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7 de janeiro de 2022

História De Israel – Teologia 31.285 (2º Parte Livro 1) CAPÍTULO 3 MORTE DE HIRCANO, PRÍNCIPE DOS JUDEUS. ARISTÓBULO, SEU FILHO MAIS VELHO, TOMA POR PRIMEIRO O TÍTULO DE REI. MANDA MATAR SUA MÃE E ANTÍGONO, SEU IRMÃO, E MORRE TAMBÉM DE TRISTEZA. ALEXANDRE, UM DE SEUS IRMÃOS, SUCEDE-O. GRANDES GUERRAS DESSE PRÍNCIPE, TANTO EXTERNAS COMO INTERNAS. CRUEL AÇÃO QUE ELE COMETE. *

 História De Israel – Teologia 31.285 


(2º Parte Livro 1)

CAPÍTULO 3

MORTE DE HIRCANO, PRÍNCIPE DOS JUDEUS. ARISTÓBULO, SEU FILHO MAIS

VELHO, TOMA POR PRIMEIRO O TÍTULO DE REI. MANDA MATAR SUA MÃE E

ANTÍGONO, SEU IRMÃO, E MORRE TAMBÉM DE TRISTEZA. ALEXANDRE, UM

DE SEUS IRMÃOS, SUCEDE-O. GRANDES GUERRAS DESSE PRÍNCIPE, TANTO

EXTERNAS COMO INTERNAS. CRUEL AÇÃO QUE ELE COMETE. *

 

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* Este registro também se encontra no Livro Décimo Terceiro, capítulos 18,19, 20, 21 e 22, Antigüidades Judaicas, Parte I.

 

12. A prosperidade de Hircano e de seus filhos atraiu-lhes tanta inveja que vários se ergueram contra eles e chegaram mesmo a uma guerra aberta. Mas Hircano continuou senhor, passou o restante de sua vida em grande tranqüilidade e depois de ter governado durante trinta e três anos, com tanta sabedoria e virtude, que nada se podia, sem injustiça, encontrar digno de censura em seu proceder, morreu e deixou cinco filhos. Teve esta rara felicidade de possuir ao mesmo tempo o prin-cipado, o sumo sacerdócio e o dom da profecia. Deus mesmo falava-lhe e dava-lhe o conhecimento das coisas futuras. Assim, previu e predisse que os dois mais velhos de seus filhos não reinariam por muito tempo. A este respeito, julgo dever relatar qual o seu fim, tão longe da felicidade de que seu pai havia gozado.

13. Depois da morte de Hircano, Aristóbulo, o mais velho de seus filhos, mudou a forma de governo, em Roma, e foi o primeiro que pôs o diadema sobre a cabeça, quatrocentos e setenta e um anos e três meses depois que o povo, tendo sido libertado da servidão dos babilônios, tinha voltado à Judéia. Ele tinha tanto afeto por Antígono, um de seus irmãos, que o associou à coroa. Mandou os outros para a prisão e lá mandou também colocar sua mãe, porque Hircano, tendo-a declarado regente, ela disputava-lhe o governo. Sua crueldade para com ela chegou a ponto de fazê-la morrer de fome. Ele acrescentou a esse crime o de também matar Antígono, depois das calúnias de que se serviam para torná-lo odioso a ele. Como o amava muito, não podia, a princípio, acreditar; mas aconteceu que quando ele estava doente, Antígono, que voltava da guerra com soberano séquito, com muitos homens armados, entrou no Templo com aquela majestade toda, para rogar a Deus pela saúde do rei, seu irmão. Seus inimigos tomaram essa ocasião para perdê-lo. Disseram a Aristóbulo que Antígono, não se contentando com a honra que ele lhe tinha feito, associando-o ao governo, queria possuí-lo todo, inteiro, sozinho; e para esse fim tinha vindo com a pompa que só compete a um soberano, acompanhado de tantos guardas, que não se podia duvidar de que aquilo era para matá-lo. Aristóbulo, que então estava na fortaleza de Baris, que Herodes, depois chamou Antônia, em honra de Antônio, a princípio não quis acreditar nessas palavras, mas por fim chegou a persuadir-se de tudo e para não mostrar abertamente sua desconfiança para com seu irmão, nem algo fazer com leviandade, em assunto tão importante, ordenou aos seus guardas que se postassem à passagem de Antígono num lugar obscuro e subterrâneo, com ordem de deixá-lo passar, se ele se encontrasse sem arma, e de matá-lo, se estivesse armado; mas mandou-lhe dizer que viesse sem armas. A rainha, por uma maldade horrível, de combinação com os outros inimigos de Antígono, subornou o guarda que estava encarregado dessa comissão e o induziu a dizer a Antígono, que o rei, tendo sabido que ele tinha trazido da Galiléia as mais belas armas do mundo, rogava-lhe que viesse encontrá-lo; armado como estava, a fim de lhe dar o prazer de vê-las em sua pessoa. Antígono, que tinha recebido provas de afeto do rei, seu irmão, de nada desconfiou e, assim, apressou-se em executar essa ordem; quando chegou ao lugar denominado a torre de Estratão, os guardas do rei esperavam-no e o mataram.

