Estamos em Manutenção # We are in Maintenance Bem Vindos a Este Espaço # Welcome to This Space

7 de janeiro de 2022

História De Israel – Teologia 31.296 (2º Parte Livro 1) CAPÍTULO 14 HERODES QUER IR SOCORRER ANTÔNIO, CONTRA AUGUSTO, MAS CLEÓPATRA FAZ QUE ELE O OBRIGUE A CONTINUAR A FAZER GUERRA AOS ÁRABES. GANHA UMA BATALHA CONTRA ELES, E PERDE OUTRA. TERRÍVEL TERREMOTO NA JUDÉIA OS TORNA TÃO OUSADOS QUE MATAM AOS EMBAIXADORES DOS JUDEUS. HERODES, VENDO OS SEUS MUITO ASSUSTADOS, DÁ-LHES TANTA CORAGEM COM UM DISCURSO, QUE ELES VENCEM OS ÁRABES E OS OBRIGAM A TOMÁ-LO COMO PROTETOR. *

 História De Israel – Teologia 31.296

(2º Parte Livro 1)

CAPÍTULO 14

HERODES QUER IR SOCORRER ANTÔNIO, CONTRA AUGUSTO, MAS CLEÓPATRA

FAZ QUE ELE O OBRIGUE A CONTINUAR A FAZER GUERRA AOS ÁRABES.

GANHA UMA BATALHA CONTRA ELES, E PERDE OUTRA. TERRÍVEL TERREMOTO

NA JUDÉIA OS TORNA TÃO OUSADOS QUE MATAM AOS EMBAIXADORES DOS

JUDEUS. HERODES, VENDO OS SEUS MUITO ASSUSTADOS, DÁ-LHES TANTA

CORAGEM COM UM DISCURSO, QUE ELES VENCEM OS ÁRABES E OS

OBRIGAM A TOMÁ-LO COMO PROTETOR. *

 

_______________________________

* Este registro também se encontra no Livro Décimo Quinto, capítulos 6, 7 e 8, Antigüidades Judaicas, Parte I.

 

77. Quando foi declarada a guerra entre Augusto e Antônio, Herodes, que então tinha reconquistado a fortaleza de Hircânio, a qual a irmã de Antígono lhe havia entregue, e que vivia pacífico em seu reino, resolveu levar auxílio a Antônio. Mas Cleópatra, temendo que uma ação tão generosa aumentasse o afeto de Antônio por ele, impediu-o por meio de certos artifícios; como nada havia que ela não fizesse para perder os soberbos e os arruinar, uns pelos outros, persuadiu Antônio a fazer guerra aos árabes, com o fim de aproveitar-se de suas conquistas, se ele fosse vitorioso, e de obter o reino da Judéia, se ele fosse vencido. Mas o que essa rainha fez para perder Herodes, saiu-lhe, ao contrário, em vantagem dele. Tendo reunido um grande número de cavaleiros e começado a atacar os sírios, venceu-os em Dióspolis, por mais resistência que eles fizessem. Os árabes reuniram depois um poderosíssimo exército. Herodes, vendo-os tão fortes, julgou dever agir com prudência, nessa guerra, e queria rodear seu acampamento, com um muro; mas sua primeira vitória tornara seus soldados tão altivos e cheios de si que ele não os pôde impedir de atacar os inimigos. A princípio, destroçaram-nos, puseram-nos em fuga, perseguiram-nos e já se julgavam inteiramente vencedores, quando Ateniom, um dos generais das tropas de Cleópatra, que sempre fora inimigo de Herodes, atacou-os com as tropas que comandava e assim restituiu a coragem aos árabes. Eles reuniram-se de novo, voltaram ao combate; aqueles lugares pedregosos e de difícil acesso, eram-lhes favoráveis, e eles conseguiram pôr os judeus em fuga e mataram também a muitos. O restante retirou-se para a aldeia de Ormisa; os árabes saquearam-lhes o acampamento, sem que Herodes pudesse vir prontamente em auxílio daquela parte de seu exército, que foi destruída por completo. A desobediência de seus soldados foi causa dessa infelicidade, pois se eles não se tivessem arriscado àquele combate, com tanta precipitação, Ateniom não teria tido a glória de vencê-los, quando eles já se julgavam vencedores. Herodes vingou-se dos árabes por meio de contínuas incursões em seu país e compensou assim, com pequenas vantagens, a vitória que haviam alcançado contra ele.

78. Nesse mesmo tempo, no sétimo ano de seu reinado, durante o mais forte da guerra, entre Augusto e Antônio, ele fustigava assim os inimigos, e aconteceu na Judéia, no começo da primavera, o maior terremoto que jamais se viu. Um número incalculável de animais pereceu nesse flagelo mandado por Deus e custou a vida a trinta mil * pessoas, mas os soldados não sofreram mal algum, porque estavam acampados ao ar livre. A notícia de tão estranha desolação aumentou a ousadia dos árabes e, como se costuma representar o mal muito maior do que na realidade ele é, fizeram-nos crer que a Judéia estava inteiramente destruída. Assim, não duvidaram poder se apoderar de um país onde eles imaginavam que não existia mais ninguém para defendê-lo; depois de matarem os embaixadores que os judeus lhes enviaram, marcharam a passos forçados para acabar de destruí-la.

 

__________________________

* O Livro Décimo Quinto, capítulo 7, Antigüidades Judaicas, Parte I, registra dez mil homens.

