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12 de agosto de 2019

Homilética - Teologia 33.29 A MEDITAÇÃO SOBRE O TEXTO DO SERMÃO

Homilética - Teologia 33.29


A MEDITAÇÃO SOBRE O TEXTO DO SERMÃO

A palavra meditação é conhecida desde o século XIV e deriva da forma verbal latina meditari, que significa medir ou medir espiritualmente, avaliar, julgar.
A meditação tenta medir em profundidade um objeto ou uma afirmação, para avaliar, julgar e compreender melhor seu significado e suas implicações.
As palavras portuguesas que mais se aproximam do verbo meditar são ponderar, pensar sobre, matutar, projetar, intentar, estudar, refletir, considerar.
A meditação é a contemplação profunda de um objeto ou de uma afirmação (pode ser um versículo bíblico); é uma forma de oração mental.
A meditação bíblica é a contemplação e reflexão espiritual das Sagradas Escrituras na presença de nosso bendito Salvador: Maria, porém, guardava todas estas palavras, meditando-as no coração (Lc 2.19). É uma contemplação espiritual da presença do Cristo ressurreto e vivo. O objeto da meditação é Sua Palavra (Js 1.8; Sl 1.1-3; 119.97, 99).
A meditação durante a elaboração da prédica não é primordialmente a busca de novas idéias, mas a recordação de algo já existente pressupondo-se, naturalmente, que de fato existe algo. Se a meditação encontro entre o texto e a vida se realiza apenas durante a elaboração da prédica, o resultado só poderá ser fraco. Sem considerar a sua finalidade para a prédica, a meditação ou é um processo vivo e constante da fé, ou ela não merece ser assim chamada. O encontro entre o texto tendo em vista a Sagrada Escritura global como texto e a vida é sinônimo de fé. A. Sommerauer, Guia do Pregador, p. 42.
A meditação bíblica é importante para a prédica evangélica, porque trata-se de uma contemplação espiritual em profundidade da Palavra de Deus e de uma reflexão entre o texto e a vida.
Lembre-se: a meditação começa com a oração, é caracterizada pela oração contínua e leva à oração!
Gostaríamos, ainda, de mencionar algumas questões práticas para a meditação no texto do sermão.
A quietude e o silêncio proporcionam uma ajuda imensa e fundamental na meditação. Procure um lugar tranqüilo. Alguns pregadores levantam-se de madrugada, só para meditar sobre o texto da próxima prédica. A ordem externa também ajuda a concentração. Uma mesa desarrumada convida-o a primeiro arrumar as coisas e desvia sua atenção, mas um lugar simples, limpo e tranqüilo ajuda-o a entrar num espírito de meditação. Um terceiro auxílio externo é o tempo. Precisa-se de bastante tempo para a meditação. A meditação não é um exercício mental de apenas cinco minutos. A mente, o coração, nosso íntimo, devem penetrar profundamente na Palavra de Deus. É um processo que exige paciência e tempo.
A concentração mental também é de suma importância na meditação. O silêncio apropriado é indispensável. A reflexão mental e a repetição constante do texto bíblico ajudam-no imensamente na meditação bíblica.
Leia o texto bíblico vagarosamente, palavra por palavra, versículo por versículo, muitas vezes, em espírito de oração, contemplação e adoração Conscientize-se da presença real de Cristo na meditação e identifique-se com o texto bíblico, fazendo perguntas pessoais, tais como:
- O que o texto me diz pessoalmente?
- Onde eu me encontro no texto?
- Como eu teria agido na situação desta pessoa mencionada no texto?
- Qual exemplo devo seguir, qual erro evitar?
Escreva o resultado de sua meditação numa folha de papel. Lápis e papel, portanto, são auxílios indispensáveis na meditação. Anote o que lhe vem à mente enquanto medita sobre o texto bíblico; só depois você avalia e escreve a prédica na forma final.
O alvo da meditação é a frutificação e o enriquecimento do trabalho exegético, com o impulso pessoal para uma boa prédica. Aquilo que nós mesmos apropriamos é mais fácil de ser comunicado. Desta maneira, a meditação bíblica ajuda-nos também na aplicação da Palavra de Deus.
É importante resumir com as seguintes palavras as linhas-mestras do texto sobre o qual meditamos: O texto diz a mim que...
Às vezes, a meditação bíblica indica também a forma da prédica:
- Qual o tema adequado, qual o núcleo do texto?
- Como poderia esboçar o texto?
- Como poderia ilustrar o texto?
- Que materiais áudio-visuais seriam aconselháveis (retratos, fotografias, figuras, fantoches, desenhos animados, quadro-negro, retroprojetor, slides)?
Estas perguntas técnicas não devem ser feitas no início da meditação, para não impedir a aproximação pessoal do pregador da presença de Deus. Mas a meditação nunca deve tornar-se uma mera auto-satisfação, uma experiência puramente individualista. Ela merece ser compartilhada com outros, com nosso próximo, e aí está o alvo da meditação. A meditação bíblica me conduz ao próximo!


Que o Santo Espirito do Senhor, ilumine o nosso entendimento
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