele, havia arcos em forma de pórtico, e cada uma das suas colunas era feita de um único bloco de pedra. Para indicar as sete pessoas da família, ele colocou sete pirâmides de grande altura e de maravilhosa beleza. Essa obra tão magnífica pode ser vista ainda hoje.
530. Com isso, pode-se imaginar o amor e a ternura que Simão nutria pelos parentes, particularmente por seu irmão Jônatas, que morreu quatro anos depois de ter sido elevado à honra e à dignidade de príncipe de sua nação e sumo sacerdote. O povo escolheu Simão de comum acordo para substituí-lo. Desde o primeiro ano, quando foi constituído nesses dois elevados cargos, ele libertou os judeus da escravidão dos macedônios, aos quais não pagavam mais os tributos, o que aconteceu cento e setenta anos depois que Seleuco, cognominado Nicanor, se apoderou da Síria.
Toda a nossa nação apreciou e admirou tanto a virtude de Simão, que não somente nos atos particulares, mas também nos públicos, se dizia: "Feito no ano tal do governo de Simão, príncipe dos judeus, ao qual toda a sua nação tanto deve". Pois eles desfrutaram durante o seu governo toda espécie de prosperidade e obtiveram diversas vitórias sobre os povos vizinhos, que lhes eram contrários.
Essa grande personagem saqueou as cidades de Cazara, Jope e de Jamnia, tomou de assalto a fortaleza de Jerusalém, que arrasou até os alicerces, para impedir que os inimigos se pudessem servir dela para fazer ainda algum mal ao povo judeu. Mandou também arrasar o monte sobre o qual estava situada, a fim de que somente o Templo estivesse em lugar elevado. Para realizar tão grande obra, mandou reunir todo o povo e falou-lhe com tanta energia dos males que eles haviam sofrido das guarnições daquelas fortalezas e dos que poderiam ainda sofrer, se algum príncipe estrangeiro a reconstruísse, que todos resolveram iniciar esse tão grande trabalho. Empregaram nessa obra três anos, sem parar, nem de dia nem de noite, aplainaram todo o monte, e nada mais ficou de elevado ao redor do Templo.


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