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15 de junho de 2018

História De Israel – Teologia 31.222 (Livro 16 Cap 7) ANTÍPATRO INCITA DE TAL MODO O PAI CONTRA ALEXANDRE E ARISTÓBULO, SEUS IRMÃOS, QUE HERODES OS LEVA A ROMA E OS ACUSA PERANTE AUGUSTO DE HAVEREM ATENTADO CONTRA A SUA VIDA.

História De Israel – Teologia 31.222

 
CAPÍTULO 7

ANTÍPATRO INCITA DE TAL MODO O PAI CONTRA ALEXANDRE E ARISTÓBULO,
SEUS IRMÃOS, QUE HERODES OS LEVA A ROMA E OS ACUSA PERANTE
AUGUSTO DE HAVEREM ATENTADO CONTRA A SUA VIDA.

690. A viagem de Antípatro a Roma, com as cartas de recomendação do rei seu pai a todos os seus amigos, foi-lhe muito honrosa. Mas ele estava pesaroso, temendo que a sua ausência o impedisse de continuar a caluniar os irmãos e que Herodes retomasse para com eles sentimentos mais favoráveis. Assim, não deixava de incitá-lo com as suas cartas. Tomava como pretexto o cuidado pela sua con-servação, mas na realidade pretendia chegar por esses meios perversos à realização de suas esperanças e à posse da coroa. E foi bem-sucedido em seu intento. Herodes perdeu todo o afeto que lhe restava pelos infelizes filhos da desventura-da Mariana e passou a considerá-los apenas inimigos.
Para não parecer que ele, após se haver despojado de toda ternura paterna, agia contra eles por pura paixão, resolveu ir a Roma e acusá-los perante Augusto. Não o encontrou em Roma, mas em Aquiléia, e começou por lhe pedir que se compadecesse de sua infelicidade, pois lhe trazia os dois filhos para acusá-los de terem sido levados, devido à sua paixão pelo poder, à horrível impiedade de odiar o próprio pai e atentar contra a sua vida; que César antes lhe permitira escolher para sucessor o filho cujo caráter e virtude o tornasse digno disso; que aqueles estavam bem longe de possuir aquelas qualidades, pois o ódio que tinham por ele, que os havia posto no mundo, ultrapassava os limites, pois não se incomodavam em perder o trono ou mesmo a vida, contanto que pudessem matá-lo; que por muito tempo suportara aqueIa extrema aflição, mas agora era obrigado a denunciá-los e a importuná-lo com um discurso tão desagradável.
E acrescentou: "Mereço eu que eles me tratem desse modo? Que motivos lhes dei para se queixarem? Em que se baseiam para afirmar não ser justo que eu, após conquistar o reino com tantos perigos e dificuldades, o possua e não possa escolher o filho que pela sua virtude e dedicação mais motivo me deu para estar satisfeito? Que há de mais apropriado para promover entre eles uma nobre emulação que propor a todos tal recompensa pelo mérito? Pode um filho, vivendo ainda o pai, pensar em apossar-se da coroa sem ao mesmo tempo lhe desejar a morte, já que não se sucede a um homem que ainda vive? Poderiam estes filhos desnaturados queixar-se de que não lhes dei tudo o que desejam os filhos dos reis, e não somente o necessário, mas também a magnificência e o prazer? Não os fiz casar, segundo a sua condição, um com a filha de Arquelau, rei da Capadócia, e outro com a filha de minha irmã? O que mostra claramente a minha moderação e paciência é que, em vez de usar o poder que tenho para castigá-los, quer como pai, porque faltaram aos de-veres da natureza, quer como rei, porque ousaram empreender um atentado contra a minha vida, eu os trago até vós, como a um benfeitor comum, para que sejais juiz entre mim e eles. Peço-vos somente que não os deixeis sem castigo, a fim de que eu não seja tão infeliz que tenha de passar o resto de meus dias em contínuo temor. Que não tenham eles o prazer de ver a luz do sol após terem calcado aos pés, por tão horrível atentado, os direitos mais invioláveis entre os homens".
Herodes falou com muito ardor, e os dois jovens, que durante todo o discurso não haviam podido reter as lágrimas, desataram em pranto, porque, ainda que se sentissem inocentes, era para eles uma dor insuportável ver o próprio pai como acusador. O respeito que lhe deviam tirava-lhes a liberdade de responder, porém lhes importava acima de tudo não abandonar a justiça de sua causa. Assim, não sabendo que deliberação tomar, defendiam-se somente com suspiros e com lágrimas. Mas essa maneira de se justificar fazia-os temer que o seu silêncio fosse tomado como prova de culpa, embora fosse motivado apenas pela sua comoção e pouca experiência. Augusto compreendeu, por sua extrema prudência, os diversos sentimentos que agitavam os espíritos dos príncipes, e todos os presentes ficaram compadecidos. O próprio Herodes não pôde deixar de se mostrar impressionado.


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