Que outro exemplo pode melhor manifestar, como a calúnia é capaz de afogar os sentimentos mais ternos da natureza e da amizade e que não há união tão grande que sempre possa resistir aos esforços que ela faz para os destruir?

14. Aconteceu nesse fato uma coisa, que não se pode admirar assaz. Judas, da seita dos essênios, tinha tal conhecimento do futuro, que suas predições jamais deixaram de ser verdadeiras e tinham-lhe conquistado tal fama, que ele era sempre seguido de grande número de pessoas que o consultavam. Quando esse bom velho viu Antígono entrar no Templo, voltou-se para eles e exclamou: "Como se há de viver mais, depois que a verdade morreu? Posso duvidar de que uma coisa que eu predisse seja falsa, vendo, como eu vejo, com meus próprios olhos, Antígono ainda com vida, ele, que eu julgava dever ser hoje morto na torre de Estratão? E como isso se poderia realizar pois ela está longe daqui seiscentos estádios e estamos na quarta hora do dia?" Depois que judas havia falado deste modo e repassava com tristeza certas coisas em sua mente, vieram dizer-lhe que Antígono tinha sido morto, num lugar subterrâneo que tem o mesmo nome que a torre de Estratão, que está em Cesaréia, à margem do oceano. Fora essa semelhança de nomes que o havia enganado.

15.  Aristóbulo, apenas cometeu tão cruel ação, logo se arrependeu e a dor que sentiu aumentou ainda mais a sua doença. O horror de seu crime, que continuamente pairava-lhe ante os olhos, perturbou sua alma; ele caiu em tão profunda tristeza que os efeitos de sua melancolia, passando da alma ao corpo, irritando seu gênio, comoveram-lhe tanto as entranhas, que ele chegou a vomitar sangue. Um dos seus mordomos levou esse sangue e Deus permitiu que ele o atirasse, sem querer, no mesmo lugar onde se viam, ainda, manchas do sangue de Antígono. Os que o viram, julgando que ele o havia feito de propósito e que era como um sacrifício que ele oferecia aos manes desse príncipe, soltaram gritos tão agudos que o rei os ouvia. Perguntou-lhe então qual a causa. E como ninguém ousava dizer-lhe a verdade, o que aguçou ainda mais a sua curiosidade, ele os obrigou, com ameaças, a confessá-lo. Então, banhado em lágrimas, consumido pela violência de seus suspiros, o que lhe restava ainda de força, disse com voz quase imperceptível: "Poderia eu esperar que Deus, que tem os olhos abertos sobre tudo o que se passa no mundo, não tivesse ciência de meus crimes? Sua justiça poderia castigar-me mais prontamente do que o faz, por ter sido o assassino de meu próprio irmão? Até quando este miserável corpo reterá minha alma, para impedir que seja sacrificada à vingança de sua morte e da de minha mãe? Por que oferecer-lhe assim meu sangue gota a gota, em vez de oferecê-lo todo de uma vez? Por que ficar por mais tempo exposto ao sabor da fortuna que zomba por me ver, com as estranhas despedaçadas e oprimido pela dor, sentir os efeitos de sua inconstância?" Dizendo estas palavras, morreu, depois de ter reinado apenas um ano.

16. A rainha, sua viúva, mandou depois saírem os irmão da prisão e constituiu rei a Alexandre, que era o mais velho e parecia de caráter moderado. Mas apenas foi elevado ao supremo poder, mandou matar o irmão, que o queria disputar, e conservou o outro, porque se contentou de viver em condição de um particular.

17. Ptolomeu Latur, rei do Egito, tendo tomado a cidade de Azoche, Alexandre ofereceu-lhe combate, matando-lhe muitos soldados; mas a vitória, no entanto, pertenceu a Ptolomeu. Cleópatra, mãe deste príncipe, obrigou-o a se retirar para o Egito, e então Alexandre tornou-se senhor de Cadara e de Amate, que é a maior de todas as praças além do Jordão, onde ele se enriqueceu com o que Teodoro, filho de Zenão, tinha de mais precioso. Mas não o possuiu por muito tempo. Teodoro veio contra ele e reconquistou não somente o que ele lhe tinha arrebatado, mas saqueou toda a bagagem de Alexandre, matando-lhe ainda uns dois mil homens. Este rei dos judeus reuniu novas forças, levou a guerra às cidades marítimas, tomou Rafia, Gaza e Antedom, que o rei Herodes depois chamou de Agripíada.

