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7 de janeiro de 2022

História De Israel – Teologia 31.295 (2º Parte Livro 1) CAPÍTULO 13 JOSÉ, IRMÃO DE HERODES, É MORTO NUM COMBATE, E ANTÍGONO MANDA CORTAR-LHE A CABEÇA. DE QUE MODO HERODES VINGA ESSA MORTE. EVITA DOIS GRANDES PERIGOS. SITIA JERUSALÉM, AJUDADO POR SÓSIO, COM UM EXÉRCITO ROMANO E DESPOSA MARIANA DURANTE ESSE CERCO. TOMA DE ASSALTO JERUSALÉM E RESGATA-LHE O SAQUE. SÓSIO LEVA ANTÍGONO PRISIONEIRO A ANTÔNIO, QUE LHE MANDA CORTAR A CABEÇA. CLEÓPATRA OBTÉM DE ANTÔNIO UMA PARTE DOS TERRITÓRIOS DA JUDÉIA, PARA ONDE VAI, E É MAGNIJICAMENTE RECEBIDA POR HERODES.

 História De Israel – Teologia 31.295

(2º Parte Livro 1)

CAPÍTULO 13

JOSÉ, IRMÃO DE HERODES, É MORTO NUM COMBATE, E ANTÍGONO MANDA CORTAR-LHE A CABEÇA. DE QUE MODO HERODES VINGA ESSA MORTE. EVITA DOIS GRANDES PERIGOS. SITIA JERUSALÉM, AJUDADO POR SÓSIO, COM UM EXÉRCITO ROMANO E DESPOSA MARIANA DURANTE ESSE CERCO. TOMA DE

ASSALTO JERUSALÉM E RESGATA-LHE O SAQUE. SÓSIO LEVA ANTÍGONO

PRISIONEIRO A ANTÔNIO, QUE LHE MANDA CORTAR A CABEÇA. CLEÓPATRA

OBTÉM DE ANTÔNIO UMA PARTE DOS TERRITÓRIOS DA JUDÉIA, PARA ONDE

VAI, E É MAGNIJICAMENTE RECEBIDA POR HERODES. *

 

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* Este registro também se encontra no Livro Décimo Quarto, capítulos 27 e 28, e no Livro Décimo Quinto, capítulos 1 e 5, Antigüidades judaicas, Parte I.

 

69. Ao mesmo tempo que estas coisas se passavam, Herodes soube de um acontecimento triste, para ele, que lhe sucedera na judéia. Lá ele havia deixado José, seu irmão, para governar na sua ausência, com ordem expressa de nada empreender contra Antígono até sua volta, porque não podia confiar no socorro de Maquera, depois da maneira como ele tinha agido. Mas quando José viu que o rei, seu irmão, se tinha afastado, em vez de executar o que ele lhe havia determinado, marchou para Jerico com suas tropas e cinco companhias de cavalaria, que Maquera lhe havia dado, para fazer a colheita do trigo, que já estava próxima, e acampou nas montanhas. Os inimigos atacaram-no naqueles lugares tão desvantajosos, derrotaram-no completamente, sendo ele mesmo morto depois de ter feito tudo o que podia fazer o homem mais valente do mundo, e toda aquela cavalaria romana lá pereceu, porque tinha sido recém-organizada, trazida da Síria, integrada por soldados jovens, incapazes de reparar o que lhes faltava à pouca experiência. Antígono não se contentou com essa vitória; como tinha ainda em seu poder os corpos dos vencidos, sua cólera levou-o a mandar cortar a cabeça de José, embora Feroras, seu irmão, lhe mandasse oferecer cinqüenta talentos para tê-lo todo inteiro. Esse combate produziu tal mudança na Galiléia, que os partidários de Antígono afogavam no lago os mais ilustres dos amigos de Herodes; sucederam também novas perturbações na Iduméia,* onde Maquera fizera fortificar o Castelo de Gethe.

 

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* Está escrito Judéia, e não Iduméia, no Livro Décimo Quarto, capítulo 27, número 621, Antigüidades judaicas, Parte I.

