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7 de janeiro de 2022

História De Israel – Teologia 31.294 (2º Parte Livro 1) CAPÍTULO 12 ANTÍGONO CERCA A FORTALEZA DE MASSADA. HERODES, EM SEU RETORNO DE ROMA, FAZ LEVANTAR O CERCO E SITIA INUTILMENTE JERUSALÉM. DERROTA NUM COMBATE UM GRANDE NÚMERO DE LADRÕES. ARDIL DE QUE SE SERVE PARA OBRIGAR OS QUE SE HAVIAM RETIRADO NAS CAVERNAS. VAI COM ALGUMAS TROPAS PROCURAR ANTÔNIO QUE FAZIA GUERRA AOS PARTOS. *

 História De Israel – Teologia 31.294

(2º Parte Livro 1)

CAPÍTULO 12

ANTÍGONO CERCA A FORTALEZA DE MASSADA. HERODES, EM SEU RETORNO DE

ROMA, FAZ LEVANTAR O CERCO E SITIA INUTILMENTE JERUSALÉM. DERROTA

NUM COMBATE UM GRANDE NÚMERO DE LADRÕES. ARDIL DE QUE SE SERVE

PARA OBRIGAR OS QUE SE HAVIAM RETIRADO NAS CAVERNAS. VAI COM

ALGUMAS TROPAS PROCURAR ANTÔNIO QUE FAZIA GUERRA AOS PARTOS. *

 

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* Este registro também se encontra no Livro Décimo Quarto, capítulos 26 e 27, Antigüidades Judaicas, Parte I.

 

59. Enquanto estas coisas se passavam em Roma, Antígono sitiava a fortaleza de Massada. )osé, irmão de Herodes, a defendia; estava ela bem provida de todas as coisas; só faltava água. Como ele sabia que Malce, rei dos árabes, estava arrependido de ter dado motivo a Herodes de ficar mal satisfeito com ele, deliberou, nessa ocasião, sair à noite com duzentos homens, para ir procurá-lo: caiu naquela mesma noite tão grande chuva, que as cisternas se encheram. Assim, não somente pensou em se defender, mas fazia arremetidas contra os que a sitiavam, quer em pleno dia quer durante a noite, e matava sempre um grande número de homens, o que não impedia que, às vezes, também se retirasse com algumas perdas.

60.  Nesse mesmo tempo, Ventídio, mandado com um exército romano para expulsar os partos da Síria, entrou na Judéia com o pretexto de ajudar a José, mas, na verdade, para obter dinheiro de Antígono. Depois de se ter aproximado de Jerusalém e de se ter enriquecido, retirou-se com a maior parte de seu exército para ir acalmar a agitação que surgira em algumas cidades, pelas incursões dos partos; mas ele deixou Silom com algumas tropas, não querendo levá-las todas, para mostrar que seu único interesse o havia levado a vir.

