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1 de julho de 2018

História De Israel – Teologia 31.254 (Livro 18 Cap 7) GUERRA ENTRE ARETAS, REI DE PETRA, E HERODES, O TETRARCA, QUE, TENDO DESPOSADO A FILHA DAQUELE, QUERIA REPUDIÁ-LA PARA CASAR-SE COM HERODIAS, FILHA DE ARISTÓBULO E MULHER DE HERODES, SEU IRMÃO POR PARTE DE PAI. O EXÉRCITO DE HERODES É TOTALMENTE DERROTADO, E OS JUDEUS ATRIBUEM AO FATO DE ELE TER COLOCADO JOÃO BATISTA NA PRISÃO. POSTERIDADE DE HERODES, O GRANDE.

História De Israel – Teologia 31.254

 
CAPÍTULO 7

GUERRA ENTRE ARETAS, REI DE PETRA, E HERODES, O TETRARCA, QUE, TENDO
DESPOSADO A FILHA DAQUELE, QUERIA REPUDIÁ-LA PARA CASAR-SE COM
HERODIAS, FILHA DE ARISTÓBULO E MULHER DE HERODES, SEU IRMÃO POR
PARTE DE PAI. O EXÉRCITO DE HERODES É TOTALMENTE DERROTADO, E OS
JUDEUS ATRIBUEM AO FATO DE ELE TER COLOCADO JOÃO BATISTA NA PRISÃO.
POSTERIDADE DE HERODES, O GRANDE.