 

70. Antônio, voltando ao Egito, depois da tomada de Samosata, constituiu Sósio, governador da Síria, com ordem expressa de ajudar Herodes contra Antígono; Sósio, para começar a fazê-lo, mandou na frente duas legiões para a Judéia e seguiu depois com o restante das tropas. Quando Herodes estava em Dafne, arrabalde de Antioquia, teve um sonho no qual se predizia a morte de seu irmão; ele saltou do leito, muito perturbado; os que lhe traziam tão triste notícia, entraram naquele mesmo instante no seu quarto. Ele não pôde deixar de ceder à violência da dor, mas deteve-a, para correr a vingá-lo, e marchou contra seus inimigos com rapidez incrível. Quando chegou ao monte Líbano, com uma legião romana, tomou oitocentos homens da região e sem ter a paciência de esperar o raiar do dia, partiu, de noite mesmo, para entrar na Galiléia. Encontrou os inimigos, pô-los em fuga e os obrigou a se refugiarem num castelo, de onde eles tinham saído no dia anterior. Lá os foi sitiar, mas uma grande tempestade o obrigou a se retirar para uma aldeia vizinha. Poucos dias depois, a outra legião que Antônio lhe havia fornecido veio encontrá-lo e o espanto que os inimigos sentiram fê-los abandonar o castelo. Como Herodes ardia de impaciência de vingar a morte de seu irmão, avançou com grande rapidez até Jerico, onde foi salvo por uma espécie de milagre, de um tão grande perigo, que não se duvida de que Deus tivera mesmo cuidado em conservá-lo. Vários dos mais ilustres da cidade haviam ceado com ele e, mal apenas se retiraram, a sala, onde haviam estado, ruiu por terra. Ele tomou esse acidente como um bom augúrio e levantou o acampamento logo no dia seguinte, cedo. Seis mil inimigos desceram das montanhas e travaram apenas escaramuças com a sua vanguarda, mas como não ousavam combater com os romanos, contentavam-se de atacá-los de longe, a golpes de dardos, com o que vários ficaram feridos e Herodes mesmo recebeu um ferimento no flanco.

Antígono, querendo fazer crer que suas tropas eram superiores às de Herodes, não somente em coragem mas também em número, mandou-lhes uma parte à Samaria sob o comando de Pappo, com o fim de combater e derrotar Maquera.

71. Herodes, por seu lado, entrou no país que lhe era inimigo, tomou de assalto cinco cidades, matou dois mil homens dos que as defendiam, incendiou-as e voltou ao seu acampamento, que estava perto da aldeia de Cana. Não se passava um dia sem que os judeus, tanto de jerico, como de outros lugares, não se dirigissem a ele para ficar ao seu lado; uns, pela estima que lhe dedicavam e por seus grandes feitos, outros, pelo ódio contra Antígono, e alguns, por seu amor pelas mudanças. Ele só pensou em travar combate; as tropas de Pappo vieram corajosamente ao ataque, sem se espantar nem com o grande número de inimigos, nem com o ardor com que marchavam contra eles. Os que não eram simpatizantes de Herodes resistiram por algum tempo; mas como não havia perigo que ele não desprezasse para vingar a morte de seu irmão, atacou com tal força os que se apresentaram diante dele, que não teve dificuldade em vencê-los. Derrotou, em seguida, todos os que ainda restavam, e a mortandade foi grande. Alguns fugiram para a aldeia de onde haviam partido, a fim de se salvarem. Perseguiu-os, matando sempre, e entrou juntamente com eles; as casas encheram-se imediatamente de fugitivos e muitos foram logo mortos: em seguida, mandou destruir os telhados; muitos ficaram esmagados sob os escombros, sob as ruínas; outros foram traspassados pelas espadas dos soldados. O número dos mortos foi tão grande, que os montes de seus corpos atravancavam as estradas aos vitoriosos. Esse espetáculo causou tal espanto ao país, que todos fugiram. Herodes, depois de tão feliz resultado, teria ido diretamente a Jerusalém, se uma grande tempestade não o tivesse detido. Esse obstáculo impediu-o de obter uma vitória completa e derrotar inteiramente a Antígono que já se preparava para abandonar a capital do seu reino.

