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6 de março de 2019

História Do Cristianismo - Teologia 32.283 - FRANÇA

História Do Cristianismo - Teologia 32.283



FRANÇA

A França no tempo da Reforma era um país poderoso e rival da Espanha, então não possuía colônias. O Evange­lho pregado por Pedro Waldo de Lyon no século XII produ­zia bom resultado, mas a perseguição diminuíra o número dos crentes, e a maior parte fugiu para a Suíça. No princí­pio do século XVI o "novo ensino" despertou muito inte­resse nas universidades mormente na Sorbone de Paris. O rei Francisco I era católico, mas no princípio não era perse­guidor. A irmã do rei, Margarida de Angouleme, era uma mulher intelectual e piedosa, que estudava o Novo Testa­mento grego, e queria animar outros a lê-lo. Durante a au­sência do seu irmão na guerra contra os espanhóis e quan­do ele estava prisioneiro do Imperador Carlos V, depois da batalha de Pávia, Margarida protegia da ira dos padres os novos conversos. Infelizmente havia alguns dos protestan­tes sem prudência, que começaram a derrubar os ídolos e pregar placas nas igrejas e até no palácio do rei, fazendo críticas à Igreja Romana. Em virtude disso, houve uma grande perseguição. Muitos foram presos e queimados na praça pública. Mas os huguenotes (como se chamavam os protestantes da França) cresceram em número. Muitos dos nobres, por motivos políticos, uniram-se aos novos conver­tidos, e tornaram-se um poder político, e pegaram em ar­mas. A guerra civil rebentou e continuou por muitos anos. Com o morticínio no dia de S. Bartolomeu não terminou a luta. Henrique de Navarra ficou à frente das forças dos hu­guenotes. Este príncipe era filho da célebre Jeanne de Na­varra, que era filha de Margarida de Angouleme, pelo se­gundo marido, o rei de Navarra. Sua mãe e avó eram cris­tãs sinceras e piedosas, mas para Henrique a religião era uma política. A morte dos herdeiros ao trono da França deixou-o como o sucessor. Mas, sendo protestante, a maior parte dos franceses opuseram-se a sua pretensão. Henri­que, porém, venceu todos os seus inimigos numa guerra ci­vil, e, a fim de trazer tranqüilidade ao país, e firmar seu trono, o novo rei (Henrique IV) professou a religião católi­ca, dizendo que "Paris valia uma missa". Foi um bom rei, e uma das primeiras leis a ser promulgada foi a chamada "O edito de Nantes", que deu liberdade religiosa e política aos huguenotes. Quando o rei Henrique foi assassinado por um jesuíta, seu filho (Luiz XIII) era menino, e depois um homem fraco, e o poder caiu nas mãos dum grande estadis­ta, o cardeal Richelieu que resolveu aumentar o poder do rei e quebrar a força política dos huguenotes. Estes mais uma vez pegaram em armas, e, apesar do auxílio da Ingla­terra, a fortaleza deles foi tomada, e os protestantes perde­ram seu poder político para sempre, mas continuaram com certa liberdade religiosa até o tempo de Luiz XIV. Este rei, instigado pelos jesuítas, desencadeou uma grande perse­guição contra seus súditos protestantes. Ele resolveu que todos deviam aceitar a religião católica, e a fim de alcan­çar este objetivo, mandou soldados brutais entrar pelas ca­sas dos protestantes e "convertê-los" à força. Esta perse­guição é chamada "as dragonadas", porque os soldados eram do regimento dos "dragões". As "conversões" por meio destes "missionários" não produziam bastante resultado, e o rei mandou o célebre Fenelon, (depois Arcebispo de Cambrai) para "converter" os "heréticos". Fenelon, embora fiel servo da Igreja Romana, era homem santo e piedoso. Era venerado pela sua retidão e santidade, e con­verteu alguns à sua religião. Recusou fazer qualquer tenta­tiva até que os soldados fossem retirados, porque não cria na força para este fim. Mas o serviço não lhe era congenial, I e ele o deixou. 0 edito de Nantes fora revogado, tirando I toda a liberdade religiosa do povo. Fenelon depois foi tutor do neto do rei, e seu ensino deu bom resultado na vida do rapaz, que antes era vicioso. Mais tarde Fenelon foi in­fluenciado pelo ensino duma mulher célebre, chamada Madame Guyon, cujas obras foram traduzidas em diversas línguas e ainda hoje são lidas, principalmente por protes­tantes.