61.  Seu afastamento fez Antígono crer que poderia ainda receber auxílio dos partos; com essa esperança, subornou Silom, com dinheiro, a fim de não tê-lo como inimigo. No entanto, Herodes voltara de Roma; desembarcou em Ptolemaida, onde reuniu grande quantidade de tropas, de sua nação e estrangeiras, que ele tomou a pagamento; tornando-se ainda mais forte com a ajuda de Silom e Ventídio, ao qual Géllio, mandado por Antônio, persuadiu que o pusesse de posse do reino, entrou na Galiléia para marchar contra Antígono. Suas forças aumentavam sempre, à medida que ele avançava, e quase toda a Galiléia abraçou o seu partido. A primeira coisa que resolveu fazer foi levantar o cerco de Massada para libertar seus parentes que lá estavam encerrados, mas era preciso antes tomar Jope, a fim de não deixar aquela praça para trás, quando marchasse para Jerusalém. Silom tomou essa ocasião para se retirar, e os judeus, do partido de Antígono, perseguiram-no. Herodes, embora tivesse poucos soldados, combateu-o, derrotou-o e salvou Silom, que já não lhes podia resistir. Ele tomou, em seguida, Jope avançou rapidamente para Massada e seu exército fortificava-se cada vez mais, porque os do país reuniram-se a ele, uns pela estima que tinham do seu valor, outros, pela gratidão dos favores que lhe deviam e a maior parte, pela esperança dos benefícios que esperavam. Ele assim reuniu um grande exército e Antígono tirou pouca vantagem das emboscadas que lhe preparou no caminho. Dessa forma, não encontrou grande dificuldade em fazer levantar o cerco de Massada; depois de ter tomado em seguida o castelo de Ressa, marchou para Jerusalém, seguido pelas tropas de Silom e por vários habitantes daquela grande cidade, que temiam seu poder. Sitiou-a do lado do ocidente e os que a defendiam atiraram grande número de flechas e fizeram várias incursões contra as suas tropas. Começou por fazer publicar por um arauto, que tinha vindo somente para cuidar do bem da cidade; que esquecia as ofensas que seus maiores inimigos lhe haviam feito e que não excetuava a ninguém naquela anistia. Antígono, ao contrário, temendo que os seus se deixassem persuadir, fazia tudo o que podia para impedi-los de escutar o que o arauto dizia e lhes ordenou, por fim, que repelissem os inimigos. Depois dessa ordem, atiraram-lhes tantas flechas e lançaram-lhes tantos dardos, do alto das torres, que os obrigaram a se retirar. Viu-se então claramente que Silom se havia deixado subornar; pois ele fez que vários dos seus soldados começassem a clamar que lhes dessem víveres, dinheiro, e quartéis de inverno, porque Antígono tinha feito estragos pelos campos. Silom mesmo queria retirar-se e para isso exortava os demais. Herodes, vendo-se assim prestes a ser abandonado, rogou, não somente aos oficiais das tropas romanas, mas aos soldados, que não o deixassem daquele modo; disse-lhes que fora enviado por Antônio, por Augusto e pelo Senado para ajudá-los, e que só lhes pedia um dia, para providenciar a respeito dos víveres, que nada mais lhes haveria de faltar. Essa promessa foi cumprida. Ele mesmo providenciou e mandou vir grande abundância do necessário e assim tirou a Silom todo pretexto de se queixar. Mandou também aos de Samaria, que se haviam posto sob sua proteção, que trouxessem trigo, vinho, óleo e gado a Jerusalém. Apenas Antígono soube disso, mandou tropas ocuparem as passagens das montanhas e fazerem emboscadas aos que traziam essas provisões. Herodes, que por seu lado de nada se descuidava, tomou cinco coortes dos romanos, cinco de judeus, alguns soldados estrangeiros, um pouco de cavalaria e foi a Jerico. Encontrou a cidade abandonada; quinhentos de seus habitantes tinham fugido com suas famílias para as montanhas. Mandou prendê-los, mas depois os deixou em liberdade. Os romanos encontraram a cidade repleta de toda espécie de bens e a saquearam. Herodes deixou lá uma guarnição, deu quartéis de inverno às tropas romanas na Iduméia, na Galiléia e em Samaria, e Antígono obteve de Silom, como recompensa dos presentes que ele lhe havia concedido, mandar uma parte de suas tropas a Lida, a fim de conquistar, por esse meio, as boas graças de Antônio. Assim os romanos viviam em grande paz e em grande abundância.

62. No entanto, Herodes, que não queria ficar ocioso, mandou José, seu irmão, à Judéia, com quatrocentos cavaleiros e dois mil soldados de infantaria; foi à Samaria, onde deixou sua mãe e os parentes que tinha retirado de Massada. Passou depois à Galiléia, para tomar algumas praças, onde Antígono tinha estabelecido guarnições, e chegou a Séforis durante uma forte nevada. Os que a defendiam para Antígono haviam fugido, e ele encontrou tanta quantidade de víveres, que suas tropas tiveram oportunidade de se refazer e descansar depois de tão longa caminhada. A princípio, deliberou livrar a província daquele grande número de ladrões que se retiravam para as cavernas e que não perturbavam menos o país com suas roubalheiras e agitações do que a guerra. Mandou na frente, a Arbela, um corpo de cavalaria com três coortes e, quarenta dias depois, para lá se dirigiu com o restante das tropas. Aqueles ladrões, confiando na própria experiência da guerra e na coragem, vieram ousadamente ao seu encontro. O combate se travou e sua ala direita pôs em fuga a ala esquerda de Herodes. Ele veio prontamente em auxílio dos seus, obrigou-os a fazer meia volta e não so-mente deteve os inimigos, mas os obrigou a fugir. Perseguiu-os até o Jordão e matou muitos deles; o restante salvou-se, fugindo para além do rio. Dessa forma, teria, por esse ato de violência, libertado inteiramente a província daqueles ladrões, se muitos não tivessem ficado escondidos nas cavernas, lá permanecendo ainda por algum tempo.

63.  Esse grande general, para dar a saborear aos seus soldados os primeiros frutos de seus trabalhos, mandou distribuir a cada um cento e cinqüenta dracmas, recompensou seus comandantes na proporção de seus méritos e os mandou todos aos quartéis de inverno. Ordenou a Feroras, o mais jovem de seus irmãos, que providenciasse víveres e fechasse Alexandriom com muralhas, o que ele não deixou de fazer.

