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7 de janeiro de 2022

História De Israel – Teologia 31.298 (2º Parte Livro 1) CAPÍTULO 16 SOBERBOS EDIFÍCIOS CONSTRUÍDOS EM GRANDE NÚMERO POR HERODES, TANTO NO SEU REINO COMO FORA DELE, DENTRE OS QUAIS RECONSTRUIR COMPLETAMENTE O TEMPLO DE JERUSALÉM E A CIDADE DE CESARÉIA. SUA EXTREMA LIBERALIDADE. BENS QUE RECEBERA DA NATUREZA COMO DA FORTUNA. *

 

História De Israel – Teologia 31.298

(2º Parte Livro 1)

CAPÍTULO 16

SOBERBOS EDIFÍCIOS CONSTRUÍDOS EM GRANDE NÚMERO POR HERODES,

TANTO NO SEU REINO COMO FORA DELE, DENTRE OS QUAIS RECONSTRUIR

COMPLETAMENTE O TEMPLO DE JERUSALÉM E A CIDADE DE CESARÉIA.

SUA EXTREMA LIBERALIDADE. BENS QUE RECEBERA DA NATUREZA

COMO DA FORTUNA. *

 

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* Este registro também se encontra no Livro Décimo Quinto, capítulos 11, 12, 1 3 e 14, e no Livro Décimo Sexto, capítulo 9, Antigüidades Judaicas, Parte I.

 

83. Este príncipe, tão feliz, fez no décimo quinto ano ** de seu reinado, reconstruir o Templo de Jerusalém, com despesas e magnificências incríveis. Ele o circunscreveu duas vezes mais do que antes; construiu de ponta a ponta galerias soberbas, que o uniam do lado do Setentrião à fortaleza, que ele não tornou menos bela do que o palácio real e a chamou Antônia, em honra de Antônio.

 

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* No Livro Décimo Quinto, capítulo 14, n2 676, diz décimo oitavo ano.

 

84.  Mandou também fazer no lugar mais elevado da cidade um palácio com dois enormes aposentos, tão ricos e tão magníficos, que nem mesmo os Templos se lhes podem comparar; a um deles deu o nome de Cesáreo e .ao outro de Agrípio, em honra de Augusto e de Agripa.

Mas não foi somente com palácios que ele quis conservar seu nome na posteridade e imortalizar sua memória. Ele mandou também construir, no território da Samaria, uma cidade extraordinariamente bela, que tinha vinte estádios de perímetro e à qual chamou Sebaste, isto é, Augusta. Dentre outros edifícios com que a embelezou, lá construiu um grandioso Templo diante do qual havia uma praça de três estádios e meio e a consagrou a Augusto. Quanto à cidade, ele a povoou com seis mil habitantes, deu-lhes excelentes terras para cultivar e os tornou felizes pelos privilégios que lhes concedeu. O generoso imperador não quis deixar, sem um sinal de reconhecimento, essa demonstração de afeto de Herodes. Acrescentou ainda outras terras aos seus termos. Herodes, para lhe testemunhar sua gratidão, ergueu em sua honra, num lugar chamado Pânio, perto da nascente do Jordão, um outro Templo, todo de mármore branco. Há ali perto uma montanha tão alta cujo vértice parece tocar as nuvens; está cercada de enormes rochedos, no fundo do vale, que está abaixo, há uma tenebrosa caverna, que as águas caindo do alto, cavaram com o tempo, tão profunda que dificilmente se poderia encontrar-lhe o fundo, pela incrível quantidade de água que contém. Do pé dessa caverna jorram as fontes de que se julga ter o Jordão sua nascente. Mas disso falaremos mais particularmente em outro lugar.

Esse príncipe mandou também construir perto de jerico, entre o castelo de Cipro e as antigas casas reais, outros palácios mais cômodos, aos quais deu os nomes de Augusto e Agripa; não havia lugar em todo o seu reino apropriado a tornar célebre o nome desse grande imperador, que ele não empregasse para esse fim. Construiu-lhe também em outras províncias vários Templos, aos quais deu igualmente o seu nome.