Quando chegou a noite, Herodes mandou seus amigos descansarem um pouco; ele também, molhado de suor, se pôs no banho, acompanhado somente por um de seus criados. Então, três dos inimigos, que o medo tinha feito esconderem-se naquela casa, saíram de espada na mão, para escapar; mas ficaram tão espantados com a presença do rei, embora ele estivesse nu, que só pensaram em fugir. Ninguém pensou em detê-los, e o príncipe julgou-se feliz por ter evitado tão grande perigo; assim, não lhes foi difícil escapar. No dia seguinte, ele mandou cortar a cabeça a Pappo, comandante das tropas de Antígono, que havia matado José, e a mandou a Feroras, seu irmão, para consolá-lo com a perda comum.

72. Depois que cessou a tempestade, esse grande general marchou para Jerusalém, acampou perto da cidade e a sitiou, três anos depois de ter sido declarado rei em Roma. Ele escolheu o lugar que julgou mais próprio para atacá-la e estabeleceu seu quartel diante do Templo, como já outrora Pompeu havia feito. Distribuiu o trabalho às tropas, dividiu entre elas os arrabaldes, ordenou que levantassem três plataformas e construíssem torres sobre elas; depois de ter dado ordens aos que julgava os mais aptos, foi para Samaria, a fim de desposar Mariana, filha de Alexandre, filho de Aristóbulo, que vimos que ele tinha escolhido, para mostrar com esse gesto que desprezava de tal modo seus inimigos, que aquele cerco não lhe impedia pensar em se casar. Ao seu regresso, trouxe novas tropas, refor-çando-as ainda mais com um grande número de soldados de infantaria e de cavalaria que Sósio, general do exército romano, lhe enviara, a maior parte delas, pelo meio do país, enquanto ele tinha vindo pela Fenícia. Todas estas tropas unidas juntamente perfizeram um total de onze legiões e seis mil cavaleiros, além das tropas auxiliares da Síria, cujo número era considerável. A praça foi atacada do lado do Setentrião. Herodes fundava seu direito sobre um decreto do Senado que lhe tinha dado o reino, e Sósio declarava ter sido enviado por Antônio para ajudá-lo naquela guerra. Os judeus, encerrados na praça, eram agitados por diversos movimentos. A população espalhada pelas cercanias do Templo deplorava sua infelicidade e invejava a felicidade dos que tinha morrido antes que eles tivessem sido reduzidos àquela miséria. Aqueles cuja coragem não estava tão abatida iam em grupos aos lugares mais próximos da cidade, procurar tudo o que podia servir para alimentar os homens e os cavalos; os mais ousados cuidavam também em se defender. Herodes, para remediar a tais assaltos, que destruíam os campos, colocou tropas de emboscada em diversos lugares e mandou vir de longe o necessário para a manutenção do exército. Quanto ao restante, nenhuma outra resistência foi maior do que a dos sitiados: sua ousadia nos perigos e seu desprezo pela morte, faziam ver que os romanos só os sobrepujavam na ciência da guerra. Eles retardavam com seus esforços a construção das plataformas: usavam de toda espécie de recursos para impedir o efeito das máquinas; por meio de minas, em cuja arte eram peritíssimos, eles se punham no meio dos que sitiavam, quando menos esperavam; um muro apenas se desmoronava e logo se começava com toda a solicitude a construir outro, que terminava antes que o primeiro tivesse acabado de ruir; para dizermos, em suma, nada se poderia acrescentar à sua força e atividade, ao seu trabalho e coragem, porque eles estavam resolvidos a se defender até o último suspiro. Assim, embora atacados por dois poderosos exércitos, eles sustentaram o cerco durante cinco meses. Por fim, os mais valentes de Herodes entraram por uma brecha na cidade, e os romanos entraram também do outro lado. Ocuparam primeiro tudo o que está em torno do Templo, espalharam-se em seguida por todos os lados; via-se aparecer de várias maneiras o espectro da morte, tanto os romanos estavam irritados pela recordação das agruras suportadas durante o cerco; os judeus, afeiçoados a Herodes, investiram contra os que tinham abraçado o partido de Antígono. Assim, matavam-nos nas ruas, nas casas e mesmo quando se refugiavam no Templo; não se perdoavam nem aos velhos, nem aos moços; a fraqueza do sexo não causava compaixão pelas mulheres; embora Herodes lhes ordenasse que as poupassem e juntasse aos rogos, suas ordens, não era obedecido, porque o furor os fizera perder todo sentimento de humanidade.

