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6 de outubro de 2018

História Do Cristianismo - Teologia 32.197 - AS INDULGÊNCIAS

História Do Cristianismo - Teologia 32.197

AS INDULGÊNCIAS

Os flagelantes, uma seita de fanáticos, foi instituída no século treze, e espalhou-se por uma grande parte da Euro­pa. Andavam pelas ruas meio-nus, flagelando-se duas vezes por dia com chicotes. A severidade destes castigos, que imaginavam servir de expiação, não só dos seus pecados, como também dos pecados dos outros, excitou a princípio a perseguição, mas por fim despertou a simpatia do povo, que começou a virar as costas aos padres desregrados e a confessar os seus pecados e tristezas aos flagelantes. 0 pensamento dominante dos padres foi então ver como po­deriam conservar a influência do domínio usurpado, "e, portanto", disse d'Aubigné, "inventaram um negócio novo a que chamaram indulgências". Em troca de uma quantia mais ou menos avultada, conforme a classe a que o com­prador pertencia, ficava este livre de uma peregrinação, de um jejum, ou de outra qualquer penitência; e assim come­çou esse detestável negócio.
O papa percebeu logo as vantagens que podiam resul­tar de um sistema tão lucrativo e, em tempo oportuno, Clemente VII instituiu o extraordinário dogma de que a crença nas indulgências era um artigo de fé.
Estas indulgências de Roma não diziam respeito só aos vivos; iam além da tumba, e as almas que gemiam no Pur­gatório também se dizia que eram salvas por meio delas.
A venda de indulgências era necessariamente um gran­de incentivo ao pecado, e, na verdade, os ignorantes nada podiam ver nesta doutrina senão uma licença absoluta para praticarem o mal, enquanto que os padres, que apro­veitaram cada vez mais tais idéias erradas, não tinham pressa em esclarecer o povo.
Tal era a condição da igreja no começo do século dezesseis: tão corrupta nas suas ações, que era impossível continuassem as coisas assim por muito tempo como estavam.
Não obstante isso, Roma vangloriava-se e estava con­fiante, porque tinha poucos inimigos declarados que a in­comodassem. Os hussitas tinham sido, uns espalhados pela perseguição, outros atraídos de novo para o grêmio da igre­ja; e o testemunho dos cristãos valdenses tinha sido quase suprimido. Mais ainda: havia um sentimento de insatisfa­ção nos corações dos homens de todas as classes que nem o fumo do fogo dos mártires sacrificados por Roma podia apagar, nem as promessas enganosas dos padres aliviar.
Reis e fidalgos, cidadãos e camponeses, teólogos e homens de letras, políticos e soldados tinham todos as suas razões de queixa, e estavam moralmente preparados para a obra de Reforma. A Europa tinha despertado do longo pesadelo da Idade Média, e estava agora olhando, ainda que com olhos de sono, através do nevoeiro de uma longa supersti­ção, à procura da luz. Era inevitável uma mudança impor­tante, uma reação; mais ainda, uma revolução; e apenas era necessário achar um chefe. 0 espírito dos homens esta­va pronto para a revolução; e só necessitava de um que agüentasse o peso da luta para os guiar, aconselhar e diri­gir.
Deus viu o que era preciso e enviou Martinho Lutero à Igreja na Europa.
Não faltaram líderes para seções e grupos particulares, mas Lutero havia de ser o chefe. Os príncipes e fidalgos, de há muito desgostosos com a usurpação sucessiva dos seus domínios pelos papas, encontraram no eleitor Frederico de Hanover um representante dedicado, embora tímido; os políticos e homens de letras, oprimidos pelas leis canônicas acharam um intérprete dos seus pesares em Ulrico von Hutten, mas todos, desde o rei até o mais humilde, encon­traram o defensor das suas liberdades no grande monge agostinho, Martinho Lutero.

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