780.  Nesse mesmo tempo, aconteceu, pelo motivo que passo a descrever, uma grande guerra entre Herodes, o tetrarca, e Aretas, rei de Petra. Herodes, que havia desposado a filha de Aretas e vivera muito tempo com ela, passou, numa viagem a Roma, pela casa de Herodes, seu irmão por parte de pai, filho da filha de Simão, sumo sacerdote, e concebeu tal paixão pela mulher dele, Herodias — filha de Aristóbulo, irmão de ambos e irmã de Agripa, que depois foi rei —, que propôs desposá-la logo que estivesse de volta de Roma e repudiasse a filha de Aretas.
Ele continuou a sua viagem e voltou após cumprir as incumbências de que fora encarregado. A sua mulher veio a saber de tudo o que se havia passado entre ele e Herodias, mas nada demonstrou e rogou-lhe que permitisse ir a Maquera, fortaleza situada na fronteira dos dois territórios, que então pertencia ao rei seu pai. Como Herodes não julgava que ela soubesse de seu projeto, não teve dificuldade em atendê-la. O governador da praça recebeu-a muito bem, e um grande número de soldados escoltou-a até a corte do rei Aretas.
Ela contou-lhe da resolução tomada por Herodes, e ele sentiu-se muito ofendido. Havendo já surgido algumas divergências entre os dois príncipes, por causa dos limites do território de Gamala, eles entraram em guerra; todavia, nem um nem outro tomou parte dela em pessoa. A batalha travou-se, e o exército de Herodes foi completamente derrotado, devido à traição de alguns refugiados que, expulsos da tetrarquia de Filipe, se alistaram nas tropas de Aretas. Herodes escreveu a Tibério, contando o que havia acontecido, e este ficou tão enfurecido contra Aretas que ordenou a Vitélio que lhe declarasse guerra e o trouxesse vivo, se possível, ou lhe mandasse a cabeça, caso ele viesse a morrer na luta.
781. Vários judeus julgaram a derrota do exército de Herodes um castigo de Deus, por causa de João, cognominado Batista. Era um homem de grande piedade que exortava os judeus a abraçar a virtude, a praticar a justiça e a receber o batismo, para se tornarem agradáveis a Deus, não se contentando em evitar o pecado, mas unindo a pureza do corpo à da alma. Como uma grande multidão o seguia para ouvir a sua doutrina, Herodes, temendo que ele, pela influência que exercia sobre eles, viesse a suscitar alguma rebelião, porque o povo estava sempre pronto a fazer o que João ordenasse, julgou que devia prevenir o mal, para depois não ter motivo de se arrepender por haver esperado muito para remediá-lo. Por esse motivo, mandou prendê-lo numa fortaleza em Maquera, de que acabamos de falar, e os judeus atribuíram a derrota de seu exército a um castigo de Deus, devido a esse ato tão injusto.
782. Vitélio, para executar a ordem recebida de Tibério, tomou duas legiões e suas cavalarias e outras tropas que os reis sujeitos ao Império Romano lhe enviaram. Na sua marcha em direção a Petra, chegou a Ptolemaida. O seu intento era fazer passar o exército através da Judéia, porém os maiorais dessa nação vieram pedir-lhe que não o fizesse, porque as legiões romanas traziam em seus estandartes figuras que eram contrárias à nossa religião. Ele satisfez-lhes o pedido e mandou que os soldados passassem pelo campo. Acompanhado pelo tetrarca e seus amigos, foi a Jerusalém oferecer sacrifícios a Deus, pois se aproximava o dia de uma festa. Ele foi recebido com grandes honras e lá permaneceu três dias.
783.  Nesse tempo, tirou o sumo sacerdócio de jônatas para dá-la a TeóFílon, seu irmão. E, havendo recebido a notícia da morte de Tibério, fez o povo prestar juramento de fidelidade a Caio Calígula, que lhe sucedera no império. Essa mudança o fez recolher as tropas, e ele enviou-as aos quartéis de inverno e voltou a Antioquia.
784.   Diz-se que Aretas, quando soube que Vitélio marchava contra ele, consultou os adivinhos, e eles afirmaram que era impossível que ele chegasse a Petra porque ou o autor da guerra ou o executor de suas ordens ou ainda aquele a quem queriam atacar morreria antes.
785.  Havia um ano que Agripa, filho de Aristóbulo, tinha ido a Roma procurar o imperador Tibério, por causa de alguns assuntos importantes. Mas antes de entrar no assunto a respeito desse príncipe, desejo ainda falar de Herodes, o Grande, tanto por causa de sua relação com o resto da história quanto para confundir o orgulho dos homens, fazendo-os conhecer os efeitos da divina providência. Nem o grande número de filhos nem todas as outras vantagens podem fortalecer um poder humano ou conservá-lo, se tudo isso não for acompanhado pela virtude e pela piedade, como se vê neste exemplo, que nos mostra como em menos de cem anos toda a grande prosperidade de Herodes se viu reduzida a um pequeníssimo número.
Não é coisa menos digna da admiração a maneira como Agripa, contra a opinião de todos, foi elevado, por uma sorte particular, à soberana autoridade. Assim, ainda que eu tenha já falado dos filhos de Herodes, o Grande, falarei deles agora mais detalhadamente. Herodes teve duas filhas de Mariana, filha de Hircano. A mais velha, chamada Salampso, casou-a ele com Fazael, filho de Fazael, seu irmão mais velho, e a outra, de nome Cipro, com Antípatro, seu sobrinho, filho de Salomé, sua irmã. Fazael teve de Salampso três filhos — Antípatro, Herodes e Alexandre — e duas filhas. Uma delas, chamada Alexandra, casou-se na ilha de Chipre com um senhor de nome Tímio, do qual não teve filhos. A outra, de nome Cipro, desposou Agripa, filho de Aristobulo, do qual teve dois filhos — Agripa e Druso, que morreu moço — e três filhas — Berenice, Mariana e Drusila. Agripa, seu pai, fora educado com seus irmãos Herodes e Aristobulo, com Herodes, o Grande, seu avô, como também Berenice, filha de Salomé e de Costobaro. Os filhos de Aristobulo eram ainda jovens quando Herodes, seu pai, o mandou matar, junto com o irmão Alexandre, da maneira como vimos.
Depois que todos esses filhos cresceram, Herodes, irmão de Agripa, desposou Mariana, filha de Olímpia, filha de Herodes, o Grande, e de José, seu irmão, da qual teve um filho de nome Aristobulo. O outro irmão de Agripa, de nome Aristobulo, desposou Jotapé, filha de Sampsigeram, rei de Emesa, do qual teve uma filha, cujo nome também era Jotapé, igual a sua mãe, e que era surda. Eis os filhos desses três irmãos. Herodias, sua irmã, desposou Herodes, o tetrarca, filho de Herodes, o Grande, e de Mariana, filha de Simão, o sumo sacerdote, do qual teve Salomé. Depois desse nascimento, Herodias não teve vergonha de desrespeitar as nossas leis, abandonando o marido para desposar Herodes, irmão dele e tetrarca da Galiléia. Salomé, sua filha, desposou Filipe, filho de Herodes, o Grande, e tetrarca de Traconites. Ele morreu sem lhe dar filhos, e Herodias fez com que ela desposasse Aristobulo, filho de Herodes e irmão de Agripa, do qual teve três filhos: Herodes, Agripa e Aristobulo. Vê-se, pelo que acabo de dizer, quais foram os descendentes de Fazael e de Salampso.
Cipro, filha de Herodes, o Grande, e irmã de Salampso, teve de Antípatro, filho de Salomé, uma filha chamada Cipro, como ela. Cipro desposou Alexas Celsio, filho de Alexas, do qual teve uma filha, também chamada Cipro. Quanto a Herodes e Alexandre, irmãos de Antípatro, morreram sem filhos.
Alexandre, filho de Herodes, o Grande, o qual o fez morrer, teve de Glafira, filha de Arquelau, rei da Capadócia, Alexandre e Tigrano. O último, que foi rei da Armênia e acusado perante os romanos, morreu sem filhos. Mas Alexandre teve um filho, de nome Tigrano, como o tio. O imperador Nero constituiu Alexandre rei da Armênia, e ele teve um filho, também de nome Alexandre, que desposou Jotapé, filha de Antíoco, rei de Comagena. O imperador Vespasiano deu-lhe o reino de Ésis, uma ilha na Cilícia. Os descendentes desse Alexandre abandonaram a religião de nossos pais para abraçar a dos gregos. Os outros filhos de Herodes, o Grande, morreram sem descendência.
Depois de falar da posteridade desse soberano até o reinado de Agripa, resta-me mostrar como, por meio de diversas vicissitudes da fortuna, ele foi, por fim, elevado a tão alto grau de glória e de poder.



Que o Santo Espirito do Senhor, ilumine o nosso entendimento
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