64. Antônio estava então em Atenas, e Ventídio ordenou a Silom e a Herodes que o fossem encontrar para marcharem contra os partos, depois que tivessem posto em ordem os interesses da judéia, de modo que não mais tivessem necessidade de sua presença. Embora Herodes pudesse reter Silom, desta maneira ele o mandou e não deixou de marchar com suas tropas contra aqueles ladrões que se escondiam nas cavernas.

65.  Essas cavernas estavam em montanhas difíceis e inacessíveis de todos os lados. Lá se podia subir somente por pequenos atalhos, muito estreitos e tortuosos; via-se em frente uma grande rocha escarpada, que ia até o fundo do vale, cavado em diversos lugares pela impetuosidade das torrentes. Um lugar tão forte e defendido deixou Herodes assustado. Ele não sabia como realizar o seu projeto.

Por fim, veio-lhe à mente uma idéia que nenhum outro antes havia tido. Mandou descer até à entrada das cavernas, em caixões bastante fortes, alguns soldados que matavam os que lá se haviam escondido com suas famílias e incendiavam os alojamentos dos que não se queriam entregar. Mas como ele desejava salvar alguns, mandou avisar a som de trombeta que viessem procurá-lo, dando-lhe todas as garantias. Nenhum deles, no entanto, ousou fazê-lo. A morte parecia-lhes mais suave que a escravidão; a maior parte dos que lhe foram levados à força, mataram-se. Um velho, ao qual a mulher e os filhos pediram para sair da caverna para se entregar aos inimigos, em vez de consentir, pôs-se à entrada, ordenou-lhes que saíssem, e os matava à medida que iam saindo. Herodes, que os via de um lugar elevado, ficou comovido e fez-lhe sinal com a mão que tivesse compaixão de seus filhos, e acrescentou mesmo seus rogos; mas o velho, em vez de se acalmar com o que ele dizia, recriminou-lhe a fraqueza, matou a mulher, e depois de ter matado os filhos, atirou seus corpos do alto do rochedo e por último atirou-se ele também.

66.  Depois que Herodes assim eliminou todos os que se haviam escondido nas cavernas, lá deixou uma guarnição que julgou necessária para impedir as revoltas; deu-lhe o comando a Ptolomeu, voltou à Samaria e marchou contra Antígono com seiscentos cavaleiros e três mil soldados de infantaria, armados de escudo. Aqueles que estavam acostumados a perturbar a Galiléia, tomaram a oportunidade da sua ausência para atacar Ptolomeu, surpreenderam-no e o mataram. Devastaram em seguida todos os campos; depois, refugiaram-se nos pân-tanos e nos lugares fortificados. Logo que Herodes teve essa notícia, voltou, dizimou-lhes a maior parte e depois de ter assim libertado todas as cidades que eles perturbavam, com suas incursões, obrigou-as a pagar cem talentos.

67.  No entanto, os partos, após serem vencidos numa grande batalha em que Pacoro, seu rei, foi morto, Ventídio mandou, por ordem de Antônio, Maquera ao rei Herodes, com duas legiões e mil cavaleiros. Antígono escreveu-lhe fazendo grandes queixas de Herodes e rogando que o ajudasse contra ele, com promessa de lhe dar uma grande quantia. Maquera, porém, julgou dever guardar fidelidade àquele em auxílio do qual tinha vindo e, como esperava mais de Herodes do que de Antígono, foi, contra a opinião de Herodes, procurar Antígono, para examinar o estado de suas tropas, com o pretexto de amizade. Antígono desconfiou dos seus intentos e não somente não o recebeu em sua praça, mas mandou atirar contra ele. Maquera, confuso com a recepção hostil, voltou para encontrar-se com Herodes, em Emaús, e mandou matar em sua cólera todos os judeus que encontrou em seu caminho, sem indagar se eram amigos ou inimigos. Herodes ficou tão irritado, que teve vontade de o tratar como inimigo, mas conteve-se e partiu para ir procurar Antônio, a fim de lhe apresentar sua queixa. Maquera, então, reconheceu seu erro; seguiu-o e obteve dele, depois de muitos rogos, que esquecesse o que se havia passado.

68. Herodes continuou na sua deliberação de ir procurar Antônio e se apressou tanto mais, quanto tendo sabido que ele apertava o cerco de Samosata, cidade muito forte, situada sobre o Eufrates, julgou não poder achar uma ocasião mais favorável para lhe demonstrar seu afeto e sua coragem. Sua chegada apressou a tomada da praça, que Antíoco foi obrigado a lhe entregar; ele matou um grande número daqueles bárbaros e recebeu como sinal de seu valor uma parte dos despojos. Antônio ficou admirado e embora fosse grande a estima que já tinha dele, aumentou-a ainda mais, de tal sorte que isso lhe foi um acréscimo de honra e um motivo de esperança de consolidação em seu reino.

 

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