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7 de outubro de 2018

História Do Cristianismo - Teologia 32.200 - LUTERO NUM MOSTEIRO

História Do Cristianismo - Teologia 32.200


LUTERO NUM MOSTEIRO

Vamos agora encontrá-lo no mosteiro dos frades agostinhos, em Erfurt, e como tudo está mudado! Quando o dei­xamos era ele um inteligente estudante de Direito, um ba­charel de artes, e o ídolo da Universidade; agora é um monge, e o mais íntimo entre eles. Aquele que outrora ti­nha pronunciado discursos e tomado parte em discussões sábias era agora o criado da sua ordem, e tinha de limpar as celas, dar corda ao relógio, e varrer a capela do mostei­ro! Contudo Lutero sujeitava-se a estes trabalhos penosos, inerentes à sua nova posição, sem se queixar; a luta moral porque estava passando quase lhe fazia esquecer a degra­dação. Muitas vezes, quando sentia a sua alma apoquentada, deixava seu trabalho para ir à capela do mosteiro, onde estava guardada a Bíblia, e ali procurava o alimento espi­ritual de que carecia. E era só nestas ocasiões que ele podia estudar a Palavra de Deus.
Mais tarde, porém, foi nomeado para a cadeira de teologia e filosofia de Wittenberg, que se achava vaga. A nomeação foi feita por Staupitz, vigário geral da ordem agostinha de Saxônia, por conselho de Frederico, o Sábio, Elei­tor de Hanover. Lutero era agora até um certo ponto se­nhor do seu tempo, e podia dedicar-se mais ao estudo da Bíblia. A solidão de sua cela era muito conveniente para esse fim, e ele estudava com um zelo pouco vulgar. Fazia esforços extraordinários para reformar o seu modo de vi­ver, e para expiar o passado por meio de orações e penitên­cias, e foram muitos os votos que ele fez para se abster de pecado, mas estes esforços nunca o satisfizeram, e quebra­va sempre os seus votos. "É em vão", dizia Lutero triste­mente a Staupitz, "que eu faço tantas promessas a Deus: o pecado é sempre o mais forte". Staupitz discutia branda­mente com ele, e falava-lhe do amor de Deus e que Deus não estava zangado com ele, como Lutero supunha; mas o monge continuava desconsolado. "Como posso eu ousar crer na graça de Deus", dizia ele, "se é certo que ainda não se operou em mim uma conversão? Preciso necessariamen­te mudar de vida para ser aceito por Ele".
A sua ansiedade tornou-se mais profunda do que nun­ca, e os seus esforços para apaziguar a justiça divina conti­nuavam com um zelo incansável. "Eu era na realidade um monge piedoso", escreveu anos depois, "seguia os preceitos da minha ordem com mais rigor do que posso exprimir. Se fosse possível a um monge obter o Céu por suas obras monacais eu era, certamente, um dos que tinha direito a isso. Todos os frades que me conheceram podem ser testemu­nhas. Se tivesse continuado por muito mais tempo as mi­nhas penitências ter-me-iam levado à morte, a força de vigílias, orações, leituras e outros trabalhos".
O monge tinha ainda, de aprender a significação destas palavras: "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie" (Ef 2.8,9).
As repetidas conversações com Staupitz davam-lhe uma certa esperança, e de vez em quando sentia um estre­mecimento de alegria, e o seu coração ganhava confiança. Mas a lembrança dos seus pecados tornava a voltar e a sua alma perturbada tremia de horror ao pensar no julgamento a que tinha de comparecer. "Oh! os meus pecados! Os meus pecados!" exclamou ele um dia diante do vigário geral; e quando Staupitz lhe falou em Cristo como o Salvador do pecado e da impureza, as suas palavras pareciam ser um mistério impenetrável para o pobre monge.
Por fim a sua saúde ressentiu-se de tal maneira por tão repetidas vigílias e mortificações que chegou a estar às por­tas da morte. E então aos seus outros receios juntava-se mais o terror do seu próximo fim, e o medo do julgamento futuro mergulhava-o num abismo ainda mais profundo.
Que lhe aconteceria se morresse sem estar salvo? Que aconteceria se morresse nos seus pecados? Ainda não tinha uma certeza completa de misericórdia divina; aqueles pe­cados ainda não tinham sido postos de parte, e ele receava levar para a sepultura o peso deles.
Nesta triste condição foi um dia visitado na sua cela por um monge piedoso, que lhe disse algumas palavras de consolação. Lutero, vencido pela bondade dessas palavras, abriu o seu coração ao velho monge, mal imaginando o que havia de resultar daí. O monge não podia segui-lo em todas as suas dúvidas, mas repetiu-lhe ao ouvido uma frase do Credo dos Apóstolos que muitas vezes o tinha consolado:
"Creio na remissão dos pecados". Foi esta uma mensagem de Deus para a alma de Lutero, e agarrou-se àquelas pala­vras com uma energia quase desesperada. "Eu creio", repetia ele para consigo, "eu creio na remissão dos pecados".
Ouvindo-o repetir essas palavras, o monge lembrou-lhe que a fé deve ser pessoal e não uma fé geral, que não era bastante crer meramente no perdão dos pecados de Davi, ou dos pecados de Pedro, mas sim no perdão dos seus próprios pecados. Todas estas palavras soavam como música celestial aos ouvidos do trêmulo ouvinte, e quando o digno ancião acrescentou, "Atendei ao que diz S. Bernardo, e ao testemunho que o Espírito Santo produz no vosso coração, B que é este: "Os teus pecados te são perdoados". A luz brotou naquele coração atribulado, e Lutero deu graças a Deus por essas palavras serem verdadeiras com respeito a H ele mesmo.

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