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2 de julho de 2018

História Do Cristianismo - Teologia 32.142 - PEDRO WALDO


História Do Cristianismo - Teologia 32.142
 
PEDRO WALDO

Mas a luz mais brilhante desse século foi talvez Pedro Waldo, o piedoso negociante de Lyon. A morte súbita de um amigo despertou-lhe pensamentos sérios, e ele tornou-se um atento leitor das Escrituras Sagradas. Distribuiu seus bens pelos pobres, dedicou o resto de sua vida a prati­car atos piedosos. Um conhecimento mais amplo da Bíblia fez-lhe perceber a corrupção no sistema religioso que então predominava e levou-o por fim a repeli-lo como cristão. Entretanto estava também ansioso por livrar outros do es­tado tenebroso em que ele também se encontrara havia ainda tão pouco tempo, e começou a andar por um lado e outro, a fim de pregar as riquezas insondáveis de Cristo. Um dos seus adversários, Stephanus de Borbonne, infor­ma-nos que Waldo era aplicado ao estudo dos primeiros ensinadores da igreja e prestava muita atenção à leitura da Bíblia, e por isso tornou-se tão familiar com este livro, que tinha tudo gravado na memória, e determinou procurar aquela perfeição evangélica que distinguiu os apóstolos. Stephanus informa-nos mais que, tendo vendido todos os seus bens, e distribuído aos pobres o dinheiro resultante dessa venda, o piedoso negociante foi por diversos sítios pregando o evangelho e as coisas que sabia de cor, nas ruas e praças públicas. Entre outras coisas contadas pelo mes­mo escritor, lemos que reunia à roda de si homens e mulhe­res de todas as classes, mesmo das mais humildes, e confirmando-os no conhecimento do Evangelho mandava-os pe­los países vizinhos para pregarem. Mas os passos que Waldo deu para a tradução dos Evangelhos em língua vulgar serão sempre considerados como a sua maior obra. Sem isto nunca poderia ter mandado para fora do país, com pa­lavras de vida, os seus discípulos, porque eram ignorantes e as Sagradas Escrituras só se podia obter na língua latina.
A sua fidelidade, porém não podia deixar de ter oposi­ção, e a notícia deste grande fato provocou logo a oposição do Vaticano. Enquanto Waldo se contentou com a insigni­ficante tarefa de reformar a vida do clero, não sofreu gran­de oposição, mas logo que tirou da bainha aquela terrível arma, a Palavra de Deus, e a colocou nas mãos do povo, declarou-se inimigo de Roma. Colocar uma Bíblia aberta nas mãos dos leigos era, nem mais nem menos que pertur­bar os próprios fundamentos do papismo, porque a Palavra de Deus era o maior adversário de Roma. O papa foi por isso muito pronto e decisivo, e mandou publicar uma exco­munhão contra o honrado negociante. Ainda assim, a des­peito da bula de Alexandre, Waldo ficou em Lyon mais três anos, muito ocupado a pregar e distribuir as Sagradas Escrituras, e por este tempo, vendo o papa que as medidas que tinha adotado não produziam efeito, estendeu as suas ameaças a todos os que estivessem em contato com o herege. Foi então que Waldo, por causa dos seus inimigos, dei­xou a cidade e durante os quatro anos que ainda viveu foi como peregrino na face da terra, tendo, contudo, sido sem­pre guardado pela providência de Deus de ser vítima da Perseguição de Roma, e morreu de morte natural no ano 1179.
A dispersão dos adeptos de Waldo (os "Homens pobres de Sião") depois da morte dele contribuiu muito para que o Evangelho se espalhasse, e muitos deles encaminharam-se para os Alpes, entre os quais estão situados os vales dos Vaudois. Ali, com grande alegria sua, encontraram uma colônia de cristãos que professava idéias muito semelhan­tes às deles e que davam, pelo seu modo de vida e conver­sa, um belo exemplo, tanto de fraternidade cristã como de felicidade doméstica. Foram recebidos por esses crentes simples, de braços abertos, e até lhes permitiam morar na sua colônia, e deste modo participar da felicidade deles e, dentre pouco tempo, partilharam também dos seus sofri­mentos. Deixemo-los ali por enquanto e lancemos a vista a outros que estavam dentro do grêmio da igreja de Roma, cujos nomes têm alguma importância nas memórias ecle­siásticas do século.
Nomearemos quatro entre eles: Bernardo de Clairvaux, Abelard, Arnaldo de Brescia e Tomaz A. Becket. Apesar de estes não serem tão ortodoxos como muitos partidários de Roma poderiam ter desejado.
De Bernardo de Clairvaux já falamos, e de um modo bastante desfavorável; mas, apesar do seu zelo contra os adeptos de Henrique e Pedro de Bruys, parece ter sido um homem de alguma piedade, pois censurou sem receio os abusos e os crimes do clero, a vida luxuriosa dos bispos, e sua embriaguez; as suas carruagens ricas, as suas baixelas de alto preço, as suas esporas de ouro. Tudo isso caiu sobre a censura da sua pena! Também não teve escrúpulo de fa­lar dos padres como servos do Anticristo; dos abades como sendo mais senhores de castelos do que padres de mostei­ros, mais príncipes de províncias do que dirigentes de al­mas. Na verdade a influência de Bernardo era enorme e, talvez, não tivesse igual.
Abelardo era francês, e tornou-se notável por ser o pri­meiro homem que ensinou teologia publicamente sem ter ordens de padre. Da parte romântica da sua história não estamos dispostos a tratar, mas, ainda assim, há nela o bastante para nos comover e excitar uma certa admiração pelo homem. Contudo, foram os poetas e não os teólogos que disseram as melhores coisas a seu respeito. Podemos considerá-lo, porém, como um sábio eclesiástico, e como tal ele leva a palma a todos os seus contemporâneos. Vinha gente de grandes distâncias, pronta a atravessar mares e montanhas e a se sujeitar a muitos inconvenientes con­quanto tivesse o privilégio de o ouvirem. Mas nas suas pre­gações o raciocínio, em grande parte, tomava o lugar da fé, a ponto de afastar do bom caminho, até no que diz respeito a alguns princípios fundamentais do cristianismo. Por fim a sua grande popularidade despertou a animosidade de Roma, e o grande sábio retirou-se mais tarde para o mos­teiro de Clugny onde foi muito bem recebido pelo respecti­vo abade. Morreu no ano 1142.

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