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4 de outubro de 2018

História Do Cristianismo - Teologia 32.189 - JERÔNIMO DE PRAGA

História Do Cristianismo - Teologia 32.189


JERÔNIMO DE PRAGA

0 amigo de Huss e seu companheiro de trabalho, Jerônimo de Praga, seguiu-o em pouco tempo. Era homem de maior erudição, mas talvez de menos paciência, e as tortu­ras a que o submeteram durante um bárbaro cativeiro de quase um ano enfraqueceram de tal maneira o seu espírito que conseguiram dele que assinasse uma retratação. Mas a vitória dos seus inimigos pouco tempo durou: na sua mise­ricórdia o Senhor fortaleceu a sua alma, e ele em breve se retratou do que se tinha retratado. Merece a pena notar-se que, apesar de todos os sofrimentos por que passou duran­te esse tempo, a sua memória ficou clara e a sua inteligên­cia tão vigorosa como antes, e a sua eloqüência era tal que provocava a admiração até dos seus próprios inimigos.
Foi no mês de maio de 1416, que Jerônimo se apresen­tou à sua última audiência. Não deixou de censurar os seus adversários por o terem conservado preso mais de onze me­ses, carregado de ferros, envenenado com poeira e mau cheiro, e privado das coisas mais necessárias. "E durante este tempo", disse ele, "destes aos meus adversários todas as audiências que eles quiseram, e vos recusastes ouvir-me uma só hora que fosse". Então referiu-se envergonhado, à sua retração, e aquela triste confissão foi por si um teste­munho. "Confesso" disse ele, "e tremo quando penso nis­so. Por medo do castigo do fogo, consenti vilmente e contra a minha consciência em condenar a doutrina de Wycliff e Huss. Retrato-me agora completamente deste ato pecami­noso, e estou resolvido a manter os dogmas destes homens até a morte, crendo que eles são a verdadeira e pura doutri­na do Evangelho, assim como creio que as vidas desses santos foram irrepreensíveis".
A assembléia não tratou melhor esta nova vítima do que tinha tratado Huss, mas Jerônimo nunca perdeu a sua presença de espírito, nem se deu por vencido com os cla­mores que faziam os seus adversários, nem quando o sub­meteram a ridículo. Lembrou-lhes que o seu caso não era único, e que outros mais dignos do que ele tinham sido acusados por testemunhas falsas, e condenados injusta­mente. José e Isaías, Daniel e João Batista, e até o seu pró­prio e divino Mestre, tinham sido levados perante autori­dades e sofreram injustamente às mãos de homens malva­dos. "Vós tendes resolvido condenar-me injustamente", exclamou ele, "mas depois da minha morte ficar-vos-á um remorso na consciência que nunca há de acabar. Apelo para o soberano juiz de toda a terra, em cuja presença ha-veis de comparecer para responderdes por este crime".
Uma tal linguagem era mais que suficiente para pro­mover a sua pronta condenação, mas ele tinha agora perdi­do todo o medo da morte. Quando aquele momento penoso chegou, a sua fisionomia radiante mostrou a sua boa von­tade de sofrer; e dirigiu-se para o lugar do martírio cantan­do hinos de alegria. Nisto pareceu-se com o amigo que o ti­nha precedido, e esta semelhança não passou despercebida a um historiador católico-romano que depois foi papa com o nome de Pio II: "Eles caminhavam para o suplício,' dis­se esse escritor, "como se fossem para um banquete. Não proferiram uma única palavra que desse a perceber o mais pequeno temor. Cantavam hinos nas chamas, sem cessar, até o último suspiro".
É digno de menção o fato de ter sido o papa João XXIII mais tarde deposto pela sua malvadez, pelo mesmo conci­lio que ele convocara para a condenação destes nobres mártires. Foi este o único ato digno que o concilio praticou, não lhe cabendo, ainda assim, elogios por isso, visto que este passo foi dado por motivo de interesse.

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