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11 de julho de 2018

História Do Cristianismo - Teologia 32.159 - PERSEGUIÇÃO A RAIMUNDO DE TOLOSA


História Do Cristianismo - Teologia 32.159
 
PERSEGUIÇÃO A RAIMUNDO DE TOLOSA

Não vamos aqui contar tudo o que o papa fez a Rai­mundo de Tolosa. Parece que aos olhos daquele não havia modo de este expiar o pecado de ser chefe de tantos súditos hereges. Não foi suficiente manifestar o seu desgosto e jus­tificar-se pelo assassinato do monge de Cister. Raimundo teve além disso de dar uma prova da sua sinceridade entre­gando sete dos seus castelos mais fortes; teve de fazer peni­tência em público das suas ofensas, com uma corda em roda do pescoço enquanto lhe aplicavam chicotadas às cos­tas, e em seguida reunir-se às filas dos cruzados e comba­ter contra os próprios súditos, até mesmo contra a sua pró­pria família; e depois disso, sua santidade o papa mostrou sua "benignidade" dando-lhe o beijo da paz.
Quando porém o pobre conde se estava regozijando por terem passado todos os perigos e humilhações, chegou uma carta do papa para sua eminência, o legado, ordenando-lhe que deixasse por algum tempo o conde de Tolosa, e empre­gasse para com ele uma certa dissimulação, de modo que os outros hereges pudessem mais facilmente ser vencidos, e para que o pudessem esmagar quando se achasse sozinho. Vemos pois   que Raimundo não tinha sido perdoado de modo algum, seguindo-se a isto a excomunhão que mais uma vez foi pronunciada contra ele.
A guerra mudou então de aspecto, e Raimundo com o auxílio do conde de Foix e outros fidalgos começou a tomar medidas desesperadas para sua proteção. O seu povo, que era muito dedicado, correu às armas à primeira chamada, e De Montfort viu que tinha agora de se haver com um ini­migo desesperado pela perseguição e enlouquecido pelo sentimento de repetidos danos. A sua natureza cruel esti­mulou-se com esta oposição inesperada, e as mais inaudi­tas barbaridades foram cometidas por sua ordem. Homens e crianças foram mutilados, as mulheres desonradas, as searas e vinhas destruídas, as vilas queimadas, e as cida­des entregues à pilhagem e passados à espada os seus habi­tantes. No momento da captura de La Minerbe foram queimadas vivas umas 140 pessoas, entre as quais a mu­lher, a irmã e o filho do governador da localidade. Dizem que todos caminhavam para a morte de muito boa vonta­de, cantando já nas chamas hinos a Deus, e não cessaram de lhe entoar louvores senão quando o fumo os sufocou. Quando o castelo de Brau se rendeu, De Montfort tirou os olhos e cortou o nariz a cem dos seus bravos defensores, deixando um olho a um deles para que pudesse guiar o res­to para Cabrieres, a fim de aterrar a guarnição que ali se achava. Estas e outras crueldades, indignas até da Roma paga, foram praticadas pela "santa" igreja católica, e exe­cutadas pelos "santos" peregrinos, como eram chamados pelo papa.
Na tomada de Foix, quando a cidade estava abandona­da aos horrores de um saque, e os habitantes de todas as idades e sexos estavam sendo igualmente massacrados, ou­viam-se as vozes dos bispos e legados, por cima dos gritos das mulheres e das maldições dos seus assassinos, entoan­do um solene cântico. Uma senhora chamada Giralda de quem se dizia que nenhum pobre tinha ido a sua porta sem ser socorrido, também estava entre os prisioneiros, e sendo lançada a um poço foi morta a pedradas. Raimundo era ca­tólico, mas diz-se que, ao ver o tratamento que estavam dando aos seus fiéis súditos, exclamou: "Bem sei que vou perder as minhas propriedades por causa dessa boa gente, mas estou pronto não só a ser expulso dos meus domínios como a dar a minha vida por todos eles".

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