73.  Antígono, por um proceder digno de sua fortuna passada, desceu da torre onde estava e lançou-se aos pés de Sósio, que em vez de se comover, insultou-o ainda em sua infelicidade, chamando-o não de Antígono, mas de Antígona. Não o tratou, porém, como mulher, porque não confiou nele, pois o reteve prisioneiro.

74.  Herodes, depois de ter tido tanto trabalho em vencer seus inimigos, não teve menor dificuldade em reprimir a insolência dos estrangeiros que tinha chamado em seu auxílio. Estes lançaram-se em massa ao Templo, pela curiosidade de ver as coisas santas destinadas ao serviço de Deus. Ele usou, para impedi-los, não somente de rogos e ameaças, mas mesmo de força, porque se julgava mais infeliz, como vencedor, porquanto sua vitória era causa de que se expusesse aos olhos dos profanos o que não lhes era permitido ver. Também fez todo o possível para impedir o saque da cidade, dizendo firmemente a Sósio que, se os romanos queriam saqueá-la e privá-la de habitantes, ele seria apenas rei de um deserto e declarava-lhe que não queria comprar o império do mundo ao preço do sangue de um tão grande número de súditos. Sósio então respondeu-lhe que não podia recusar aos soldados o saque de uma praça que eles haviam tomado; então, prometeu recompensá-los com bens de sua propriedade. Assim, ele assegurou a vida da cidade e realizou magnificamente sua promessa, quer com relação aos soldados, quer aos oficiais e particularmente Sósio, ao qual deu presentes dignos de um rei.

75.  Este general do exército romano partiu de Jerusalém depois de ter oferecido a Deus uma coroa de ouro e levou Antígono prisioneiro a Antônio, que o manteve sempre com esperanças, até o dia que lhe mandou cortar a cabeça. Assim ele terminou sua vida, com uma morte digna da fraqueza que demonstrara em sua infelicidade.

76. Quando Herodes se viu senhor da Judéia pela tomada de Jerusalém, manifestou grande reconhecimento para com os que haviam abraçado os seus interesses e mandou matar um grande número de partidários de Antígono. Como ele não tinha dinheiro, mandou a Antônio e aos que estavam mais bem situados perante ele, o que ele tinha de móveis mais preciosos, mas não pôde, entretanto, com esse meio, pôr-se em condições de nada ter de temer, porque Antônio tinha tal paixão por Cleópatra, que nada lhe podia recusar. Essa ambiciosa mulher, princesa avarenta, depois de ter cruelmente perseguido os de sua própria família, pois não restava nem mais um só com vida, voltou seu furor contra os estrangeiros. Caluniava perante Antônio os mais ilustres dentre eles e o levava a condená-los à morte, a fim de se apoderar de suas riquezas. Sua avareza ainda não estava, porém, satisfeita; ela queria tratar do mesmo modo os judeus e os árabes e fez tudo o que podia para persuadir Antônio a mandar matar Herodes e Malce, reis daquelas duas nações. Ele fingiu consentir, mas não julgou justo manchar suas mãos no sangue desses príncipes, dos quais não tinha absolutamente motivo nenhum de se queixar. Contentou-se em não lhes manifestar mais a mesma amizade e em dar à princesa várias terras que tirou de seus territórios, dentre as quais as que se situam nas proximidades de Jerico, tão ricas em palmeiras e onde cresce o bálsamo, como também todas as cidades sobre o rio de Eléctra, com exceção de Tiro e de Sidom.

Depois de ter recebido dele tão grande presente, ela o acompanhou até o Eufrates, na sua partida para a guerra dos partos; passou depois além, foi à Judéia por Apaméia e Damasco. Herodes fez tudo o que pôde para acalmar-lhe o espírito com presentes, concedeu-lhe todas as honras, obrigou-se a pagar duzentos talentos por ano de renda das terras que Antônio havia tirado da Judéia, para lhas dar e a levou até Pelusa. Antônio, de regresso da guerra com os partos, que não foi longa, trouxe prisioneiro Artabazo, filho de Tigrano, e dele fez presente a Cleópatra, com o que havia conquistado de mais precioso.

 

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