85.  Quando fazia a visita às cidades marítimas, viu que a torre de Estratão estava em ruínas, tão antiga ela era; mas sua posição a tornava capaz de receber todo o embelezamento que sua magnificência lhe quisera dar; por isso, não somente a mandou restaurar com pedras muitos brancas, mas ali construiu um soberbo palácio, mostrando naquela obra mais que em qualquer outra, o quanto sua alma era grande e elevada. Essa cidade está situada entre Dora e Jope, numa costa assaz desprovida de portos; os que querem ir da Fenícia ao Egito são obrigados a passar pelo alto mar, tanto temem o vento, chamado Áfrico, o qual, ainda que sopre levemente, levanta e impele vagas tão grandes contra os rochedos que as aumentam ainda mais, revolvendo a agitação do mar, durante certo tempo. Mas este rei tão magnífico tornou-se, por seus cuidados, por suas libera-lidades e por seu amor à glória, vencedor da mesma natureza; ele construiu, contra todos os obstáculos, um porto mais espaçoso do que o de Pireu, no qual os maiores navios podiam estar em segurança, contra todos os perigos das tempestades e cuja construção era tão perfeita, que se poderia pensar nenhuma dificuldade se encontrou na realização daquela obra. Depois que ele mandou tomar as medidas da extensão do porto, como o mar tinha naquele lugar vinte braças de profundidade, mandou enchê-lo com pedras de tamanho descomunal, das quais a maior parte tinha cinqüenta pés de comprimento, dez de largura * e nove de altura. Havia mesmo ainda outras maiores, e assim ele o fez até a flor d'água. A metade dessa mole, que tinha duzentos pés de largura, servia para quebrar a violência das vagas; construiu-se sobre a outra metade um muro fortificado com torres, à maior e à mais bela das quais Herodes deu o nome de Druso, filho da imperatriz Lívia, mulher de Augusto. Havia dentro do porto grandes armazéns vazios para receber qualquer mercadoria e diversos outros pórticos em arcadas, para alojar os marinheiros. Uma descida muito suave, e que podia servir de belo passeio, rodeava todo o porto, cuja entrada estava em frente dos ventos do inverno, que, naquele lugar, é o mais favorável de todos os ventos. Dos dois lados dessa entrada, estavam três colossos, apoiados em pilastras; os que estavam à esquerda, eram sustentados por uma torre muita forte e os da direita por duas colunas de pedra, tão grandes que sobrepujavam a altura da torre. Viam-se nas cercanias do porto uma fileira de casas construídas de uma pedra muito branca e ruas igualmente distantes umas das outras, que iam da cidade ao porto. Construiu-se também sobre uma colina que está em frente à entrada desse porto um Templo a Augusto, de tamanho e de beleza extraordinários. Lá se via uma estátua desse ilustre imperador do tamanho da de Júpiter Olímpico, sobre cujo modelo tinha sido feita, e uma outra de Roma, semelhante à de )uno de Argos. Herodes, construindo esta cidade, queria a utilidade da Província; edificando esse soberbo porto, a comodidade e a segurança do comércio; num e noutro, bem como nesse Templo tão magnífico, a glória de Augusto, em honra do qual ele deu o nome de Cesaréia a essa nova e admirável cidade. E, para que absolu-tampntP nada faltasse, do aue a poderia tornar digna de nome tão célebre, ele acrescentou a tantas e tão grandes obras, um mercado, o mais belo do mundo, um teatro e um anfiteatro, que não era inferior a tudo o mais. Determinou, em seguida, jogos e espetáculos que se deviam realizar de cinco em cinco anos, em honra de Augusto; e ele mesmo fez-lhe a abertura na centésima nonagésima segunda Olimpíada. Prometeu grandes prêmios não somente aos que saíssem vencedores nesses jogos de exercícios, mas também, aos segundos e aos terceiros colocados.

Mandou também reconstruir a cidade de Antedom, que a guerra tinham destruído e a chamou Agripina, para honrar a memória de Agripa, seu amigo, cujo nome mandou gravar sobre a porta do Templo, que mandara construir.

 

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* No Livro Décimo Quinto, capítulo 1 3, nº 669, diz dezoito de largura.

 

86.  Se este príncipe manifestou tanto afeto pelos estrangeiros, não menos ele fez pelos seus parentes. Construiu no lugar mais fértil do seu reino, que as águas e os bosques tornavam muito agradável, uma cidade a que chamou Antípátrida, por causa de seu pai, e acima de Jerico, um castelo a que chamou de Cipro, do nome de sua mãe e que não era menos admirável pela resistência do que pela beleza. Como também não queria esquecer Fazael, seu irmão, que ele tinha particularmente amado, para honrar sua memória, construiu vários edifícios de beleza e valor. O primeiro foi uma torre em Jerusalém, a que chamou de Fazaela, de que veremos em seguida o tamanho e a resistência, construiu também perto de Jerico, do lado do Setentrião, uma cidade à qual deu o mesmo nome.

