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4 de outubro de 2018

História Do Cristianismo - Teologia 32.186 - COMEÇO DO JULGAMENTO DE HUSS

História Do Cristianismo - Teologia 32.186



COMEÇO DO JULGAMENTO DE HUSS

No começo de junho (1415) e antes de estar completa­mente restabelecido, começou o seu julgamento público, mas apesar de estar tão fraco, foi-lhe proibido ter um advo­gado, porque, diziam seus inimigos, um herege não podia ter defensor. Houve duas acusações contra ele; a primeira de crer nas doutrinas de Wycliff, a segunda, de estar "in­fectado com a lepra dos valdenses". Quando foi chamado para responder pela primeira acusação apelou para a auto­ridade das Sagradas Escrituras, mas a sua voz foi imedia­tamente abafada por um tumulto de escárnio e zombaria. Era pois impossível tentar qualquer defesa em tais cir­cunstâncias, e quando lhe apresentaram o segundo ponto, ficou silencioso. Isto mesmo condenou-o, visto que seu si­lêncio foi tomado como uma tácita confissão da sua culpa. Por fim a excitação tornou-se tão grande que foi impossível continuar o julgamento, e a assembléia retirou-se.
No segundo dia apareceu o imperador em pessoa para manter a ordem, e desta vez parece que tudo correu com muito mais sossego, apesar de os prelados não o poderem conservar até o fim. Quando, no decurso do julgamento, Huss concordou que tinha dito que Wycliff era um verda­deiro crente, e que a sua alma estava agora no Céu, e que não podia desejar maior salvação para a sua própria alma do que a que estava gozando a alma de Wycliff, os "san­tos" padres não puderam conter uma gargalhada. No terceiro dia concluiu-se o julgamento, e Huss foi de novo mandado para a prisão enquanto se lavrava a sentença. Durante todo o julgamento parece que houve um amigo que se pôs ao seu lado de uma maneira própria duma gran­de afeição; este amigo foi um cavaleiro boêmio chamado Chulm. Em todos os dias do julgamento esteve sempre com ele, e acompanhou-o durante todo o seu penoso e aborrecido cativeiro; e tudo isto com grande risco para si próprio. "Meu querido mestre", disse ele depois de passar o terceiro dia de julgamento: "eu sou um ignorante, e por­tanto incompetente para dar conselhos a um homem de tanto saber como o senhor. Contudo, se está intimamente convencido de alguns desses erros que lhe atribuíram publicamente, peço-lhe muito encarecidamente que não se envergonhe de se retratar; mas se, pelo contrário, está con­vencido da sua inocência, não quero de modo algum acon­selhá-lo a dizer seja o que for contra a sua consciência, an­tes quero exortá-lo a suportar qualquer espécie de tortura a renunciar a qualquer coisa que considere como verdade'". Huss ficou profundamente comovido pelo sincero e bondo­so conselho do seu amigo, e disse-lhe com as lágrimas nos olhos que Deus bem sabia como ele de boa vontade se re­trataria, debaixo do juramento, de qualquer exposição que tivesse feito contrária às Escrituras Sagradas. Decorreu um mês, e parece que durante esse tempo o cavaleiro este­ve sempre com ele, provando, assim, que era um fiel discí­pulo e um verdadeiro amigo.

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