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6 de março de 2019

História Do Cristianismo - Teologia 32.284 - ALEMANHA

História Do Cristianismo - Teologia 32.284



ALEMANHA

Os alemães sempre foram um povo viril e inteligente, mas a fraqueza política do país era devida ao fato de até no século passado estar dividido em estados independentes: reinos, ducados, e eleitorados, possuindo o imperador um poder restrito. Ele era eleito pela "Dieta", que era uma conferência dos chefes dos vários estados. Ao tempo da Re­forma, Carlos V era imperador. Era também rei da Espa­nha e dos Países Baixos, e um homem prudente e ambicio­so. De todo o coração queria castigar Martinho Lutero pela pusadia em se opor ao papa. Felizmente os estados eram independentes e seus governadores ciosos dos seus direitos.
Lutero morava na Saxônia, e o Eleitor Frederico apoiava o reformador. A Reforma espalhou-se para outros Estados, mas muitos estados alemães conservaram-se católicos. As vezes a Reforma e a vida dos reformadores pareciam estar em perigo, mas Deus guardava o seu povo, e as invejas e contendas políticas serviam para conservar a fé e a vida dos reformadores.
Lutero era conservador, e queria, tanto quanto possível conservar da antiga religião certas cerimônias, vestimen­tas, etc, que considerava como a casca para conservar as novas doutrinas. A Igreja Luterana na Alemanha era liga­da ao Estado e controlada pelo governo secular. Em outros países a mesma igreja é governada por bispos. Uma sepa­ração entre a Igreja e o mundo nunca entrou no pensamen­to dos reformadores principais em qualquer país, muito menos na Alemanha: Lutero era mais um grande pregador do que um cuidadoso teólogo. Como outros reformadores, emergindo das trevas e superstições da Igreja de Roma, ele recebeu a luz gradualmente, e seus escritos mostraram um certo progresso no seu entendimento das Escrituras. Uma grande dificuldade surgiu quando Lutero morreu, devido ao fato de um partido na Igreja Luterana querer aderir ri­gorosamente às crenças e escritos do Reformador, embora em alguns pontos não fosse muito claro o que ele cria.
Depois da morte de Lutero, e durante o século seguinte, houve muitas contendas a fim de obter-se uniformidade no ritual da Igreja Luterana, e para fazê-la mais conforme aos credos das igrejas de outros países. O fanatismo dos padres luteranos pelo seu ritual e pormenores de doutrinas sem importância prejudicou a espiritualidade da igreja. De­pressa a Igreja Luterana entrou no estado descrito na carta a Sardo (Ap 3.1): "Tens nome de que vives, e estás morto". De vez em quando Deus levantava testemunhas no meio deste estado morto. Uma destas foi Jacó Spener, um fiel pregador, e outros foram associados com ele. Toda a sua vida foi atacada pelos teólogos e padres luteranos. A alcu­nha "Pietistas" (piedosos) foi dada a estas testemunhas, porque pregavam contra os prazeres mundanos e levianos, e praticavam o que pregavam. Outro homem de Deus foi Augusto Hermann Franck. Ele fundou um orfanato na ci­dade de Hale no ano de 1691, um posto médico para os pobres, e uma sociedade bíblica. Mais tarde o conde de Zinzendorf começou seu grande serviço. Pertencia a uma família rica, nobre e piedosa. Seu padrinho foi Jacó Spener, e cresceu com o conhecimento do Evangelho. Mas quando era jovem crente, o conde visitava as cidades da Europa (como muitos ricos costumavam fazer, a fim de completar a sua educação) e chegou a Dusseldorf, e, en­trando numa galeria de arte, ficou muito impressionado com uma pintura de Cristo crucificado feita no século an­terior, e com as seguintes palavras embaixo: "Tudo isto Eu fiz por ti! - Que fazes tu por mim?" Isto produziu uma cri­se na vida de Zinzendorf, e voltou para casa com desejo ar­dente de servir ao Senhor. O conde interessava-se pelos crentes na Morávia perseguidos pelos governadores da Áustria. Muitos eram descendentes dos seguidores de João Huss: outros elementos foram espalhados pela perseguição no tempo da Reforma. 