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3 de março de 2019

História Do Cristianismo - Teologia 32.271 - MARIA NO TRONO

História Do Cristianismo - Teologia 32.271



MARIA NO TRONO

A perspectiva estava longe de ser agradável. A rainha Maria era uma católica fanática, e isso não dava muitas esperanças aos protestantes; além disso era filha de Cata­rina de Aragão cujo divórcio de Henrique VIII tinha sido aprovado por Cranmer, e isto não era um pensamento mui­to animador para o chefe eclesiástico do protestantismo do país. Os sentimentos de Maria não eram nada benignos para com as doutrinas que Cranmer tinha estado a pro­mulgar com tanto cuidado, durante o reinado do seu ir­mão; e ainda menos benignos eram os seus sentimentos para com o próprio Cranmer, a quem, na verdade, conside­rava como seu grande inimigo. Durante o reinado do jovem rei, Maria pedira licença para ouvir missa na sua própria casa, mas Eduardo lhe havia negado; e agora deviam cair sobre a cabeça de Cranmer as conseqüências desta recusa. E verdade que ele aconselhara o rei a conceder a licença, mas, ou Maria ignorava este fato, ou fingia ignorá-lo; e só o sangue de Cranmer podia aplacar a sua indignação. Como rainha, odiava-o por causa das suas medidas reformado-ras; como católica por causa das restrições de espécie reli­giosa que ela imaginava ter ele lhe imposto no reinado an­terior; e sobretudo, como mulher, por causa da sua decisão na questão do divórcio, pela qual ela ficara considerada como filha bastarda.
Contudo, durante os primeiros meses do seu reinado, a rainha disfarçou os seus verdadeiros sentimentos; e com o fim de estabelecer a sua posição no trono, prometeu tole­rância. Os protestantes não seriam incomodados nem na profissão nem na prática da sua religião nem se usaria qualquer violência em matéria de fé. Mas o cardeal Pole estava ao lado da rainha, e Gardiner e Bonner esperavam a ocasião de lançar o veneno no seu espírito, não sendo possí­vel em tais circunstâncias que este estado de neutralidade continuasse.
O povo também não tinha compreendido os benefícios que uma completa Reforma lhe podia trazer, porque a obra parcial feita no reinado de Henrique não tinha tido a simpatia popular pelas medidas inconstantes e autocraticas do rei, e a obra no reinado de Eduardo não tinha tido tem­po de criar raízes. Por isso, enquanto o Parlamento se reu­niu, um dos primeiros e principais atos foi abolir as inova­ções religiosas que Cranmer e Somerset se tinham empe­nhado em introduzir, e restaurar o culto na sua antiga ba­se. Como conseqüência imediata, milhares de padres casa­dos foram expulsos dos seus cargos e, com suas mulheres e filhos, reduzidos a pedir esmola.



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