 

79. Herodes, vendo os seus muito alarmados, quer por uma tão repentina irrupção, quer por uma série tão longa de desgraças, esforçou-se por lhes dar coragem, falando-lhes assim: "Não vejo que razão tendes para temer, pois ainda que haja motivo de se afligir, pelos castigos que a cólera de Deus nos faça sofrer, não podemos, sem covardia, nos deixar abater pela dor, quando se trata de resistir aos injustos esforços dos homens. Muito ao contrário, esse tremor de terra deve tornar nossos inimigos menos temíveis, pois o considero como uma cilada que Deus lhes armou para castigar o ultraje que eles nos fizeram. Bem vedes que não é, nem em suas forças, nem em suas armas, mas somente em nossa desgraça, que eles põem sua confiança. Ora, que esperança pode ser mais enganadora do que aquela que, em vez de ser fundada em nós mesmos, ao invés, baseia-se na infelicidade dos outros? Nada mais certo entre os homens do que os bons e os maus eventos; eles mudam a cada momento, como apraz à sorte, nem devemos procurar em outra parte os exemplos, pois os conhecemos nós mesmos. Como os vencemos no primeiro combate e eles nos venceram no segundo, não tenho motivo de me imaginar que os venceremos neste, quando eles já se julgam vitoriosos, porque a excessiva confiança impede que eles fiquem de sobreaviso e a desconfiança faz agir com prudência e com ponderação? Assim, o que vos faz temer me dá certeza, porque foi aquela perigosa confiança que deu ocasião a Ateniom de vos surpreender e atacar-vos, quando vos pusestes na luta contra minha ordem, com muita temeridade. Agora, vossa prudente moderação promete-me a vitória e esta é mesmo a disposição que deveis ter antes do choque. Mas quando estiverdes no calor da peleja, devereis demonstrar muita coragem para dar a conhecer a esses ímpios que não há males, de qualquer lado eles venham, quer do céu, quer da terra, que possam assustar os judeus, nem fazê-los perder a coragem, mas que eles combatem até o último suspiro, antes que ter como senhores esses pérfidos, que tantas vezes correram risco de lhe serem sujeitos. As coisas inanimadas não devem, do mesmo modo, ser capazes e vos causar temor. Então, por que imaginar que um terremoto é o presságio de uma desgraça? Nada é mais natural do que esses abalos dos elementos e eles não causam outro mal além do que acabam de causar. Pode acontecer que alguns sinais dêem motivo de se temer a peste, a carestia e os tremores de terra, mas quando eles sucedem, quanto maiores são, mais nós lhe vemos o fim. E mesmo quando fôssemos vencidos, poderíamos tolerar mais o que sofremos, por causa desse terremoto? Que espanto, não deve, ao contrário, causar aos nossos inimigos um crime tão espantoso como o de ter manchado cruelmente as mãos no sangue dos nossos embaixadores, e não ter tido horror em oferecer a Deus tais vítimas como gratidão pela vitória? Julgais que eles possam justificar-se na sua presença e evitar os raios que lança sobre os maus, seu braço invencível, contanto que, animados pelo mesmo espírito e pela mesma coragem de nossos antepassados, vós vos exciteis, para não deixardes impune esses violadores do direito das gentes? Que cada um de vós compreenda que não é somente combater por sua esposa, seus filhos e sua pátria, mas também vingar a morte dos nossos embaixadores. Embora mortos eles marcharão à frente de nosso exército e, se me obedecerdes, eu serei o primeiro a me expor aos maiores perigos. Mas, sobretudo, lembrai-vos de que nossos inimigos não poderão resistir ao nosso ataque, se vós mesmos não o tornardes inútil por vossa temeridade."

80. Depois que esse corajoso príncipe assim falou, ofereceu sacrifícios a Deus, passou o Jordão, e acampou muito perto dos inimigos e do castelo de Filadelfo, do qual cada um dos dois partidos tinha intenção de se apoderar. Os árabes enviaram tropas para atacá-los; mas os judeus as repeliram e ocuparam a colina. Não se passava um dia sem que Herodes não mandasse seu exército à luta e não provocasse os inimigos com contínuas escaramuças. Embora eles o superassem muito em número, eles estavam tão atemorizados e Elteme, seu general, mais que todos, que não ousavam sair de suas posições. Herodes lá os foi atacar, e assim eles foram obrigados a aceitar o combate, com extrema desordem, pois não tinham esperança alguma de vencer. Enquanto resistiam, a matança não foi muito grande; mas quando se puseram a fugir, muitos foram mortos e os outros, matavam a si mesmos, tal era a confusão. Cinco mil ficaram mortos no campo de batalha e na fuga, e o restante foi obrigado a voltar para o acampamento. Herodes imediatamente lá os foi sitiar e a falta de água juntamente com outras dificuldades os reduziu à extrema miséria. Eles mandaram então oferecer-lhe cinqüenta talentos como resgate, e ele tratou os embaixadores com tanto desprezo que nem mesmo se dignou escutá-los. A sede deles aumentava sempre e lhes tornava a vida insuportável; quatro mil saíram em cinco dias e se entregaram aos judeus, que os prenderam com cadeias. No sexto dia o restante, levado ao desespero, saiu para morrer com as armas na mão. Uns sete mil foram mortos. Tão grande perda satisfez a vingança de Herodes e abateu de tal modo o orgulho dos árabes que eles o tomaram como protetor.

 

Que o Santo Espirito do Senhor, ilumine o nosso entendimento

Não perca tempo, Indique esta maravilhosa Leitura

Custo:O Leitor não paga Nada, 

Você APENAS DIVULGA

E COMPARTILHA

.

 

0 Comentários :

Postar um comentário

Deus abençoe seu Comentario