Os ensinos desta senhora são baseados nas Escrituras, porque ela estudava a Bíblia e passava diariamente muito tempo em oração. Era crente verdadeira e gastou seu tem­po, quando viúva, em boas obras, ensinando a muitas mu­lheres as verdades da Bíblia. Converteu muitas almas a Cristo. Continuava católica, embora não ligasse importân­cia às cerimônias da igreja. Foi acusada de heresia porque suas doutrinas aproximavam-se das dos protestantes, e foi lançada na infame Bastilha, onde passou muitos anos. Fe­nelon defendeu as doutrinas dela, e um bispo bem conheci­do na história, chamado Bossuet, capelão do rei, atacou es­sas doutrinas. Uma grande batalha literária foi travada entre estes dois campeões. Embora Fenelon defendesse suas doutrinas com firmeza, o poder secular estava com Bossuet, e Fenelon foi expulso da corte e proibido de sair da sua diocese. Era venerado por quase todos, e até os ini­migos da França durante as guerras manifestaram seu res­peito pelo arcebispo. Podemos considerar Fenelon e Madame Guyon como semelhantes a "os vencedores" de Tiatira.
A Igreja Romana não era digna deles, e por isso os perse­guia. Voltemos aos pobres huguenotes,  entregues mais e mais à vontade dos soldados brutais. Milhares deles fugi­ram para a Holanda, Suíça, Alemanha e Inglaterra. Os filhos foram tirados aos pais e enviados aos conventos, a fim de serem educados como católicos. Tão grande foi o núme­ro dos que fugiram que o comércio e a indústria da França ficaram parcialmente paralisados; os huguenotes eram os mais inteligentes e industriosos homens no reino. Ê calcu­lado em 400.000 os que fugiram do país, e representavam uma grande proporção naquele período. O rei mandou sentinelas para vigiarem as fronteiras, e, navios para policia­rem os mares. Foi em vão, porque embora alguns fossem apanhados e presos, a saída dos huguenotes continuou. Os capitães dos navios ingleses ajudaram os fugitivos, que saí­ram escondidos nos porões e até em barris vazios entre as cargas de vinho. Os países vizinhos protestantes recebe­ram esta gente de braços abertos, e lucraram muito porque trouxeram suas indústrias para esses que os protegeram. A França jamais recuperou esta grande perda de muitos do seu povo, e das suas indústrias. Na Inglaterra os hugueno­tes fundaram diversas indústrias, como as de ferro, louça, e renda, que têm trazido muito lucro ao país. Hoje há mi­lhares de pessoas na Inglaterra, que são descendentes dos huguenotes. Alguns ainda seguem o mesmo ofício dos seus antepassados que fugiram da França, e outros têm alcan­çado posições altas no Estado.
A perseguição continuou impiedosa até o rei julgar que convertera todos os "hereges". Mas muitos que não po­diam escapar do país fugiram para o interior entre os cam­poneses das montanhas chamadas as Cevenes. Alguns to­maram armas e acharam um jovem capitão de 21 anos chamado Cavalier. O rei enviou exércitos com generais para debelar este movimento, mas Cavalier e seus campo­neses derrotaram esses contingentes. Os generais, para atemorizar os rebeldes, cometeram atrocidades, mas Cavalier respondeu com represálias terríveis. O rei então mandou o Marechal Villars, que convidou Cavalier para uma conferência e ofereceu-lhe uma grande recompensa em dinheiro e a posição de coronel no seu exército. O jovem capitão aceitou a oferta e foi para as guerras francesas com alguns dos seus fiéis seguidores, mas os outros os chama­ram de traidores. Finalmente este extraordinário homem
foi a Inglaterra onde alcançou a posição de general e gover­nador da Ilha de Jersey, na Mancha. A guerra serviu so­mente para desmoralizar os crentes. O rei pensava que vencera a luta, e que não existiam mais protestantes em seu reino, mas no ano da sua morte os huguenotes convoca­ram uma conferência de pastores para reformar a igreja, dando-lhe o título de A Igreja no Deserto. Esta igreja cres­ceu, mas funcionava longe das grandes cidades. Depois da morte do rei Luiz XVI, havia mais liberdade e menos per­seguição. Durante o tempo da Revolução Francesa e no "Reinado de Terror", que se seguiu, diversos pastores so­freram morte pela guilhotina. Napoleão Bonaparte conce­deu a liberdade e reconheceu a Igreja protestante, mas li­gada ao Estado, e paga pelos fundos nacionais. No século XIX esta igreja foi dividida, e os mais fiéis separaram-se do Estado. Hoje há liberdade religiosa na França, e a Re­pública reconhece todas as religiões como iguais. O povo geralmente continua católico, mas os intelectuais são mui­tas vezes ateus. Os ensinos do célebre ateu Voltaire esta­vam em voga durante o século XVII e ainda têm adeptos. Durante o século XIX houve tantas mudanças no governo que produziram uma fraqueza política. O país foi invadido três vezes em 70 anos pelos alemães, e muito sofreu em conseqüência disso. Os evangélicos fazem bom serviço, e têm sido ajudados por seus irmãos da Inglaterra e da Suí­ça.



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