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9 de agosto de 2019

Homilética - Teologia 33.19 A metodologia da exegese histórico-cultural segue os seguintes passos:


 
Homilética - Teologia 33.19

A metodologia da exegese histórico-cultural segue os seguintes passos:

a. Esclarecemos o pano de fundo histórico (e. g., de uma carta neotestamentária ou de um livro profético do Antigo Testamento).
b. Traçamos as conexões históricas será que o texto relaciona-se com acontecimentos anteriores?
c. Definimos o lugar e a época do fato.
d. Explicamos as tradições e os costumes (e. g., Mt 3.12; Ap 19.15).
e. Observamos a situação geográfica (e. g., Mc 5.20).
Alguns exemplos
a. Atos 17.18 fala dos epicureus e estóicos. Analise as filosofias dos epicureus e estóicos, com o auxílio das seguintes obras:D. S. Boyer, Pequena Enciclopédia Bíblica, São Paulo, 1975, pp. 278-279. NDB, vol. 1, pp. 505-506, 555. BVN, nota de rodapé em At 17.18, p. 165.
b. João 7.37 fala da festa dos tabernáculos. Pesquise essa festa através dos versículos bíblicos paralelos, da chave bíblica, do rodapé da BVN, do NDB, da PEB e de outros comentários.
A exegese teológico-pneumatológica. Além das exegeses lingüístico-gramatical e histórico-cultural, devemos familiarizar-nos também com a exegese-teológico-pneumatológica.
A tarefa da exegese teológico-pneumatológica é analisar os termos do texto da maneira teológica, bíblica, espiritual e doutrinária.
As perguntas-chave na exegese teológico-pneumatológica são:
a. Qual o ensino ou mensagem desta frase ou versículo?
b. Quais são as referências bíblicas que apóiam ou confirmam este ensino ou princípio?
c. Quais as afirmações bíblicas que explicam melhor o significado deste ensino?
d. O que Deus deseja expressar aqui?
Na exegese teológico-pneumatológica, o exegeta depende da operação e direção do Espírito Santo. A mensagem é descoberta pelo Espírito Santo, que nos ilumina (1 Co 2.12-13).
A metodologia usada pela exegese teológico-pneumatológica é a seguinte:
a. Esclarecemos os termos principais em relação ao testemunho inteiro das Escrituras.
b. Determinamos o cerne do versículo.
c. Observamos o indicativo da atuação divina.
d. Correlacionamos o texto com a mensagem cristológica (o Cristo prometido, encarnado, crucificado, morto, ressurreto, glorificado, exaltado, presente, que vem outra vez, consumador, rei, sacerdote, profeta).
e. Definimos a finalidade prática do versículo.
Alguns exemplos:
a. 2 Coríntios 5.21 termos principais: pecado, fazer pecado, justiça de Deus;
b. 1 João 4.9 termos principais: manifestou, amor de Deus, Filho unigênito, mundo, viver;
c. Jeremias 17.7 termos principais: Senhor, confiar, esperança, bendito;
d. Filipenses 4.4ss. o cerne é perto está o Senhor;
e. Lucas 18.9-14 o cerne é este desceu justificado para sua casa;
f. João 2.1ss. o cerne é ele... manifestou a sua glória;
g. Colossenses 3.12ss. quais são as afirmações indicativas da atuação divina?;
h. Filipenses 2.6-11 quais são as afirmações cristológicas?;
Lucas 11.5ss.; 18.1ss.; 1 Tm 2.1ss.; Mt 18.19ss. qual a finalidade destes versículos?
A exegese auxiliar. Sua tarefa é utilizar ferramentas secundárias, além da Bíblia, para aprofundar a compreensão de um versículo bíblico. Tais ferramentas são: versículos paralelos, chaves bíblicas, concordâncias, Bíblia Vida Nova, dicionários, comentários e um atlas bíblico, entre outras.
Nesta seção, aprenderemos, de maneira prática, a usar as ferramentas secundárias na exegese.
Quase todas as versões modernas da Bíblia portuguesa contêm, além do texto tra-duzido dos manuscritos antigos, a divisão em capítulos e versículos, títulos em le-tras itálicas e uma indicação simplificada de versículos paralelos. Na ARA, na ARC e na EIBB, os versículos paralelos encontram-se no rodapé de cada página (no ca-so da ARC e EIBB, de forma bem marcada, através de um linha divisória no texto).
Os versículos paralelos abordam os mesmos assuntos, referem-se às mesmas palavras-chave, usam passagens correlatas (profecia e cumprimento), explicam ou apresentam em sinônimos a mesma idéia. A finalidade dos versículos paralelos é fornecer ao leitor bíblico uma pequena chave bíblica móvel.
Há, porém, dois tipos de paralelismo: o paralelismo de palavras e o paralelismo de assuntos ou tópicos. No paralelismo de palavras, estas são idênticas, seja literalmente ou no sentido, enquanto, no paralelismo de assuntos, as palavras contêm apenas o mesmo tópico ou idéia, sem usar termos iguais.
Exemplo de paralelismo de palavras:
Tendo passado por Anfípolis e Apolônia, chegaram a Tessalônica, onde havia uma sinagoga de judeus (At 17.1).
Paulo, Silvano e Timóteo, à igreja dos tessa-lonicenses em Deus Pai e no Senhor Jesus Cristo: Graça e paz a vós outros (1 Ts 1.1).
Porque até para Tessalônica mandastes não somente uma vez, mas duas, o bastante para as minhas necessidades (Fp 4.16).

Exemplo de paralelismo de assuntos, idéias ou tópicos:
Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra (Mt 28.19).
Tem no seu manto, e na sua coxa, um nome inscrito: Rei dos Reis e Senhor dos Senhores (Ap 19.16).
Tudo me foi entregue por meu pai (Mt 11.27a).
... assim como lhe conferiste autoridade sobre toda carne, a fim de que ele conceda a vida eterna a todos os que lhe deste (Jo 17.2).
Foi precisamente para esse fim que Cristo morreu e ressurgiu; para ser Senhor, tanto de mortos como de vivos (Rm 14.9).
E lhe deu autoridade para julgar, porque é o Filho do homem (Jo 5.27).
E pôs todas as cousas debaixo dos seus pés e, para ser o cabeça sobre todas as coisas... (Ef 1.22).
O sétimo anjo tocou a trom-beta, e houve no céu grandes vozes, dizendo: O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos (Ap 11.15).


Que o Santo Espirito do Senhor, ilumine o nosso entendimento
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