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7 de janeiro de 2022

História De Israel – Teologia 31.291 (2º Parte Livro 1) CAPÍTULO 9 CÉSAR É MORTO NO CAPITÓLIO POR BRUTO E POR CÁSSIO. CÁSSIO VEM À SÍRIA E HERODES SE PÕE EM BOAS RELAÇÕES COM ELE.MALICO MANDA ENVENENAR ANTÍPATRO, QUE LHE HAVIA SALVADO A VIDA. HERODES VINGA-SE, MANDANDO MATAR MALICO, POR OFICIAIS DAS TROPAS ROMANAS. *

História De Israel – Teologia 31.291

(2º Parte Livro 1)

CAPÍTULO 9

CÉSAR É MORTO NO CAPITÓLIO POR BRUTO E POR CÁSSIO. CÁSSIO VEM À SÍRIA E HERODES SE PÕE EM BOAS RELAÇÕES COM ELE.MALICO MANDA ENVENENAR ANTÍPATRO, QUE LHE HAVIA SALVADO A VIDA. HERODES VINGA-SE, MANDANDO MATAR MALICO, POR OFICIAIS DAS TROPAS ROMANAS. *

 

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* Este registro também se encontra no Livro Décimo Quarto, capítulos 18, 19 e 20, Antigüidades judaicas, Parte I.

 

47. Esta guerra entre os romanos foi seguida por outra ainda maior; César fora morto no Capitólio por Cássio e por Bruto, depois de ter reinado três anos e meio; todos os principais do império, levados por diversos sentimentos e por interesses diversos, tomaram as armas. Cássio veio à Síria, fez reconciliarem-se Marcos e Basso, tomou o comando das tropas que eles comandavam, fez levantar o cerco de Apaméia e impôs às cidades tributos que superavam às suas posses. Ordenou também aos judeus que fornecessem setecentos talentos; Antípatro, temendo as ameaças, ordenou aos seus filhos e a alguns de seus amigos, entre os quais estava Malico, que procurassem reunir essa soma com toda a solicitude. Herodes foi o primeiro que o fez. Forneceu cem talentos para a Galiléia e conquistou por esse meio o afeto de Cássio. Os outros não foram tão diligentes, e Cássio ficou de tal modo encolerizado que depois de ter saqueado Gofna, Amonta e duas outras pequenas cidades, avançou com a intenção de mandar matar Malico; mas Antípatro o salvou e impediu a ruína das outras cidades, por meio de cem talentos que deu a Cássio. Esse general do exército romano, tão considerado entre os do seu partido, logo depois afastou-se, e Malico esqueceu o favor que devia a Antípatro; antes o chamava de seu salvador, mas então, não teve receio de atentar contra sua vida, a fim de não mais tê-lo como obstáculo aos seus projetos. Antípatro desconfiou de alguma coisa e passou para lá do Jordão, a fim de reunir tropas e pôr-se em condições de nada mais temer. Malico viu que só lhe restava um caminho para executar o que havia premeditado; usou de fingimento, porque Fazael era governador de Jerusalém e Herodes comandava os soldados; por isso, fez-lhes muitas reverências, jurou que jamais tivera algum mau intento, que eles o reconciliaram com seu pai e por esse meio fez a paz com Marcos, governador da Síria, que tinha determinado fazê-lo morrer, porque ele era um espírito agitador e faccioso.

48. O jovem César, depois cognominado Augusto, e Antônio, tendo vindo à guerra com Bruto e Cássio, este último e Marcos com ele, reuniram um exército na Síria e como tinham reconhecido a grande capacidade de Herodes, deram-lhe o governo da província, com uma grande cavalaria e infantaria; Cássio chegou a prometer-lhe fazê-lo rei da Judéia, quando a guerra tivesse terminado. Mas o mérito do filho que podia levar tão longe suas esperanças foi a causa da morte do pai, porque ele se tornou tão temível a Malico, que, para se livrar do perigo que temia, subornou um criado de Hircano, que o envenenou. Tal a recompensa que recebeu da ingratidão de Malico este grande personagem tão capaz de governar e da execução dos mais importantes assuntos e a quem Hircano era devedor da reconquista e da conservação do seu reino. As suspeitas que disso o povo teve animou-o contra aquele pérfido indivíduo; mas ele o acalmou, confessando ousadamente não ter tido parte alguma naquele crime e, no temor que tinha de que Herodes se vingasse, reuniu tropas para sua defesa e segurança. Herodes queria de fato marchar com um exército para castigar aquele traidor, mas Fazael aconselhou-o a dissimular para que não se excitassem novas perturbações. Assim, os dois irmãos receberam Malico, aceitaram suas desculpas e fizeram soberbos funerais ao seu pai.

49. Herodes foi em seguida a Samaria, que achou perturbada por diversos partidos e, depois de tê-la pacificado, voltou para passar a festa em Jerusalém, acompanhado por alguns soldados, além daqueles que tinha mandado na frente. Malico ficou tão cheio de medo, que persuadiu a Hircano que ordenasse que ele não trouxesse estrangeiros, porque poderia perturbar a devoção do povo. Herodes zombou dessa proibição e entrou de noite na cidade. Então Malico veio procurá-lo, chorando a morte de Antípatro e, embora essas lágrimas fingidas só aumentassem a cólera de Herodes, ele mostrou acreditar que eram verdadeiras; mas escreveu a Cássio para pedir-lhe justiça pela morte de seu pai. Como Cássio já odiava Malico, não somente lhe permitiu vingar-se, mas mandou mesmo uma ordem secreta aos chefes de suas tropas para que ajudassem a Herodes em tudo o que desejasse deles, para esse fim. Em seguida, tomou Laodiceia. Os maiorais do país trouxeram-lhe presentes e coroas; Herodes não duvidou de que Malico também estivesse lá e julgou que aquela ocasião seria própria para executar seu desígnio. Quando Malico estava perto de Tiro, começou a suspeitar; resolveu tirar seu filho que lá estava como refém e fugir para a Judéia. Seu desespero levou-o mesmo a formar um projeto ainda mais ousado, que era de se servir da ocasião da guerra de Cássio contra Antônio para levar os judeus a sacudir o jugo dos romanos, destronar Hircano e reinar em seu lugar. Mas Deus zombava de suas vãs esperanças, com que tanto se iludia: Herodes desconfiou de que ele tinha algum plano extraordinário e para preveni-lo, convidou-o a cear em sua casa com Hircano. Mandou em seguida um dos seus, com o pretexto de fazer os preparativos, mas deu-lhe uma ordem secreta de rogar aos oficiais das tropas romanas que fossem esperar Malico no caminho, para lhe dar o castigo merecido. Como Cássio lhes havia ordenado que fizessem tudo o que Herodes desejasse, não deixaram de ir ao encontro de Malico. Viram-no perto da cidade, ao longo da praia, e o mataram. O espanto de Hircano foi tão grande que ele desmaiou; quando voltou a si, perguntou a Herodes quem havia mandado matar Malico. Um dos tribunos então respondeu que tudo se fizera com ordem de Cássio, e ele disse: "Sou-lhe então devedor de minha salvação e toda a Judéia não lhe é menos grata do que eu, pois ele nos salvou fazendo morrer esse traidor que tinha tramado nossa ruína." Não se sabe se Hircano tinha verdadeiramente esses sentimentos no coração ou se o medo o fazia assim falar, mas foi dessa maneira que Herodes se vingou de Malico.

 

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