0 conde convidou alguns para sua propriedade para fazer uma aldeia modelo, onde hou­vesse liberdade. No princípio havia brigas e conten­das. Séculos de perseguição tornaram estes crentes como fanáticos em defesa de suas doutrinas, e con­fundiram as questões sem importância com doutrinas fun­damentais. Alguns concluíram que o bom Conde era mes­mo a "Besta" do Apocalipse, e foram visitá-lo para anun­ciar-lhe este descobrimento. Zinzendorf tratou-os com muita paciência e consideração e, depois de muito ensino, tudo foi harmonizado, e em vez de contenderem, os moravianos começaram a se amarem uns aos outros e a traba­lharem juntos. O Conde, com sua família, morava com eles, dando assim bom exemplo de vida cristã em casa. Os moravianos tomaram o nome de "Irmãos Unidos". Zinzen­dorf queria que eles se associassem à Igreja Luterana e aceitassem seu ritual, mas os irmãos não queriam, e a sua congregação tomou uma forma mais calvinista. Os irmãos tornaram-se em uma sociedade missionária, e muitos deles foram evangelizar como missionários pioneiros em diver­sas partes do mundo. As despesas eram pagas pelo conde, até que veio a ficar empobrecido.
Zinzendorf também foi perseguido pelas autoridades da Igreja Luterana, mas sofreu tudo com paciência. Foi banido de Saxônia pelas autoridades durante algum tem­po, mas sua liberdade depois foi restaurada, e até pedi­ram-lhe que arranjasse mais aldeias modelos como a de Hernhut, onde morava. João Wesley encontrou os missio­nários moravianos em viagem para a América, e ficou im­pressionado com o procedimento deste povo, especialmen­te com a calma que eles mostraram durante uma tempes­tade. No seu regresso à Inglaterra, Wesley assistiu às reu­niões dos moravianos em Londres, e ali foi convertido. Wesley visitou Hernhut, a aldeia dos Irmãos Unidos na Alemanha e ficou muito impressionado; mas mais tarde encontrando alguns deles com idéias extravagantes, sepa­rou-se deste povo. A doutrina principal que os dividiu foi a da predestinação, pois Zinzendorf era calvinista e Wesley armeniano. Um grande pregador contemporâneo de Zin­zendorf foi Hochmann von Hochenau. Sua pregação pro­duziu uma revivificação e muita gente foi convertida, e foi iniciado um movimento espiritual chamado "A Sociedade de Filadélfia". Espalhou-se para outros países e "igrejas de Filadélfia" foram fundadas em muitos lugares, separadas da Igreja estabelecida. A pregação de Hochmann foi o meio da conversão de um jovem estudante chamado Hoffmann, que tornou-se um grande pregador do evangelho, e foi usado na conversão de Gerhard Tersteegen, um escritor de muitos hinos na língua alemã.
A Alemanha sofreu terrivelmente na guerra dos "Trin­ta Anos", no século XVII (1618-1648) e muito do seu terri­tório foi devastado. No século seguinte, as lutas de Frederi­co, o Grande, chamadas a "Guerra dos Sete Anos", produ­ziram muitos sofrimentos e privações. Durante o século XVIII, o ateísmo espalhava-se pela Alemanha, e o Rei da Prússia (Frederico, o Grande) era amigo de Voltaire, cujos escritos espalhavam sua impiedade.
No século seguinte, as guerras de Napoleão impediram o progresso da Alemanha, porque o imperador da França dominava o país. No século XIX, os vários estados da Ale­manha ficaram unidos, e o Rei da Prússia foi declarado imperador da Alemanha. Os alemães têm feito grande pro­gresso na indústria, no comércio e na ciência. As leis e a administração eram justas, sem a corrupção que desmorali­za muitos outros países.
Durante a Segunda Grande Guerra, o mundo todo e os melhores elementos na Alemanha protestaram contra a in­justiça e a brutalidade da perseguição dos judeus e de ale­mães que não concordavam com o sistema de opressão. O espírito militar era muito forte na Alemanha, confundindo-se com o patriotismo, e a Igreja Luterana não manifes­tou poder espiritual para combater esse espírito militaris­ta. A tentativa de Adolfo Hitler de converter a Igreja às suas idéias pagas produziu resistência da parte de muitos pastores e do povo fiel. Alguns sofreram até a morte para manter o testemunho do Evangelho. A guerra começada no ano 1939 produziu muita miséria no mundo, especial­mente na própria Alemanha.



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