87.  Depois de ter trabalhado com tanta magnificência para tornar célebres os nomes de seus amigos e de seus parentes para a posteridade ele não se esqueceu de si mesmo. Mandou construir do lado oposto da montanha que está perto da Arábia, um castelo muito forte, ao qual chamou de Herodiom e deu o mesmo nome a uma colina, distante sessenta estádios de Jerusalém que não era natural, mas que ele fez levantar em forma de seio, com terra para lá transportada, e cujo cume rodeou de torres, todas redondas. Construiu abaixo um palácio cujo inte-rior não era somente muito rico, mas o exterior também era soberbo, que se não podia contemplá-lo sem admiração. Para lá fez vir de muito longe e com ingentes despesas, grande quantidade de água; lá se subia por meio de duzentos degraus de mármore branco. Mandou também fazer aos pés dessa colina um outro palácio, para hospedar seus amigos, que era tão espaçoso e tão cheio de toda espécie de bens, que se considerando a grandeza e a abundância, poderia ser tomado por uma cidade: mas sua magnificência fazia bem ver que era um palácio real.

88.  Depois de tantas e grandes obras empreendidas e levadas a cabo por esse príncipe na Judéia, ele quis também mostrar externamente que sua magnificência não tinha limites. Mandou fazer em Trípoli, em Damasco e em Ptolemaida, colégios para instruir a juventude; em Biblos, fortes muralhas; em Berita e em Tiro, lugares de assembléia, armazéns públicos, mercados e Templos; em Sidom e em Damasco, teatros. Mandou fazer também aquedutos para levar água a Laocidéia, cidade perto do mar, e em Ascalom, banhos, fontes e pórticos admiráveis, quer por sua grandeza, quer pela sua beleza. Ele deu a outros, florestas e portos, a outros, terras, como se eles tivessem direito de participar dos bens de seu reino e a outros, bem como a Coos, rendas anuais e perpétuas, a fim de que não pudessem jamais perder a memória dos favores que lhe deviam. Distribuiu também o trigo a todos os que tinham necessidade dele, emprestanteu muitas vezes dinheiro, aos rodianos, para lhes dar os meios de equipar frotas, e o Templo de Apoio Pítio, tendo sido incendiado, ele o mandou reconstruir mais belo do que antes.

Que poderia eu ainda dizer da liberalidade que ele manifestou aos lícios, aos samenses e em toda a )ônia? Atenas, Lacedemônia, Nicópolis e Pérgamo da Mísia, não lhe sentiram também os efeitos de alguma maneira? A grande praça de Antioquia da Síria, que tem vinte estádios de comprimento, estava sempre tão cheia de lama, que por ali não se podia passar, não a mandou ele calçar de mármore e embelezar com galerias, onde podia a gente se abrigar durante a chuva?

Mas além desses favores em particular a tantas cidades e a tantos povos, louvores ele merece como os que os elídios receberam dele; pois não somente toda a Grécia não lhe é menos devedora do que eles, mas também todas as partes do mundo, onde a fama dos jogos olímpicos se espalhou, não são obrigados a neles tomar parte? Quando ele foi a Roma, achando que esses jogos eram o único sinal que restava da antiga Grécia, e não se podiam mais celebrar por falta de dinheiro para as despesas, não se contentou de dar, naquele ano, os prêmio aos vencedores, mas estabeleceu mesmo um fundo, capaz de lhe satisfazer perpetuamente às despesas e assim, eternizou a sua memória.

89.  Eu jamais poderia terminar, se quisesse enumerar todas as dívidas que Derdoou e todos os impostos de que aliviou os povos, principalmente os de Fazaela, de Balaneote e de outras cidades vizinhas a Cilícia, às quais ele teria feito muito mais bem, se não tivesse temido causar inveja aos seus senhores, como se ele quisesse conquistá-la, demonstrando-lhe mais afeto do que eles mesmos.

90. A força física desse príncipe estava em relação com a grandeza de sua alma. Apreciando muito a caça e sendo muito bom cavaleiro, não havia animal mais veloz que não perseguisse; há no país grande quantidade de veados e de burros selvagens; certa vez ele matou uns quarenta deles em um só dia. Ele obtinha tão bons resultados em todos os outros exercícios e era tão valente, que os mais bravos na guerra não podiam resistir à sua coragem, nem os mais hábeis viam, sem espanto, com que vigor e precisão lançava o dardo e atirava com o arco.

Tendo recebido tantos dons da natureza, ele não tinha menos motivo de se vangloriar de sua fortuna. Ela lhe foi sempre tão favorável que o fez vitorioso em todas as guerras, não menos em algumas ocasiões, em que a má sorte não lhe pôde, porém, ser atribuída, mas à perfídia de alguns traidores ou à temeridade de seus soldados.

 

Que o Santo Espirito do Senhor, ilumine o nosso entendimento

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