18.  Como acontece muitas vezes, que as grandes assembléias e os grandes banquetes causam perturbações, surgiu, num dia de festa, tal agitação contra este príncipe, que ele julgou não se poder salvar da rebelião de seus súditos, senão assalariando tropas estrangeiras; como não confiava nos sírios, porque não vão de acordo com os judeus, serviu-se dos pisídios e dos cilícios. Mandou depois matar mais de oito mil daqueles sediciosos e marchou contra Obodas, rei dos árabes, venceu os galátidas e os moabitas, impôs-lhes um tributo e voltou para sitiar Amate. Mas Teodoro, espantado com todos estes acontecimentos, abandonou a praça e Alexandre a destruiu completamente.

19.  Marchou depois contra Obodas: este príncipe que havia colocado uma parte de suas tropas de emboscada, na província de Gaulaim, impeliu-o para um vale muito estreito e profundo e destruiu todo seu exército, que foi esmagado pela multidão de seus camelos. A custo Alexandre pôde salvar-se em Jerusalém, onde sua má sorte, aumentando ainda o ódio que já lhe tinham, encontrou todos os habitantes mais dispostos do que nunca a se revoltar; essa animosidade foi tão além, que em vários combates em que ele se viu envolvido, contra seus próprios súditos, e onde sempre ele levou a melhor, matou mais de cinqüenta mil, durante seis anos.

20. Estas vitórias que enfraqueciam o seu estado, foram-lhe mui funestas e ele com isso não se podia regozijar; e assim, em vez de continuar procurando reunir seus súditos e levá-los à obediência, pelo caminho das armas, resolveu tentar o da bondade. Mas essa mudança de proceder só lhes aumentou o ódio; eles o atribuíram à sua inconstância; e um dia, quando ele lhes perguntou o que poderia fazer para contentá-los, responderam-lhe que devia fazer-se matar e que eles mui dificilmente perdoariam todo o mal que lhes fizera. Chamaram em seu auxílio o rei Demétrio Eucero, o qual veio com um exército; feito mais forte com esse reforço, marchou até Siquém, com três mil cavaleiros e quarenta mil soldados de infantaria. Alexandre, que só tinha mil cavaleiros, oito mil estrangeiros e mais ou menos dez mil judeus, que ainda lhe eram fiéis, marchou contra ele. Antes de travar combate, estes dois reis fizeram cada qual o possível. Demétrio, para atrair ao seu partido os estrangeiros que Alexandre tinha, e Alexandre, para trazer ao seu, os judeus que se haviam reunido a Demétrio. Mas nem um, nem outro, conseguiu o que queria e foi então necessário travar-se a batalha. Demétrio ganhou-a, e jamais se combateu tão corajosamente como combateram os estrangeiros que Alexandre tinha assalariado. O efeito dessa vitória foi contrário ao que os dois príncipes deveriam imaginar. Pois Alexandre, tendo fugido para as montanhas, seis mil judeus que tinham combatido por Demétrio, comovidos pela desgraça desse rei, foram procurá-lo. Mudança tão repentina assustou a Demétrio e, com o medo que sentiu de que o restante da nação também viesse a passar para o lado de Alexandre, que ele via já tão forte quanto ele, depois desse grande auxílio, achou melhor retirar-se. Os outros judeus continuaram a fazer guerra a Alexandre, a qual durou até quando, depois de ter matado um grande número deles, e reduzido os que restavam de todos os combates, a ter como único refúgio a cidade de Bemezel, tomou essa praça e os levou a todos, prisioneiros, a Jerusalém. Viu-se então até que ponto de crueldade, ou melhor, de impiedade, a cólera pode levar os homens. Durante um banquete que ele dava às suas concubinas, mandou crucificar diante de seus próprios olhos, oitocentos daqueles prisioneiros, depois de ter feito degolar na presença deles, suas mulheres e filhos. Espetáculo tão horrível imprimiu tal terror no espírito dos daquele partido, que oito mil partiram na noite seguinte, fugindo para fora do reino, e voltaram à Judéia somente depois da morte desse príncipe, e foi somente com ações tão trágicas que ele restabeleceu por fim e com muita dificuldade a paz e a tranqüilidade em seu Estado.

 

Que o Santo Espirito do Senhor, ilumine o nosso entendimento

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